{"id":1010,"date":"2012-11-15T16:47:00","date_gmt":"2012-11-15T16:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/site\/?p=1010"},"modified":"2026-03-21T15:41:25","modified_gmt":"2026-03-21T15:41:25","slug":"ano-da-fe-carta-pastoral-do-cardeal-patriarca-de-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/ano-da-fe-carta-pastoral-do-cardeal-patriarca-de-lisboa\/","title":{"rendered":"Ano da F\u00e9: Carta Pastoral do Cardeal-Patriarca de Lisboa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Carta Pastoral do Cardeal-Patriarca de Lisboa<img decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-841\" style=\"margin: 0px 0px 0px 8px; float: right;\" src=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/DJosePolicarp.jpg\" alt=\"DJosePolicarp\" width=\"150\" height=\"99\" srcset=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/DJosePolicarp.jpg 403w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/DJosePolicarp-300x197.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><br \/><\/strong><\/span><strong>por ocasi\u00e3o da abertura diocesana do Ano da F\u00e9<\/strong><\/span><br \/>\n<strong>Introdu\u00e7\u00e3o<br \/>1. <\/strong>O Santo Padre Bento XVI proclamou um Ano da F\u00e9, para celebrar cinquenta anos da Abertura do Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico Vaticano II e assim preparar a Igreja para a sua miss\u00e3o evangelizadora, respondendo ao desafio de uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Porque \u00e9 que o Santo Padre achou que um Ano de aprofundamento da nossa f\u00e9 \u00e9 o caminho certo para o nosso reencontro com o Conc\u00edlio e podermos responder, de forma adequada, \u00e0 miss\u00e3o evangelizadora da Igreja na nossa sociedade contempor\u00e2nea? \u00c9 sobre isso que pretendo meditar convosco, em Igreja, atrav\u00e9s desta Carta Pastoral.<\/span><\/p>\n<p>H\u00e1 cinquenta anos o Conc\u00edlio foi uma resposta de f\u00e9 \u00e0s exig\u00eancias da miss\u00e3o da Igreja de anunciar o Evangelho no mundo contempor\u00e2neo em acelerada transforma\u00e7\u00e3o. Ele foi, antes de mais, uma afirma\u00e7\u00e3o de f\u00e9 na Igreja como enviada de Jesus Cristo e sacramento de salva\u00e7\u00e3o. No Conc\u00edlio a Igreja olhou para si mesma com f\u00e9, meditou no seu mist\u00e9rio, na sua identifica\u00e7\u00e3o com Cristo, pois s\u00f3 a essa luz ela descobrir\u00e1 a sua voca\u00e7\u00e3o \u00e0 santidade, a sua maneira de celebrar o mist\u00e9rio pascal, e se deixar\u00e1 possuir pela urg\u00eancia da evangeliza\u00e7\u00e3o. Como os Ap\u00f3stolos de Jesus, ela \u00e9 a enviada ao mundo, com amor, difundindo em todas as circunst\u00e2ncias da vida dos homens a luz de Cristo. \u00c9 assim que come\u00e7a o ensinamento do Conc\u00edlio sobre a Igreja: &#8220;Cristo \u00e9 a luz dos povos&#8221;. &#8220;Ao anunciar a todas as criaturas a boa nova do Evangelho, o Conc\u00edlio deseja iluminar todos os homens com a luz de Cristo que resplandece no rosto da Igreja&#8221;1.<\/span><\/p>\n<p>O Bem-Aventurado Jo\u00e3o Paulo II, ao lan\u00e7ar o desafio para uma &#8220;Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o&#8221;, disse que ela exige, antes de tudo, &#8220;um novo ardor da f\u00e9&#8221;. Viver um Ano da F\u00e9 sup\u00f5e, necessariamente, aceitar a actualidade do Conc\u00edlio como express\u00e3o da f\u00e9 da Igreja e viver a nossa f\u00e9 de forma que ela tenha esse &#8220;novo ardor&#8221; que nos h\u00e1-de p\u00f4r a caminho em ordem \u00e0 santidade e ao an\u00fancio da salva\u00e7\u00e3o na nossa sociedade contempor\u00e2nea.<\/span><\/p>\n<p><strong>A f\u00e9 vista como peregrina\u00e7\u00e3o<br \/>2.