{"id":1074,"date":"2013-01-20T23:57:37","date_gmt":"2013-01-20T23:57:37","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/site\/?p=1074"},"modified":"2026-04-18T08:40:57","modified_gmt":"2026-04-18T08:40:57","slug":"felicidade-e-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/felicidade-e-cultura\/","title":{"rendered":"Felicidade e Cultura"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-1073\" style=\"margin-right: 8px; float: left;\" src=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/JP36.jpg\" alt=\"JP36\" width=\"500\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/JP36.jpg 448w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/JP36-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/>Confer\u00eancia no Col\u00f3quio &#8220;Literatura e Qualidade de Vida&#8221;<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>1. <\/strong>A felicidade \u00e9 o mais profundo anseio do cora\u00e7\u00e3o humano. A busca da felicidade inspira todo o exerc\u00edcio da liberdade, sugere os valores que lhe fundamentam a exig\u00eancia \u00e9tica e moral, tende a harmonizar, em s\u00edntese vital, a infinita variedade das express\u00f5es da vida humana, motiva todas as lutas e batalhas que todo o homem tem de travar, torna-se o fundamento da rela\u00e7\u00e3o entre a vida no tempo e a eternidade, pois n\u00e3o se consegue a definitiva felicidade no tempo curto da nossa vida terrena.<br \/>\nA felicidade \u00e9 uma experi\u00eancia de unidade e harmonia, conseguida na dispers\u00e3o das diversas dimens\u00f5es da vida humana; \u00e9 uma harmonia pacificadora e portadora de sentido, \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise, uma experi\u00eancia est\u00e9tica e contemplativa. Neste mundo, quando tocamos a felicidade, o nosso cora\u00e7\u00e3o abre-se \u00e0 esperan\u00e7a da sua plenitude. Essa experi\u00eancia \u00e9 a p\u00e9rola encontrada ou o tesouro escondido no campo, de que nos falam as par\u00e1bolas evang\u00e9licas (cf. Mt. 13,44).<\/p>\n<p>S\u00e3o variadas e, por vezes, aparentemente antag\u00f3nicas, as manifesta\u00e7\u00f5es da vida que devem entrar nessa harmonia: o indiv\u00edduo e a comunidade, a busca da verdade, da beleza e do amor, os diversos instintos do ser humano, tais como a intelig\u00eancia, a \u00e2nsia de beleza e a busca do amor, a efic\u00e1cia criativa e a necessidade de sentido contemplativo. A alegria e a dor, a vida e a morte, harmonizam-se nessa experi\u00eancia est\u00e9tica a que chamamos felicidade.<\/p>\n<p><strong>2.<\/strong> A sua natureza e o caminho que \u00e9 preciso percorrer para alcan\u00e7ar a felicidade, situam-na, inevitavelmente, no \u00e2mago da cultura. O Conc\u00edlio Vaticano II afirmou que \u00e9 pr\u00f3prio da pessoa humana s\u00f3 atingir a &#8220;plenitude humana&#8221; atrav\u00e9s da cultura[1]. Estamos perante uma no\u00e7\u00e3o abrangente de cultura, composta por todas as express\u00f5es em que o homem afina e desenvolve as m\u00faltiplas capacidades do esp\u00edrito e do corpo, na sua rela\u00e7\u00e3o com a natureza, com os outros homens, com Deus. A cultura \u00e9 o quadro que resulta da aventura do homem, no tempo e no espa\u00e7o, em que ele tentou contemplar e compreender, transformar e aperfei\u00e7oar, prosseguindo o ideal da harmonia e da perfei\u00e7\u00e3o. Uma rela\u00e7\u00e3o sadia com a natureza e com a comunidade em que se est\u00e1 inserido, s\u00e3o elementos decisivos da cultura. No que \u00e0 natureza diz respeito, a cultura \u00e9 o cultivo dos bens e valores que lhe s\u00e3o pr\u00f3prios. O Conc\u00edlio afirma: &#8220;em tudo o que diz respeito \u00e0 vida humana, natureza e cultura devem estar t\u00e3o unidas, quanto poss\u00edvel&#8221;[2]. Agir sobre a natureza, imprimindo