{"id":1016,"date":"2012-11-24T14:08:34","date_gmt":"2012-11-24T14:08:34","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/site\/?p=1016"},"modified":"2026-03-21T15:41:25","modified_gmt":"2026-03-21T15:41:25","slug":"sinodo-dos-bispos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/sinodo-dos-bispos-2\/","title":{"rendered":"S\u00ednodo dos Bispos"},"content":{"rendered":"<p><strong>&nbsp;<\/span><img decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-1015\" style=\"margin: 0px 0px 0px 8px; float: right;\" src=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/sinodo.jpg\" alt=\"sinodo\" width=\"150\" height=\"100\" srcset=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/sinodo.jpg 709w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/sinodo-300x201.jpg 300w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/sinodo-600x400.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/span><\/strong><br \/>\n<strong>S\u00ednodo dos Bispos<\/span><br \/>Mensagem ao Povo de Deus<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8220;Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o para a transmiss\u00e3o da F\u00e9&#8221;<\/span><\/strong>&nbsp;<\/span><\/p>\n<p>Roma, 7 a 28 de Outubro<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><em>Irm\u00e3os e irm\u00e3s,<\/span><\/em><br \/>\n\u00abA gra\u00e7a e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo\u00bb (Rm 1, 7). N\u00f3s, Bispos provenientes de todo o mundo, reunidos por convite do Bispo de Roma, o Papa Bento XVI, para refletir sobre \u00aba nova evangeliza\u00e7\u00e3o para a transmiss\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3\u00bb, antes de regressar \u00e0s nossas Igrejas particulares, queremos dirigir-nos a todos v\u00f3s, para apoiar e orientar o servi\u00e7o ao Evangelho nos diversos contextos em que, nos dias de hoje, nos encontramos a dar testemunho.<\/span><br \/>\n<strong>1. Como a samaritana junto do po\u00e7o<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Deixemo-nos iluminar por uma p\u00e1gina do Evangelho: o encontro de Jesus com a samaritana (cfr. Jo 4, 5-42). N\u00e3o h\u00e1 homem ou mulher que, na sua vida, n\u00e3o se encontre, como a mulher da Samaria, junto de um po\u00e7o com uma bilha vazia, na esperan\u00e7a de poder satisfazer o desejo mais profundo do cora\u00e7\u00e3o, o \u00fanico que pode dar pleno sentido \u00e0 exist\u00eancia. Hoje, s\u00e3o muitos os po\u00e7os que se oferecem para matar a sede do homem, mas h\u00e1 que discernir para evitar \u00e1guas inquinadas. \u00c9 urgente orientar bem a procura, para n\u00e3o se tornar v\u00edtima de desilus\u00f5es, que podem ser ruinosas.<\/span><\/p>\n<p>Como Jesus no po\u00e7o de Sicar, tamb\u00e9m a Igreja sente que se deve sentar ao lado dos homens e mulheres do nosso tempo, para tornar o Senhor presente na sua vida, de modo a poder encontr\u00e1-l&#8217;O, porque s\u00f3 o seu Esp\u00edrito \u00e9 a \u00e1gua que d\u00e1 a vida verdadeira e eterna. S\u00f3 Jesus \u00e9 capaz de ler no fundo do nosso cora\u00e7\u00e3o e de nos revelar a nossa verdade: \u00abDisse-me tudo o que eu fiz\u00bb, confessa a mulher aos seus concidad\u00e3os. E esta palavra de an\u00fancio \u2013 a que se junta a pergunta que abre \u00e0 f\u00e9: \u00abN\u00e3o ser\u00e1 Ele o Messias?\u00bb \u2013 mostra como quem recebeu a nova vida do encontro com Jesus n\u00e3o pode deixar de se tornar, por sua vez, anunciador de verdade e de esperan\u00e7a para os outros. A pecadora convertida torna-se mensageira de salva\u00e7\u00e3o e leva a cidade inteira a Jesus. Do acolhimento do testemunho passar-se-\u00e1 \u00e0 experi\u00eancia pessoal do encontro: \u00abJ\u00e1 n\u00e3o \u00e9 por causa das tuas palavras que acreditamos. N\u00f3s pr\u00f3prios ouvimos e sabemos que Ele \u00e9 realmente o Salvador do mundo\u00bb.<\/span><\/p>\n<p><strong>2. Uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Levar os homens e mulheres do nosso tempo a Jesus, ao encontro com Ele, \u00e9 uma urg\u00eancia que se p\u00f5e a todas as regi\u00f5es do mundo, quer sejam de antiga ou de recente evangeliza\u00e7\u00e3o. Em toda a parte, de facto, sente-se a necessidade de reavivar uma f\u00e9 que corre o risco de se obscurecer em contextos culturais que dificultam o seu enraizamento pessoal a presen\u00e7a social, a clareza dos seus conte\u00fados e a coer\u00eancia dos seus frutos.<\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o se trata de come\u00e7ar tudo de novo, mas \u2013 com o entusiasmo apost\u00f3lico de Paulo, que chega a dizer: \u00abAi de mim se n\u00e3o evangelizar!\u00bb (1 Cor 9, 16) \u2013 de se inserir no longo caminho de proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho que, desde os primeiros s\u00e9culos da era crist\u00e3 at\u00e9 aos nossos dias, percorreu a hist\u00f3ria e construiu comunidades de crentes em todas as partes do mundo. Pequenas ou grandes, elas s\u00e3o o fruto da dedica\u00e7\u00e3o de mission\u00e1rios e de muitos m\u00e1rtires, de gera\u00e7\u00f5es de testemunhas de Jesus, que recordamos com gratid\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Os mudados cen\u00e1rios sociais, culturais, econ\u00f3micos, pol\u00edticos e religiosos pedem-nos algo de novo: viver de forma renovada a nossa experi\u00eancia comunit\u00e1ria de f\u00e9 e o an\u00fancio, mediante uma evangeliza\u00e7\u00e3o, como disse Jo\u00e3o Paulo II, \u00abnova no seu ardor, nos seus m\u00e9todos, nas suas express\u00f5es\u00bb (Jo\u00e3o Paulo II, Discurso na XIX Assembleia do Celam, Porte-au-Prince, 9 de mar\u00e7o de 1983, n. 3); uma evangeliza\u00e7\u00e3o, que, como recordou Bento XVI, se dirige \u00absobretudo \u00e0s pessoas que, embora batizadas, se afastaram da Igreja, e vivem sem fazer refer\u00eancia \u00e0 pr\u00e1tica crist\u00e3 [&#8230;], para promover nessas pessoas um novo encontro com o Senhor, o \u00fanico que enche de sentido profundo e de paz a nossa exist\u00eancia; para permitir a redescoberta da f\u00e9, fonte de gra\u00e7a que d\u00e1 alegria e esperan\u00e7a \u00e0 vida pessoal, familiar e social\u00bb (Bento XVI, Homilia na Celebra\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica da solene inaugura\u00e7\u00e3o da XIII Assembleia ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos, Roma, 7 de outubro de 2012).