{"id":1521,"date":"2016-12-09T18:19:58","date_gmt":"2016-12-09T18:19:58","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/site\/?p=1521"},"modified":"2026-03-21T15:40:55","modified_gmt":"2026-03-21T15:40:55","slug":"constituicao-sinodal-de-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/constituicao-sinodal-de-lisboa\/","title":{"rendered":"Constitui\u00e7\u00e3o Sinodal de Lisboa"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-1355\" src=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/DomManuel15.jpg\" alt=\"DomManuel15\" width=\"300\" height=\"169\" style=\"float: right;\" srcset=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/DomManuel15.jpg 400w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/DomManuel15-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, apresentou na Missa da Festa da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o &#8211; no Mosteiro dos Jer&oacute;nimos &#8211; a <strong>Constitui&ccedil;&atilde;o Sinodal<\/strong> que encerra a assembleia consultiva convocada em 2014, na qual se insiste em &ldquo;virar as comunidades mais para fora&rdquo;.<\/p>\n<p>No final da Missa, D. Manuel Clemente disse aos jornalistas que &eacute; preciso &ldquo;estar mais presente&rdquo;, sobretudo &ldquo;onde d&oacute;i&rdquo; e deu como exemplos os problemas ligados ao desemprego e falta de perspetivas para os jovens, idosos e reformados, os doentes; a reinser&ccedil;&atilde;o dos presos; ou o acolhimento dos refugiados e migrantes. &ldquo;Tudo isto s&atilde;o fronteiras em que, passe o termo, quem &eacute; crist&atilde;o, crist&atilde;, est&aacute; l&aacute;&rdquo;, referiu.<\/p>\n<p>Esta Constitui&ccedil;&atilde;o Sinodal &ldquo;resume os trabalhos&rdquo; levados a cabo nos &uacute;ltimos dois anos e meio, a partir da reflex&atilde;o de &ldquo;muitos grupos&rdquo; sobre a exorta&ccedil;&atilde;o &lsquo;A Alegria do Evangelho&rsquo;, do Papa Francisco.<br \/>A Diocese de Lisboa, com dois milh&otilde;es e meio de pessoas, exige o an&uacute;ncio de f&eacute; de todos os cat&oacute;licos nos maios diversos meios, bem como a reflex&atilde;o sobre o que deve ser melhorado, ponto de partida para uma mudan&ccedil;a efetiva. &ldquo;Foi bom at&eacute; aqui, a partir daqui tem de ser melhor&rdquo;, observou o nosso Patriarca.<\/p>\n<p>Aqui fica o texto desta Constitui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>&laquo;O sonho mission&aacute;rio de chegar a todos&raquo;<\/strong><\/p>\n<p><strong>1<\/strong>. A Igreja que peregrina em Lisboa quer ser testemunha da alegria do Evangelho e rosto da miseric&oacute;rdia divina. Animada pelo convite sempre novo do Senhor Jesus &ndash; &laquo;faz-te ao largo&raquo; (Lc 5, 4; cf. NMI 1) &ndash;, ela sabe que a isso Deus a impele sempre, pela sua Palavra, no seu Esp&iacute;rito. O mandato de ser &laquo;sal da terra e luz do mundo&raquo; (cf. Mt 5, 13-14) e a vontade crente de ser a&iacute; fermento evang&eacute;lico (cf. Lc 13, 20-21) chamam-na a uma nova etapa da vida eclesial. As transforma&ccedil;&otilde;es do mundo onde est&aacute; refor&ccedil;am a urg&ecirc;ncia de discernir e acolher, com esperan&ccedil;a e ousadia, os sinais dos tempos. Em caminhada sinodal, abra&ccedil;a com entusiasmo o chamamento sempre renovado a deixar-se evangelizar pelo Esp&iacute;rito e a ser evangelizadora (cf. EN 13).<\/p>\n<p><strong>2<\/strong>. Impelida pelo Esp&iacute;rito Santo &laquo;que infunde a for&ccedil;a para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia&raquo; (EG 259), a Igreja acolhe o de- safio de uma &laquo;transforma&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria&raquo; na certeza de que o Esp&iacute;rito &eacute; o aut&ecirc;ntico protagonista da miss&atilde;o (cf. EG 19-20; RM 21.30; EN 75). Ao olhar a complexidade do mundo contempor&acirc;neo, a Igreja reconhece a atualidade e universalidade do mandato mission&aacute;rio que lhe foi confiado por Jesus: &laquo;Ide, pois, fazei disc&iacute;pulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Esp&iacute;rito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que Eu estarei sempre convosco at&eacute; ao fim dos tempos&raquo; (Mt 28, 19-20). Por outro lado, face aos atuais desafios evangelizadores, atesta que o Senhor n&atilde;o cessa de lhe conferir a for&ccedil;a e os meios necess&aacute;rios para avan&ccedil;ar com confian&ccedil;a. Cristo ressuscitado prometeu uma assist&ecirc;ncia efetiva &agrave; sua Igreja, garantida pela presen&ccedil;a ativa e fecunda do seu Esp&iacute;rito que em todas as circunst&acirc;ncias coopera com a miss&atilde;o (cf. Mt 28, 21; Mc 16, 20).<\/p>\n<p>No tempo presente, em que se alargam &laquo;os horizontes e possibilidades da miss&atilde;o&raquo; (RM 30), o Esp&iacute;rito recorda &agrave; Igreja a &iacute;ndole da sua voca&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria (cf. EN 14) e envia-a a lan&ccedil;ar-se numa nova e, em certos casos, primeira evangeliza&ccedil;&atilde;o, t&atilde;o necess&aacute;ria no nosso contexto social e cultural (cf. EE 46).<\/p>\n<p><strong>3<\/strong>. Esta <strong>Constitui&ccedil;&atilde;o Sinodal<\/strong> &eacute; fruto da din&acirc;mica sinodal querida e implementada no Patriarcado de Lisboa e com ela se procura dar resposta &agrave; exorta&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco, dirigida &agrave; Igreja universal, a &laquo;uma nova etapa evangelizadora&raquo; (EG 1). Com a convoca&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo Diocesano quis-se dar corpo &agrave; indica&ccedil;&atilde;o do Romano Pont&iacute;fice para se promoverem os diversos &laquo;organismos de participa&ccedil;&atilde;o propostos pelo C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico&raquo; e ao desejo de &laquo;ouvir a todos&raquo; para o incremento eclesial de uma &laquo;comunh&atilde;o din&acirc;mica, aberta e mission&aacute;ria&raquo; (EG 31). A comemora&ccedil;&atilde;o dos 300 anos da qualifica&ccedil;&atilde;o patriarcal dada &agrave; diocese de Lisboa ofereceu a ocasi&atilde;o para esta procura comum de caminhos novos em vista de uma presen&ccedil;a eclesial evangelizadora e capaz de responder aos desafios deste tempo.<\/p>\n<p>Desde setembro de 2014, muitos crist&atilde;os, em v&aacute;rios contextos eclesiais (par&oacute;quias, servi&ccedil;os diocesanos, institutos de vida consagrada, sociedades de vida apost&oacute;lica, movimentos, fam&iacute;lias, grupos especialmente constitu&iacute;dos para o efeito, entre outros), foram lendo a Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Evangelii Gaudium &ndash; A alegria do Evangelho, assumida como inspira&ccedil;&atilde;o e gui&atilde;o do S&iacute;nodo Diocesano, e refletindo &agrave; sua luz sobre os caminhos que a Igreja de Lisboa &eacute; hoje chamada a percorrer. A presente Constitui&ccedil;&atilde;o Sinodal recolhe muitos dos contributos desta caminhada, como conflu&iacute;ram na assembleia sinodal.<\/p>\n<p>Esta iniciativa eclesial sintoniza-se quer com a reflex&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o desen volvidas em torno do Plano de A&ccedil;&atilde;o Pastoral do Patriarcado de Lisboa (1976), quer com a experi&ecirc;ncia do Congresso Internacional para a Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o (ICNE &ndash; 2003-2007), particularmente no que se refere &agrave; mobiliza&ccedil;&atilde;o para um estilo eclesial mais assumidamente evangelizador e presente nos espa&ccedil;os quotidianos da nossa sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000; font-size: 10pt;\"><strong>I. &laquo;[Uma] mudan&ccedil;a de &eacute;poca&raquo; (EG 52): <br \/>escutar o mundo e olhar a Igreja<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>4<\/strong>. &laquo;Deus viu que era bom&raquo; (cf. Gn 1, 1-36). Ressoam ainda hoje estas palavras primordiais da cria&ccedil;&atilde;o. Para quem cr&ecirc; em Cristo, elas n&atilde;o caducaram com o tempo nem perderam a sua verdade profunda. Pelo contr&aacute;rio, elas interpretam o olhar com que Deus sempre olha o mundo em cada tempo e, portanto, tamb&eacute;m no nosso. Assim se reconhecem os crist&atilde;os cat&oacute;licos de Lisboa e assim reconhecem o mundo em que vivem a sua f&eacute;: sempre sob o olhar misericordioso de Deus. Consciente deste olhar de Deus, a Igreja de Lisboa olha para si e para o seu contexto como lugar de revela&ccedil;&atilde;o do Evangelho e acolhe como apelos do Alto os desafios com que est&aacute; hoje confrontada. A certeza crente de que este mundo, uma vez &laquo;criado e conservado pelo amor do Cria- dor&raquo;, muito embora ferido pelo pecado, foi liberto pela Cruz e Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo (cf. GS 2), constitui o fundamento do compromisso crist&atilde;o no mundo e &eacute; geradora de uma esperan&ccedil;a firme que nenhuma adversidade poder&aacute; jamais abafar (cf. EE 4).<\/p>\n<p><strong>5<\/strong>. O presente processo sinodal &eacute; tamb&eacute;m momento para a Igreja de Lisboa reconhecer em si a presen&ccedil;a atuante de Deus. Contemplando o longo caminho por si percorrido, reconhece-se herdeira de um not&aacute;vel patrim&oacute;nio de compromisso e testemunho crist&atilde;o. Olha com particular gratid&atilde;o para as muitas sementes de santidade que a gra&ccedil;a divina semeou na sua hist&oacute;ria e para os frutos de caridade e de aut&ecirc;ntica cultura humana que ela gerou entre n&oacute;s. Agradece ao Senhor a dedica&ccedil;&atilde;o ao Evangelho e ao servi&ccedil;o do pr&oacute;ximo de in&uacute;meros dos seus filhos e filhas, tanto em tempos remotos como no presente. Recorda o testemunho dos Santos M&aacute;rtires Ver&iacute;ssimo, M&aacute;xima e J&uacute;lia, Santo Ant&oacute;nio, S&atilde;o Nuno de Santa Maria e S&atilde;o Jo&atilde;o de Brito, al&eacute;m de outros j&aacute; beatificados. Neste exerc&iacute;cio de mem&oacute;ria, reconhece nem sempre ter correspondido cabalmente &agrave; sua sublime voca&ccedil;&atilde;o. Por isso, neste caminhar conjunto para uma convers&atilde;o eclesial, ela pede tamb&eacute;m perd&atilde;o pelos seus erros e omiss&otilde;es no testemunho do Evangelho.