<\/strong> O Santo Padre Bento XVI lembrou-nos que a f\u00e9 \u00e9 uma porta &#8220;que introduz na vida de comunh\u00e3o com Deus e permite a entrada na sua Igreja (&#8230;). \u00c9 poss\u00edvel cruzar este limiar quando a Palavra de Deus \u00e9 anunciada e o cora\u00e7\u00e3o se deixa plasmar pela gra\u00e7a que transforma. Atravessar aquela Porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira&#8221;2. \u00c9, pois, um longo caminho, percorrido pessoalmente e em Igreja, que dura toda a vida. Na par\u00e1bola dos trabalhadores da vinha (cf. Mt 20,1-16) \u00e9 dito que se pode sempre entrar. O Santo Padre diz que esta porta est\u00e1 sempre aberta; e essa porta \u00e9 o pr\u00f3prio Cristo. Entrar por ela \u00e9 escolher uma perspectiva de vida que \u00e9 a do pr\u00f3prio Senhor, que nos une a Ele para vivermos como Ele viveu. \u00c9 um longo caminho, compar\u00e1vel \u00e0 experi\u00eancia da peregrina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Durante este ano somos convidados a percorrer este caminho, em Igreja, onde nos apoiamos uns aos outros, aprendemos uns com os outros e nos fortalecemos mutuamente, sabendo que \u00e9 o Senhor quem nos guia. O peregrino ainda n\u00e3o chegou ao &#8220;santu\u00e1rio&#8221; que o atrai; pode perder-se no caminho, sofrer o cansa\u00e7o e a tenta\u00e7\u00e3o do des\u00e2nimo. O peregrino deve manter o cora\u00e7\u00e3o atento \u00c0quele que o atrai e que \u00e9 o motivo da sua caminhada; deve confiar humildemente que as agruras do caminho n\u00e3o impedem a chegada ao &#8220;santu\u00e1rio&#8221;.<\/span><\/p>\n<p><strong>3. <\/strong>Em Igreja diocesana, vamos continuar a nossa peregrina\u00e7\u00e3o da f\u00e9. Para vivermos este Ano como uma peregrina\u00e7\u00e3o da f\u00e9 temos de, com humildade e verdade, ver qual \u00e9 o nosso ponto de partida, quais as etapas deste caminho e qual o ponto de chegada que nos atrai.<\/span><\/p>\n<p>Qual \u00e9 o nosso ponto de partida, pessoalmente e como membros da Igreja? Qual \u00e9 a nossa rela\u00e7\u00e3o com Jesus Cristo? \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o de amor e de fidelidade? Acreditamos que somos um com Ele, membros do seu Corpo que \u00e9 a Igreja? Como escutamos a sua Palavra? Aceitamos que Ele muda a nossa vida? Como celebramos a Eucaristia? Damos testemunho d&#8217;Ele aos outros homens nossos irm\u00e3os? Uma an\u00e1lise sincera do nosso ponto de partida, \u00e9 exigida pela sinceridade da nossa peregrina\u00e7\u00e3o. Precisamos de fazer este exame de consci\u00eancia em Igreja. O que Deus nos pede e nos d\u00e1 \u00e9 para cada um de n\u00f3s, mas \u00e9 prioritariamente para o seu Corpo, a Igreja que \u00e9 o seu Corpo m\u00edstico. Esta peregrina\u00e7\u00e3o s\u00f3 se pode fazer em Igreja.<\/span><\/p>\n<p>S\u00f3 ent\u00e3o sentimos o desejo e a coragem para percorrer as etapas desta peregrina\u00e7\u00e3o. Elas s\u00e3o acreditar, viver, celebrar, testemunhar3. Em cada uma destas etapas aprofundamos o desejo de alcan\u00e7ar o termo da nossa peregrina\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7ar a terra prometida. A caminhada da f\u00e9 perde densidade e sentido sem a esperan\u00e7a da vida eterna. A Palavra do Senhor \u00e9 sempre Promessa. Viver a vida com Cristo \u00e9 esperar e desejar participar um dia na sua gl\u00f3ria de ressuscitado, na vida definitiva em Deus, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo.<\/span><\/p>\n<p>Durante esta nossa peregrina\u00e7\u00e3o temos de purificar este desejo da vida definitiva em Deus. O que significa, para n\u00f3s, esta caminhada para a vida eterna? Estamos demasiadamente marcados e motivados pela vida neste mundo, sem aceitar que ela \u00e9 ef\u00e9mera e passageira, que o Senhor nos criou para a vida eterna. A Liturgia, que \u00e9 a principal express\u00e3o da f\u00e9 da Igreja, aviva-nos sempre essa esperan\u00e7a. \u00c9 na Eucaristia que a Igreja se sente peregrina da Jerusal\u00e9m celeste e que descobre que a vida presente pode ser vivida ao ritmo da eternidade, como prim\u00edcias da vida definitiva.