a essa ac\u00e7\u00e3o transformadora o ideal de perfei\u00e7\u00e3o humana, \u00e9 tarefa de humanidade e n\u00e3o apenas de indiv\u00edduos. O verdadeiro sujeito da cultura \u00e9 a comunidade humana, as diversas comunidades humanas, o que liga a cultura a uma &#8220;tradi\u00e7\u00e3o&#8221; constru\u00edda. Volto a citar o Conc\u00edlio: &#8220;assim, a partir de usos herdados, forma-se um patrim\u00f3nio pr\u00f3prio a cada comunidade humana. E assim se constitui um \u00abmeio\u00bb determinado e hist\u00f3rico, em que cada homem est\u00e1 inserido, sejam quais forem a sua na\u00e7\u00e3o ou s\u00e9culo e no qual encontra os valores que lhe permitem promover a civiliza\u00e7\u00e3o&#8221;[3].<\/p>\n<p>A cultura \u00e9, assim, o quadro em que cada homem pode construir a sua harmonia, que o aproximar\u00e1, progressivamente, da felicidade. Todos os atropelos \u00e0 harmonia da cultura dificultam a conquista pessoal da felicidade, embora esta seja sempre poss\u00edvel como express\u00e3o da liberdade.<\/p>\n<p><strong>A dimens\u00e3o individual e comunit\u00e1ria da cultura<\/strong><\/p>\n<p><strong>3. <\/strong>Os indiv\u00edduos podem interferir, positiva ou negativamente, no processo cultural, mas n\u00e3o decidem, de forma decisiva, na cultura, nem sequer na sua pr\u00f3pria cultura. O verdadeiro sujeito da cultura \u00e9 a comunidade. S\u00f3 assim se compreende a cultura enquanto &#8220;tradi\u00e7\u00e3o&#8221; e civiliza\u00e7\u00e3o. Falamos da cultura dos Povos e das Na\u00e7\u00f5es e n\u00e3o dos indiv\u00edduos. S\u00f3 assim a cultura se torna quadro inspirador da liberdade, \u00e9 garantia de harmonia e continuidade, fundamenta o sentido \u00e9tico da exist\u00eancia. N\u00e3o sendo radicalmente imposs\u00edvel, \u00e9 muito dif\u00edcil aceder \u00e0 harmonia que gera a felicidade, fora de um quadro cultural.<\/p>\n<p>No Ocidente, a partir das filosofias do indiv\u00edduo, da sua liberdade, dos seus direitos, da sua dignidade, tende a dar-se prioridade \u00e0 dimens\u00e3o individual da cultura. Cada um tem o direito de construir a sua pr\u00f3pria verdade, decidir da ordem \u00e9tica da sua liberdade, imaginar a sua pr\u00f3pria felicidade. Esta vis\u00e3o estritamente subjectiva da vida, tende a criar um quadro cultural em que n\u00e3o h\u00e1 lugar para a objectividade da verdade, da beleza, do amor, em \u00faltima an\u00e1lise, em que n\u00e3o h\u00e1 lugar para um quadro de valores, que s\u00f3 subsistem, se tiverem dimens\u00e3o comunit\u00e1ria. A perspectiva cultural a que algu\u00e9m chamou de &#8220;nova idade&#8221;, \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o de qualquer objectividade, mesmo na verdade individual. O que hoje \u00e9 verdade, categoria cultural, amanh\u00e3 pode n\u00e3o o ser. Isto leva \u00e0 completa &#8220;des-estrutura\u00e7\u00e3o&#8221; da harmonia do ser humano. S\u00f3 h\u00e1 lugar para perspectivas individuais, t\u00e3o prec\u00e1rias como o devir, que n\u00e3o constituem civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A recente pol\u00e9mica acerca da identidade da cultura europeia trouxe sinais preocupantes, numa escala alargada, da abdica\u00e7\u00e3o de um quadro civilizacional que possa inspirar a harmonia de um futuro colectivo. Alguns falam de conflito de civiliza\u00e7\u00f5es; temo que seja, sobretudo, o choque de culturas acentuado com o v\u00e1cuo da &#8220;anti-cultura&#8221;. Espero que n\u00e3o se trate de uma batalha definitivamente perdida. H\u00e1 j\u00e1 sintomas de uma revaloriza\u00e7\u00e3o do sentido de Povo, de Na\u00e7\u00e3o, de Tradi\u00e7\u00e3o, at\u00e9 podermos exclamar espontaneamente como o comandante da caravela diante do &#8220;mostrengo&#8221;, no poema de Fernando Pessoa: &#8220;Aqui ao leme sou mais do que eu; sou um Povo que quer o mar que \u00e9 teu&#8221;[4].