<\/span><\/p>\n<p><strong>3. O encontro pessoal com Jesus Cristo na Igreja<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Antes de falar das formas que esta nova evangeliza\u00e7\u00e3o deve assumir, sentimos a exig\u00eancia de vos dizer, com profunda convic\u00e7\u00e3o, que a f\u00e9 se decide, toda ela, na rela\u00e7\u00e3o estabelecida com a pessoa de Jesus, que vem ao nosso encontro. A obra da nova evangeliza\u00e7\u00e3o consiste em propor de novo ao cora\u00e7\u00e3o e \u00e0 mente, tantas vezes distra\u00eddos e confusos, dos homens e mulheres do nosso tempo e, antes de mais, a n\u00f3s pr\u00f3prios, a beleza e a novidade perene do encontro com Cristo. Convidamo-vos a todos a contemplar o rosto do Senhor Jesus Cristo, a entrar no mist\u00e9rio da sua exist\u00eancia, que Se deu por n\u00f3s at\u00e9 \u00e0 cruz, e que o Pai nos reconfirmou ressuscitando-O dos mortos e que nos foi comunicada mediante o Esp\u00edrito. Na pessoa de Jesus, \u00e9-nos relevado o mist\u00e9rio do amor de Deus Pai por toda a fam\u00edlia humana, que Ele n\u00e3o quis deixar \u00e0 deriva da sua imposs\u00edvel autonomia, ligando-a a Si num renovado pacto de amor.<\/span><\/p>\n<p>A Igreja \u00e9 o espa\u00e7o que Cristo oferece, na hist\u00f3ria, para poder encontr\u00e1-l&#8217;O, porque lhe confiou a sua Palavra, o Batismo que nos torna filhos de Deus, o seu Corpo e o seu Sangue, a gra\u00e7a do perd\u00e3o do pecado, sobretudo no sacramento da Reconcilia\u00e7\u00e3o, a experi\u00eancia de uma comunh\u00e3o que \u00e9 reflexo do pr\u00f3prio mist\u00e9rio da Sant\u00edssima Trindade, a for\u00e7a do Esp\u00edrito que gera caridade para com todos.<\/span><\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio criar comunidades acolhedoras, onde todos os marginalizados encontrem a sua casa, realizar experi\u00eancias concretas de comunh\u00e3o que, com a for\u00e7a ardente do amor \u2013 \u00abVede como se amam!\u00bb (Tertuliano, Apologeticum, 39, 7) \u2013, atraiam o olhar desencantado da humanidade contempor\u00e2nea. A beleza da f\u00e9 deve brilhar, de modo especial nas a\u00e7\u00f5es da sagrada Liturgia, antes de mais na Eucaristia dominical. \u00c9 precisamente nas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas que a Igreja mostra o seu rosto de obra de Deus e torna vis\u00edvel, nas palavras e nos gestos, o significado do Evangelho.<\/span><\/p>\n<p>\u00c9 nosso dever tornar concretamente acess\u00edveis experi\u00eancias de Igreja, multiplicar os po\u00e7os aonde convidar os homens e as mulheres sequiosos e lev\u00e1-los a encontrar neles Jesus, oferecer o\u00e1sis nos desertos da vida. Disso s\u00e3o respons\u00e1veis as comunidades crist\u00e3s e, nelas, todo o disc\u00edpulo do Senhor: a cada qual \u00e9 confiado um testemunho insubstitu\u00edvel, para que o Evangelho possa cruzar-se com a exist\u00eancia de todos; para tal, \u00e9-nos pedida santidade de vida.<\/span><\/p>\n<p><strong>4. As ocasi\u00f5es do encontro com Jesus e a escuta das Escrituras<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Perguntar\u00e1 algu\u00e9m como realizar tudo isso. N\u00e3o se trata de inventar novas estrat\u00e9gias, como se o Evangelho fosse um produto a colocar no mercado das religi\u00f5es, mas de redescobrir os modos em que, no acontecimento de Jesus, as pessoas se aproximaram d&#8217;Ele e foram por Ele chamadas, para inserir essas mesmas modalidades nas condi\u00e7\u00f5es do nosso tempo.<\/span><\/p>\n<p>Recordamos, por exemplo, como Pedro, Andr\u00e9, Tiago e Jo\u00e3o foram interpelados por Jesus no contexto do seu trabalho, como Zaqueu p\u00f4de passar da mera curiosidade ao calor da partilha da refei\u00e7\u00e3o com o Mestre, como o centuri\u00e3o romano pediu a sua interven\u00e7\u00e3o por ocasi\u00e3o da doen\u00e7a de uma pessoa pr\u00f3xima, como o cego de nascen\u00e7a O invocou qual libertador da sua marginaliza\u00e7\u00e3o, como Marta e Maria viram premiada com a sua presen\u00e7a a hospitalidade da casa e do cora\u00e7\u00e3o. Poder\u00edamos continuar, percorrendo as p\u00e1ginas dos evangelhos e encontrando talvez muitas formas nas quais a vida das pessoas se abriu, nas mais diversas condi\u00e7\u00f5es, \u00e0 presen\u00e7a de Cristo. E poder\u00edamos fazer o mesmo com o que as Escrituras narram acerca das experi\u00eancias mission\u00e1rias dos ap\u00f3stolos na Igreja nascente.<\/span><\/p>\n<p>A leitura frequente das Sagradas Escrituras, iluminada pela Tradi\u00e7\u00e3o da Igreja, que no-las entrega e de que \u00e9 int\u00e9rprete aut\u00eantico, n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 uma passagem obrigat\u00f3ria para conhecer o conte\u00fado do Evangelho, ou seja, a pessoa de Jesus no contexto da hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o, mas ajuda tamb\u00e9m a descobrir espa\u00e7os de encontro com Ele, modalidades verdadeiramente evang\u00e9licas, radicadas nas dimens\u00f5es de fundo da vida do homem: a fam\u00edlia, o trabalho, a amizade, as pobrezas e as prova\u00e7\u00f5es da vida, etc.<\/span><\/p>\n<p><strong>5. Evangelizar-nos a n\u00f3s mesmos e predispormo-nos \u00e0 convers\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Ai de n\u00f3s, por\u00e9m, se pensarmos que a nova evangeliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos diz respeito em primeira pessoa. Nestes dias, entre n\u00f3s Bispos, ergueram-se frequentemente vozes a lembrar que, para poder evangelizar o mundo, a Igreja deve, antes de mais, p\u00f4r-se \u00e0 escuta da Palavra. O convite a evangelizar traduz-se num apelo \u00e0 convers\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Pensamos sinceramente que devemos converter-nos, antes de mais, n\u00f3s mesmos ao poder de Cristo, o \u00fanico capaz de renovar todas as coisas, antes de mais as nossas pobres exist\u00eancias. Devemos reconhecer com humildade que as pobrezas e fraquezas dos disc\u00edpulos de Jesus, nomeadamente dos seus ministros, pesam sobre a credibilidade da miss\u00e3o. Temos certamente consci\u00eancia, n\u00f3s Bispos em primeiro lugar, que nunca poderemos estar \u00e0 altura do chamamento do Senhor e da entrega que Ele nos faz do seu Evangelho para o an\u00fancio \u00e0s na\u00e7\u00f5es. Sabemos que temos de reconhecer humildemente a nossa vulnerabilidade \u00e0s feridas da hist\u00f3ria, e n\u00e3o hesitamos em reconhecer os nossos pecados pessoais. Por outro lado, tamb\u00e9m estamos convencidos de que a for\u00e7a do Esp\u00edrito do Senhor pode renovar a sua Igreja e torn\u00e1-la de novo esplendorosa, se nos deixarmos transformar por Ele. Confirmam-no-lo as vidas dos santos, cujas mem\u00f3ria e narra\u00e7\u00e3o s\u00e3o instrumento privilegiado da nova evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Se esta renova\u00e7\u00e3o fosse confiada \u00e0s nossas for\u00e7as, haveria s\u00e9rios motivos para duvidar, mas, na Igreja, a convers\u00e3o, ali\u00e1s como a evangeliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem como primeiros atores a n\u00f3s, pobres criaturas, mas o pr\u00f3prio Esp\u00edrito do Senhor. Aqui est\u00e3o a nossa for\u00e7a e a nossa certeza de que o mal nunca ter\u00e1 a \u00faltima palavra, nem na Igreja nem na hist\u00f3ria: \u00abN\u00e3o se perturbe o vosso cora\u00e7\u00e3o nem temais\u00bb, disse Jesus aos seus disc\u00edpulos (Jo 14, 27).