<\/p>\n<p><strong>6<\/strong>. Estando no mundo, a Igreja participa das suas alegrias e esperan&ccedil;as, das suas tristezas e ang&uacute;stias (cf. GS 1). A&iacute; quer estar &laquo;como quem serve&raquo; (Lc 22, 27). Sem se confundir com o mundo, a Igreja tamb&eacute;m dele n&atilde;o se separa (cf. Jo 17, 11-16). Pelo contr&aacute;rio, verifica como as din&acirc;micas da sociedade deste tempo se manifestam e fazem sentir no seu seio. Com efeito, &laquo;o ser e o acontecer da Igreja no mundo e para o mundo constituem o ponto essencial de reflex&atilde;o e celebra&ccedil;&atilde;o [&hellip;] da caminhada sinodal&raquo;(1). Por tudo isto, a Igreja de Lisboa n&atilde;o se posiciona como observadora externa e cr&iacute;tica do mundo, mas como comunidade que com ele partilha muitas das suas luzes e sombras, propondo a viv&ecirc;ncia do Evangelho como caminho para a constru&ccedil;&atilde;o de uma socie- dade mais justa e fraterna.<\/p>\n<p><strong>ESCUTAR O MUNDO<\/strong><br \/><strong>7<\/strong>. No contexto social e cultural da diocese de Lisboa, a reflex&atilde;o sinodal e a&ccedil;&atilde;o eclesial fundamentam-se numa atenta observa&ccedil;&atilde;o e escuta da realidade envolvente. A Igreja quer faz&ecirc;-lo em atitude de di&aacute;logo sincero. Com olhar de f&eacute;, ela quer ser sentinela e int&eacute;rprete dos sinais de Deus neste tempo. Com esp&iacute;rito prof&eacute;tico, quer ainda levantar a sua voz diante daquelas circunst&acirc;ncias em que o plano salv&iacute;fico de Deus e a dignidade humana s&atilde;o postos em causa.<\/p>\n<p><strong>8<\/strong>. A conflu&ecirc;ncia de pessoas de proveni&ecirc;ncias diversas, com a consequente transforma&ccedil;&atilde;o no modo como se geram os v&iacute;nculos sociais e a no&ccedil;&atilde;o de perten&ccedil;a; a dispers&atilde;o dos espa&ccedil;os onde a vida acontece (casa, fam&iacute;lia, trabalho, escola, com&eacute;rcio, lazer, redes sociais), com enormes impactos no ritmo di&aacute;rio de tantos que residem e trabalham na &aacute;rea da diocese; as desigualdades sociais, econ&oacute;micas e culturais, com as diversas formas de pobreza e solid&atilde;o que elas fomentam; a pluraliza&ccedil;&atilde;o dos grandes referenciais que moldam a exist&ecirc;ncia e determinam o seu horizonte; as intensas transforma&ccedil;&otilde;es no mundo laboral ou no &acirc;mbito familiar s&atilde;o apenas alguns dados observ&aacute;veis na presente realidade sociocultural. Hoje, mais do que nunca, aumenta o n&uacute;mero de vari&aacute;veis necess&aacute;rias para descrever com rigor uma determinada situa&ccedil;&atilde;o e, n&atilde;o poucas vezes, essas vari&aacute;veis apontam mesmo em sentidos contr&aacute;rios. Da&iacute; que as an&aacute;lises se tornem cada vez mais exigentes e as solu&ccedil;&otilde;es para os problemas mais dif&iacute;ceis de encontrar, sem cair no relativismo. Num olhar sincero sobre a realidade, verifica-se igualmente &laquo;uma grande deteriora&ccedil;&atilde;o da nossa casa comum&raquo; (cf. LS 61). Tamb&eacute;m no territ&oacute;rio da nossa diocese ouvimos o clamor de quantos vivem hoje mais pobres, mais s&oacute;s, mais exclu&iacute;dos e abandonados, sem perspetivas de futuro, mais invis&iacute;veis e arredados de qualquer participa&ccedil;&atilde;o na vida p&uacute;blica. A falta de rea&ccedil;&atilde;o diante destes dramas &laquo;&eacute; um sinal de perda do sentido de responsabilidade pelos nossos semelhantes, sobre o qual se funda toda a sociedade&raquo; (cf. LS 25).<\/p>\n<p><strong>9<\/strong>. Entretanto abundam os sinais de esperan&ccedil;a. Observam-se hoje bastantes express&otilde;es de efetiva solidariedade, tantas vezes traduzida em v&aacute;rias formas de voluntariado ou em gestos generosos. Tamb&eacute;m ao n&iacute;vel das organiza&ccedil;&otilde;es, verifica-se uma crescente consci&ecirc;ncia da responsabilidade social de empresas e institui&ccedil;&otilde;es. A pr&oacute;pria no&ccedil;&atilde;o de habitarmos uma casa comum, com maior consci&ecirc;ncia ecol&oacute;gica, vai conhecendo progressos que devem ser estimulados.<\/p>\n<p><strong>10<\/strong>. Sinal de grande esperan&ccedil;a e enorme desafio para a Igreja &eacute; tamb&eacute;m a sede de vida espiritual que se verifica. &Eacute; um facto que os atuais itiner&aacute;rios de busca espiritual n&atilde;o passam s&oacute; pela Igreja. Todavia, a persist&ecirc;ncia desta inquieta&ccedil;&atilde;o assegura-lhe que permanece viva no cora&ccedil;&atilde;o humano a necessidade de transcend&ecirc;ncia e de sentido para a vida. As artes s&atilde;o tamb&eacute;m um dom&iacute;nio onde estas procuras se revelam e, enquanto tal, elas tornam-se sinal de esperan&ccedil;a no mundo e apelo &agrave; correspond&ecirc;ncia eclesial.<\/p>\n<p>Profundamente interpeladora &eacute; a forma pela qual algumas pessoas, mesmo quando afastadas de uma regular pr&aacute;tica crist&atilde; ou nem se considerando sequer crist&atilde;s, se voltam para a Igreja em busca de uma palavra que venha de Deus, de uma luz do Alto, de uma voz prof&eacute;tica, de um gesto magn&acirc;nimo, de um tempo de escuta ou, simplesmente, de um espa&ccedil;o de sil&ecirc;ncio. Tamb&eacute;m nesta boa vontade e atitude dialogante se reconhece um sinal dos tempos que provoca e responsabiliza o testemunho eclesial.<\/p>\n<p><strong>11<\/strong>. Ao perscrutar o mundo, a Igreja tamb&eacute;m reconhece nele sinais de alerta. Assiste-se a um crescente individualismo, que estende os seus efeitos aos mais diversos dom&iacute;nios da vida: eros&atilde;o da no&ccedil;&atilde;o de bem comum e de uma pr&aacute;tica consequente com a sua salvaguarda e promo&ccedil;&atilde;o; desconfian&ccedil;a e indiferen&ccedil;a face a institui&ccedil;&otilde;es e indiv&iacute;duos que corroem os la&ccedil;os sociais e enfraquecem o empenho pol&iacute;tico dos cidad&atilde;os; desequilibrada procura de bem-estar, associada a uma cultura do consumo que tende a tornar tudo descart&aacute;vel; competitividade social e econ&oacute;mica que faz depender o valor de pessoas e realiza&ccedil;&otilde;es do seu sucesso e produtividade; uma vis&atilde;o hedonista da exist&ecirc;ncia que tende n&atilde;o s&oacute; a desconstruir a vis&atilde;o integral da pessoa humana como coloca em risco a preserva&ccedil;&atilde;o da natureza e o equil&iacute;brio ecol&oacute;gico. Na verdade, a ecologia integral inclui o respeito pela dualidade homem-mulher, pelo curso normal da vida humana da conce&ccedil;&atilde;o &agrave; morte natural e pela necess&aacute;ria complementaridade maternal-paternal na educa&ccedil;&atilde;o dos filhos.<\/p>\n<p>Em simult&acirc;neo, constata-se uma acelera&ccedil;&atilde;o desumanizadora dos ritmos da vida que multiplica tens&otilde;es, esgotamentos e depress&otilde;es, tanto a n&iacute;vel social como pessoal. Verifica-se tamb&eacute;m uma nega&ccedil;&atilde;o da transcend&ecirc;ncia e uma incompreens&atilde;o generalizada das suas consequ&ecirc;ncia que se manifestam na crescente deforma&ccedil;&atilde;o &eacute;tica, na superficialidade com que se abordam as quest&otilde;es morais, no enfraquecimento do sentido de pecado e no aumento progressivo do relativismo (cf. EG 64). Neste contexto adquire particular relevo a profunda crise antropol&oacute;gica que atravessa a fam&iacute;lia e a cultura, cujos tra&ccedil;os se manifestam, entre outros, na fragilidade dos v&iacute;nculos relacionais e numa vis&atilde;o utilitarista do Matrim&oacute;nio (cf. EG 66).<\/p>\n<p>Ao n&iacute;vel internacional, destacam-se a emerg&ecirc;ncia dos novos fundamentalismos e formas de terrorismo, bem como a fragilidade das rela&ccedil;&otilde;es internacionais, amea&ccedil;ando a estabilidade da paz, e as desigualdades econ&oacute;micas que originam in&uacute;meras formas de pobreza e fluxos migrat&oacute;rios. Estes fen&oacute;menos patentes no mundo que somos e habitamos s&atilde;o, para a comunidade crist&atilde;, motivos de preocupa&ccedil;&atilde;o. Eles s&atilde;o express&atilde;o de uma rutura entre Evangelho e cultura, mas tamb&eacute;m apelos a uma cr&iacute;tica construtiva e empenhada na abertura de caminhos para uma maior humaniza&ccedil;&atilde;o da sociedade (cf. EN 20). A magnitude e abrang&ecirc;ncia destes desafios exigem a coopera&ccedil;&atilde;o de todos. Consciente disto, a Igreja quer trabalhar lado-a-lado com todos os &laquo;homens de boa vontade&raquo; (cf. GS 43) na constru&ccedil;&atilde;o de um mundo melhor.<\/p>\n<p><strong>12<\/strong>. Neste ambiente, a par de sinais de aut&ecirc;ntica inquieta&ccedil;&atilde;o espiritual, verifica-se uma dispers&atilde;o do universo religioso e um distanciamento do espa&ccedil;o crist&atilde;o que interpelam a Igreja. Observa-se, por exemplo, um progressivo desconhecimento das refer&ecirc;ncias crist&atilde;s que estruturam a nossa hist&oacute;ria e cultura. Este desconhecimento &eacute;, por vezes, alimentado por uma atitude de indiferen&ccedil;a perante Deus e a f&eacute;. Atravessamos, efetivamente, uma &laquo;mudan&ccedil;a de &eacute;poca&raquo; e uma &laquo;viragem hist&oacute;rica&raquo; (EG 52), que requerem aten&ccedil;&atilde;o e resposta evangelizadora no exerc&iacute;cio duma liberdade religiosa ativa que ultrapasse qualquer bloqueio laicista, destruidor da s&atilde; laicidade.