<\/p>\n<p><strong>4.<\/strong> Chegou o momento de fazer uma primeira refer\u00eancia \u00e0 dimens\u00e3o cultural do cristianismo. Mais \u00e0 frente consideraremos a import\u00e2ncia do fen\u00f3meno religioso, em geral, no processo cultural.<\/p>\n<p>A f\u00e9 crist\u00e3 tende, naturalmente, a transformar-se em cultura. A vis\u00e3o transcendente da objectividade da verdade, do amor a Deus e ao pr\u00f3ximo como s\u00edntese da ordem moral, a s\u00edntese entre a dimens\u00e3o hist\u00f3rica e meta-hist\u00f3rica da felicidade, constituem um quadro de valores inspiradores da perfei\u00e7\u00e3o humana, que se concretizam no sentido da dignidade do homem, imagem do pr\u00f3prio Deus, a renova\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do cora\u00e7\u00e3o, a constru\u00e7\u00e3o de uma civiliza\u00e7\u00e3o do amor. Porque a f\u00e9 se torna cultura, os crist\u00e3os assumem-se como um &#8220;Povo&#8221;, g\u00e9rmen anunciador de uma futura unidade de toda a fam\u00edlia humana. Uma vis\u00e3o estritamente individualista da verdade dificilmente encontra lugar no cristianismo. Na Liturgia rezamos todos os dias a Deus: &#8220;N\u00e3o olheis para os nossos pecados, mas para a f\u00e9 da Vossa Igreja&#8221;. H\u00e1, assim, um confronto inevit\u00e1vel entre algumas atitudes culturais da \u00e9poca presente e a cultura de inspira\u00e7\u00e3o crist\u00e3. E isso n\u00e3o \u00e9 algo que se resolva pela via da mera adapta\u00e7\u00e3o da Igreja aos tempos novos. Hoje os aspectos mais \u00e1rduos das rela\u00e7\u00f5es da Igreja com o mundo travam-se no campo da cultura. Este pano de fundo inspirar\u00e1 todas as considera\u00e7\u00f5es que farei a seguir.<\/p>\n<p><strong>5. <\/strong>A busca da felicidade exige do homem que equacione dimens\u00f5es fundamentais, as mesmas que s\u00e3o decisivas na elabora\u00e7\u00e3o de uma cultura de rosto humano: a busca da verdade, atrav\u00e9s do pensamento e da contempla\u00e7\u00e3o da beleza, caminhos de uma compreens\u00e3o da exist\u00eancia, que encontra no amor a sua harmonia definitiva. N\u00e3o \u00e9 por acaso que essas s\u00e3o, tamb\u00e9m, as dimens\u00f5es estruturantes de uma vis\u00e3o do homem e da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O amor concebido como fruto da harmonia entre o pensamento e a beleza, entre a raz\u00e3o e o cora\u00e7\u00e3o, sup\u00f5e a descoberta da complementaridade entre a exactid\u00e3o do pensamento l\u00f3gico e a express\u00e3o simb\u00f3lica da realidade. O s\u00edmbolo n\u00e3o \u00e9 a nega\u00e7\u00e3o da objectividade da realidade, \u00e9 antes o seu an\u00fancio e express\u00e3o de forma mais envolvente e consent\u00e2nea com a complexidade do cora\u00e7\u00e3o humano. Tentar transformar a realidade em s\u00edmbolo, esvaziando-a da objectividade do seu significado, como parece ser tend\u00eancia de algumas correntes culturais contempor\u00e2neas, n\u00e3o \u00e9 caminho para a profundidade da cultura. O cristianismo sempre tentou conciliar, em s\u00edntese harm\u00f3nica, a busca racional da verdade com a sua express\u00e3o simb\u00f3lica, a \u00fanica que mobiliza o cora\u00e7\u00e3o para a busca da felicidade. Nenhuma outra religi\u00e3o aceitou t\u00e3o frontalmente, ao longo dos s\u00e9culos, o confronto com a racionalidade, sem nunca abdicar da express\u00e3o simb\u00f3lica, atrav\u00e9s da qual deu realismo hist\u00f3rico aos mais insond\u00e1veis mist\u00e9rios.