<\/span><\/p>\n<p>A obra da nova evangeliza\u00e7\u00e3o assenta nessa serena certeza. Confiamos na inspira\u00e7\u00e3o e na for\u00e7a do Esp\u00edrito, que nos ensinar\u00e1 o que devemos dizer e fazer, tamb\u00e9m nas situa\u00e7\u00f5es mais dif\u00edceis. Portanto, \u00e9 nosso dever vencer o medo com a f\u00e9, o des\u00e2nimo com a esperan\u00e7a, a indiferen\u00e7a com o amor.<\/span><\/p>\n<p><strong>6. Colher no mundo de hoje novas oportunidades de evangeliza\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Esta coragem serena sust\u00e9m tamb\u00e9m o modo como olhamos para o mundo contempor\u00e2neo. N\u00e3o nos sentimos intimidados com as condi\u00e7\u00f5es dos tempos que vivemos. O nosso mundo est\u00e1 cheio de contradi\u00e7\u00f5es e de desafios, mas continua a ser cria\u00e7\u00e3o de Deus, ferido certamente pelo mal, mas \u00e9 sempre o mundo que Deus ama, o seu terreno, onde \u00e9 poss\u00edvel renovar a semente da Palavra para que volte a dar fruto.<\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 lugar para o pessimismo nas mentes e nos cora\u00e7\u00f5es dos que sabem que o seu Senhor venceu a morte e que o seu Esp\u00edrito atua com poder na hist\u00f3ria. Com humildade, mas tamb\u00e9m com decis\u00e3o \u2013 a que nasce da certeza de que a verdade acaba por vencer \u2013, abeiramo-nos deste mundo e queremos ver nele um convite do Ressuscitado a ser testemunhas do seu nome. A nossa Igreja \u00e9 viva e enfrenta os desafios da hist\u00f3ria com a coragem da f\u00e9 e o testemunho de tantos filhos seus.<\/span><\/p>\n<p>Sabemos que devemos enfrentar no mundo uma dura luta contra \u00abos Principados e as Potestades\u00bb e \u00abos esp\u00edritos do mal\u00bb (Ef 6, 12). N\u00e3o ignoramos os problemas que esses desafios colocam, mas tamb\u00e9m n\u00e3o nos atemorizam. Vale isso, sobretudo, para os fen\u00f3menos da globaliza\u00e7\u00e3o, que para n\u00f3s devem ser ocasi\u00e3o para dilatar a presen\u00e7a do Evangelho. Do mesmo modo as migra\u00e7\u00f5es \u2013 embora com o peso dos sofrimentos que comportam e a que queremos estar sinceramente pr\u00f3ximos com o acolhimento pr\u00f3prio de irm\u00e3os \u2013 s\u00e3o ocasi\u00f5es, como aconteceu no passado, para a propaga\u00e7\u00e3o da f\u00e9 e para a comunh\u00e3o entre as variedades das suas formas. A seculariza\u00e7\u00e3o, bem como a crise da hegemonia da pol\u00edtica e do Estado, pedem \u00e0 Igreja para repensar a sua presen\u00e7a na sociedade, sem renunciar a ela. As m\u00faltiplas e sempre novas formas de pobreza abrem espa\u00e7os in\u00e9ditos ao servi\u00e7o da caridade: a proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho empenha a Igreja a estar com os pobres e a preocupar-se com os seus sofrimentos, como Jesus. At\u00e9 nas formas mais \u00e1speras do ate\u00edsmo e agnosticismo vemos que \u00e9 poss\u00edvel reconhecer, embora de formas contradit\u00f3rias, n\u00e3o um vazio, mas uma saudade, uma expetativa que espera uma resposta adequada.<\/span><\/p>\n<p>Perante as interroga\u00e7\u00f5es que as culturas dominantes levantam \u00e0 f\u00e9 e \u00e0 Igreja, renovamos a nossa confian\u00e7a no Senhor, com a certeza de que, tamb\u00e9m nesses contextos, o Evangelho \u00e9 portador de luz, capaz de curar toda a fraqueza humana. N\u00e3o somos n\u00f3s quem conduz a obra da evangeliza\u00e7\u00e3o, mas Deus, como nos recordou o Papa: \u00abA primeira palavra, a iniciativa verdadeira, a atividade verdadeira vem de Deus e, s\u00f3 inserindo-nos nessa iniciativa divina, s\u00f3 implorando essa iniciativa divina, \u00e9 que podemos tamb\u00e9m n\u00f3s tornar-nos \u2013 com Ele e n&#8217;Ele \u2013 evangelizadores\u00bb (Bento XVI, Medita\u00e7\u00e3o na primeira Congrega\u00e7\u00e3o geral da XIII Assembleia geral ordin\u00e1ria do S\u00ednodo dos Bispos, Roma, 8 de outubro de 2012).<\/span><\/p>\n<p><strong>7. Evangeliza\u00e7\u00e3o, fam\u00edlia e vida consagrada<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Desde a primeira evangeliza\u00e7\u00e3o, a transmiss\u00e3o da f\u00e9, no suceder-se das gera\u00e7\u00f5es, encontrou um lugar natural na fam\u00edlia. Nela \u2013 com um papel muito especial desempenhado pelas mulheres, sem com isso querer diminuir a figura paterna e a sua responsabilidade \u2013 os sinais da f\u00e9, a comunica\u00e7\u00e3o das primeiras verdades, a educa\u00e7\u00e3o \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, o testemunho dos frutos do amor foram inseridos na exist\u00eancia das crian\u00e7as e dos jovens, no contexto do cuidado que toda a fam\u00edlia dispensa no crescimento dos seus filhos. Embora na diversidade das situa\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas, culturais e sociais, todos os Bispos no S\u00ednodo reconfirmaram este papel essencial da fam\u00edlia na transmiss\u00e3o da f\u00e9. N\u00e3o se pode pensar numa nova evangeliza\u00e7\u00e3o sem nos sentirmos respons\u00e1veis pelo an\u00fancio do Evangelho \u00e0s fam\u00edlias e sem lhes dar apoio na tarefa educativa.<\/span><\/p>\n<p>N\u00e3o nos passa despercebido o facto de que toda a fam\u00edlia, constitu\u00edda no matrim\u00f3nio de um homem e de uma mulher, que os torna \u00abuma s\u00f3 carne\u00bb (Mt 19, 6) aberta \u00e0 vida, \u00e9 hoje atravessada em toda a parte por fatores de crise, cercada de modelos de vida que a penalizam, esquecida pelas pol\u00edticas da sociedade de que \u00e9 tamb\u00e9m a c\u00e9lula fundamental, e que nem sempre \u00e9 respeitada nos seus ritmos e apoiada nos seus compromissos pelas pr\u00f3prias comunidades eclesiais. Precisamente por isso, somos impelidos a afirmar que \u00e9 imperioso dar particular aten\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia e \u00e0 sua miss\u00e3o na sociedade e na Igreja, desenvolvendo percursos de acompanhamento antes e depois do matrim\u00f3nio. Queremos tamb\u00e9m exprimir a nossa gratid\u00e3o a tantos esposos e a tantas fam\u00edlias crist\u00e3s que, com o seu testemunho, mostram ao mundo uma experi\u00eancia de comunh\u00e3o e de servi\u00e7o, semente de uma sociedade mais fraterna e pacificada.