{"id":1499,"date":"2016-09-21T10:02:08","date_gmt":"2016-09-21T10:02:08","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/site\/?p=1499"},"modified":"2026-03-21T15:40:56","modified_gmt":"2026-03-21T15:40:56","slug":"o-papa-francisco-em-assis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/o-papa-francisco-em-assis\/","title":{"rendered":"O Papa Francisco em Assis"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-1497\" src=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/assis_paz1.jpg\" alt=\"assis paz1\" width=\"300\" height=\"177\" style=\"float: right;\" srcset=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/assis_paz1.jpg 758w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/assis_paz1-300x177.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><strong>Somente a paz &eacute; santa, n&atilde;o a guerra!<\/strong><\/p>\n<p>Visita do Papa Francisco a Assis para a Jornada de Ora&ccedil;&atilde;o pela Paz<br \/><strong>&#8220;SEDE DE PAZ. RELIGI&Otilde;ES E CULTURAS EM DI&Aacute;LOGO&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><strong style=\"text-align: justify;\">MEDITA&Ccedil;&Atilde;O<\/strong><br \/>&Agrave; vista de Jesus crucificado, ressoam tamb&eacute;m para n&oacute;s as suas palavras: &laquo;Tenho sede!&raquo; (Jo 19, 28). A sede &eacute;, ainda mais do que a fome, a necessidade extrema do ser humano, mas representa tamb&eacute;m a sua extrema mis&eacute;ria. Assim contemplamos o mist&eacute;rio do Deus Alt&iacute;ssimo, que Se tornou, por miseric&oacute;rdia, miser&aacute;vel entre os homens.<\/p>\n<p>De que tem sede o Senhor? Certamente de &aacute;gua, elemento essencial para a vida; mas sobretudo de amor, elemento n&atilde;o menos essencial para se viver. Tem sede de nos dar a &aacute;gua viva do seu amor, mas tamb&eacute;m de receber o nosso amor. O profeta Jeremias expressou o comprazimento de Deus pelo nosso amor: &laquo;Recordo-Me da tua fidelidade no tempo da tua juventude, dos amores do tempo do teu noivado&raquo; (Jr 2, 2). Mas deu voz tamb&eacute;m ao sofrimento divino, quando o homem, ingrato, abandonou o amor, quando &ndash; parece dizer tamb&eacute;m hoje o Senhor &ndash; &laquo;Me abandonou a Mim, nascente de &aacute;guas vivas, e construiu cisternas para si, cisternas rotas, que n&atilde;o podem reter as &aacute;guas&raquo; (Jr 2, 13). &Eacute; o drama do &laquo;cora&ccedil;&atilde;o &aacute;rido&raquo;, do amor n&atilde;o correspondido; um drama que se renova no Evangelho, quando, &agrave; sede de Jesus, o homem responde com vinagre, que &eacute; vinho estragado. Como profeticamente lamentou o salmista, &laquo;deram-me (&hellip;) vinagre, quando tive sede&raquo; (Sal 69\/68, 22).<\/p>\n<p>&laquo;O Amor n&atilde;o &eacute; amado&raquo;: tal era, segundo algumas cr&oacute;nicas, a realidade que turvava S&atilde;o Francisco de Assis. Por amor do Senhor que sofre, n&atilde;o se envergonhava de chorar e lamentar-se em voz alta (cf. Fontes Franciscanas, n. 1413). Esta mesma realidade nos deve estar a peito ao contemplarmos Deus crucificado, sedento de amor. Madre Teresa de Calcut&aacute; quis que, nas capelas de cada comunidade, estivesse escrito perto do Crucifixo: &laquo;Tenho sede&raquo;. Apagar a sede de amor de Jesus na cruz, atrav&eacute;s do servi&ccedil;o aos mais pobres dos pobres, foi a sua resposta. Na verdade, o Senhor &eacute; saciado pelo nosso amor compassivo; &eacute; consolado quando, em nome d&rsquo;Ele, nos inclinamos sobre as mis&eacute;rias alheias. No Ju&iacute;zo, chamar&aacute; &laquo;benditos&raquo; aqueles que deram de beber a quem tinha sede, aqueles que ofereceram amor concreto a quem estava necessitado: &laquo;Sempre que fizestes isto a um destes meus irm&atilde;os mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes&raquo; (Mt 25, 40).