<\/p>\n<p>Depois da \u00e9poca constitutiva da Escritura, que privilegia a linguagem simb\u00f3lica, o cristianismo aceitou o confronto com a racionalidade cl\u00e1ssica, tamb\u00e9m ela portadora de uma s\u00edntese conseguida entre o pensamento filos\u00f3fico e a linguagem simb\u00f3lica de poetas, escultores e dramaturgos. Se em Arist\u00f3teles encontramos o antecessor de toda a racionalidade l\u00f3gica, nos poetas, chamados os &#8220;te\u00f3logos&#8221;, porque s\u00f3 eles tocavam o divino, e nos dramaturgos, encontramos a abordagem do mist\u00e9rio do homem pelo lado da est\u00e9tica e da linguagem simb\u00f3lica.<\/p>\n<p>A \u00e9poca \u00e1urea da racionalidade crist\u00e3, aceitando o desafio da l\u00f3gica aristot\u00e9lica, tenta, a partir dela, pensar o homem crist\u00e3o, completando esse pensamento com uma forte express\u00e3o est\u00e9tica, afirmando claramente que entre a verdade e a beleza n\u00e3o podem existir fronteiras dicot\u00f3micas. Lan\u00e7am-se, assim, os fundamentos de uma racionalidade envolvente, mais consent\u00e2nea com o mist\u00e9rio do homem e a sua busca da verdade. A Filosofia e a Teologia tornam-se aliadas insepar\u00e1veis, na consci\u00eancia da sua complementaridade com a arte, a liturgia, a express\u00e3o contemplativa e m\u00edstica.<\/p>\n<p><strong>A busca cient\u00edfica da verdade<\/strong><\/p>\n<p><strong>6.<\/strong> A l\u00f3gica aristot\u00e9lica teve, na revolu\u00e7\u00e3o cartesiana, uma reviravolta decisiva. A intelig\u00eancia racional apetrechou-se com m\u00e9todos de an\u00e1lise da realidade, que originaram o moderno processo cient\u00edfico que esteve na origem, \u00e9 preciso reconhec\u00ea-lo, da mais profunda transforma\u00e7\u00e3o cultural da humanidade, porque possibilitou as transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que transformaram a hist\u00f3ria. O processo cient\u00edfico tamb\u00e9m busca a compreens\u00e3o do homem e do universo, e nesse sentido ele \u00e9 um caminho de busca da verdade. Mas essa compreens\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um fim em si mesma, visa a transforma\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria realidade, proseguindo objectivos \u00fateis e pragm\u00e1ticos. O grande objectivo da ci\u00eancia post-cartesiana n\u00e3o foi compreender o homem e o mundo, mas sim transformar o mundo para o homem e hoje j\u00e1 n\u00e3o exclui a transforma\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio homem.<\/p>\n<p>A cultura inebriou-se com os resultados da ci\u00eancia, pensou poder desvendar todos os mist\u00e9rios antigos, guardados no cora\u00e7\u00e3o dos homens e valorizados pelas religi\u00f5es, assumindo-se como \u00fanico caminho, com monop\u00f3lio da verdade. Aqui e acol\u00e1 ousou mesmo declarar a &#8220;morte de Deus&#8221;, assumindo-se como fundamento do ate\u00edsmo. &#8220;Nova religi\u00e3o&#8221; praticada por um grupo restrito de &#8220;crentes&#8221;, n\u00e3o satisfez os anseios de verdade do comum dos mortais. N\u00e3o quero, com estas palavras, minimizar a import\u00e2ncia da ci\u00eancia, mas afirmar que tamb\u00e9m ela precisa de se enquadrar no horizonte mais vasto da cultura. \u00c9 que a ci\u00eancia sem a cultura n\u00e3o \u00e9, necessariamente, um elemento decisivo na busca da felicidade. N\u00e3o deixa de ser impressionante verificar como a mentalidade cient\u00edfica, assumida mesmo por aqueles que n\u00e3o s\u00e3o capazes de praticar nenhuma ci\u00eancia, transformou os anseios de verdade e de felicidade.<\/p>\n<p>Come\u00e7am a existir sintomas de uma vis\u00e3o da ci\u00eancia mais humilde e aberta a outras abordagens da verdade. Mas subsistem ainda atitudes de quem pretende fundamentar nos resultados cient\u00edficos a felicidade do homem, decidir da orienta\u00e7\u00e3o \u00e9tica da sua liberdade, tra\u00e7ar o quadro definitivo da sua exist\u00eancia transformada. S\u00e3o evidentes os enormes benef\u00edcios que a ci\u00eancia trouxe ao homem. No entanto o seu contributo foi ineficaz para acabar com a guerra e com a pobreza e construir a felicidade. O que leva alguns a exclamar que, nesta civiliza\u00e7\u00e3o, s\u00f3 a beleza nos salvar\u00e1.