<\/p>\n<p><strong>OLHAR A IGREJA<\/strong><br \/><strong>13<\/strong>. A Igreja de Lisboa olha para si e para a sua realidade com humildade e f&aacute;-lo em vista da sua &laquo;convers&atilde;o pastoral e mission&aacute;ria&raquo; (EG 25). Iluminada pelo Evangelho, fonte da sua alegria, ela quer corresponder &agrave;s necessidades e interpela&ccedil;&otilde;es do tempo presente e do mandato de Jesus: &laquo;sereis minhas testemunhas&raquo; (At 1, 8). Por isso, o S&iacute;nodo Diocesano olha tamb&eacute;m para a Igreja, para as suas pr&aacute;ticas e estruturas, para as suas formas de presen&ccedil;a e linguagens, para os seus limites e potencialidades. S&oacute; encontrando-se com a verdade do que ela &eacute; e do que tem sido a sua a&ccedil;&atilde;o, poder&aacute; esta por&ccedil;&atilde;o do Povo de Deus encetar os caminhos novos que os desafios atuais lhe pedem e a que o Esp&iacute;rito de Deus a quer conduzir.<\/p>\n<p><strong>14<\/strong>. A Igreja reconhece-se como &laquo;comunidade de disc&iacute;pulos&raquo; (EG 21.24) e nisso encontra o horizonte fundamental da sua identidade e miss&atilde;o. Na presente caminhada sinodal do Patriarcado de Lisboa foi poss&iacute;vel identificar express&otilde;es concretas de aut&ecirc;ntica comunh&atilde;o eclesial e vida fraterna, tais como experi&ecirc;ncias de partilha de bens e de responsabilidades; de comunh&atilde;o na ora&ccedil;&atilde;o e na a&ccedil;&atilde;o; de dom de si em fam&iacute;lia e em voca&ccedil;&otilde;es de especial consagra&ccedil;&atilde;o; de gestos concretos de proximidade pastoral e de aten&ccedil;&atilde;o aos mais necessitados; de aud&aacute;cia mission&aacute;ria e de ousadia na procura de novo ardor, novos m&eacute;todos e novas linguagens eclesiais. Tamb&eacute;m a experi&ecirc;ncia do S&iacute;nodo tem sido ocasi&atilde;o para um ensaio e refor&ccedil;o das din&acirc;micas comunit&aacute;rias na Diocese de Lisboa.<\/p>\n<p>Diversificam-se as refer&ecirc;ncias eclesiais e de perten&ccedil;as comunit&aacute;rias de muitos filhos da Igreja. Esta realidade requer discernimento e criatividade, para concorrer sempre para a &laquo;edifica&ccedil;&atilde;o do Corpo de Cristo&raquo; (Ef 4, 12).<\/p>\n<p><strong>15<\/strong>. &laquo;N&atilde;o deixemos que nos roubem a comunidade!&raquo; (EG 92). A Igreja de Lisboa verifica, tamb&eacute;m em si, v&aacute;rias express&otilde;es de &laquo;crise de compromisso comunit&aacute;rio&raquo; (cf. EG 50-109). Uma mentalidade demasiado individualista ou burocr&aacute;tica acabaria por fazer sentir os seus efeitos negativos na comunh&atilde;o eclesial. Por outro lado, essas dificuldades s&atilde;o multiplicadas por problemas na pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o eclesiais: descoordena&ccedil;&atilde;o pastoral e multiplica&ccedil;&atilde;o de propostas, que tendem a dispersar esfor&ccedil;os e recursos; organiza&ccedil;&atilde;o territorial das par&oacute;quias nem sempre ajustada &agrave;s necessidades das comunidades; tend&ecirc;ncia para privilegiar o particular e o imediato em detrimento de uma pastoral de conjunto e de continuidade, pensada a longo prazo e n&atilde;o t&atilde;o dependente da mudan&ccedil;a de agentes pastorais; resist&ecirc;ncia em sair de rotinas estabelecidas e empreender uma presen&ccedil;a assumidamente mais evangelizadora, alicer&ccedil;ada na ora&ccedil;&atilde;o; excesso de improviso e d&eacute;fice de planifica&ccedil;&atilde;o em certas a&ccedil;&otilde;es eclesiais; v&aacute;rias lacunas de forma&ccedil;&atilde;o (teol&oacute;gica, b&iacute;blica, lit&uacute;rgica, catequ&eacute;tica, social); alguma desaten&ccedil;&atilde;o dos fi&eacute;is &agrave;s necessidades materiais da Igreja ou &agrave; c&ocirc;ngrua sustenta&ccedil;&atilde;o dos seus servidores; insuficiente consolida&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia comunit&aacute;ria e vocacional da vida e da proposta crist&atilde;.<\/p>\n<p>Olhando para si com a verdade exigente de ser comunh&atilde;o, a Igreja de Lisboa quer assumir estas manifesta&ccedil;&otilde;es como lugares incontorn&aacute;veis para crescer no seu &laquo;compromisso comunit&aacute;rio&raquo; e exercitar a sua desejada &laquo;convers&atilde;o pastoral&raquo;, passando de enunciados que h&aacute; muito se repetem para op&ccedil;&otilde;es efetivas e priorit&aacute;rias.<\/p>\n<p><strong>16<\/strong>. Corpo formado por muitos membros e enriquecido pela diversidade de carismas que o Esp&iacute;rito nela suscita (cf. 1Cor 12), a Igreja de Lisboa reconhece o compromisso evang&eacute;lico daqueles que a constituem. A Igreja olha com alegria para a entrega e vitalidade de tantos dos seus ministros ordenados (bispos, presb&iacute;teros e di&aacute;conos) e reconhece a fecundidade das rela&ccedil;&otilde;es de proximidade que estabelecem com as pessoas e comunidades a quem servem. Ao mesmo tempo, ela preocupa-se com a forma&ccedil;&atilde;o pessoal e o acompanhamento espiritual dos seus pastores. Tamb&eacute;m sente ser necess&aacute;rio crescer na capacidade de gerar uma maior din&acirc;mica de corresponsabilidade com os leigos. A comunidade diocesana verifica, ainda, que os pastores est&atilde;o, muitas vezes, sobrecarregados com v&aacute;rios encargos. Para al&eacute;m da dispers&atilde;o que gera, este facto n&atilde;o promove o acompanhamento espiritual e pessoal dos fi&eacute;is, algo sentido por estes como de grande import&acirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>17<\/strong>. A Igreja de Lisboa mostra-se igualmente reconhecida pelo testemunho do Reino dado por consagrados e consagradas. Na multiforme riqueza dos seus carismas, pela sua consagra&ccedil;&atilde;o, eles tornam presente o definitivo de Deus no provis&oacute;rio da nossa condi&ccedil;&atilde;o. Tanto na vida fraterna como no ambiente contemplativo, a sua presen&ccedil;a e a&ccedil;&atilde;o, enquanto viv&ecirc;ncia radical do Evangelho, mostram-se essenciais na edifica&ccedil;&atilde;o da Igreja, nomeadamente, na promo&ccedil;&atilde;o da vida espiritual, no acompanhamento de pessoas e comunidades, na educa&ccedil;&atilde;o, na sa&uacute;de, na assist&ecirc;ncia aos idosos e no servi&ccedil;o aos mais pobres.<\/p>\n<p><strong>18<\/strong>. Entre os crist&atilde;os leigos observam-se tamb&eacute;m testemunhos do Evangelho inspiradores e interpeladores, assentes na profundidade da vida espiritual, no compromisso eclesial, no testemunho cultural, s&oacute;cioecon&oacute;mico, pol&iacute;tico e na viv&ecirc;ncia da caridade. Pela &iacute;ndole secular da sua condi&ccedil;&atilde;o, os crist&atilde;os leigos, que vivem no mundo e em todas as realidades temporais, laborais, profissionais, familiares e sociais, s&atilde;o chamados a exercer apostolado &laquo;com a sua a&ccedil;&atilde;o para evangelizar e santificar os homens e para impregnar e aperfei&ccedil;oar a ordem temporal com o esp&iacute;rito do Evangelho&raquo; (AA 2; cf. LG 31). No entanto, reconhece-se a necessidade de desenvolver din&acirc;micas que acentuem a especificidade do seu lugar no mundo ao servi&ccedil;o do Reino de Deus. Verificam-se tamb&eacute;m sintomas de desencontro entre os desejos sinceros de forma&ccedil;&atilde;o e as propostas formativas disponibilizadas. O seu envolvimento na Igreja deve ser favorecido, acentuando as dimens&otilde;es de comum responsabilidade e desenvolvimento de uma consci&ecirc;ncia cr&iacute;tica e discernida &agrave; luz do Evangelho. &Agrave;s comunidades crist&atilde;s cabe a tarefa de proporcionar ambientes motivadores, acolhedores e fraternos que promovam o acompanhamento espiritual e a forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde; dos fi&eacute;is leigos em ordem ao bom desempenho das suas fun&ccedil;&otilde;es e ao alegre an&uacute;ncio da mensagem crist&atilde;, atendendo aos seus hor&aacute;rios laborais e &agrave; vida familiar.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m os diversos movimentos e associa&ccedil;&otilde;es laicais prestam, neste &acirc;mbito, um not&aacute;vel servi&ccedil;o pastoral. Muitos encontram neles o vigor do Evangelho que transforma a vida e experimentam uma viv&ecirc;ncia comunit&aacute;ria e fraterna que lhes permite superar o anonimato eclesial. Permanecem, contudo, desafios para uma melhor integra&ccedil;&atilde;o e acolhimento destas comunidades, quer ao n&iacute;vel diocesano, quer ao n&iacute;vel paroquial.<\/p>\n<p><strong>19<\/strong>. Neste percurso sinodal, foi tamb&eacute;m poss&iacute;vel perceber uma renovada descoberta da voca&ccedil;&atilde;o da fam&iacute;lia na Igreja e na sociedade. Contudo, verifica-se que h&aacute;, ainda, um longo caminho a percorrer para que todas as fam&iacute;lias crist&atilde;s se descubram como verdadeiras igrejas dom&eacute;sticas e para que a comunidade eclesial se configure como aut&ecirc;ntica &laquo;fam&iacute;lia de fam&iacute;lias&raquo; (AL 87). A complexidade das situa&ccedil;&otilde;es familiares constitui, tamb&eacute;m, um desafio para a a&ccedil;&atilde;o eclesial.<\/p>\n<p><strong>20<\/strong>. A Igreja de Lisboa procura encarnar o Evangelho de Jesus em gestos concretos de amor ao pr&oacute;ximo. A a&ccedil;&atilde;o caritativa, enquanto dimens&atilde;o fundamental da vida da Igreja, torna mais cred&iacute;vel e vis&iacute;vel a sua presen&ccedil;a evangelizadora, sobretudo quando desenvolvida junto dos mais pobres. Contudo, se em alguns casos essa a&ccedil;&atilde;o &eacute; uma efetiva express&atilde;o da caridade das comunidades crist&atilde;s, noutros ela parece ter-se distanciado da sua vida e celebra&ccedil;&atilde;o da f&eacute;, assumindo, n&atilde;o poucas vezes, a fei&ccedil;&atilde;o de uma simples presta&ccedil;&atilde;o organizada de servi&ccedil;os sociais.