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-1498\" src=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Assis_Paz.jpg\" alt=\"Assis Paz\" width=\"300\" height=\"200\" style=\"float: right;\" srcset=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Assis_Paz.jpg 600w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Assis_Paz-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>As palavras de Jesus interpelam-nos, pedem acolhimento no cora&ccedil;&atilde;o e resposta com a vida. Na sua exclama&ccedil;&atilde;o &laquo;tenho sede&raquo;, podemos ouvir a voz dos que sofrem, o grito escondido dos pequenos inocentes a quem &eacute; negada a luz deste mundo, a s&uacute;plica instante dos pobres e dos mais necessitados de paz. Imploram paz as v&iacute;timas das guerras que poluem os povos de &oacute;dio e a terra de armas; imploram paz os nossos irm&atilde;os e irm&atilde;s que vivem sob a amea&ccedil;a dos bombardeamentos ou s&atilde;o for&ccedil;ados a deixar a casa e emigrar para o desconhecido, despojados de tudo. Todos eles s&atilde;o irm&atilde;os e irm&atilde;s do Crucificado, pequeninos do seu Reino, membros feridos e sedentos da sua carne. T&ecirc;m sede. Mas, frequentemente, &eacute;-lhes dado, como a Jesus, o vinagre amargo da rejei&ccedil;&atilde;o. Quem os ouve? Quem se preocupa em responder-lhes? Deparam-se muitas vezes com o sil&ecirc;ncio ensurdecedor da indiferen&ccedil;a, o ego&iacute;smo de quem se sente incomodado, a frieza de quem apaga o seu grito de ajuda com mesma facilidade com que muda de canal na televis&atilde;o.<\/p>\n<p>&Agrave; vista de Cristo crucificado, &laquo;poder e sabedoria de Deus&raquo; (1 Cor 1, 24), n&oacute;s, crist&atilde;os, somos chamados a contemplar o mist&eacute;rio do Amor n&atilde;o amado e a derramar miseric&oacute;rdia sobre o mundo. Na cruz, &aacute;rvore de vida, o mal foi transformado em bem; tamb&eacute;m n&oacute;s, disc&iacute;pulos do Crucificado, somos chamados a ser &laquo;&aacute;rvores de vida&raquo;, que absorvem a polui&ccedil;&atilde;o da indiferen&ccedil;a e restituem ao mundo o oxig&eacute;nio do amor. Do lado de Cristo, na cruz, saiu &aacute;gua, s&iacute;mbolo do Esp&iacute;rito que d&aacute; a vida (cf. Jo 19, 34); do mesmo modo saia de n&oacute;s, seus fi&eacute;is, compaix&atilde;o por todos os sedentos de hoje.<\/p>\n<p>Como a Maria ao p&eacute; da cruz, conceda-nos o Senhor estar unidos a Ele e pr&oacute;ximos de quem sofre. Aproximando-nos de quantos vivem hoje como crucificados e tirando a for&ccedil;a de amar do Crucificado Ressuscitado, crescer&atilde;o ainda mais a harmonia e a comunh&atilde;o entre n&oacute;s. &laquo;Com efeito, Ele &eacute; a nossa paz&raquo; (Ef 2, 14), Ele que veio anunciar a paz &agrave;queles que estavam perto e aos que estavam longe (cf. Ef 2, 17). Ele nos guarde a todos no amor e nos congregue na unidade, para a qual estamos a caminho, a fim de nos tornarmos o que Ele deseja: &laquo;um s&oacute;&raquo; (Jo 17, 21).