<\/span><\/p>\n<p>Tivemos tamb\u00e9m presente as situa\u00e7\u00f5es familiares e de conviv\u00eancia, em que n\u00e3o se espelha a imagem de unidade e de amor por toda a vida, que o Senhor nos confiou. H\u00e1 casais que convivem sem o la\u00e7o sacramental do matrim\u00f3nio; multiplicam-se situa\u00e7\u00f5es familiares irregulares, constru\u00eddas depois do fracasso de precedentes matrim\u00f3nios: situa\u00e7\u00f5es dolorosas, de que se ressente negativamente tamb\u00e9m a educa\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e0 f\u00e9. A todos eles queremos dizer que o amor do Senhor n\u00e3o abandona ningu\u00e9m, que tamb\u00e9m a Igreja os ama e \u00e9 casa acolhedora para todos, que eles continuam a ser membros da Igreja, embora n\u00e3o podendo receber a absolvi\u00e7\u00e3o sacramental e a Eucaristia. Que as comunidades cat\u00f3licas sejam acolhedoras para com os que vivem em tais situa\u00e7\u00f5es e apoiem caminhos de convers\u00e3o e de reconcilia\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>A vida familiar \u00e9 o primeiro lugar onde o Evangelho se cruza com o quotidiano da vida e mostra a sua capacidade de transfigurar as condi\u00e7\u00f5es fundamentais da exist\u00eancia no horizonte do amor. Mas n\u00e3o menos importante para o testemunho da Igreja \u00e9 mostrar como esta vida no tempo tem uma realiza\u00e7\u00e3o que ultrapassa a hist\u00f3ria dos homens e desemboca na comunh\u00e3o eterna com Deus. \u00c0 mulher samaritana Jesus n\u00e3o se apresenta simplesmente como quem d\u00e1 a vida, mas como quem d\u00e1 a \u00abvida eterna\u00bb (Jo 4, 14). O dom de Deus, que a f\u00e9 torna presente, n\u00e3o \u00e9 simplesmente a promessa de melhores condi\u00e7\u00f5es neste mundo, mas o an\u00fancio de que o sentido \u00faltimo da nossa vida est\u00e1 para al\u00e9m deste mundo, naquela comunh\u00e3o plena com Deus que esperamos no fim dos tempos.<\/span><\/p>\n<p>Deste horizonte ultraterreno do sentido da exist\u00eancia humana s\u00e3o especiais testemunhas, na Igreja e no mundo, os que o Senhor chamou \u00e0 vida consagrada, uma vida que, precisamente porque totalmente consagrada a Ele, na pr\u00e1tica da pobreza, castidade e obedi\u00eancia, \u00e9 o sinal de um mundo futuro que relativiza todo o bem deste mundo. Da Assembleia do S\u00ednodo dos Bispos cheguem a esses nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s a gratid\u00e3o pela sua fidelidade ao chamamento do Senhor e pelo contributo que deram e d\u00e3o \u00e0 miss\u00e3o da Igreja, a exorta\u00e7\u00e3o \u00e0 esperan\u00e7a em situa\u00e7\u00f5es nada f\u00e1ceis tamb\u00e9m para eles nestes tempos de mudan\u00e7a e o convite a se confirmarem como testemunhas e promotores de nova evangeliza\u00e7\u00e3o nos diversos \u00e2mbitos de vida em que o carisma de cada um dos seus institutos os coloca.<\/span><\/p>\n<p><strong>8. A comunidade eclesial e os muitos oper\u00e1rios da evangeliza\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A obra de evangeliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 tarefa de alguns na Igreja, mas das comunidades eclesiais enquanto tais, onde se tem acesso \u00e0 plenitude dos instrumentos do encontro com Jesus: a Palavra, os sacramentos, a comunh\u00e3o fraterna, o servi\u00e7o da caridade, a miss\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Nesta perspetiva, emerge, antes de mais, o papel da par\u00f3quia, como presen\u00e7a da Igreja no territ\u00f3rio em que os homens vivem, \u00abfonte da aldeia\u00bb, como gostava de a chamar Jo\u00e3o XXIII, fonte onde todos podem beber, encontrando nela a frescura do Evangelho. A sua fun\u00e7\u00e3o mant\u00e9m-se irrenunci\u00e1vel, mesmo se as novas condi\u00e7\u00f5es possam pedir-lhe ou que se articule em pequenas comunidades ou que estabele\u00e7a la\u00e7os de colabora\u00e7\u00e3o em contextos mais vastos. Sentimos o dever de exortar as nossas par\u00f3quias a associar ao tradicional cuidado pastoral do povo de Deus as novas formas de miss\u00e3o exigidas pela nova evangeliza\u00e7\u00e3o. Estas devem permear tamb\u00e9m as diversas e importantes express\u00f5es da piedade popular.<\/span><\/p>\n<p>Na par\u00f3quia, continua a ser decisivo o minist\u00e9rio do sacerdote, pai e pastor do seu povo. Os Bispos desta Assembleia Sinodal exprimem a todos os presb\u00edteros gratid\u00e3o e proximidade fraterna pela sua n\u00e3o f\u00e1cil fun\u00e7\u00e3o e convidam-nos a criar la\u00e7os mais estreitos no presbit\u00e9rio diocesano, a ter uma vida espiritual cada vez mais intensa e a dedicar-se a uma forma\u00e7\u00e3o permanente que os torne id\u00f3neos para enfrentar as mudan\u00e7as.<\/span><\/p>\n<p>Ao lado dos presb\u00edteros, h\u00e1 que apoiar a presen\u00e7a dos di\u00e1conos, bem como a a\u00e7\u00e3o pastoral dos catequistas e de tantas outras figuras ministeriais e de anima\u00e7\u00e3o no campo do an\u00fancio e da catequese, da vida lit\u00fargica, do servi\u00e7o da caridade, bem como as v\u00e1rias formas de participa\u00e7\u00e3o e corresponsabilidade por parte dos fi\u00e9is, homens e mulheres, cuja dedica\u00e7\u00e3o nos m\u00faltiplos servi\u00e7os das nossas comunidades nunca agradeceremos bastante. Tamb\u00e9m a todos estes pedimos que ponham a sua presen\u00e7a e o seu servi\u00e7o na Igreja na \u00f3tica da nova evangeliza\u00e7\u00e3o, cultivando a pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o humana e crist\u00e3, o conhecimento da f\u00e9 e a sensibilidade aos fen\u00f3menos culturais de hoje.<\/span><\/p>\n<p>Pensando nos leigos, dirigimos uma palavra espec\u00edfica \u00e0s v\u00e1rias formas de associa\u00e7\u00f5es, antigas e novas, assim como aos movimentos eclesiais e \u00e0s novas comunidades, todos eles express\u00e3o da riqueza dos dons que o Esp\u00edrito d\u00e1 \u00e0 Igreja. Tamb\u00e9m a estas formas de vida e de empenho na Igreja exprimimos gratid\u00e3o, exortando-as \u00e0 fidelidade ao pr\u00f3prio carisma e \u00e0 comunh\u00e3o eclesial convicta, de modo especial no contexto concreto das Igrejas particulares.