<\/span><\/p>\n<p>Supondo que cada um de n\u00f3s purifica, na humildade e na verdade, o momento presente da sua f\u00e9, tomemos consci\u00eancia das etapas que queremos percorrer nesta peregrina\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><strong>A surpresa da salva\u00e7\u00e3o<br \/>4.<\/strong> A f\u00e9, para quem entra pela primeira vez pela &#8220;porta da f\u00e9&#8221;, e para todos os que querem percorrer esse caminho novo, torna-se a surpresa da salva\u00e7\u00e3o. Em que consiste essa surpresa? Deus criou o homem \u00e0 sua Imagem, para atingir a felicidade e a plenitude da vida na comunh\u00e3o de amor com Ele e n&#8217;Ele com todos os homens seus irm\u00e3os. Para isso ser poss\u00edvel, Deus criou o homem livre. A felicidade que deseja para n\u00f3s, tem de ser querida e escolhida. A ess\u00eancia da liberdade \u00e9 a capacidade de escolher sempre a verdadeira vida e o amor. Mas foi exactamente no exerc\u00edcio dessa liberdade que o homem se afastou de Deus, e isso alterou profundamente a qualidade e o sentido da sua vida. O homem foi expulso do para\u00edso que j\u00e1 existia neste mundo, em di\u00e1logo harm\u00f3nico com toda a cria\u00e7\u00e3o, criada para o homem. O destino \u00faltimo da fam\u00edlia humana ficou comprometido, embora todos os homens tenham guardado no seu cora\u00e7\u00e3o o desejo da harmonia com Deus.<\/span><\/p>\n<p>Ser\u00e1 que Deus ficou t\u00e3o triste e magoado que abandonou a humanidade ao seu destino? Mostra que n\u00e3o quando lhe dirige a sua Palavra, em acontecimentos que s\u00e3o sinais do seu amor e na palavra dos Profetas. Deus diz aos homens que n\u00e3o os abandonou, que os ama, que continua a querer para eles a felicidade eterna. Quando o homem escuta essa Palavra, fica comovido, acredita, reacende a esperan\u00e7a. A f\u00e9 d\u00e1-lhe seguran\u00e7a. No hebraico antigo a palavra acreditar significa sentir-se seguro, firme para caminhar, concretizando uma caracter\u00edstica do ser humano de procurar a sua seguran\u00e7a no amor. Se isso \u00e9 verdade no amor humano, como \u00e9 firme a seguran\u00e7a que experimentamos quando sentimos que Deus nos ama.<\/span><\/p>\n<p>A f\u00e9 \u00e9 a resposta do homem a essa manifesta\u00e7\u00e3o do amor de Deus. A f\u00e9 traz consigo a esperan\u00e7a de vencer o pecado que nos separa de Deus e de reconstruir a intimidade com Ele. Ela n\u00e3o tem a luz da felicidade original, n\u00e3o nos faz experimentar ainda o esplendor da vida eterna. \u00c9 uma ades\u00e3o humilde e corajosa ao amor de Deus que nos quer salvar. \u00c9 uma etapa exigente e redentora, donde brota j\u00e1 uma luz nova, a luz da f\u00e9, que ilumina o caminho a percorrer, mas que tem a exig\u00eancia da reden\u00e7\u00e3o. O caminho novo que ela nos abre exige convers\u00e3o e reden\u00e7\u00e3o. Deus promete-nos a plenitude da vida eterna, mas isso sup\u00f5e uma transforma\u00e7\u00e3o da vida, j\u00e1 neste mundo, tornando-a digna de viver com Deus. N\u00e3o se vai para o C\u00e9u s\u00f3 porque Deus \u00e9 bom e esquece os nossos pecados; temos de aceitar a convers\u00e3o da nossa vida, a purifica\u00e7\u00e3o da nossa liberdade, que Deus vai fazendo em n\u00f3s na caminhada da f\u00e9. Tudo isto se radicalizou e tornou definitivo quando a Palavra eterna de Deus encarnou e se exprimiu em Jesus Cristo. \u00c9 com Ele que temos de percorrer esse caminho novo, com o seu amor e a for\u00e7a criadora do seu Esp\u00edrito. Ele \u00e9 o nosso Bom Pastor. Mas a reden\u00e7\u00e3o \u00e9 exigente. A Ele exigiu-lhe o dom da pr\u00f3pria vida; a n\u00f3s que peregrinamos na f\u00e9 exige que nos unamos a Ele na sua cruz. O peregrino da f\u00e9, unido a Jesus, suporta toda a agrura da caminhada, nunca desiste e se, por momentos falha, pode sempre contar com a bondade do seu