<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>DISCURSO<\/strong><br \/>Vossas Santidades,<br \/>Ilustres Representantes das Igrejas, Comunidades crist&atilde;s e Religi&otilde;es,<br \/>Amados irm&atilde;os e irm&atilde;s!<\/p>\n<p>Com grande respeito e afeto vos sa&uacute;do e agrade&ccedil;o a vossa presen&ccedil;a. Agrade&ccedil;o &agrave; Comunidade de Santo Eg&iacute;dio, &agrave; diocese de Assis e &agrave;s Fam&iacute;lias Franciscanas que prepararam esta jornada de ora&ccedil;&atilde;o. Viemos a Assis como peregrinos &agrave; procura de paz. Trazemos connosco e colocamos diante de Deus os anseios e as ang&uacute;stias de muitos povos e pessoas. Temos sede de paz, temos o desejo de testemunhar a paz, temos sobretudo necessidade de rezar pela paz, porque a paz &eacute; dom de Deus e cabe a n&oacute;s invoc&aacute;-la, acolh&ecirc;-la e constru&iacute;-la cada dia com a sua ajuda.<br \/>&laquo;Felizes os pacificadores&raquo; (Mt 5, 9). Muitos de v&oacute;s percorreram um longo caminho para chegar a este lugar aben&ccedil;oado. Sair, p&ocirc;r-se a caminho, encontrar-se em conjunto, trabalhar pela paz: n&atilde;o s&atilde;o movimentos apenas f&iacute;sicos, mas sobretudo da alma; s&atilde;o respostas espirituais concretas para superar os fechamentos, abrindo-se a Deus e aos irm&atilde;os. &Eacute; Deus que no-lo pede, exortando-nos a enfrentar a grande doen&ccedil;a do nosso tempo: a indiferen&ccedil;a. &Eacute; um v&iacute;rus que paralisa, torna inertes e insens&iacute;veis, um morbo que afeta o pr&oacute;prio centro da religiosidade produzindo um novo e trist&iacute;ssimo paganismo: o paganismo da indiferen&ccedil;a.<\/p>\n<p>N&atilde;o podemos ficar indiferentes. Hoje o mundo tem uma sede ardente de paz. Em muitos pa&iacute;ses, sofre-se por guerras, tantas vezes esquecidas, mas sempre causa de sofrimento e pobreza. Em Lesbos, com o querido Patriarca Ecum&eacute;nico Bartolomeu, vimos nos olhos dos refugiados o sofrimento da guerra, a ang&uacute;stia de povos sedentos de paz. Penso em fam&iacute;lias, cuja vida foi transtornada; nas crian&ccedil;as, que na vida s&oacute; conheceram viol&ecirc;ncia; nos idosos, for&ccedil;ados a deixar as suas terras: todos eles t&ecirc;m uma grande sede de paz. N&atilde;o queremos que estas trag&eacute;dias caiam no esquecimento. Desejamos dar voz em conjunto a quantos sofrem, a quantos se encontram sem voz e sem escuta. Eles sabem bem &ndash; muitas vezes melhor do que os poderosos &ndash; que n&atilde;o h&aacute; qualquer amanh&atilde; na guerra e que a viol&ecirc;ncia das armas destr&oacute;i a alegria da vida.<\/p>\n<p>N&oacute;s n&atilde;o temos armas; mas acreditamos na for&ccedil;a mansa e humilde da ora&ccedil;&atilde;o. Neste dia, a sede de paz fez-se implora&ccedil;&atilde;o a Deus, para que cessem guerras, terrorismo e viol&ecirc;ncias. A paz que invocamos, a partir de Assis, n&atilde;o &eacute; um simples protesto contra a guerra, nem &eacute; sequer &laquo;o resultado de negocia&ccedil;&otilde;es, de compromissos pol&iacute;ticos ou de acordos econ&oacute;micos, mas o resultado da ora&ccedil;&atilde;o&raquo; [Jo&atilde;o Paulo II, Discurso, Bas&iacute;lica de Santa Maria dos Anjos, 27 de outubro de 1986, 1: Insegnamenti IX\/2 (1986), 1252]. Procuramos em Deus, fonte da comunh&atilde;o, a &aacute;gua cristalina da paz, de que est&aacute; sedenta a humanidade: essa &aacute;gua n&atilde;o pode brotar dos desertos do orgulho e dos interesses de parte, das terras &aacute;ridas do lucro a todo o custo e do com&eacute;rcio das armas.