<\/span><\/p>\n<p>Testemunhar o Evangelho n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio de alguns. Reconhecemos com alegria a presen\u00e7a de tantos homens e mulheres, que, com a sua vida, se tornam sinal do Evangelho no meio do mundo. Reconhecemo-lo tamb\u00e9m em tantos crist\u00e3os, nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s, com quem infelizmente a unidade ainda n\u00e3o \u00e9 perfeita, mas que est\u00e3o marcados pelo Batismo do Senhor e s\u00e3o seus anunciadores. Nestes dias, foi para n\u00f3s uma experi\u00eancia comovedora ouvir as vozes de tantos respons\u00e1veis influentes de Igrejas e Comunidades eclesiais, que nos testemunharam a sua sede de Cristo e a sua dedica\u00e7\u00e3o ao an\u00fancio do Evangelho, tamb\u00e9m eles convencidos de que o mundo tem necessidade de uma nova evangeliza\u00e7\u00e3o. Agradecemos ao Senhor essa unidade na exig\u00eancia da miss\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><strong>9. Para que os jovens possam encontrar Cristo<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Damos uma aten\u00e7\u00e3o muito especial aos jovens, porque, sendo uma parte relevante do presente da humanidade e da Igreja, s\u00e3o tamb\u00e9m o seu futuro. Os Bispos olham tamb\u00e9m para eles com um olhar em nada pessimista. Preocupado sim, mas n\u00e3o pessimista. Preocupado, porque precisamente neles v\u00eam convergir os impulsos mais agressivos dos tempos; mas n\u00e3o pessimista, sobretudo porque, insistimos, \u00e9 o amor de Cristo que, no fundo, move a hist\u00f3ria, e tamb\u00e9m porque descobrimos nos nossos jovens profundas aspira\u00e7\u00f5es de autenticidade, de verdade, de liberdade e de generosidade, para as quais estamos convencidos de que Cristo \u00e9 a resposta que satisfaz.<\/span><\/p>\n<p>Queremos apoi\u00e1-los na sua procura e encorajamos as nossas comunidades a entrar sem reservas numa perspetiva de escuta, de di\u00e1logo e de proposta corajosa perante a dif\u00edcil condi\u00e7\u00e3o dos jovens; para resgatar, e n\u00e3o mortificar, a for\u00e7a dos seus entusiasmos e para defender em seu favor a justa batalha contra os lugares comuns e as especula\u00e7\u00f5es interesseiras dos poderes mundanos, interessados em dissipar as energias dos mesmos e em consumar os seus impulsos para proveito pr\u00f3prio, privando-os da grata mem\u00f3ria do passado e de qualquer projeto s\u00e9rio de futuro.<\/span><\/p>\n<p>A nova evangeliza\u00e7\u00e3o tem no mundo dos jovens um campo empenhativo mas tamb\u00e9m muito prometedor, como mostram n\u00e3o poucas experi\u00eancias, desde as que t\u00eam maior for\u00e7a de agrega\u00e7\u00e3o, como as Jornadas Mundiais da Juventude, \u00e0s mais escondidas, mas n\u00e3o menos envolventes, como as diversas experi\u00eancias de espiritualidade, de servi\u00e7o e de missionariedade. H\u00e1 que dar aos jovens um papel ativo na obra de evangeliza\u00e7\u00e3o sobretudo do seu mundo.<\/span><\/p>\n<p><strong>10. O Evangelho em di\u00e1logo com a cultura, com a experi\u00eancia humana e com as religi\u00f5es<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A nova evangeliza\u00e7\u00e3o tem como centro Cristo e a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 pessoa humana, para dar vida a um encontro real com Ele. Por\u00e9m, os seus horizontes s\u00e3o largos como o mundo e n\u00e3o se fecham a nenhuma experi\u00eancia do homem. Isto significa que ela cultiva com especial cuidado o di\u00e1logo com as culturas, esperando poder encontrar em cada uma delas as \u00absementes do Verbo\u00bb de que falam os antigos Padres. De modo especial, a nova evangeliza\u00e7\u00e3o tem necessidade de uma renovada alian\u00e7a entre f\u00e9 e raz\u00e3o, na convic\u00e7\u00e3o de que a f\u00e9 tem recursos pr\u00f3prios para acolher todos os frutos de uma s\u00e3 raz\u00e3o aberta \u00e0 transcend\u00eancia, e tem a for\u00e7a de curar os limites e as contradi\u00e7\u00f5es em que a raz\u00e3o pode cair. A f\u00e9 n\u00e3o fecha os olhos nem sequer diante das dilacerantes interroga\u00e7\u00f5es que a presen\u00e7a do mal na vida e na hist\u00f3ria dos homens levanta, recebendo da P\u00e1scoa de Cristo luz de esperan\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p>O encontro entre f\u00e9 e raz\u00e3o alimenta tamb\u00e9m o empenho das comunidades crist\u00e3s no campo da educa\u00e7\u00e3o e da cultura. Neste campo, t\u00eam lugar especial as institui\u00e7\u00f5es formativas e de pesquisa: escolas e universidades. Em toda a parte onde se faz progredir o conhecimento do homem e se promove uma a\u00e7\u00e3o educativa, a Igreja alegra-se em oferecer a pr\u00f3pria experi\u00eancia e em contribuir para uma forma\u00e7\u00e3o integral da pessoa. Neste \u00e2mbito, merecem particular aten\u00e7\u00e3o as escolas e as universidades cat\u00f3licas, onde a abertura \u00e0 transcend\u00eancia, pr\u00f3pria de qualquer itiner\u00e1rio cultural e educativo sincero, deve ser completada com caminhos de encontro com o evento de Jesus Cristo e da sua Igreja. A gratid\u00e3o dos Bispos estende-se a quantos, em condi\u00e7\u00f5es por vezes dif\u00edceis, se empenham nesse campo.<\/span><\/p>\n<p>A evangeliza\u00e7\u00e3o exige que se d\u00ea uma aten\u00e7\u00e3o ativa ao mundo das comunica\u00e7\u00f5es sociais, caminho no qual, sobretudo nos novos media, se cruzam tantas vidas, interroga\u00e7\u00f5es e expetativas; lugar onde, muitas vezes, se formam as consci\u00eancias e se ritmam os tempos e os conte\u00fados da vida concreta. Tem-se a\u00ed uma oportunidade nova para atingir o cora\u00e7\u00e3o do homem.<\/span><\/p>\n<p>Um \u00e2mbito particular do encontro entre a f\u00e9 e a raz\u00e3o constitui, nos dias de hoje, o di\u00e1logo com o saber cient\u00edfico, um saber que, por si, n\u00e3o est\u00e1 longe da f\u00e9, uma vez que \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio espiritual que Deus colocou nos homens e que lhes permite colher as estruturas racionais que est\u00e3o na base da cria\u00e7\u00e3o. Quando as ci\u00eancias e as t\u00e9cnicas n\u00e3o t\u00eam a presun\u00e7\u00e3o de fechar o conceito do homem e do mundo num \u00e1rido materialismo, tornam-se um precioso aliado no progresso da humaniza\u00e7\u00e3o da vida. O nosso agradecimento vai tamb\u00e9m para os que est\u00e3o empenhados nessa delicada frente do conhecimento.