perd\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><strong>Escutar a Palavra de Deus<br \/>5. <\/strong>A Palavra de Deus \u00e9 a grande protagonista da Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o. Nela Deus revela-se como Deus-amor; escut\u00e1-l&#8217;O \u00e9 conhec\u00ea-l&#8217;O, n\u00e3o teoricamente, mas numa experi\u00eancia de vida, porque a salva\u00e7\u00e3o \u00e9 um caminho de reden\u00e7\u00e3o que exige uma nova maneira de viver. Deus revela-nos na sua Palavra o caminho dessa vida nova. A Palavra de Deus foi sempre comunicada aos homens com tr\u00eas dimens\u00f5es: ela \u00e9 revela\u00e7\u00e3o, \u00e9 Lei ou mandamento, porque indica o caminho da reden\u00e7\u00e3o e \u00e9 promessa porque anuncia o que Deus tem preparado para aqueles que O escutam e seguem o caminho que lhes indica. Acolher a Palavra \u00e9 acreditar. Mas a escuta da Palavra contem em g\u00e9rmen toda a perfei\u00e7\u00e3o crist\u00e3: a f\u00e9, porque a Palavra \u00e9 revela\u00e7\u00e3o; a esperan\u00e7a, porque a Palavra \u00e9 promessa; o amor, porque nos desafia \u00e0 intimidade com Deus e nos convida \u00e0 obedi\u00eancia aos mandamentos do Senhor.<\/span><\/p>\n<p>Desde sempre este di\u00e1logo de Deus com o seu Povo valoriza o homem, tem em conta as capacidades do cora\u00e7\u00e3o humano; \u00e9 um processo de encarna\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, de manifesta\u00e7\u00e3o de Deus atrav\u00e9s do humano. No Antigo Testamento os Profetas para anunciarem, com a sua pr\u00f3pria palavra, a Palavra de Deus, s\u00e3o possu\u00eddos por ela. Deus fala-lhes com tanta for\u00e7a que os leva a anunciarem como Palavra de Deus o que Deus lhes disse. Este dinamismo torna-se pleno e definitivo em Jesus Cristo, Palavra eterna, humanizada em Jesus de Nazar\u00e9. Tudo em Jesus \u00e9 Palavra de Deus e n\u00e3o apenas as palavras da sua prega\u00e7\u00e3o. A partir desse momento em que a Palavra eterna de Deus, o Seu Verbo, se fez Homem no seio de Maria, basta acolh\u00ea-l&#8217;O, escutando o que Ele ensina, seguindo-O com a totalidade da nossa vida, amando-O, partilhando com Ele o caminho da reden\u00e7\u00e3o. Ele \u00e9 plenamente revela\u00e7\u00e3o, Lei e promessa. \u00c9 por isso que, na tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 se tornou claro que o que Deus pede ao crist\u00e3o \u00e9 que escute Jesus Cristo. \u00c9 descobrir e sentir que quando ouvimos a Palavra de Deus no Antigo Testamento, \u00e9 escutar Jesus Cristo. &#8220;Este \u00e9 o Meu Filho muito amado, que tem todo o Meu favor. Escutai-O&#8221; (Mt. 17,5). Escutar o Senhor \u00e9 acolh\u00ea-l&#8217;O na totalidade do seu mist\u00e9rio.<\/span><\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> A nossa peregrina\u00e7\u00e3o da f\u00e9 tem de ser marcada por esta escuta de Jesus Cristo, da sua Palavra, da sua Pessoa, dos seus mandamentos, da sua promessa. No dia do Pentecostes Pedro, cheio da for\u00e7a do Esp\u00edrito, proclama solenemente o mist\u00e9rio de Jesus Cristo (cf. Act. 2,14-36). O texto dos Actos refere-nos a atitude dos que escutaram este an\u00fancio de Pedro: &#8220;Ao ouvirem isto, sentiram o cora\u00e7\u00e3o trespassado e disseram a Pedro e aos Ap\u00f3stolos: irm\u00e3os, o que devemos fazer?&#8221; (Act. 2,37). O an\u00fancio de Jesus Cristo, com a for\u00e7a da f\u00e9 de quem o faz, rasga o cora\u00e7\u00e3o. Mais uma vez o an\u00fancio da salva\u00e7\u00e3o \u00e9 uma surpresa. Jesus Cristo, se O escutarmos e O acolhermos, rasga-nos o cora\u00e7\u00e3o, \u00e9 como se a nossa vida come\u00e7asse de novo. Percebe-se a pergunta que os ouvintes fazem aos Ap\u00f3stolos: e agora o que temos de fazer? Eles v\u00e3o perceber, em Igreja, que Cristo \u00e9 o caminho, e que segui-l&#8217;O e imit\u00e1-l&#8217;O \u00e9 o novo caminho de vida.