<\/p>\n<p>Diversas s&atilde;o as nossas tradi&ccedil;&otilde;es religiosas. Mas, para n&oacute;s, a diferen&ccedil;a n&atilde;o &eacute; motivo de conflito, de pol&eacute;mica ou de frio distanciamento. Hoje n&atilde;o rezamos uns contra os outros, como &agrave;s vezes infelizmente sucedeu na Hist&oacute;ria. Ao contr&aacute;rio, sem sincretismos nem relativismos, rezamos uns ao lado dos outros, uns pelos outros. S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II disse neste mesmo lugar: &laquo;Talvez nunca antes na hist&oacute;ria da humanidade, como agora, o la&ccedil;o intr&iacute;nseco que existe entre uma atitude autenticamente religiosa e o grande bem da paz se tenha tornado evidente a todos&raquo; (Discurso, Pra&ccedil;a inferior da Bas&iacute;lica de S&atilde;o Francisco, 27 de outubro de 1986, 6: o. c., 1268). Continuando o caminho iniciado h&aacute; trinta anos em Assis, onde permanece viva a mem&oacute;ria daquele homem de Deus e de paz que foi S&atilde;o Francisco, &laquo;uma vez mais n&oacute;s, aqui reunidos, afirmamos que quem recorre &agrave; religi&atilde;o para fomentar a viol&ecirc;ncia contradiz a sua inspira&ccedil;&atilde;o mais aut&ecirc;ntica e profunda&raquo; [Jo&atilde;o Paulo II, Discurso aos Representantes das Religi&otilde;es, Assis, 24 de janeiro de 2002, 4: Insegnamenti XXV\/1 (2002), 104], que qualquer forma de viol&ecirc;ncia n&atilde;o representa &laquo;a verdadeira natureza da religi&atilde;o. Ao contr&aacute;rio, &eacute; a sua deturpa&ccedil;&atilde;o e contribui para a sua destrui&ccedil;&atilde;o&raquo; [Bento XVI, Interven&ccedil;&atilde;o na jornada de reflex&atilde;o, di&aacute;logo e ora&ccedil;&atilde;o pela paz e a justi&ccedil;a no mundo, Assis, 27 de outubro de 2011: Insegnamenti VII\/2 (2011), 512]. N&atilde;o nos cansamos de repetir que o nome de Deus nunca pode justificar a viol&ecirc;ncia. S&oacute; a paz &eacute; santa. S&oacute; a paz &eacute; santa; n&atilde;o a guerra!<\/p>\n<p>Hoje imploramos o santo dom da paz. Rezamos para que as consci&ecirc;ncias se mobilizem para defender a sacralidade da vida humana, promover a paz entre os povos e salvaguardar a cria&ccedil;&atilde;o, nossa casa comum. A ora&ccedil;&atilde;o e a colabora&ccedil;&atilde;o concreta ajudam a n&atilde;o ficar bloqueados nas l&oacute;gicas do conflito e a rejeitar as atitudes rebeldes de quem sabe apenas protestar e irar-se. A ora&ccedil;&atilde;o e a vontade de colaborar comprometem a uma paz verdadeira, n&atilde;o ilus&oacute;ria: n&atilde;o a tranquilidade de quem esquiva as dificuldades e vira a cara para o lado, se os seus interesses n&atilde;o forem afetados; n&atilde;o o cinismo de quem se lava as m&atilde;os dos problemas alheios; n&atilde;o a abordagem virtual de quem julga tudo e todos no teclado dum computador, sem abrir os olhos &agrave;s necessidades dos irm&atilde;os nem sujar as m&atilde;os em prol de quem passa necessidade. A nossa estrada &eacute; mergulhar nas situa&ccedil;&otilde;es e dar o primeiro lugar aos que sofrem; assumir os conflitos e san&aacute;-los a partir de dentro; percorrer com coer&ecirc;ncia caminhos de bem, recusando os atalhos do mal; empreender pacientemente, com a ajuda de Deus e a boa vontade, processos de paz.