<\/p>\n<p><strong>A beleza e a cultura<\/strong><\/p>\n<p><strong>7. <\/strong>A racionalidade l\u00f3gica n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica fonte do conhecimento, nem a \u00fanica express\u00e3o da interioridade do homem. A beleza, fazendo parte da realidade, enquanto esta \u00e9 contemplada na sua harmonia, \u00e9 tamb\u00e9m uma sua importante express\u00e3o. Se o conhecimento cient\u00edfico convence, a beleza atrai; a verdade racional disseca a realidade; a beleza revela-a na gratuidade da sua harmonia. E \u00e9 indiscut\u00edvel que a cultura, concebida como tradi\u00e7\u00e3o recebida, tem uma forte componente est\u00e9tica, atrav\u00e9s das v\u00e1rias express\u00f5es art\u00edsticas. J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 tanto assim se considerarmos a cultura como processo em cont\u00ednua muta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>P\u00f5e-se em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 beleza o mesmo problema que se p\u00f5e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 verdade: o da sua objectividade. Parece ir-se perdendo a no\u00e7\u00e3o do belo objectivo, tanto o que est\u00e1 impresso na natureza, como o que \u00e9 express\u00e3o criativa. O homem \u00e9 capaz de produzir beleza, como \u00e9 capaz de comunicar a que lhe \u00e9 pr\u00e9-existente. Embora reconhecendo a import\u00e2ncia da subjectividade est\u00e9tica na contempla\u00e7\u00e3o da beleza, n\u00e3o me conformo com a nega\u00e7\u00e3o da beleza objectiva, dom de Deus ao homem, que este \u00e9 convidado a contemplar e a exprimir.<\/p>\n<p>O prest\u00edgio do m\u00e9todo cient\u00edfico levou muitas express\u00f5es da verdade, para se credenciarem, a reivindic\u00e1-lo para si mesmas, como se s\u00f3 a\u00ed encontrassem a sua credibilidade cultural. A pr\u00f3pria Teologia n\u00e3o fugiu \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o. Se ganharam exactid\u00e3o metodol\u00f3gica, perderam em liberdade simb\u00f3lica para dizer o indiz\u00edvel e exprimir o inexprim\u00edvel. E nem sequer conseguiram a credencia\u00e7\u00e3o que procuravam, pois os cultores das chamadas ci\u00eancias exactas sempre as olharam com uma certa desconfian\u00e7a. Para nosso al\u00edvio, n\u00e3o me consta que os poetas tenham cedido a essa tenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O caminho cultural tem de ser outro: o do encontro da exactid\u00e3o do m\u00e9todo cient\u00edfico, com a liberdade do artista, para que toda a express\u00e3o da verdade n\u00e3o procure apenas convencer, mas tamb\u00e9m encantar. Para que a cultura se transforme no quadro fecundo da liberdade e da felicidade, tem de encontrar na beleza o inv\u00f3lucro de todas as abordagens da realidade. As pol\u00edticas de cultura t\u00eam de ter isto em conta, na conserva\u00e7\u00e3o e frui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio que nos foi legado, na criatividade art\u00edstica presente enquanto express\u00e3o maior da alma humana. Disse atr\u00e1s que a felicidade \u00e9, no fundo, uma experi\u00eancia est\u00e9tica, porque ser feliz \u00e9, sempre, deixar-se atrair pela beleza. Para n\u00f3s os crentes, a suma felicidade \u00e9 deixar-se atrair pela beleza de Deus, que j\u00e1 brilha para n\u00f3s no rosto do Seu Filho Jesus Cristo e no cora\u00e7\u00e3o de cada homem, tamb\u00e9m ele filho de Deus.