<\/span><\/p>\n<p>Neste Ano da F\u00e9 precisamos, antes de mais, que a Palavra seja proclamada com o ardor com que os Ap\u00f3stolos o fizeram no dia de Pentecostes. A proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho n\u00e3o \u00e9, apenas, o an\u00fancio de uma doutrina, mas da Pessoa de Jesus. S\u00f3 essa toca no cora\u00e7\u00e3o e o transforma. Isto desafia todos os anunciadores da Palavra, sacerdotes, di\u00e1conos, leitores, catequistas. Que ningu\u00e9m proclame a Palavra sem antes a ter meditado e rezado sobre ela. Como nos profetas \u00e9 preciso deixar que ela penetre em n\u00f3s e nos invada, para a podermos anunciar. A nova evangeliza\u00e7\u00e3o sup\u00f5e esse &#8220;novo ardor&#8221; na escuta da Palavra que, por minist\u00e9rio, devemos anunciar.<\/span><\/p>\n<p><strong>Acreditar \u00e9 viver uma vida nova<br \/>7. <\/strong>No Novo Testamento escutar a Palavra de Deus \u00e9 escutar a Palavra de Jesus e a totalidade da sua Pessoa, porque a sua Palavra, Ele pr\u00f3prio, \u00e9 a Palavra do Pai (cf. Jo. 12,49). Esta Palavra de Deus \u00e9 criadora, realiza sempre o que anuncia, desde que seja escutada. Todo o efeito transformador da Palavra \u00e9 obra de Deus em n\u00f3s, naqueles que escutam a Palavra de Jesus e a guardam (cf. Lc. 8,15).<\/span><\/p>\n<p>Os profetas chamam a esta ac\u00e7\u00e3o transformadora da Palavra um &#8220;cora\u00e7\u00e3o novo&#8221; (cf. Ez. 37,27-28). Na linguagem crist\u00e3 essa transforma\u00e7\u00e3o chama-se convers\u00e3o. A f\u00e9 \u00e9 um caminho cont\u00ednuo de convers\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Deus indica \u00e0queles que acreditaram o caminho dessa vida nova, luta de todos os dias enquanto estivermos neste mundo. A indica\u00e7\u00e3o desse caminho faz parte da mensagem da Palavra de Deus, \u00e9 vontade do pr\u00f3prio Senhor. J\u00e1 vimos que a Palavra de Deus, al\u00e9m de ser revela\u00e7\u00e3o \u00e9 Lei, isto \u00e9, mandamento, indica\u00e7\u00e3o do caminho da vida nova, da fidelidade a Jesus que nos convida a segui-l&#8217;O. N\u00e3o h\u00e1 caminhada da f\u00e9 sem fidelidade aos mandamentos.<\/span><\/p>\n<p>E qual \u00e9 esse mandamento do Senhor, os mandamentos da Lei de Deus, como aprendemos no catecismo? &#8220;Amar\u00e1s o Senhor, teu Deus, com todo o teu cora\u00e7\u00e3o, com toda a tua alma, com todas as tuas for\u00e7as e com toda a tua mente e ao teu pr\u00f3ximo como a ti mesmo&#8221;, respondeu o doutor da Lei a Jesus. E este acrescentou: &#8220;faz isso e viver\u00e1s&#8221; (Lc. 10, 27-28). J\u00e1 no Antigo testamento se acreditava que este mandamento resumia toda a Lei e todo o ensinamento dos profetas. No catecismo aprendemos que os dez mandamentos da Lei de Deus se resumem a dois: amar a Deus e amar o pr\u00f3ximo.<\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de dois amores, ambos s\u00e3o a express\u00e3o da caridade, participa\u00e7\u00e3o na vida de Deus que \u00e9 amor. S\u00e3o Jo\u00e3o, na sua primeira Carta \u00e9 claro: Se algu\u00e9m disser amo a Deus, mas odeia o seu irm\u00e3o, \u00e9 um mentiroso, pois quem n\u00e3o ama o seu irm\u00e3o, a quem v\u00ea, n\u00e3o pode amar a Deus que n\u00e3o v\u00ea&#8221; (1Jo. 4,20).<\/span><\/p>\n<p>O amor dos irm\u00e3os \u00e9, para n\u00f3s, o sinal de que entramos na vida nova: &#8220;n\u00f3s sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irm\u00e3os&#8221; (1Jo. 3,14). Jesus tinha ensinado os disc\u00edpulos: o que fizerdes a um dos meus irm\u00e3os mais pequeninos, \u00e9 a Mim que o fazeis (cf. Mt. 25,40).<\/span><\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> Na peregrina\u00e7\u00e3o da f\u00e9 \u00e9 fundamental tomar a s\u00e9rio os mandamentos, isto \u00e9, o caminho que o Senhor indica \u00e0queles que O seguem. Vivemos num tempo em que facilmente se relativizam os mandamentos, contrapondo a nossa liberdade \u00e0 Palavra de Deus, que encontra eco actualizado na palavra da Igreja. Viver o Ano da F\u00e9 exige de n\u00f3s a coragem de praticar os mandamentos. Eles s\u00e3o o caminho da caridade, e n\u00e3o h\u00e1 f\u00e9 viva sem caridade.