<\/p>\n<p>Paz, um fio de esperan&ccedil;a que liga a terra ao c&eacute;u, uma palavra t&atilde;o simples e ao mesmo tempo t&atilde;o dif&iacute;cil. Paz quer dizer Perd&atilde;o que, fruto da convers&atilde;o e da ora&ccedil;&atilde;o, nasce de dentro e, em nome de Deus, torna poss&iacute;vel curar as feridas do passado. Paz significa Acolhimento, disponibilidade para o di&aacute;logo, supera&ccedil;&atilde;o dos fechamentos, que n&atilde;o s&atilde;o estrat&eacute;gias de seguran&ccedil;a, mas pontes sobre o vazio. Paz quer dizer Colabora&ccedil;&atilde;o, interc&acirc;mbio vivo e concreto com o outro, que constitui um dom e n&atilde;o um problema, um irm&atilde;o com quem tentar construir um mundo melhor. Paz significa Educa&ccedil;&atilde;o: uma chamada a aprender todos os dias a arte dif&iacute;cil da comunh&atilde;o, a adquirir a cultura do encontro, purificando a consci&ecirc;ncia de qualquer tenta&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia e rigidez, contr&aacute;rias ao nome de Deus e &agrave; dignidade do ser humano.<\/p>\n<p>N&oacute;s aqui, juntos e em paz, cremos e esperamos num mundo fraterno. Desejamos que homens e mulheres de religi&otilde;es diferentes se re&uacute;nam e criem conc&oacute;rdia em todo o lado, especialmente onde h&aacute; conflitos. O nosso futuro &eacute; viver juntos. Por isso, somos chamados a libertar-nos dos fardos pesados da desconfian&ccedil;a, dos fundamentalismos e do &oacute;dio. Que os crentes sejam artes&atilde;os de paz na invoca&ccedil;&atilde;o a Deus e na a&ccedil;&atilde;o em prol do ser humano! E n&oacute;s, como Chefes religiosos, temos a obriga&ccedil;&atilde;o de ser pontes s&oacute;lidas de di&aacute;logo, mediadores criativos de paz. Dirigimo-nos tamb&eacute;m &agrave;queles que det&ecirc;m a responsabilidade mais alta no servi&ccedil;o dos povos, aos l&iacute;deres das na&ccedil;&otilde;es, pedindo-lhes que n&atilde;o se cansem de procurar e promover caminhos de paz, olhando para al&eacute;m dos interesses de parte e do momento: n&atilde;o caiam no vazio o apelo de Deus &agrave;s consci&ecirc;ncias, o grito de paz dos pobres e os anseios bons das gera&ccedil;&otilde;es jovens. Aqui, h&aacute; trinta anos, S&atilde;o Jo&atilde;o Paulo II disse: &laquo;A paz &eacute; um canteiro de obras aberto a todos e n&atilde;o s&oacute; aos especialistas, aos s&aacute;bios e aos estrategistas. A paz &eacute; uma responsabilidade universal&raquo; (Discurso, Pra&ccedil;a inferior da Bas&iacute;lica de S&atilde;o Francisco, 27 de outubro de 1986, 7: o. c., 1269). Irm&atilde;s e irm&atilde;os, assumamos esta responsabilidade, reafirmemos hoje o nosso sim a ser, juntos, construtores da paz que Deus quer e de que a humanidade est&aacute; sedenta.