<\/p>\n<p>Para al&eacute;m destas formas de exerc&iacute;cio da caridade e de sinais esperan&ccedil;osos de compromisso crist&atilde;o nos meios profissionais, verifica-se tamb&eacute;m uma insuficiente participa&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os cat&oacute;licos noutros dom&iacute;nios da vida social e pol&iacute;tica. Isto manifesta-se na preval&ecirc;ncia de uma certa atitude defensiva face ao mundo, na tradu&ccedil;&atilde;o imperfeita da sua mundivid&ecirc;ncia moral e cultural, na dificuldade em interpretar as atuais muta&ccedil;&otilde;es sociais, sobretudo em contexto urbano, ou na capacidade limitada de acompanhar os crist&atilde;os e outros nos seus ambientes laborais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000; font-size: 10pt;\"><strong>II. &laquo;Discernir [&hellip;] com crit&eacute;rios evang&eacute;licos sobre a pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia e experi&ecirc;ncia&raquo; (EG 77): <br \/>crit&eacute;rios para a a&ccedil;&atilde;o eclesial<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>21<\/strong>. Ao olhar o presente com verdade e esperan&ccedil;a &agrave; luz da f&eacute;, a Igreja de Lisboa quer ser lugar de aut&ecirc;ntico &laquo;discernimento evang&eacute;lico&raquo; (cf. EG 50). Ela reconhece que os exigentes desafios com que est&aacute; confrontada requerem que sejam identificadas as realidades em que manifesta a frescura do Evangelho e &laquo;as sendas do Esp&iacute;rito&raquo; (EG 45) e sejam, tamb&eacute;m, denunciadas as que dificultam o encontro com Cristo e ferem a dignidade da pessoa humana.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s a primeira parte desta Constitui&ccedil;&atilde;o Sinodal, em que se procurou observar a realidade social e eclesial, e antes de apresentar perspetivas de a&ccedil;&atilde;o pastoral, conv&eacute;m apontar crit&eacute;rios de discernimento e de a&ccedil;&atilde;o inspirados no Evangelho, para que nem se dilua a especificidade do discernimento eclesial nem deixe de se considerar a realidade do contexto atual.<\/p>\n<p><strong>CRIT&Eacute;RIOS FUNDAMENTAIS: EVANGELIZA&Ccedil;&Atilde;O E SINODALIDADE<\/strong><br \/><strong>22<\/strong>. A enquadrar os crit&eacute;rios de discernimento explicitamente propostos na Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Evangelii Gaudium est&aacute;, n&atilde;o s&oacute; o seu apelo a uma &laquo;reforma das estruturas&raquo; e a uma &laquo;convers&atilde;o pastoral&raquo; (EG 25.27), mas sobretudo a sua proposta de uma &laquo;Igreja &ldquo;em sa&iacute;da&rdquo;&raquo;. Assim, todo o batizado &eacute; constitutivamente &laquo;disc&iacute;pulo mission&aacute;rio&raquo; (cf. EG 119) e a miss&atilde;o &eacute; vista como prop&oacute;sito da vida eclesial. Trata-se da ado&ccedil;&atilde;o de um estilo crist&atilde;o: proativo e que assume a ousadia da iniciativa (&laquo;primeirear&raquo;); comprometido e pr&oacute;ximo da realidade em que se encontra (&laquo;envolver-se&raquo;); acolhedor e dispon&iacute;vel para fazer caminho com todos (&laquo;acompanhar&raquo;); paciente para recolher os frutos da sua a&ccedil;&atilde;o no tempo oportuno (&laquo;frutificar&raquo;); capaz de celebrar os pequenos e os grandes passos da vida (&laquo;festejar&raquo;) (cf. EG 24). Nesta perspetiva evangelizadora, o an&uacute;ncio crist&atilde;o (querigma) &eacute; pensado dinamicamente e proposto, sobretudo, como inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; vida crist&atilde; em Igreja, como condu&ccedil;&atilde;o aos mist&eacute;rios da f&eacute; (mistagogia), ao discipulado de Cristo e ao testemunho no mundo, na fidelidade ao Evangelho. Hoje, como sempre, a Igreja &eacute; chamada a anunciar o cora&ccedil;&atilde;o trinit&aacute;rio da f&eacute; crist&atilde;: &laquo;&Eacute; o fogo do Esp&iacute;rito que se d&aacute; sob a forma de l&iacute;nguas e nos faz crer em Jesus Cristo, que, com a sua morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o, nos revela e comunica a miseric&oacute;rdia infinita do Pai&raquo; (EG 164). Este modo de ser e de estar constitui a inspira&ccedil;&atilde;o fundamental do discernimento que a Igreja &eacute; chamada a realizar e o horizonte que h&aacute; de conduzir a sua a&ccedil;&atilde;o pastoral.<\/p>\n<p><strong>23<\/strong>. A caminhada sinodal de Lisboa conduziu &agrave; redescoberta da identidade sinodal da Igreja. Evangeliza&ccedil;&atilde;o e sinodalidade promovem-se mutuamente e s&atilde;o parte estruturante da sua vida e a&ccedil;&atilde;o, do discernimento e do testemunho que a Igreja &eacute; chamada a assumir, tarefas a levar a cabo como caminho conjunto e das quais todos os batizados, de acordo com a variedade dos seus carismas, s&atilde;o correspons&aacute;veis. O princ&iacute;pio sinodal h&aacute; de refletir-se no olhar eclesial sobre a realidade. Neste sentido, a sinodalidade, como m&eacute;todo pr&oacute;prio de uma eclesiologia de comunh&atilde;o, pode ser igualmente considerada um crit&eacute;rio funda- mental do discernimento e a&ccedil;&atilde;o eclesiais.<\/p>\n<p><strong>CRIT&Eacute;RIOS DE DISCERNIMENTO PARA A A&Ccedil;&Atilde;O<\/strong><br \/><strong>24<\/strong>. Com base na Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Evangelii Gaudium, nas indica&ccedil;&otilde;es diocesanas e nos diversos contributos para o presente documento sinodal, podem elencar-se oito crit&eacute;rios de discernimento e a&ccedil;&atilde;o eclesial, atendo-se todos &agrave; caridade na verdade.<\/p>\n<p><strong>25<\/strong>. Crit&eacute;rio do tempo: os desafios da atual realidade social e eclesial requerem uma especial disponibilidade para acompanhar pessoas e situa&ccedil;&otilde;es. Esta disponibilidade brota da consci&ecirc;ncia crente de se ser sempre povo em caminho no seguimento de Jesus Cristo. Isto permite &laquo;trabalhar a longo prazo&raquo;, sem a &laquo;obsess&atilde;o&raquo; nem a &laquo;ansiedade&raquo; de obter &laquo;resultados imediatos&raquo; (EG 223). Respeitando o crit&eacute;rio do tempo, torna-se poss&iacute;vel abrir horizontes maiores e orientar todas as situa&ccedil;&otilde;es para a plenitude evang&eacute;lica. No concreto, isto sup&otilde;e uma presen&ccedil;a crist&atilde; mais ocupada em &laquo;iniciar processos do que [em] possuir espa&ccedil;os&raquo; (EG 223).<\/p>\n<p><strong>26<\/strong>. Crit&eacute;rio da unidade: a partir do amor de Deus adquirimos a consci&ecirc;ncia de partilhar uma mesma condi&ccedil;&atilde;o e dignidade e de pertencer a uma mesma comunidade humana e, no caso dos batizados, eclesial, que nos leva a reconhecer que a &laquo;unidade prevalece sobre o conflito&raquo; (cf. EG 226). Esta convic&ccedil;&atilde;o levar&aacute; a que se anteponha e d&ecirc; prioridade ao que gera a comunh&atilde;o sem anular a diversidade e ao que aumenta a solidariedade sem ceder ao sincretismo. N&atilde;o se trata de ignorar o conflito ou as polaridades que atravessam a Igreja e a sociedade, mas de os hierarquizar em fun&ccedil;&atilde;o da comunh&atilde;o e do bem comum.<\/p>\n<p><strong>27<\/strong>. Crit&eacute;rio da realidade: partir da realidade, tal como ela &eacute; e se nos mostra, e l&ecirc;-la &agrave; luz da f&eacute;, define um outro crit&eacute;rio eclesial. Procedendo assim, a Igreja age &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a do Senhor Jesus, Ele pr&oacute;prio Palavra eterna encarnada na nossa realidade humana e que anunciou o Reino dos C&eacute;us a partir da realidade do seu mundo e daqueles que encontrou. O discernimento evangelicamente inspirado impele a agir considerando a &laquo;realidade superior &agrave; ideia&raquo; (cf. EG 231). Sem abdicar dos princ&iacute;pios e ideais crist&atilde;os nem da sua for&ccedil;a motivadora, trata-se de reconhecer que a ideia pode interpretar a realidade, mas nunca a pode substituir.<\/p>\n<p><strong>28<\/strong>. Crit&eacute;rio da totalidade: h&aacute; uma totalidade no Evangelho que a Igreja &eacute; chamada a guardar e a assumir na forma como olha o mundo e age no seu seio. Essa totalidade do Evangelho &eacute; plenitude e, por isso, n&atilde;o &eacute; mero somat&oacute;rio de partes. A necess&aacute;ria aten&ccedil;&atilde;o ao particular n&atilde;o deve, portanto, fazer perder de vista que &laquo;o todo &eacute; superior &agrave; parte&raquo; (cf. EG 234). Nesta perspetiva, a a&ccedil;&atilde;o eclesial ter&aacute; sempre em vista &laquo;todos os homens e o homem todo&raquo; (PP 14, cf. EG 181).<\/p>\n<p><strong>29<\/strong>. Crit&eacute;rio familiar: dada a relev&acirc;ncia que as fam&iacute;lias t&ecirc;m para a Igreja e para a sociedade, este crit&eacute;rio promove a dinamiza&ccedil;&atilde;o e conjuga&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es pastorais que tenham em vista a complexidade da realidade familiar nas suas diferentes express&otilde;es e etapas, tomando sempre a fam&iacute;lia como objeto e sujeito da evangeliza&ccedil;&atilde;o. Este crit&eacute;rio estende-se tamb&eacute;m ao todo da realidade eclesial na medida em que se fomentam ambientes eclesiais de familiaridade e proximidade.<\/p>\n<p><strong>30<\/strong>. Crit&eacute;rio da inclus&atilde;o: &laquo;O Esp&iacute;rito do Senhor est&aacute; sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a liberta&ccedil;&atilde;o aos cativos e, aos cegos, a recupera&ccedil;&atilde;o da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, a proclamar um ano favor&aacute;vel da parte do Senhor&raquo; (Lc 4, 18-19). Estas palavras da Escritura constituem o fundamento do crit&eacute;rio da inclus&atilde;o. A Igreja &eacute; chamada a fazer-se pobre com os pobres, comovendo-se diante dos dramas da humanidade, ou- vindo o clamor dos que sofrem e concretizando uma verdadeira op&ccedil;&atilde;o preferencial pelos mais vulner&aacute;veis e marginalizados. Como &laquo;m&atilde;e de cora&ccedil;&atilde;o aberto&raquo;, ela &eacute; chamada a cuidar de todos, especialmente dos que vivem nas mais diversas periferias existenciais e geogr&aacute;ficas, pro- curando que sintam a comunidade crist&atilde; como a sua casa. Crit&eacute;rio que particularmente se aplica ao cuidado das pessoas com defici&ecirc;ncia (cf. EG 46.199).