<\/span><\/p>\n<p>O amor do pr\u00f3ximo \u00e9 um caminho seguro e ao nosso alcance para o amor de Deus. O nosso amor aos nossos irm\u00e3os \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o do amor com que Deus os ama. Os mandamentos de Deus convidam-nos, antes de mais, a valorizar a nossa voca\u00e7\u00e3o de comunh\u00e3o. Na fam\u00edlia, Igreja dom\u00e9stica, c\u00e9lula base da Igreja comunh\u00e3o de amor. O amor dos esposos, o amor dos pais aos seus filhos e destes aos seus pais, que encontra a sua for\u00e7a no sacramento do matrim\u00f3nio. O amor familiar encontra a sua principal express\u00e3o no amor casto de um cora\u00e7\u00e3o puro. A castidade n\u00e3o \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o da sexualidade, mas a sua viv\u00eancia, que n\u00e3o \u00e9 deslig\u00e1vel da ternura que exprime sempre a beleza do amor generoso. A sexualidade \u00e9 um dinamismo de dom e de procura do bem dos outros. Quando \u00e9 vivida como busca ego\u00edsta do prazer, n\u00e3o exprime o amor e pode tornar-se em viol\u00eancia e desrespeito pela dignidade do outro. O respeito pela vida, a pr\u00f3pria e a dos outros, nada fazendo que a agrida ou prejudique. O amor \u00e0 verdade, n\u00e3o construindo a vida sobre mentiras ou meias verdades. Cristo \u00e9 a verdade e procur\u00e1-la \u00e9 ir ao encontro do Senhor. N\u00e3o ter o cora\u00e7\u00e3o demasiadamente apegado aos bens materiais, o que afasta o nosso cora\u00e7\u00e3o dos bens definitivos e nos afasta da alegria do dom e da partilha.<\/span><\/p>\n<p>Tudo isto s\u00e3o express\u00f5es de quem ama a Deus, amando o seu pr\u00f3ximo. A caridade fraterna, nas circunst\u00e2ncias concretas da nossa sociedade, \u00e9 um chamamento exigente na nossa peregrina\u00e7\u00e3o da f\u00e9.<\/span><\/p>\n<p><strong>Amar a Deus rezando<br \/>9.<\/strong> O primeiro mandamento &#8220;amar a Deus sobre todas as coisas&#8221; encontra na ora\u00e7\u00e3o a sua express\u00e3o principal o que define a ora\u00e7\u00e3o como uma express\u00e3o do amor. Aquele &#8220;novo ardor&#8221; da f\u00e9 exprime-se na ora\u00e7\u00e3o. Este Ano da F\u00e9 tem de ser desafio de aprofundamento da ora\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>A ora\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o tem caracter\u00edsticas que \u00e9 bom recordar: antes de mais \u00e9 sempre feita atrav\u00e9s de Jesus Cristo pois s\u00f3 Ele nos leva ao Pai e nos faz mergulhar no mist\u00e9rio de Deus. Em segundo lugar ela \u00e9 fundamentalmente ora\u00e7\u00e3o da Igreja. O Povo do Senhor \u00e9 o verdadeiro sujeito da ora\u00e7\u00e3o. Mesmo quando esta \u00e9 individual, busca pessoal da intimidade com Deus, cada crist\u00e3o deve ter consci\u00eancia de ser membro da Igreja: na sua ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a Igreja que reza. \u00c9 por isso que a Liturgia \u00e9 a forma privilegiada de rezar, pois ela \u00e9 sempre ora\u00e7\u00e3o da Igreja e que se deve prolongar na ora\u00e7\u00e3o individual ou em grupo, inspirando-a. Durante este Ano da F\u00e9 procuremos descobrir a for\u00e7a e a beleza da ora\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, a Eucaristia, o of\u00edcio das horas, a celebra\u00e7\u00e3o de todos os sacramentos. Na Eucaristia a ponte entre a ora\u00e7\u00e3o da Igreja e a ora\u00e7\u00e3o pessoal \u00e9 garantida pela adora\u00e7\u00e3o eucar\u00edstica. \u00c9 o Senhor ressuscitado, realmente presente na Eucaristia que reconduz a nossa ora\u00e7\u00e3o pessoal \u00e0 qualidade de ser ora\u00e7\u00e3o da Igreja.<\/span><\/p>\n<p><strong>10.