<\/span><\/p>\n<p>Queremos dirigir um obrigado tamb\u00e9m aos homens e mulheres empenhados noutra express\u00e3o do g\u00e9nio humano, a arte nas suas diversas formas, das mais antigas \u00e0s mais recentes. Nas suas obras, enquanto tendem a dar forma \u00e0 inclina\u00e7\u00e3o do homem para a beleza, reconhecemos um modo particularmente significativo de express\u00e3o da espiritualidade. Sentimos gratid\u00e3o quando, com as suas cria\u00e7\u00f5es de beleza, nos ajudam a tornar evidente a beleza do rosto de Deus e das suas criaturas. O caminho da beleza \u00e9 um caminho deveras eficaz na nova evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos v\u00e9rtices da arte, \u00e9 todavia toda a obra do homem a chamar a nossa aten\u00e7\u00e3o, como um espa\u00e7o onde, atrav\u00e9s do trabalho, o homem se torna colaborador da cria\u00e7\u00e3o divina. Queremos lembrar, ao mundo da economia e do trabalho, como da luz do Evangelho prov\u00eam alguns apelos: resgatar o trabalho das condi\u00e7\u00f5es que o tornam, muitas vezes, um peso insuport\u00e1vel e uma perspetiva incerta, hoje frequentemente amea\u00e7ada pelo desemprego, sobretudo juvenil; p\u00f4r a pessoa humana no centro do progresso econ\u00f3mico; conceber esse mesmo progresso como ocasi\u00e3o de crescimento do g\u00e9nero humano na justi\u00e7a e na unidade. O homem, no trabalho com que transforma o mundo, \u00e9 chamado tamb\u00e9m a salvaguardar o rosto que Deus quis dar \u00e0 sua cria\u00e7\u00e3o, at\u00e9 por responsabilidade para com as gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/span><\/p>\n<p>O Evangelho ilumina tamb\u00e9m a condi\u00e7\u00e3o do sofrimento na doen\u00e7a, onde os crist\u00e3os devem fazer sentir a proximidade da Igreja com as pessoas doentes e portadoras de defici\u00eancia e a gratid\u00e3o a quantos trabalham com profissionalismo e humanidade para as curar.<\/span><\/p>\n<p>Um \u00e2mbito em que a luz do Evangelho pode e deve brilhar para iluminar os passos da humanidade \u00e9 a pol\u00edtica, \u00e0 qual se pede um empenho de procura desinteressada e transparente do bem comum, no respeito pela plena dignidade da pessoa humana, desde a sua conce\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao seu termo natural, da fam\u00edlia fundada no matrim\u00f3nio de um homem e uma mulher, da liberdade educativa; na promo\u00e7\u00e3o da liberdade religiosa; na elimina\u00e7\u00e3o das causas de injusti\u00e7a, desigualdades, discrimina\u00e7\u00f5es, racismo, viol\u00eancias, fome e guerras. Um l\u00edmpido testemunho \u00e9 pedido aos crist\u00e3os que, no exerc\u00edcio da pol\u00edtica, vivem o preceito da caridade.<\/span><\/p>\n<p>O di\u00e1logo da Igreja tem um interlocutor natural, por fim, nos seguidores das religi\u00f5es. Evangelizamos, porque estamos convencidos da verdade de Cristo, e n\u00e3o porque estamos contra algu\u00e9m. O Evangelho de Jesus \u00e9 paz e alegria, e os seus disc\u00edpulos alegram-se em reconhecer o que o esp\u00edrito religioso dos homens p\u00f4de descobrir de verdadeiro e de bom no mundo criado por Deus e exprimiu, dando forma \u00e0s diversas religi\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>O di\u00e1logo entre os crentes das v\u00e1rias religi\u00f5es pretende ser um contributo para a paz, recusa todo o fundamentalismo e denuncia toda a viol\u00eancia que se abate sobre os crentes e que constitui uma grave viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos. As Igrejas de todo o mundo est\u00e3o pr\u00f3ximas na ora\u00e7\u00e3o e na fraternidade com os irm\u00e3os que sofrem, e pedem aos que t\u00eam em m\u00e3os os destinos dos povos que salvaguardem o direito de todos \u00e0 livre escolha e \u00e0 livre profiss\u00e3o e testemunho da f\u00e9.<\/span><\/p>\n<p><strong>11. No Ano da F\u00e9, a mem\u00f3ria do Conc\u00edlio Vaticano II e a refer\u00eancia ao \u00abCatecismo da Igreja Cat\u00f3lica\u00bb<\/span><\/strong><\/p>\n<p>No caminho aberto pela nova evangeliza\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m poderemos sentir-nos, por vezes, como num deserto, no meio de perigos e desprovidos de refer\u00eancias. O Santo Padre Bento XVI, na homilia da Missa de abertura do Ano da F\u00e9, falou de uma \u00ab&#8221;desertifica\u00e7\u00e3o&#8221; espiritual\u00bb, que avan\u00e7ou nestas \u00faltimas d\u00e9cadas, mas tamb\u00e9m nos encorajou, afirmando que \u00ab\u00e9 precisamente a partir da experi\u00eancia desse deserto, desse vazio, que podemos voltar a descobrir a alegria de crer, a sua import\u00e2ncia vital para n\u00f3s, homens e mulheres. No deserto, descobre-se o valor do que \u00e9 essencial para viver\u00bb (Homilia na Celebra\u00e7\u00e3o Eucar\u00edstica da abertura do Ano da F\u00e9, Roma, 11 de outubro de 2012). No deserto, como a mulher samaritana, vai-se \u00e0 procura de \u00e1gua e de um po\u00e7o donde tir\u00e1-la: feliz aquele que a\u00ed encontra Cristo!<\/span><\/p>\n<p>Agradecemos ao Santo Padre o dom do Ano da F\u00e9, preciosa entrada no percurso da nova evangeliza\u00e7\u00e3o. Agradecemos-lhe tamb\u00e9m ter associado este Ano \u00e0 grata mem\u00f3ria dos cinquenta anos da abertura do Conc\u00edlio Vaticano II, cujo magist\u00e9rio fundamental para o nosso tempo resplandece no Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica, proposto de novo vinte anos depois da sua publica\u00e7\u00e3o como refer\u00eancia segura de f\u00e9. S\u00e3o anivers\u00e1rios importantes, que nos permitem reafirmar a nossa firme ades\u00e3o ao ensinamento do Concilio e o nosso empenho convicto de prosseguir na sua plena atua\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><strong>12. Na contempla\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio e junto dos pobres<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Nesta \u00f3tica, queremos indicar a todos os fi\u00e9is duas express\u00f5es da vida de f\u00e9 que nos parecem ter particular import\u00e2ncia para testemunh\u00e1-la na nova evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>A primeira \u00e9 constitu\u00edda pelo dom e pela experi\u00eancia da contempla\u00e7\u00e3o. S\u00f3 de um olhar adorador do mist\u00e9rio de Deus, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo; s\u00f3 da profundidade de um sil\u00eancio que se torna seio acolhedor da \u00fanica Palavra que salva, pode nascer um testemunho cred\u00edvel para o mundo. S\u00f3 este sil\u00eancio orante pode impedir que a palavra da salva\u00e7\u00e3o se confunda, no mundo, com os muitos rumores que o invadem.