<\/p>\n<p>Sinto que come\u00e7amos a trilhar o bom caminho. Os &#8220;artistas&#8221; j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o aquela reserva, aberta \u00e0 visita de curiosos. Mas ainda estamos longe de considerar os poetas t\u00e3o importantes como os cientistas. E se olharmos para o dinheiro que se investe para promover a arte, a discrep\u00e2ncia \u00e9 ainda maior. Tem-nos valido que o artista \u00e9 espontaneamente generoso, e a sua luta \u00e9, tantas vezes, um voluntariado corajoso.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica constitui elemento decisivo da humaniza\u00e7\u00e3o da cultura e no criar o ambiente prop\u00edcio \u00e0 felicidade das pessoas. Esta import\u00e2ncia da arte, seja qual for a sua express\u00e3o, constitui para o artista um desafio e responsabilidade acrescida: vencer a perspectiva estritamente individualista, para exprimir, na arte, a alma de um Povo. Os artistas s\u00e3o porta-vozes da &#8220;tradi\u00e7\u00e3o&#8221;, luzeiros para o presente e profetas do futuro. Depende muito deles a cria\u00e7\u00e3o de um ambiente onde desabroche espontaneamente um ideal colectivo, das pessoas e das comunidades. H\u00e1 anseios que s\u00f3 o artista capta; h\u00e1 dimens\u00f5es da realidade de que s\u00f3 o artista se apercebe e que s\u00f3 ele transmite.<\/p>\n<p><strong>A aprendizagem do amor<\/strong><\/p>\n<p><strong>8.<\/strong> Em geral as culturas ligam a felicidade ao amor. A busca do amor est\u00e1 unida \u00e0 busca da verdade e da beleza e torna-se, assim, elemento estruturante da cultura. O cristianismo introduziu a perspectiva da unidade entre a verdade e o amor, porque a verdade precisa de ser amada, e s\u00f3 o amor guarda e revela os segredos mais profundos da verdade.<\/p>\n<p>A maneira como se trata o amor torna-se, assim, elemento importante na defini\u00e7\u00e3o de uma cultura, n\u00e3o apenas porque no amor a pessoa humana se encontra com o indiz\u00edvel de si mesma, mas tamb\u00e9m porque o amor \u00e9 o mais s\u00f3lido fundamento da ordem moral, e esta \u00e9 constitutiva da cultura. As culturas elevam-se ou degradam-se na maneira como concebem o amor. E as culturas, e aqui incluo as pr\u00f3prias religi\u00f5es, progridem e aperfei\u00e7oam-se na medida da profundidade do amor. Jesus Cristo desafia os seus seguidores para um est\u00e1dio de amor at\u00e9 a\u00ed desconhecido. Ouviste o que foi dito aos antigos! Eu por\u00e9m digo-vos&#8230; amai os vossos inimigos, amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.<\/p>\n<p>Do ego\u00edsmo ao amor-caridade, h\u00e1 um longo caminho a percorrer, que exige continuamente a transforma\u00e7\u00e3o do cora\u00e7\u00e3o, onde se situam diversas express\u00f5es da bondade generosa para com o pr\u00f3ximo: a conviv\u00eancia, a amizade, a solidariedade, a capacidade de perdoar, a comunh\u00e3o \u00edntima entre as pessoas que se amam, a comunh\u00e3o com Deus, no amor.<\/p>\n<p>Na revela\u00e7\u00e3o b\u00edblica judaico-crist\u00e3 a perfei\u00e7\u00e3o do amor \u00e9 concebida como &#8220;in-habita\u00e7\u00e3o&#8221;, isto \u00e9, a pessoa que ama habita a pessoa amada e exprime nessa rela\u00e7\u00e3o inter-pessoal o mais profundo do seu mist\u00e9rio. A realiza\u00e7\u00e3o mais forte desta &#8220;in-habita\u00e7\u00e3o&#8221; de amor entre as criaturas, situa-a a Sagrada Escritura na comunh\u00e3o esponsal entre o homem e a mulher. Na narra\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o, o autor sagrado diz que Deus criou o homem \u00e0 Sua Imagem, tamb\u00e9m porque os criou homem e mulher (cf. Gen. 1,26-28). E segundo a mesma narra\u00e7\u00e3o, a mulher \u00e9 a matriz da vida, aquela que acolhe, o lugar de encontro que gera comunh\u00e3o. No mais intimo de si mesma, toda a mulher que se entrega ao seu esposo num acto de amor e o acolhe no seu corpo e no seu esp\u00edrito, deseja que ele fique para sempre, e esse desejo torna-se exig\u00eancia da perenidade do amor.