<\/strong> A ora\u00e7\u00e3o tem a mesma g\u00e9nese da f\u00e9: a escuta da Palavra de Deus, deixando que ela penetre, &#8220;como espada de dois gumes&#8221;, na intelig\u00eancia e no cora\u00e7\u00e3o. Acolher a Palavra gera a f\u00e9 e desabrocha na ora\u00e7\u00e3o. Para n\u00f3s crist\u00e3os escutar a Palavra \u00e9 acolher a Pessoa de Cristo, nos seus ensinamentos, na sua vida oferecida por n\u00f3s, na sua ressurrei\u00e7\u00e3o que \u00e9, para n\u00f3s, a promessa da vida eterna.<\/span><\/p>\n<p>Demos lugar \u00e0 Palavra nas nossas celebra\u00e7\u00f5es, proclamando-a bem, meditando-a com f\u00e9, percebendo a mensagem encarnada em cada circunst\u00e2ncia da nossa vida, do Povo a que pertencemos, da Igreja que amamos.<\/span><\/p>\n<p>Na nossa Igreja de Lisboa faremos tudo para ajudar a descobrir a ora\u00e7\u00e3o, escutando a Palavra. No novo Centro de Ora\u00e7\u00e3o, em Sintra, em sil\u00eancio, tudo o que a pedagogia da ora\u00e7\u00e3o nos pode dar ser\u00e1 disponibilizado. \u00c9 urgente, na nossa Diocese, aprender a rezar, pois isso significar\u00e1 aprender a celebrar, a deixar que o amor envolva a nossa vida, a esperar o encontro definitivo com o Senhor, na Casa do Pai.<\/span><\/p>\n<p><strong>A Palavra de Deus \u00e9 promessa<br \/>11. <\/strong>Toda a Palavra de Deus nos abre para a esperan\u00e7a da vida eterna. A verdadeira f\u00e9 inclui o desejo do encontro definitivo com Ele, de participarmos na Sua ressurrei\u00e7\u00e3o e de contemplar o Seu rosto. A f\u00e9 s\u00f3 ser\u00e1 verdadeira peregrina\u00e7\u00e3o se vamos a caminho do santu\u00e1rio definitivo, a Jerusal\u00e9m celeste.<\/span><\/p>\n<p>Este \u00e9 um ponto fr\u00e1gil da f\u00e9 de muitos crist\u00e3os. Est\u00e3o demasiadamente centrados na vida deste mundo. Porque a morte \u00e9 inevit\u00e1vel, aceitam uma vida depois da morte como solu\u00e7\u00e3o para o irremedi\u00e1vel. \u00c9 como se dissessem &#8220;do mal o menos&#8221;. Ora na mensagem de Jesus, dos Ap\u00f3stolos e dos Santos, a vida depois da morte \u00e9 participa\u00e7\u00e3o plena na gl\u00f3ria de Jesus Cristo, \u00e9 a realidade perfeita e definitiva que desejamos, \u00e9 a vida que nos foi dada. Somos peregrinos desse santu\u00e1rio, onde veremos a Deus tal qual \u00e9, e onde conviveremos, na alegria, com Maria, a Rainha desse C\u00e9u, os Santos a quem rezamos, os nossos irm\u00e3os que nos precederam e que encontraremos na alegria definitiva. A Igreja s\u00f3 \u00e9 uma comunidade, porque \u00e9 um Povo a caminho, a antec\u00e2mera da comunidade definitiva.<\/span><\/p>\n<p>Nos textos da Liturgia que celebramos esta esperan\u00e7a na vida eterna est\u00e1 continuamente presente, como prece de um Povo a caminho, como afirma\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a. Mas esta abertura \u00e0 gl\u00f3ria futura deve nascer no nosso cora\u00e7\u00e3o, aprendendo a n\u00e3o valorizar as realidades presentes como definitivas, sobretudo, ao escutar a Palavra do Senhor, a desejar conhece-l&#8217;O perfeitamente, participar totalmente da sua vida e do seu mist\u00e9rio.<\/span><\/p>\n<p><strong>Sereis minhas testemunhas&#8230;<br \/>12. <\/strong>Deus ama todos os homens e a todos quer conduzir para a plena alegria da vida. Desde a palavra dirigida aos profetas, sempre escolheu o caminho da encarna\u00e7\u00e3o para atrair os homens a Si. Foi por isso que o Filho de Deus se fez Homem e Se uniu definitivamente a todos os homens. No des\u00edgnio de Deus o an\u00fancio do seu amor pelos homens deve ser feito por homens que j\u00e1 se deixaram conquistar por esse desejo amoroso de Deus. A plenitude deste processo de humaniza\u00e7\u00e3o da salva\u00e7\u00e3o, \u00e9 o Homem Jesus Cristo, Filho de Deus. \u00c0queles que uniu a Si, envia-os como testemunhas. Eles tornam-se palavra e a sua vida pode ganhar a for\u00e7a da pr\u00f3pria Palavra de Cristo.