<\/span><\/p>\n<p>Voltamos a agradecer, desta vez a quantos, homens e mulheres, dedicam a sua vida, nos mosteiros e nos eremit\u00e9rios, \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o. Mas sentimos a necessidade de que momentos contemplativos se entrelacem tamb\u00e9m com a vida quotidiana do povo; lugares da alma, mas tamb\u00e9m do territ\u00f3rio, que fa\u00e7am pensar em Deus; santu\u00e1rios interiores e templos de pedra, que sejam encruzilhadas obrigat\u00f3rias para o fluxo de experi\u00eancias que amea\u00e7am confundir-nos; espa\u00e7os em que todos se possam sentir acolhidos, mesmo quem ainda n\u00e3o sabe bem o que e quem procurar.<\/span><\/p>\n<p>A outra express\u00e3o de autenticidade da nova evangeliza\u00e7\u00e3o tem o rosto do pobre. P\u00f4r-se ao lado de quem est\u00e1 ferido pela vida n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um exerc\u00edcio de sociabilidade, mas, antes de mais, um facto espiritual. Porque no rosto do pobre resplandece o pr\u00f3prio rosto de Cristo: \u00abTudo o que fizestes a um destes meus irm\u00e3os mais pequeninos, a Mim o fizestes\u00bb (Mt 25, 40).<\/span><\/p>\n<p>Nas nossas comunidades, deve dar-se um lugar privilegiado aos pobres, um lugar que n\u00e3o exclui ningu\u00e9m, mas pretende ser um reflexo de como Jesus Se ligou a eles. A presen\u00e7a do pobre nas nossas comunidades \u00e9 misteriosamente poderosa: muda as pessoas, mais do que um discurso; ensina fidelidade, permite compreender a fragilidade da vida, pede ora\u00e7\u00e3o; em suma, leva a Cristo.<\/span><\/p>\n<p>O gesto da caridade, por sua vez, exige ser acompanhado pelo empenho em favor da justi\u00e7a, com um apelo que a todos envolve, pobres e ricos. Da\u00ed tamb\u00e9m a inser\u00e7\u00e3o da doutrina social da Igreja nos percursos da nova evangeliza\u00e7\u00e3o e o cuidado pela forma\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os que se empenham em servir a conviv\u00eancia humana na vida social e na pol\u00edtica.<\/span><\/p>\n<p><strong>13. Uma palavra \u00e0s Igrejas das v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo<\/span><\/strong><\/p>\n<p>O olhar dos Bispos reunidos em Assembleia Sinodal abra\u00e7a todas as comunidades eclesiais espalhadas pelo mundo; um olhar que pretende ser unit\u00e1rio, porque \u00fanico \u00e9 o chamamento ao encontro com Cristo, mas sem esquecer as diversidades.<\/span><\/p>\n<p>Os Bispos reunidos no S\u00ednodo reservam uma considera\u00e7\u00e3o muito especial, cheia de afeto fraternal e gratid\u00e3o, a v\u00f3s, crist\u00e3os das Igrejas orientais cat\u00f3licas, as herdeiras da primeira difus\u00e3o do Evangelho, experi\u00eancia conservada com amor e fidelidade, e \u00e0s que est\u00e3o na Europa de Leste. Hoje, o Evangelho prop\u00f5e-se de novo entre v\u00f3s como nova evangeliza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da vida lit\u00fargica, da catequese, da ora\u00e7\u00e3o familiar quotidiana, do jejum, da solidariedade entre as fam\u00edlias, da participa\u00e7\u00e3o dos leigos na vida das comunidades e no di\u00e1logo com a sociedade. Em muitos contextos, as vossas Igrejas sofrem prova\u00e7\u00f5es e tribula\u00e7\u00f5es, onde testemunham a participa\u00e7\u00e3o na cruz de Cristo; alguns fi\u00e9is v\u00eaem-se obrigados a emigrar e, conservando viva a perten\u00e7a \u00e0s pr\u00f3prias comunidades de origem, podem dar o pr\u00f3prio contributo \u00e0 a\u00e7\u00e3o pastoral e \u00e0 obra de evangeliza\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses que os acolheram. Continue o Senhor a aben\u00e7oar a vossa fidelidade e sobre o vosso futuro se abram horizontes de serena confiss\u00e3o e pr\u00e1tica da f\u00e9 numa condi\u00e7\u00e3o de paz e de liberdade religiosa.<\/span><\/p>\n<p>Olhamos para v\u00f3s crist\u00e3os, homens e mulheres, que viveis nos pa\u00edses de \u00c1frica, exprimindo-vos a nossa gratid\u00e3o pelo testemunho que dais do Evangelho, muitas vezes em situa\u00e7\u00f5es de vida humanamente dif\u00edceis. Exortamo-vos a dar um novo impulso \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o recebida em tempos ainda recentes, a edificar-vos como Igreja \u00abfam\u00edlia de Deus\u00bb, a refor\u00e7ar a identidade da fam\u00edlia, a apoiar o empenho dos sacerdotes e dos catequistas, sobretudo nas pequenas comunidades crist\u00e3s. Afirmamos, al\u00e9m disso, a exig\u00eancia de promover o encontro do Evangelho com as antigas e as novas culturas. Dirigimos uma expetativa e um apelo forte ao mundo da pol\u00edtica e aos Governos dos diversos pa\u00edses da \u00c1frica, para que, na colabora\u00e7\u00e3o de todos os homens de boa vontade, se promovam os direitos humanos fundamentais e o continente seja libertado das viol\u00eancias e dos conflitos que ainda o atormentam.<\/span><\/p>\n<p>Os Bispos da Assembleia Sinodal convidam-vos a v\u00f3s, crist\u00e3os da Am\u00e9rica do Norte, a responder com alegria ao chamamento \u00e0 nova evangeliza\u00e7\u00e3o, enquanto reconhecem com gratid\u00e3o como, na sua hist\u00f3ria ainda jovem, as vossas comunidades crist\u00e3s tenham dado frutos generosos de f\u00e9, de caridade e de miss\u00e3o. Agora, por\u00e9m, h\u00e1 que admitir que muitas express\u00f5es da cultura corrente nos pa\u00edses do vosso mundo est\u00e3o hoje longe do Evangelho. Imp\u00f5e-se um convite \u00e0 convers\u00e3o, donde nasce um compromisso que n\u00e3o vos coloca \u00e0 margem das vossas culturas, mas no meio delas, para oferecer a todos a luz da f\u00e9 e a for\u00e7a da vida. Ao acolherdes nas vossas generosas terras novas popula\u00e7\u00f5es de imigrantes e refugiados, disponde-vos tamb\u00e9m a abrir as portas das vossas casas \u00e0 f\u00e9. Fi\u00e9is aos compromissos assumidos na Assembleia Sinodal para a Am\u00e9rica, sede solid\u00e1rios com a Am\u00e9rica Latina na permanente evangeliza\u00e7\u00e3o do continente comum.