<\/p>\n<p><strong>31<\/strong>. Crit&eacute;rio da autenticidade: o testemunho da autenticidade e coer&ecirc;ncia de vida crist&atilde; &eacute; uma for&ccedil;a interpeladora e atraente. A Igreja h&aacute; de reconhecer a autenticidade das buscas de tantos seus contempor&acirc;neos e fazer da autenticidade evang&eacute;lica um crit&eacute;rio central da sua a&ccedil;&atilde;o pastoral. Trata-se de privilegiar aquelas formas de presen&ccedil;a eclesial ligadas ao n&uacute;cleo do Evangelho, que pode relativizar disposi&ccedil;&otilde;es epocais mas mant&eacute;m sempre a for&ccedil;a da verdade que transporta e oferece.<\/p>\n<p><strong>32<\/strong>. Crit&eacute;rio da qualidade e da beleza: se o encanto pelo Evangelho brota de um impulso da gra&ccedil;a, a forma pela qual &eacute; suscitado e alimentado requer uma qualidade na a&ccedil;&atilde;o que a mera boa vontade n&atilde;o garante: &laquo;n&atilde;o queremos oferecer aos outros algo de m&aacute; qualidade&raquo; (EG 156). Esta indica&ccedil;&atilde;o constitui o fundamento do crit&eacute;rio da qualidade. A Igreja n&atilde;o quer oferecer algo que desfigure a beleza do Evangelho, esplendor da sua verdade. Ciente de que &laquo;todas as express&otilde;es de verdadeira beleza podem ser reconhecidas como uma senda que ajuda a encontrar-se com o Senhor Jesus&raquo;, ela assume tamb&eacute;m a busca do belo como &laquo;via&raquo; (EG 167) e crit&eacute;rio orientador da sua presen&ccedil;a e atividade.<\/p>\n<p><strong>33<\/strong>. Elencados estes oito crit&eacute;rios inspiradores do discernimento em Igreja e orientadores da sua a&ccedil;&atilde;o, rejeita-se o c&oacute;modo crit&eacute;rio pastoral do &laquo;fez-se sempre assim&raquo; (EG 33). Com efeito, nem sempre os crist&atilde;os t&ecirc;m sabido vencer a in&eacute;rcia e a ac&eacute;dia pastoral (cf. EG 82) que os fecha aos apelos de Deus e &agrave;s necessidades do mundo. Animada por este processo sinodal de convers&atilde;o mission&aacute;ria, num equil&iacute;brio entre a criatividade pastoral e a fidelidade &agrave; sua tradi&ccedil;&atilde;o crente, a Igreja compreende que a ina&ccedil;&atilde;o e a imobilidade tamb&eacute;m acarretam consequ&ecirc;ncias. A Igreja de Lisboa reconhece a aus&ecirc;ncia de fundamento de tudo quando se faz apenas e s&oacute; porque sempre assim se fez e abra&ccedil;a com ousadia o convite a &laquo;n&atilde;o deixar as coisas como est&atilde;o&raquo; (EG 25).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000; font-size: 10pt;\"><strong>III. &laquo;N&atilde;o deixar as coisas como est&atilde;o&raquo; (EG 25): <br \/>para uma convers&atilde;o pastoral e mission&aacute;ria<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>34<\/strong>. O olhar evang&eacute;lico sobre o mundo e a Igreja e os crit&eacute;rios anterior- mente sistematizados constituem os fundamentos a partir dos quais se apontam perspetivas de a&ccedil;&atilde;o pastoral. O caminho sinodal empreendido na diocese de Lisboa seguiu uma metodologia pastoral articulada em torno de dois momentos fundamentais. O primeiro momento centrou-se na leitura e reflex&atilde;o da Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Evangelii Gaudium. O segundo procurou desafiar os diversos grupos e comunidades a &laquo;ensaiar&raquo; concretiza&ccedil;&otilde;es mission&aacute;rias das sugest&otilde;es do texto. De um modo geral, evidencia-se um dinamismo evangelizador nas preocupa&ccedil;&otilde;es e nas formas de a&ccedil;&atilde;o de um n&uacute;mero significativo de crist&atilde;os abertos a uma &laquo;op&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria capaz de transformar tudo&raquo; (EG 27) e mais apta &agrave; evangeliza&ccedil;&atilde;o no mundo atual.<\/p>\n<p><strong>35<\/strong>. A convers&atilde;o pastoral e mission&aacute;ria da Igreja &eacute; uma exig&ecirc;ncia &agrave; qual queremos responder. No &acirc;mbito de uma compreens&atilde;o da Igreja como &laquo;sacramento universal de salva&ccedil;&atilde;o&raquo; (LG 48) e na consci&ecirc;ncia de que &laquo;evangelizar &eacute; tornar o Reino de Deus presente no mundo&raquo; (EG 176), todos s&atilde;o chamados a exercer a sua miss&atilde;o em comunh&atilde;o com uma &laquo;vis&atilde;o global&raquo; da a&ccedil;&atilde;o evangelizadora da Igreja (cf. EN 24). A a&ccedil;&atilde;o da Igreja deriva da pr&oacute;pria miss&atilde;o de Cristo compreendida na sua tr&iacute;plice dimens&atilde;o prof&eacute;tica, sacerdotal e real da qual participam todos os fi&eacute;is em virtude do seu batismo (cf. LG 31; CIC c&acirc;n. 204). Sendo org&acirc;nica, a a&ccedil;&atilde;o pastoral procura promover a comunh&atilde;o (cf. NMI 43). &Eacute; a partir desta base que se formulam os desafios lan&ccedil;ados &agrave; Igreja de Lisboa, fruto do itiner&aacute;rio sinodal, organizados em torno das dimens&otilde;es prof&eacute;tica, sacerdotal, real e da edifica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e viv&ecirc;ncia da comunh&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>DIMENS&Atilde;O PROF&Eacute;TICA: AN&Uacute;NCIO E TESTEMUNHO DO EVANGELHO<\/strong><br \/><strong>36<\/strong>. O an&uacute;ncio expl&iacute;cito do Evangelho constitui a prioridade absoluta da Igreja (cf. EG 110). A dimens&atilde;o prof&eacute;tica engloba todos os dinamismos de encontro entre a mensagem evang&eacute;lica e a situa&ccedil;&atilde;o de vida de cada pessoa. No centro deste encontro est&aacute; o an&uacute;ncio fundamental e primordial que exprime o amor salv&iacute;fico de Deus, propondo a verdade do Evangelho e a beleza da f&eacute;; e apelando &agrave; aut&ecirc;ntica liberdade, com alegria, &acirc;nimo e vitalidade. Requer-se das comunidades e dos evangelizadores uma atitude de proximidade e abertura ao di&aacute;logo, bem como paci&ecirc;ncia e acolhimento cordial (cf. EG 165). Neste contexto, apresentam-se os seguintes desafios apontados pela caminhada sinodal:<\/p>\n<p><strong>37<\/strong>. Aceitar a surpresa de Deus. A evangeliza&ccedil;&atilde;o conta com a liberdade surpreendente da a&ccedil;&atilde;o de Deus, &laquo;que &eacute; eficaz a seu modo e sob for- mas t&atilde;o variadas que muitas vezes nos escapam, superando as nossas previs&otilde;es e quebrando os nossos esquemas&raquo; (EG 22). Assim, um dos desafios colocados pelo caminho sinodal de Lisboa consiste em reconhecer que Deus ama o mundo e se faz presente nos acontecimentos e na hist&oacute;ria de cada pessoa. As diversas modalidades de regresso do religioso na nossa sociedade e as formas plurais de procurar Deus apontam, como parte integrante da a&ccedil;&atilde;o evangelizadora da Igreja, para a descoberta de modos de acompanhamento dos &laquo;buscadores de Deus&raquo; no seu itiner&aacute;rio espiritual.<\/p>\n<p><strong>38<\/strong>. Fazer da Palavra de Deus o lugar onde nasce a f&eacute;. &laquo;A f&eacute; surge da prega&ccedil;&atilde;o, e a prega&ccedil;&atilde;o surge pela palavra de Cristo&raquo; (Rm 10, 17). A Palavra de Deus tem uma import&acirc;ncia nuclear na vida da Igreja, no percurso de f&eacute; dos crentes e na constru&ccedil;&atilde;o da sua pr&oacute;pria personalidade. Ela faz nascer a Igreja e desperta a f&eacute; em cada momento da vida. &Eacute; urgente recolocar a Palavra de Deus no centro das comunidades crist&atilde;s, mobilizando os recursos necess&aacute;rios para que seja conhecida, escutada, meditada, rezada, celebrada, cantada, vivida, testemunhada e bem proclamada (cf. EG 174-175). Neste sentido, promova-se a leitura orante da Escritura e a forma&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica; a sua presen&ccedil;a em todos os momentos da evangeliza&ccedil;&atilde;o; o seu papel fundamental nos processos de convers&atilde;o e de crescimento na f&eacute; e de discernimento das motiva&ccedil;&otilde;es para seguir Jesus; o seu lugar estruturante na defini&ccedil;&atilde;o dos itiner&aacute;rios catequ&eacute;ticos. As diferentes modalidades de evangeliza&ccedil;&atilde;o devem ter a Palavra de Deus como elemento constitutivo. Merece especial desta- que, neste contexto, a homilia, baseada nos trechos proclamados e na tradi&ccedil;&atilde;o viva da Igreja. Sendo para muitos crist&atilde;os o momento evangelizador por excel&ecirc;ncia, requer-se prepara&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o improvisa&ccedil;&atilde;o; que interpele a vida da comunidade crist&atilde; e conduza ao mist&eacute;rio que se celebra.<\/p>\n<p><strong>39<\/strong>. Fomentar uma pastoral de acolhimento. O acolhimento pastoral constitui uma tarefa permanente da Igreja. Dele depende, em grande medida, a constitui&ccedil;&atilde;o de la&ccedil;os de perten&ccedil;a &agrave; Igreja. Al&eacute;m de espa&ccedil;os acolhedores, &eacute; necess&aacute;ria a forma&ccedil;&atilde;o dos agentes pastorais para o sentido do verdadeiro acolhimento do outro, que implica a escuta e o di&aacute;logo pacientes. Uma pastoral assim n&atilde;o se pode confundir com mera presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os religiosos. &Agrave; semelhan&ccedil;a do que fazia Jesus, as comunidades devem promover um verdadeiro acolhimento onde &laquo;todos possam encontrar sempre um sim &agrave; pessoa que s&atilde;o, mesmo que n&atilde;o devamos conceder o que me imediatamente nos pe&ccedil;am&raquo;(2).