<\/p>\n<p>Esta vis\u00e3o do amor como &#8220;in-habita\u00e7\u00e3o&#8221; das pessoas que se amam, aplica-a a Escritura \u00e0 revela\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio de Deus e das rela\u00e7\u00f5es de amor de Deus com o Seu Povo e com cada um dos crentes. Deus \u00e9 uma comunh\u00e3o inter-pessoal, onde cada uma das pessoas habita e se exprime totalmente no outro, mantendo a alteridade numa unidade que s\u00f3 o amor realiza. Por isso o Evangelista S\u00e3o Jo\u00e3o diz que &#8220;Deus \u00e9 amor&#8221; (cf. 1Jo.4,8).<\/p>\n<p>Este dinamismo de &#8220;in-habita\u00e7\u00e3o&#8221; aplica-se, tamb\u00e9m, ao amor de Deus pelo Seu Povo e por cada um dos crentes. A for\u00e7a de Israel \u00e9 a certeza de que Deus habita no meio deles, atrav\u00e9s da nuvem de fogo, a que chamam a &#8220;Gl\u00f3ria de Yahw\u00e9&#8221;. E com que tristeza o Profeta v\u00ea a &#8220;Gl\u00f3ria de Yahw\u00e9&#8221; afastar-se do templo de Jerusal\u00e9m, na altura em que este \u00e9 profanado pelas tropas invasoras do Rei de Babil\u00f3nia. Jesus Cristo, encarna\u00e7\u00e3o da Pessoa Divina, \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o mais completa e perene desta habita\u00e7\u00e3o de Deus no meio do Seu Povo. Ele vive na Igreja e quer que a Igreja viva n&#8217;Ele; considera-a o Seu Corpo e ama-a como uma esposa.<\/p>\n<p>Esta &#8220;in-habita\u00e7\u00e3o&#8221; aplica-a Cristo aos Seus disc\u00edpulos: &#8220;Como Tu, \u00f3 Pai, est\u00e1s em Mim e Eu em Ti, que tamb\u00e9m eles sejam um em N\u00f3s&#8230; Eu neles e Tu em Mim, para que eles sejam perfeitamente um, para que o mundo saiba que Tu Me enviaste, e que Eu os amei como Tu Me amaste&#8221; (Jo. 17,21-23). E noutra altura promete \u00e0queles que se uniram a Ele: &#8220;N\u00f3s (as Pessoas Divinas) viremos a ele e faremos nele a Nossa morada&#8221; (Jo. 14,23). A Eucaristia \u00e9 o momento em que esta &#8220;in-habita\u00e7\u00e3o&#8221; de amor se realiza. &#8220;Este \u00e9 o Meu Corpo&#8230; tomai e comei&#8221;. Jo\u00e3o Paulo II afirmou na Enc\u00edclica &#8220;Igreja da Eucaristia&#8221;, que nela n\u00e3o nos limitamos a encontrar-nos com Cristo; somos em Cristo e Cristo \u00e9 em n\u00f3s.<\/p>\n<p>Esta &#8220;in-habita\u00e7\u00e3o&#8221; de Deus no crente e do crente em Deus, \u00e9 a base da vida m\u00edstica, tamb\u00e9m ela uma experi\u00eancia est\u00e9tica de grande profundidade. S\u00f3 a partir deste conceito de amor se pode definir a gravidade da solid\u00e3o. Esta n\u00e3o \u00e9, sobretudo, o estar sozinho, mas o n\u00e3o estar &#8220;habitado&#8221; pela pessoa amada.<\/p>\n<p>\u00c9 a este grau de amor que a linguagem crist\u00e3 designa por &#8220;caridade&#8221;, &#8220;agap\u00ea&#8221;. Entre criaturas esta profundidade de amor s\u00f3 acontece se se cruza com a &#8220;in-habita\u00e7\u00e3o&#8221; de Deus. A caridade como forma m\u00e1xima de amor entre pessoas \u00e9 sempre fruto fecundo da presen\u00e7a do esp\u00edrito de Deus que habita em n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>9. <\/strong>Temos de reconhecer que o que se pensa do amor na nossa cultura contempor\u00e2nea anda, tantas vezes, longe desta profundidade, o que faz parecer a linguagem da Igreja sobre o amor um discurso incompreens\u00edvel, porventura di\u00e1logo de surdos. Mas h\u00e1 pessoas que vivem silenciosamente esta beleza do amor, talvez sem o saberem exprimir, mas que s\u00e3o, no seio da cidade dos homens, sementes fecundas, nesta aprendizagem do amor. Nelas est\u00e1, verdadeiramente, a germinar a felicidade. \u00c9 a misteriosa fecundidade dos &#8220;justos&#8221; na cidade.