<\/span><\/p>\n<p>Nesta peregrina\u00e7\u00e3o da f\u00e9 somos chamados a assumirmo-nos como testemunhas do amor salv\u00edfico de Deus, em Jesus Cristo. A vida das outras pessoas que convivem connosco pode depender da ousadia do nosso testemunho. Foi por isso que o Papa Jo\u00e3o Paulo II, ao lan\u00e7ar o desafio da Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o, lhe enunciou como primeira condi\u00e7\u00e3o um &#8220;novo ardor da f\u00e9&#8221;, que pode levar \u00e0 ousadia de descobrir novos caminhos. Este &#8220;novo ardor&#8221; da f\u00e9, faz de cada crist\u00e3o um enviado a anunciar, deve reflectir-se na f\u00e9 pessoal e na qualidade das estruturas pastorais da Igreja.<\/span><\/p>\n<p>Porque esta peregrina\u00e7\u00e3o da f\u00e9 \u00e9 feita em Igreja e n\u00e3o cada um isoladamente, as pessoas e as estruturas pastorais devem ser repassadas deste ardor da f\u00e9. Essas estruturas s\u00f3 se justificam para anunciar e fazer crescer, na f\u00e9, toda a nossa Igreja diocesana. O Santo Padre Bento XVI em visita pastoral ao seu Pa\u00eds de origem, lan\u00e7a um alerta que, embora tendo em conta as diferentes realidades, nos deve interpelar a n\u00f3s: &#8220;Na Alemanha, a Igreja est\u00e1 optimamente organizada. Mas, por detr\u00e1s das estruturas, porventura existe tamb\u00e9m a correlativa for\u00e7a espiritual, a for\u00e7a da f\u00e9 no Deus vivo? Sinceramente devemos afirmar que se verifica um excedente das estruturas em rela\u00e7\u00e3o ao Esp\u00edrito. Digo mais: a verdadeira crise da Igreja no mundo ocidental \u00e9 uma crise de f\u00e9. Se n\u00e3o chegarmos a uma verdadeira renova\u00e7\u00e3o da f\u00e9, qualquer reforma estrutural permanecer\u00e1 ineficaz&#8221;4.<\/span><\/p>\n<p>Desde a nossa C\u00faria Diocesana, \u00e0s estruturas vicariais e paroquiais, toda a organiza\u00e7\u00e3o pastoral \u00e9 chamada a renovar-se, no ardor da f\u00e9 e da miss\u00e3o, durante este Ano da F\u00e9.<\/span><\/p>\n<p><strong>Com Maria, M\u00e3e da Igreja<br \/>13. <\/strong>Nesta peregrina\u00e7\u00e3o da f\u00e9, somos guiados por Maria, a Estrela da Manh\u00e3 e M\u00e3e da Igreja. A devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora \u00e9 um tra\u00e7o forte do catolicismo portugu\u00eas. Devemos viver este Ano da F\u00e9, aprendendo a s\u00f3 dar a Nossa Senhora o lugar e o papel que Deus lhe deu, em uni\u00e3o com o Seu Filho Jesus Cristo. \u00c9 como M\u00e3e de Cristo e da Igreja que ela \u00e9 nosso farol, nossa protectora e nosso guia. S\u00f3 daremos a Nossa Senhora o lugar que Deus lhe deu se fizermos esta caminhada da f\u00e9 em Igreja. Ela vai connosco porque pertence \u00e0 Igreja, \u00e9 membro e modelo da Igreja, na maneira como escutou a Palavra que lhe mostra a vontade de Deus e lhe obedeceu, na radicalidade com que assumiu a miss\u00e3o do seu Filho Jesus Cristo, acolhendo a espada de dor que lhe trespassou o cora\u00e7\u00e3o; na plenitude com que participou da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus e foi coroada com a gl\u00f3ria dos bem-aventurados. Cada passo da nossa caminhada, deu-o Ela plenamente, continua a d\u00e1-lo connosco. A Ela deu-lhe Deus, misteriosamente, desde o primeiro momento da sua vida, um cora\u00e7\u00e3o imaculado. Oh! Como ela sabe que s\u00f3 podemos percorrer este caminho com um cora\u00e7\u00e3o puro, um cora\u00e7\u00e3o novo, capaz de escutar a Palavra, florir no amor e desejar a alegria definitiva em Deus.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Lisboa, 25 de Outubro de 2012, Solenidade da Dedica\u00e7\u00e3o da S\u00e9 Patriarcal<br \/>\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carta Pastoral do Cardeal-Patriarca de Lisboapor ocasi\u00e3o da abertura diocesana do Ano da F\u00e9 Introdu\u00e7\u00e3o1. 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