<\/p>\n<p><strong>40<\/strong>. Propor percursos de inicia&ccedil;&atilde;o diferenciados e personalizados. A Igreja &eacute; chamada a garantir a todos percursos de inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; f&eacute;. No caso das crian&ccedil;as e adolescentes este processo decorre, normalmente, seguindo o itiner&aacute;rio catequ&eacute;tico. No caso dos adultos, as propostas s&atilde;o mais diversificadas, mas menos estruturadas. Tanto num caso como noutro, constitui uma preocupa&ccedil;&atilde;o pastoral o facto de que muitos n&atilde;o permane&ccedil;am num caminho de amadurecimento da f&eacute; depois da celebra&ccedil;&atilde;o dos sacramentos de inicia&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, considera-se prioridade pastoral a organiza&ccedil;&atilde;o do catecumenado de jovens e adultos, assim como uma procura de outras formas de acompanhamento de crescimento humano e espiritual dos que se encontram com Cristo. Por outro lado, a organiza&ccedil;&atilde;o da catequese das crian&ccedil;as, seguindo um modelo catecumenal com envolvimento familiar, deve colocar como crit&eacute;rio de passagem de uma etapa &agrave; seguinte o crescimento humano e espiritual. Tamb&eacute;m se sente a necessidade de uma coopera&ccedil;&atilde;o maior entre as comunidades paroquiais e as catequeses organizadas noutros espa&ccedil;os eclesiais, nomeadamente em ambiente escolar. Subsistindo formas de catequese e processos de inicia&ccedil;&atilde;o formalmente igualit&aacute;rios, assistimos tamb&eacute;m a uma maior diversidade no que respeita &agrave;s pr&aacute;ticas catequ&eacute;ticas e &agrave;s formas de garantir o acesso aos sacramentos. A atual situa&ccedil;&atilde;o reclama um s&eacute;rio discernimento do caminho a seguir em benef&iacute;cio da comunh&atilde;o diocesana.<\/p>\n<p><strong>41<\/strong>. Proporcionar experi&ecirc;ncias de ora&ccedil;&atilde;o e de interioridade na catequese. O entendimento atual da catequese como uma &laquo;aprendizagem de toda a vida crist&atilde;&raquo; (AG 14) tende a englobar de forma consistente, a par da aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos e dos exerc&iacute;cios morais, dimens&otilde;es que valorizam a interioridade e iniciam na ora&ccedil;&atilde;o (cf. DGC 85), dando assim &agrave; catequese um cunho querigm&aacute;tico e mistag&oacute;gico. S&atilde;o muitas as iniciativas que procuram tornar a catequese um espa&ccedil;o de reflex&atilde;o e sil&ecirc;ncio, onde as crian&ccedil;as e os adolescentes s&atilde;o convidados a compreender e interiorizar a presen&ccedil;a de Jesus nas suas vidas e a desenvolver uma rela&ccedil;&atilde;o com Ele. A catequese inicia, assim, &agrave; experi&ecirc;ncia de Deus pela ora&ccedil;&atilde;o e &agrave; descoberta dos seus sinais na vida de cada um, prestando um aux&iacute;lio &iacute;mpar no discernimento da pr&oacute;pria voca&ccedil;&atilde;o. Adquirem especial relevo, neste contexto, e antes de tudo o mais, um verdadeiro ambiente vocacional que leve a amar a vontade de Deus e a decidir a vida segundo a mesma, bem como experi&ecirc;ncias de &acirc;mbito social, cultural e desportivo, realizadas com crian&ccedil;as, adolescentes e fam&iacute;lias, no sentido de tornar a experi&ecirc;ncia crist&atilde; mais encarnada. A cr&iacute;tica &agrave; escolariza&ccedil;&atilde;o da catequese exige modelos que se situem numa din&acirc;mica catecumenal e a abram &agrave; dimens&atilde;o experiencial e comunit&aacute;ria da vida crist&atilde; (cf. EG 166).<\/p>\n<p><strong>42<\/strong>. Velar pelos recome&ccedil;os da f&eacute;. A situa&ccedil;&atilde;o dos que por algum motivo redescobrem a f&eacute; crist&atilde; constitui um desafio para a evangeliza&ccedil;&atilde;o. Nestes casos, trata-se de reavivar a f&eacute; daqueles que a vivem como um simples costume ou se afastaram dela. A Igreja deve estar atenta aos sinais da procura espiritual e estimular o desejo de Deus onde se verifica uma sede de vida com sentido. Ela &eacute; chamada a interpretar esta presen&ccedil;a de &laquo;buscadores de Deus&raquo; como uma oportunidade &uacute;nica, n&atilde;o s&oacute; para os ajudar no seu caminho pessoal, mas tamb&eacute;m para se questionar sobre a sua identidade e miss&atilde;o, ensaiando modalidades que favore&ccedil;am a integra&ccedil;&atilde;o destes novos membros. Nestes casos, o an&uacute;ncio da f&eacute; centra-se no querigma e assume a forma de um segundo primeiro an&uacute;ncio, ou seja, aquele an&uacute;ncio fundamental que tem de se ouvir muitas vezes (cf. EG 164; EE 46). Para os que recome&ccedil;am &eacute; necess&aacute;ria a proposta cativante dos elementos constitutivos da inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; (o Credo, os sacramentos, os mandamentos, as bem-aventuran&ccedil;as e o Pai-nosso) de modo a gerar a ades&atilde;o &agrave; pessoa de Jesus Cristo, em Igreja, no mundo.<\/p>\n<p><strong>43<\/strong>. Comunicar de forma compreens&iacute;vel e adotar novas linguagens. Outro dos desafios colocados &agrave; pr&aacute;tica pastoral atual prende-se com a clareza da sua comunica&ccedil;&atilde;o, tanto na maneira como ela se realiza no interior da Igreja como no di&aacute;logo com o exterior. Considera-se necess&aacute;rio apostar na forma&ccedil;&atilde;o de comunicadores capazes de utilizar linguagens ajustadas aos desafios da comunica&ccedil;&atilde;o neste tempo e, ainda, investir numa melhor articula&ccedil;&atilde;o de meios, de modo a potenciar a comunica&ccedil;&atilde;o da Igreja e na Igreja.<\/p>\n<p>As tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o constituem cada vez mais o universo mental, cultural e relacional em que vivemos, surgindo, atualmente, como novos are&oacute;pagos onde os crist&atilde;os encontram oportunidade para testemunharem a sua f&eacute;. A comunica&ccedil;&atilde;o da f&eacute; tamb&eacute;m encontra express&atilde;o nesse ambiente digital. Torna-se necess&aacute;rio criar novos s&iacute;mbolos, sinais e formas de beleza consonantes com os diversos ambientes culturais que, podendo n&atilde;o ser particularmente significativos para alguns evangelizadores, o ser&atilde;o para os seus destinat&aacute;rios (cf. EG 167).<\/p>\n<p><strong>44<\/strong>. Anunciar os valores crist&atilde;os na escola e na universidade. A Igreja &eacute; chamada a formar as novas gera&ccedil;&otilde;es oferecendo-lhes o tesouro dos valores crist&atilde;os, de modo a promover uma presen&ccedil;a transformadora do Evangelho no meio do mundo. A educa&ccedil;&atilde;o &eacute; um espa&ccedil;o privilegiado para promover uma evangeliza&ccedil;&atilde;o da cultura e semear o futuro da f&eacute;. Valorizam-se e acalentam-se os esfor&ccedil;os realizados neste &acirc;mbito tanto a n&iacute;vel estatal como privado. Especial relevo desempenham, a este respeito, a Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa e demais institui&ccedil;&otilde;es eclesiais de ensino, particularmente no que se refere ao di&aacute;logo f&eacute;-cultura e f&eacute;-ci&ecirc;ncia e &agrave; forma&ccedil;&atilde;o integral que o Evangelho suscita. A presen&ccedil;a da Igreja no mundo da educa&ccedil;&atilde;o, sobretudo atrav&eacute;s da disciplina de Educa&ccedil;&atilde;o Moral e Religiosa Cat&oacute;lica, deve oferecer uma vis&atilde;o crist&atilde; das realidades humanas e crit&eacute;rios de abordagem crente &agrave;s problem&aacute;ticas da exist&ecirc;ncia, propor uma rela&ccedil;&atilde;o viva com Jesus e o sentido de perten&ccedil;a &agrave; Igreja, fomentando um compromisso pessoal e social na constru&ccedil;&atilde;o da sociedade.<\/p>\n<p><strong>45<\/strong>. Promover o di&aacute;logo ecum&eacute;nico, inter-religioso e intercultural. O di&aacute;logo entre crist&atilde;os e com as diferentes religi&otilde;es e culturas constitui um dos grandes desafios colocados ao an&uacute;ncio da mensagem crist&atilde;. A abertura ao di&aacute;logo, &agrave; partilha e &agrave; reflex&atilde;o deve fortalecer sempre mais a consci&ecirc;ncia da pr&oacute;pria identidade, de modo a favorecer uma compreens&atilde;o m&uacute;tua que a todos enrique&ccedil;a. Assumem particular relevo o compromisso ecum&eacute;nico como busca conjunta da unidade em resposta ao desejo do Senhor Jesus (cf. Jo 17, 21) e o di&aacute;logo inter-religioso como contributo essencial para a paz mundial (cf. EG 250). Al&eacute;m disso, a diversidade cultural e religiosa convida ao reconhecimento da presen&ccedil;a de Deus na vida das pessoas e nas realidades humanas. Tudo isto nos compromete na promo&ccedil;&atilde;o de uma cultura do encontro, numa harmonia entre diversas nacionalidades, sensibilidades e grupos.<\/p>\n<p><strong>DIMENS&Atilde;O SACERDOTAL: CELEBRA&Ccedil;&Atilde;O DA F&Eacute; E VIDA ESPIRITUAL<\/strong><br \/><strong>46<\/strong>. A liturgia &eacute; &laquo;obra de Cristo sacerdote e do seu Corpo que &eacute; a Igreja&raquo; (SC 7). Sendo simultaneamente meta e fonte da a&ccedil;&atilde;o da Igreja, constitui um dos elementos centrais da evangeliza&ccedil;&atilde;o e da vida crist&atilde;. Nela se celebram os mist&eacute;rios da f&eacute;, se festeja &laquo;cada passo em frente na evangeliza&ccedil;&atilde;o&raquo; e se colocam sob o olhar da miseric&oacute;rdia de Deus o pecado e o fracasso experimentados na vida e na a&ccedil;&atilde;o pastoral (cf. EG 24). &Eacute; tamb&eacute;m na celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica, sobretudo na Eucaristia, que se renova para cada crist&atilde;o o encontro pessoal e comunit&aacute;rio com o Senhor, para o qual concorrem todas as outras formas de cultivo da vida espiritual (cf. EG 3; CIgC 1112). Neste &acirc;mbito, destacam-se os seguintes aspetos no caminho sinodal:<\/p>\n<p><strong>47<\/strong>. Viver a liturgia como lugar de encontro. A liturgia &eacute; lugar de encontro com Deus e tamb&eacute;m da comunidade crist&atilde; enquanto Povo de Deus que celebra. Al&eacute;m da beleza dos espa&ccedil;os e dos ritos, da m&uacute;sica e do canto, a celebra&ccedil;&atilde;o da f&eacute; &eacute; chamada a educar para a interioridade, para a comunh&atilde;o e para o sil&ecirc;ncio, criando momentos que disponham &agrave; escuta de Deus. &Eacute; necess&aacute;rio cuidar sempre da forma&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica das comunidades, para que tanto os que exercem minist&eacute;rios, como toda a assembleia entrem em di&aacute;logo com o Senhor. &Eacute;, por isso, de grande utilidade uma permanente catequese mistag&oacute;gica que introduza toda a comunidade na viv&ecirc;ncia dos tempos lit&uacute;rgicos e na compreens&atilde;o dos seus s&iacute;mbolos e ritos (cf. EG 166). Momento por excel&ecirc;ncia de encontro &eacute; a celebra&ccedil;&atilde;o do Domingo, &laquo;P&aacute;scoa semanal, na qual se celebra a vit&oacute;ria de Cristo sobre o pecado e a morte&raquo; (DD 1). As comunidades crist&atilde;s s&atilde;o chamadas a recuperar o sentido profundo do Dia do Senhor, pela participa&ccedil;&atilde;o na Eucaristia e pela escuta da Palavra e encontrando formas de viver a fraternidade e a alegria crist&atilde;s (EE 88; MM 6-7).