<\/span><\/p>\n<p>A Assembleia do S\u00ednodo dirige igual sentimento de gratid\u00e3o \u00e0s Igrejas da Am\u00e9rica Latina e Cara\u00edbas. \u00c9 deveras impressionante como, ao longo dos s\u00e9culos, se tenham desenvolvido, nos vossos pa\u00edses, formas de piedade popular, ainda radicadas no cora\u00e7\u00e3o de muitos, de servi\u00e7o da caridade e de di\u00e1logo com as culturas. Agora, perante os muitos desafios do presente e, em primeiro lugar, a pobreza e a viol\u00eancia, a Igreja na Am\u00e9rica Latina e Cara\u00edbas \u00e9 exortada a viver num permanente estado de miss\u00e3o, anunciando o Evangelho com esperan\u00e7a e alegria, formando comunidades de verdadeiros disc\u00edpulos mission\u00e1rios de Jesus Cristo, mostrando no empenho dos seus filhos como o Evangelho pode ser fonte de uma nova sociedade justa e fraterna. O pr\u00f3prio pluralismo religioso interroga as vossas Igrejas e exige um renovado an\u00fancio do Evangelho.<\/span><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a v\u00f3s, crist\u00e3os da \u00c1sia, queremos exprimir uma palavra de encorajamento e exorta\u00e7\u00e3o. Pequena minoria no continente que conta com quase dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o mundial, a vossa presen\u00e7a \u00e9 uma semente fecunda, confiada ao poder do Esp\u00edrito, que cresce no di\u00e1logo com as diversas culturas, com as antigas religi\u00f5es, com uma grande quantidade de pobres. Se bem que, muitas vezes, seja posta \u00e0 margem da sociedade e, em diversos lugares, perseguida, a Igreja da \u00c1sia, com a sua f\u00e9 s\u00f3lida, \u00e9 uma presen\u00e7a preciosa do Evangelho de Cristo, que anuncia justi\u00e7a, vida e harmonia. Crist\u00e3os da \u00c1sia, senti a proximidade fraterna dos crist\u00e3os dos outros pa\u00edses do mundo, que n\u00e3o podem esquecer que, no vosso continente, na Terra Santa, Jesus nasceu, viveu, morreu e ressuscitou.<\/span><\/p>\n<p>Os Bispos dirigem uma palavra de gratid\u00e3o e de esperan\u00e7a \u00e0s Igrejas do continente europeu, hoje em parte marcado por uma forte seculariza\u00e7\u00e3o, por vezes at\u00e9 agressiva, e em parte ainda ferido pelos longos dec\u00e9nios de poder de ideologias inimigas de Deus e do homem. A gratid\u00e3o \u00e9 por um passado, mas tamb\u00e9m por um presente, em que o Evangelho criou na Europa consci\u00eancias e experi\u00eancias de f\u00e9, originais e decisivas para a evangeliza\u00e7\u00e3o do mundo inteiro, muitas vezes a transbordar santidade: riqueza do pensamento teol\u00f3gico, variedade de express\u00f5es carism\u00e1ticas, as mais diversas formas de servi\u00e7o da caridade para com os pobres, profundas experi\u00eancias contemplativas, cria\u00e7\u00e3o de uma cultura humanista que contribuiu para dar rosto \u00e0 dignidade da pessoa e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do bem comum. Que as dificuldades do presente n\u00e3o vos abatam, caros crist\u00e3os europeus; ao contr\u00e1rio, sejam recebidas como um desafio a superar e uma ocasi\u00e3o para um an\u00fancio mais alegre e mais vivo de Cristo e do seu Evangelho de vida.<\/span><\/p>\n<p>Os Bispos da Assembleia Sinodal sa\u00fadam, por fim, os povos da Oce\u00e2nia, que vivem sob a prote\u00e7\u00e3o da Cruz austral, e agradecem-lhes o testemunho que d\u00e3o do Evangelho de Jesus. A ora\u00e7\u00e3o que fazemos por v\u00f3s \u00e9 para que, como a mulher samaritana no po\u00e7o, tamb\u00e9m v\u00f3s sintais viva a sede de uma vida nova e possais escutar a palavra de Jesus que diz: \u00abSe conhecesses o dom de Deus!\u00bb (Jo 4, 10). Senti tamb\u00e9m o empenho de pregar o Evangelho e dar Jesus a conhecer ao mundo de hoje. Exortamo-vos a encontr\u00e1-l&#8217;O na vossa vida quotidiana, a escut\u00e1-l&#8217;O e a descobrir, atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o e da medita\u00e7\u00e3o, a gra\u00e7a de poder dizer: \u00abSabemos que Ele \u00e9 verdadeiramente o Salvador do mundo\u00bb (Jo 4, 42).<\/span><\/p>\n<p><strong>14. A estrela de Maria ilumina o deserto<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Chegados ao fim desta experi\u00eancia de comunh\u00e3o entre Bispos de todo o mundo e de colabora\u00e7\u00e3o com o minist\u00e9rio do Sucessor de Pedro, sentimos ecoar o mandamento, para n\u00f3s atual, que Jesus deu aos seus ap\u00f3stolos: \u00abIde e fazei disc\u00edpulos de todos os povos [&#8230;]. E eis que estarei convosco todos os dias, at\u00e9 ao fim do mundo\u00bb (Mt 28, 19.20). A miss\u00e3o da Igreja n\u00e3o se dirige apenas a uma \u00e1rea geogr\u00e1fica, mas penetra nas dobras mais rec\u00f4nditas do cora\u00e7\u00e3o dos nossos contempor\u00e2neos, para lev\u00e1-los ao encontro com Jesus, o Vivente que se torna presente nas nossas comunidades.<\/span><\/p>\n<p>Esta presen\u00e7a enche de alegria os nossos cora\u00e7\u00f5es. Agradecidos pelos dons que d&#8217;Ele recebemos nestes dias, erguemos o canto de louvor: \u00abA minha alma glorifica o Senhor [&#8230;] Grandes coisas fez em Mim o Senhor\u00bb (Lc 1, 46.49). As palavras de Maria s\u00e3o tamb\u00e9m as nossas: o Senhor fez na verdade, atrav\u00e9s dos s\u00e9culos, grandes coisas pela sua Igreja nas diversas partes do mundo, e n\u00f3s glorificamo-l&#8217;O, certos de que n\u00e3o deixar\u00e1 de olhar para a nossa pobreza a fim de mostrar o poder do seu bra\u00e7o, tamb\u00e9m nos nossos dias, e apoiar-nos no caminho da nova evangeliza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>A figura de Maria orienta-nos no caminho. Este caminho, como nos disse Bento XVI, poder\u00e1 parecer um itiner\u00e1rio no deserto; sabemos que devemos percorr\u00ea-lo, levando connosco o essencial: o dom do Esp\u00edrito, a companhia de Jesus, a verdade da sua palavra, o p\u00e3o eucar\u00edstico que nos alimenta, a fraternidade da comunh\u00e3o eclesial, o impulso da caridade. \u00c9 a \u00e1gua do po\u00e7o que faz florescer o deserto. E, assim como na noite do deserto as estrelas se tornam mais luminosas, tamb\u00e9m no c\u00e9u do nosso caminho resplandece com vigor a luz de Maria, a Estrela da nova evangeliza\u00e7\u00e3o, a quem confiadamente nos entregamos.<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: right;\">&nbsp;<\/span>Roma, 28 de Outubro de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; S\u00ednodo dos BisposMensagem ao Povo de Deus &#8220;Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o para a transmiss\u00e3o da F\u00e9&#8221;&nbsp; Roma, 7 a 28 de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1015,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[],"class_list":["post-1016","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-espaco-eclesial"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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