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>APELO A FAVOR DA PAZ<\/strong><\/p>\n<p>Homens e mulheres de diferentes religi&otilde;es, congregamo-nos, como peregrinos, na cidade de S&atilde;o Francisco. Aqui em 1986, h&aacute; trinta anos, a convite do Papa Jo&atilde;o Paulo II, reuniram-se Representantes religiosos de todo o mundo, pela primeira vez de modo t&atilde;o participado e solene, para afirmar o v&iacute;nculo indivis&iacute;vel entre o grande bem da paz e uma aut&ecirc;ntica atitude religiosa. Daquele evento hist&oacute;rico, teve in&iacute;cio uma longa peregrina&ccedil;&atilde;o que, tocando muitas cidades do mundo, envolveu in&uacute;meros crentes no di&aacute;logo e na ora&ccedil;&atilde;o pela paz; uniu sem confundir, gerando amizades inter-religiosas s&oacute;lidas e contribuindo para extinguir n&atilde;o poucos conflitos. Este &eacute; o esp&iacute;rito que nos anima: realizar o encontro no di&aacute;logo, opor-se a todas as formas de viol&ecirc;ncia e abuso da religi&atilde;o para justificar a guerra e o terrorismo. E todavia, nos anos intercorridos, ainda muitos povos foram dolorosamente feridos pela guerra. Nem sempre se compreendeu que a guerra piora o mundo, deixando um legado de sofrimentos e &oacute;dios. Com a guerra, todos ficam a perder, incluindo os vencedores.<\/p>\n<p>Dirigimos a nossa ora&ccedil;&atilde;o a Deus, para que d&ecirc; a paz ao mundo. Reconhecemos a necessidade de rezar constantemente pela paz, porque a ora&ccedil;&atilde;o protege o mundo e ilumina-o. A paz &eacute; o nome de Deus. Quem invoca o nome de Deus para justificar o terrorismo, a viol&ecirc;ncia e a guerra, n&atilde;o caminha pela estrada d&rsquo;Ele: a guerra em nome da religi&atilde;o torna-se uma guerra contra a pr&oacute;pria religi&atilde;o. Por isso, com firme convic&ccedil;&atilde;o, reiteramos que a viol&ecirc;ncia e o terrorismo se op&otilde;em ao verdadeiro esp&iacute;rito religioso.<\/p>\n<p>Colocamo-nos &agrave; escuta da voz dos pobres, das crian&ccedil;as, das gera&ccedil;&otilde;es jovens, das mulheres e de tantos irm&atilde;os e irm&atilde;s que sofrem por causa da guerra; com eles, bradamos: N&atilde;o &agrave; guerra! N&atilde;o caia no vazio o grito de dor de tantos inocentes. Imploramos aos Respons&aacute;veis das na&ccedil;&otilde;es que sejam desativados os moventes das guerras: a ambi&ccedil;&atilde;o de poder e dinheiro, a gan&acirc;ncia de quem trafica armas, os interesses de parte, as vingan&ccedil;as pelo passado. Cres&ccedil;a o esfor&ccedil;o concreto por remover as causas subjacentes aos conflitos: as situa&ccedil;&otilde;es de pobreza, injusti&ccedil;a e desigualdade, a explora&ccedil;&atilde;o e o desprezo da vida humana.<\/p>\n<p>Abra-se, finalmente, um tempo novo, em que o mundo globalizado se torne uma fam&iacute;lia de povos. Implemente-se a responsabilidade de construir uma paz verdadeira, que esteja atenta &agrave;s necessidades aut&ecirc;nticas das pessoas e dos povos, que impe&ccedil;a os conflitos atrav&eacute;s da colabora&ccedil;&atilde;o, que ven&ccedil;a os &oacute;dios e supere as barreiras por meio do encontro e do di&aacute;logo. Nada se perde, ao praticar efetivamente o di&aacute;logo. Nada &eacute; imposs&iacute;vel, se nos dirigimos a Deus na ora&ccedil;&atilde;o. Todos podem ser artes&atilde;os de paz; a partir de Assis, renovamos com convic&ccedil;&atilde;o o nosso compromisso de o sermos, com a ajuda de Deus, juntamente com todos os homens e mulheres de boa vontade.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Papa Francisco<\/span><\/strong>,<br \/>Assis, 20 de Setembro de 2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Somente a paz &eacute; santa, n&atilde;o a guerra! 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