<\/p>\n<p><strong>48<\/strong>. Cultivar a vida espiritual. A vida espiritual caracteriza-se por uma abertura constante &agrave; a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, fazendo florescer a riqueza da gra&ccedil;a e da voca&ccedil;&atilde;o batismal. Neste sentido, as comunidades crist&atilde;s s&atilde;o chamadas a ser verdadeiras escolas de ora&ccedil;&atilde;o (cf. NMI 33) providenciando oportunidades de cultivar a interioridade e regenera&ccedil;&atilde;o da f&eacute;, guardando especial aten&ccedil;&atilde;o aos agentes pastorais (cf. EG 77). Al&eacute;m das propostas concretas a n&iacute;vel paroquial, interparoquial ou diocesano, adquire particular relevo um maior acompanhamento espiritual por parte dos sacerdotes, consagrados e leigos (cf. EG 169). Valorizam-se, neste contexto, a descoberta da voca&ccedil;&atilde;o &agrave; santidade, no horizonte da pr&oacute;pria f&eacute; como voca&ccedil;&atilde;o; a inicia&ccedil;&atilde;o &agrave; ora&ccedil;&atilde;o pessoal e comunit&aacute;ria; leitura e medita&ccedil;&atilde;o da Palavra de Deus; o envolvimento em grupos de ora&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o em movimentos e novas comunidades; a viv&ecirc;ncia dos sacramentos da Reconcilia&ccedil;&atilde;o e da Eucaristia, bem como a adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica; a participa&ccedil;&atilde;o em retiros, exerc&iacute;cios espirituais, peregrina&ccedil;&otilde;es e outras dimens&otilde;es e pr&aacute;ticas de cultivo da vida espiritual.<\/p>\n<p><strong>49<\/strong>. Celebrar a liturgia na aten&ccedil;&atilde;o aos percursos pessoais. A Igreja &eacute; chamada a uma atitude de acolhimento e de valoriza&ccedil;&atilde;o do percurso de cada pessoa. Os momentos sacramentais s&atilde;o, por excel&ecirc;ncia, lugares onde a pessoa se envolve existencialmente e a sua vida pode vibrar de sentido novo, pela celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica e pela hospitalidade da comunidade. No caso do Batismo das crian&ccedil;as e da celebra&ccedil;&atilde;o da primeira Comunh&atilde;o, os pais s&atilde;o convidados a aprofundar o significado lit&uacute;rgico e espiritual destes sacramentos, a celebr&aacute;-los na comunidade crist&atilde; e a integrar-se na mesma. A celebra&ccedil;&atilde;o dos sacramentos da inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; representa uma aut&ecirc;ntica oportunidade para que muitos adultos descubram a alegria da f&eacute; e se comprometam com a Igreja. As iniciativas relacionadas com a celebra&ccedil;&atilde;o dos sacramentos da Reconcilia&ccedil;&atilde;o e da Un&ccedil;&atilde;o dos Doentes s&atilde;o, em muitos casos, ocasi&otilde;es felizes de descoberta do sentido da vida. A celebra&ccedil;&atilde;o das ex&eacute;quias deve ser valorizada como lugar onde se faz sentir a solicitude materna da Igreja.<\/p>\n<p><strong>50<\/strong>. Despertar o desejo de Deus e propor o seguimento de Cristo na prepara&ccedil;&atilde;o para os sacramentos. Pela liturgia, a Igreja contacta com muitas pessoas que procuram Deus mas que, por motivos v&aacute;rios, se distanciaram da Sua presen&ccedil;a eclesial. A prepara&ccedil;&atilde;o para os sacramentos, sobretudo os de inicia&ccedil;&atilde;o e o Matrim&oacute;nio, reveste-se de particular import&acirc;ncia evangelizadora. O acolhimento pastoral dos que pedem os sacramentos e as pedagogias adotadas na prepara&ccedil;&atilde;o dos mesmos devem proporcionar um verdadeiro encontro com Cristo, fecundo e feliz quer sob o ponto de vista humano quer eclesial. Os contactos ocasionais com a Igreja aquando da celebra&ccedil;&atilde;o dos sacramentos s&atilde;o oportunidades para se voltar a falar de Deus e a despertar o desejo de um encontro com Ele. Nesta perspetiva, proponham-se formas concretas de prosseguir no seguimento de Cristo e na fidelidade &agrave; pr&oacute;pria voca&ccedil;&atilde;o assentes numa pedagogia da f&eacute; e do amor que fa&ccedil;a entender a vida crist&atilde; como caminho de santidade (cf. AL 211). A prepara&ccedil;&atilde;o para o sacramento do Matrim&oacute;nio merece particular cuidado pastoral, nomeadamente no acompanhamento dos namorados, despertando neles um sentido vocacional da exist&ecirc;ncia e uma dimens&atilde;o oblativa da afetividade, e acompanhando os noivos na prepara&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima do sacramento do Matrim&oacute;nio de modo a que descubram o seu sentido aut&ecirc;ntico e o celebrem na alegria da f&eacute;.<\/p>\n<p><strong>51<\/strong>. Valorizar as express&otilde;es de piedade popular como abertura ao Evangelho. As formas de piedade popular tradicionais encontram, na atualidade, dinamismos de continuidade intergeracional e at&eacute; de refunda&ccedil;&atilde;o. Atrav&eacute;s delas &eacute; poss&iacute;vel &laquo;captar a modalidade em que a f&eacute; recebida se encarnou numa cultura e continua a transmitir-se&raquo; (EG 123). Neste sentido, a piedade popular mant&eacute;m uma for&ccedil;a evangelizadora que n&atilde;o pode ser subestimada. Constitu&iacute;da como &laquo;lugar teol&oacute;gico&raquo;, ela transporta a grande hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o para a hist&oacute;ria quotidiana de cada pessoa, nas vicissitudes concretas do seu existir (cf. EG 126). Por outro lado, as manifesta&ccedil;&otilde;es religiosas encarnadas na cultura do nosso povo podem ser sinais de abertura ao Evangelho e constituir-se como aut&ecirc;nticos pre&acirc;mbulos para a f&eacute; crist&atilde; que devem ser acompanhados. Este processo evangelizador alcan&ccedil;a-se na medida em que as formas populares de viver a f&eacute;, tais como a devo&ccedil;&atilde;o mariana, as festas de santos, a peregrina&ccedil;&atilde;o e a visita aos santu&aacute;rios, estiverem intimamente unidas ao acontecimento crist&atilde;o, sendo para isso fundamental apresent&aacute;-las em conson&acirc;ncia com a f&eacute; revelada.<\/p>\n<p><strong>DIMENS&Atilde;O REAL: SERVI&Ccedil;O E CUIDADO DO PR&Oacute;XIMO<\/strong><br \/><strong>52<\/strong>. O servi&ccedil;o e o cuidado do pr&oacute;ximo est&atilde;o intimamente ligados ao an&uacute;ncio do Evangelho (cf. EG 177). S&atilde;o in&uacute;meras as manifesta&ccedil;&otilde;es evangelizadoras que se desenvolvem no &acirc;mbito da pastoral social. O caminho sinodal apontou, neste &acirc;mbito, alguns desafios:<\/p>\n<p><strong>53<\/strong>. Sair com Cristo ao encontro de todas as periferias sociais e geogr&aacute;ficas. Este desafio constitui uma prioridade da a&ccedil;&atilde;o evangelizadora da Igreja. Implica uma op&ccedil;&atilde;o preferencial pelos pobres e uma proximidade aos exclu&iacute;dos em ordem &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sua dignidade, nos seus diversos n&iacute;veis (sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o, habita&ccedil;&atilde;o, emprego). Exige, ainda, uma aposta no trabalho formativo com as fam&iacute;lias e contextos sociais mais vulner&aacute;veis, uma sensibiliza&ccedil;&atilde;o da comunidade eclesial para &laquo;ouvir o clamor do pobre&raquo; (EG 187; cf. EG 200) e o fortalecimento da sua responsabilidade social. Finalmente, reclama a necessidade de se acompanharem as constantes formas de reorganiza&ccedil;&atilde;o social, decorrentes de transforma&ccedil;&otilde;es geogr&aacute;ficas e urbanas, e as r&aacute;pidas mudan&ccedil;as ao n&iacute;vel das condi&ccedil;&otilde;es de mobilidade das popula&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>54<\/strong>. Abrir a todos as portas da esperan&ccedil;a. As comunidades crist&atilde;s s&atilde;o chamadas a ser lugares de esperan&ccedil;a e &laquo;o&aacute;sis de miseric&oacute;rdia&raquo; (MV 12). Isto sup&otilde;e que se acolha cada pessoa na situa&ccedil;&atilde;o em que se encontra, acompanhando-a com caridade e verdade. A cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os de acolhimento, escuta e reflex&atilde;o permitir&aacute; que todos, em Igreja, se possam sentir em casa. Neste sentido, &eacute; urgente sair ao encontro dos pobres e dos exclu&iacute;dos, dos migrantes e dos refugiados, dos doentes e dos presos, dos abandonados, dos idosos e dos que vivem na solid&atilde;o, partilhando com eles as suas dores e ang&uacute;stias e conduzindo-os &agrave; alegria e &agrave; esperan&ccedil;a, mediante uma presen&ccedil;a e um cuidado eficazes (cf. GS 1). &Eacute; indispens&aacute;vel a inclus&atilde;o plena das pessoas com defici&ecirc;ncia e suas fam&iacute;lias na vida das comunidades, nos seus m&uacute;ltiplos servi&ccedil;os e express&otilde;es da f&eacute;; elas s&atilde;o, na sua diversidade, express&atilde;o da riqueza da Igreja e ocasi&atilde;o para o seu enriquecimento. &Eacute; necess&aacute;ria, tamb&eacute;m, uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o com as necessidades espirituais das pessoas, atendendo aos seus m&uacute;ltiplos problemas, situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia (f&iacute;sica e psicol&oacute;gica) e experi&ecirc;ncias de perda. Finalmente, tenha-se como grave preocupa&ccedil;&atilde;o o acompanhamento de todos os que passam por experi&ecirc;ncias de desagrega&ccedil;&atilde;o familiar.<\/p>\n<p>Ao estilo evang&eacute;lico de agir, concretizado em m&uacute;ltiplos sinais, gestos e atitudes, corresponde a convic&ccedil;&atilde;o de que o an&uacute;ncio do amor de Deus precede a &laquo;obriga&ccedil;&atilde;o moral e religiosa&raquo; (EG 165); a proximidade, a escuta e o di&aacute;logo preparam o an&uacute;ncio expl&iacute;cito do Evangelho e a alegria do dom respeita a liberdade de resposta e o compromisso (cf. EG 129, 165).