<\/p>\n<p><strong>A religi\u00e3o e a cultura<\/strong><\/p>\n<p><strong>10.<\/strong> Por todas as refer\u00eancias que fiz ao cristianismo, ficou claro, assim o espero, que considero toda a religi\u00e3o aut\u00eantica um elemento constitutivo de cultura. As grandes culturas do mundo, quer hist\u00f3ricas, quer actuais, caldearam-se \u00e0 volta do factor religioso, talvez com excep\u00e7\u00e3o da cultura chinesa em que o factor decisivo foi uma filosofia moral, o confucionismo. N\u00e3o \u00e9 minha inten\u00e7\u00e3o fazer agora a an\u00e1lise dessas grandes culturas, embora elas se apresentem, com uma for\u00e7a peculiar, no palco da hist\u00f3ria contempor\u00e2nea. Todas elas t\u00eam em comum a import\u00e2ncia da f\u00e9 em Deus na compreens\u00e3o da vida humana, do seu presente e do seu futuro, da sua busca da felicidade.<\/p>\n<p>No que ao cristianismo diz respeito, ele originou um duplo fen\u00f3meno: aculturou-se, isto \u00e9, integrou outras culturas, e acabou por imprimir a sua vis\u00e3o do homem e da felicidade na pr\u00f3pria cultura. O respeito pela vida e pela dignidade da pessoa humana, a dignidade da mulher, a constru\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da paz, o conceito de igualdade em dignidade, s\u00e3o marcas claras do ideal crist\u00e3o na cultura. Sobretudo porque o cristianismo n\u00e3o desmobiliza os crist\u00e3os da luta por um mundo melhor; antes os envia, para o seio da sociedade, a lutar, desde j\u00e1, por esse progresso da humanidade.<\/p>\n<p><strong>11.<\/strong> A recente discuss\u00e3o acerca da refer\u00eancia ao cristianismo como uma das matrizes da cultura europeia, no pro\u00e9mio do Tratado Constitucional Europeu, foi, para n\u00f3s, um momento doloroso. Tratava-se de reconhecer a objectividade hist\u00f3rica de uma componente da cultura europeia que, todos o reconhecemos, \u00e9 plural nos elementos que a estruturaram. N\u00e3o se tratava da afirma\u00e7\u00e3o de qualquer forma de confessionalidade da cultura europeia, mas apenas de identifica\u00e7\u00e3o de uma componente matricial. N\u00e3o \u00e9 o mesmo reconhecer, em geral, a influ\u00eancia das religi\u00f5es, porque os grandes valores que fizeram a Europa s\u00e3o judaico-crist\u00e3os, que assimilaram a pr\u00f3pria heran\u00e7a da \u00e9poca cl\u00e1ssica. Mas estamos no tempo da laicidade, arvorada sub-repticiamente numa esp\u00e9cie de religi\u00e3o sem Deus. Confunde-se a laicidade dos Estados, hoje pacificamente aceite enquanto obriga\u00e7\u00e3o de respeito pelas consci\u00eancias, com a laicidade da sociedade. O Estado laico n\u00e3o pode desconhecer a import\u00e2ncia do factor religioso, no homem e na sociedade.<\/p>\n<p>No centro est\u00e1 sempre uma das quest\u00f5es perenes para os homens de todos os tempos: Deus existe, mesmo para aqueles que O negam e a vida do homem \u00e9 uma ou outra, se \u00e9 vivida com Deus ou sem Deus.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil construir uma cultura que enquadre as pessoas na busca da felicidade. Mas tal como a felicidade, essa cultura \u00e9 um anseio profundo do cora\u00e7\u00e3o humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Audit\u00f3rio da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro<br \/>\nLisboa, 21 de Setembro de 2005<br \/>\n\u2020 JOS\u00c9, Cardeal-Patriarca<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr \/>\n<p>[1] Gaudium et Spes, n\u00ba 53<br \/>\n[2] Ibidem<br \/>\n[3] Ibidem<br \/>\n[4] Fernando Pessoa, in &#8220;A Mensagem&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confer\u00eancia no Col\u00f3quio &#8220;Literatura e Qualidade de Vida&#8221; 1. A felicidade \u00e9 o mais profundo anseio do cora\u00e7\u00e3o humano. 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