<\/p>\n<p><strong>55<\/strong>. Intensificar o car&aacute;ter evangelizador das institui&ccedil;&otilde;es sociais da Igreja. As institui&ccedil;&otilde;es sociais da Igreja t&ecirc;m como miss&atilde;o responder com prontid&atilde;o e compet&ecirc;ncia &agrave;s necessidades das popula&ccedil;&otilde;es. No entanto, a urg&ecirc;ncia de uma resposta imediata sobrep&otilde;e-se, frequentemente, &agrave; dinamiza&ccedil;&atilde;o de processos educativos capazes de dar um rosto evang&eacute;lico a essas institui&ccedil;&otilde;es. Neste processo, &eacute; necess&aacute;rio cuidar, em primeiro lugar, da sua identidade crist&atilde; e da forma&ccedil;&atilde;o dos seus principais agentes. Neste &acirc;mbito, t&ecirc;m sido desenvolvidos projetos de forma&ccedil;&atilde;o que visam diretamente os colaboradores das institui&ccedil;&otilde;es, dando-lhes a conhecer os princ&iacute;pios da f&eacute; crist&atilde; e da Doutrina Social da Igreja, insistindo no perfil humano e espiritual pr&oacute;prio do colaborador de uma institui&ccedil;&atilde;o social cat&oacute;lica. Estas institui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tamb&eacute;m chamadas a desenvolver processos de evangeliza&ccedil;&atilde;o adaptados aos diversos destinat&aacute;rios. Valorize-se a presen&ccedil;a da comunidade crist&atilde;, o minist&eacute;rio dos di&aacute;conos e o papel fundamental dos sacerdotes na salvaguarda e promo&ccedil;&atilde;o da sua identidade crist&atilde; e miss&atilde;o evangelizadora.<\/p>\n<p><strong>56<\/strong>. Fomentar a coopera&ccedil;&atilde;o entre as institui&ccedil;&otilde;es e apostar na forma&ccedil;&atilde;o dos gestores. No atual contexto, sente-se a necessidade de fomentar uma maior coopera&ccedil;&atilde;o entre as institui&ccedil;&otilde;es, potenciando, quando poss&iacute;vel, a sua proximidade geogr&aacute;fica. Assim, criar-se-&aacute; uma rede mais capaz de responder aos desafios que se colocam no di&aacute;logo com as entidades p&uacute;blicas e civis e de estimular a coer&ecirc;ncia de princ&iacute;pios de gest&atilde;o e de forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica especializada. A situa&ccedil;&atilde;o presente reclama dos gestores graus de compet&ecirc;ncia e profissionalismo que nunca descurem, entre outros, o sentido de responsabilidade da pr&oacute;pria miss&atilde;o, o conhecimento da legisla&ccedil;&atilde;o e o cumprimento da mesma, a gest&atilde;o equilibrada dos diversos recursos, a consci&ecirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica da institui&ccedil;&atilde;o e sua sustentabilidade financeira. Neste contexto urge equacionar, com discernimento e realismo, a especificidade da miss&atilde;o dos sacerdotes nestas institui&ccedil;&otilde;es. Exige-se, ainda, uma vis&atilde;o global dos diversos desafios lan&ccedil;ados a estas organiza&ccedil;&otilde;es, a procura de solu&ccedil;&otilde;es antecipadas para os problemas e a aposta em iniciativas inovadoras que favore&ccedil;am modos diversos de exercer este servi&ccedil;o.<\/p>\n<p><strong>57<\/strong>. Diversificar as formas de presen&ccedil;a da Igreja nos diversos &acirc;mbitos da vida. A pastoral social abrange uma diversidade de formas de presen&ccedil;a da Igreja na sociedade e um vasto campo de interven&ccedil;&atilde;o. A Igreja &eacute; chamada a estar presente em todos os &acirc;mbitos da vida social contribuindo para a edifica&ccedil;&atilde;o da cidade dos homens. Neste sentido, toda a comunidade eclesial e, nesta, muito particularmente os crist&atilde;os leigos, devem empenhar-se em todas as causas que promovam e defendam a dignifica&ccedil;&atilde;o da pessoa humana, favorecendo, pelo di&aacute;logo sensato e cordial, uma apresenta&ccedil;&atilde;o positiva da sua proposta moral e social. A inser&ccedil;&atilde;o eclesial dos leigos n&atilde;o se dever&aacute; restringir &agrave; vida interna das comunidades crist&atilde;s, mas abrir-se ao vasto campo do di&aacute;logo Igreja-mundo onde s&atilde;o chamados a exercer o seu apostolado nos mais diversos &acirc;mbitos. &Eacute; fundamental acompanhar o trabalho dos profissionais, promovendo o seu associativismo e fomentar a forma&ccedil;&atilde;o de fi&eacute;is leigos capazes de intervir na vida social.<\/p>\n<p><strong>EDIFICA&Ccedil;&Atilde;O COMUNIT&Aacute;RIA E VIV&Ecirc;NCIA DA COMUNH&Atilde;O PARA O SERVI&Ccedil;O DO MUNDO<\/strong><br \/><strong>58<\/strong>. A transforma&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria da Igreja engloba uma preocupa&ccedil;&atilde;o pelo bem do mundo e das pessoas que nele habitam. A consci&ecirc;ncia da sua responsabilidade na &laquo;constru&ccedil;&atilde;o da nossa casa comum&raquo; (LS 13) e na promo&ccedil;&atilde;o do di&aacute;logo em prol da dignidade da pessoa humana levam-na a aceitar com ousadia e humildade o desafio de ser &laquo;casa e escola da comunh&atilde;o&raquo; (NMI 43). Antes de qualquer programa&ccedil;&atilde;o, torna-se necess&aacute;rio &laquo;promover uma espiritualidade da comunh&atilde;o, elevando-a ao n&iacute;vel de princ&iacute;pio educativo em todos os lugares onde se plasma o homem e o crist&atilde;o, onde se educam os ministros do altar, os consagrados, os agentes pastorais, onde se constroem as fam&iacute;lias e as comunidades&raquo; (NMI 43). &Eacute; sob o prisma de uma espiritualidade de comunh&atilde;o que se lan&ccedil;am desafios relativos &agrave; edifica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria e &agrave; composi&ccedil;&atilde;o sinodal da vida eclesial.<\/p>\n<p><strong>59<\/strong>. Viver a miseric&oacute;rdia, rosto da comunh&atilde;o e alma da miss&atilde;o. Existe uma rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca entre miss&atilde;o, comunh&atilde;o e miseric&oacute;rdia. A miseric&oacute;rdia est&aacute; no n&uacute;cleo do querigma crist&atilde;o: &laquo;Jesus Cristo ama-te, deu a sua vida para te salvar, e agora vive contigo todos os dias para te iluminar, fortalecer, libertar&raquo; (EG 164). A viv&ecirc;ncia da miseric&oacute;rdia, como atributo do Pai &laquo;rico em miseric&oacute;rdia&raquo;, como express&atilde;o do rosto do Filho e como cora&ccedil;&atilde;o pulsante do Esp&iacute;rito (cf. MV 1.11-12), manifesta-se na comunh&atilde;o da Igreja e sustenta a sua miss&atilde;o. Com efeito, sem a miseric&oacute;rdia, o an&uacute;ncio do Evangelho corre o risco de n&atilde;o ser compreendido (cf. NMI 50). Nesta perspetiva, a miseric&oacute;rdia &eacute; rosto da comunh&atilde;o num duplo sentido. Em primeiro lugar, refere-se &agrave; co- munh&atilde;o com Deus e &agrave; contempla&ccedil;&atilde;o do seu mist&eacute;rio de amor gratuito. Em segundo lugar, &eacute; rosto da comunh&atilde;o com os irm&atilde;os, porque leva a descobrir o outro como &laquo;pr&oacute;ximo&raquo;, criando espa&ccedil;o para ele, partilhando as suas alegrias e sofrimentos, intuindo os seus anseios, curando as suas feridas e oferecendo-lhe uma &laquo;verdadeira e profunda amizade&raquo; (NMI 43; cf. EG 270). A transforma&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria da Igreja requer, por isso, que em tudo se manifeste a miseric&oacute;rdia como trave-mestra que suporta a sua vida (cf. MV 10).<\/p>\n<p><strong>60<\/strong>. Fazer da Igreja uma rede de rela&ccedil;&otilde;es fraternas. A Sant&iacute;ssima Trindade &eacute; a fonte e o modelo da comunh&atilde;o humana e, por isso, tamb&eacute;m origem e sustento da comunh&atilde;o eclesial. A esta luz, um dos pontos essenciais na edifica&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria prende-se com a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; vida fraterna nas par&oacute;quias e comunidades, assinalando-se o pastor como figura paternal e fraternal que ajuda a esta constru&ccedil;&atilde;o. A capacidade evangelizadora da Igreja depende, em grande parte, da viv&ecirc;ncia da co- munh&atilde;o, como salientam os Atos dos Ap&oacute;stolos: &laquo;Eram ass&iacute;duos ao ensino dos Ap&oacute;stolos, &agrave; uni&atilde;o fraterna, &agrave; fra&ccedil;&atilde;o do p&atilde;o e &agrave;s ora&ccedil;&otilde;es&raquo; (At 2, 42). Torna-se, por isso, necess&aacute;rio formar grupos de crentes que releiam a vida pessoal e comunit&aacute;ria &agrave; luz do Evangelho, fomentar a comunh&atilde;o entre grupos, movimentos e obras da mesma par&oacute;quia, transformar os espa&ccedil;os eclesiais habituais tornando-os mais fraternos e acolhedores, partilhar os recursos pastorais com par&oacute;quias pr&oacute;ximas e dinamizar uma pastoral de conjunto, evitando dispers&atilde;o de recursos e de energias. Tamb&eacute;m &eacute; urgente velar pela colabora&ccedil;&atilde;o entre os di- versos minist&eacute;rios e inst&acirc;ncias eclesiais, motivando e incrementando o trabalho em equipa. Consciente de que nem tudo pode ser determinado por si, a Igreja diocesana &eacute; chamada a acompanhar, agradecida, a gesta&ccedil;&atilde;o de dinamismos de coopera&ccedil;&atilde;o entre diversos organismos e grupos eclesiais. Finalmente, no atual contexto cultural, &eacute; urgente criar novos modos de presen&ccedil;a junto dos nossos contempor&acirc;neos, propon do-lhes de novo o Evangelho e a sociabilidade em que ele nos introduz.<\/p>\n<p><strong>61<\/strong>. Promover a consci&ecirc;ncia mission&aacute;ria dos batizados. Todo o povo de Deus, em virtude do seu batismo, &eacute; chamado a anunciar o Evangelho. Esta &eacute; uma dimens&atilde;o da vida crist&atilde; nem sempre presente na consci&ecirc;ncia de muitos batizados. O novo contexto cultural, marcado por uma acentuada crise da transmiss&atilde;o da f&eacute; e de uma inefic&aacute;cia das estruturas tradicionais de veicular a mensagem crist&atilde;, tamb&eacute;m n&atilde;o permi- te que muitos sintam &laquo;a suave e reconfortante alegria de evangelizar&raquo; (EN 80). Neste contexto, a miss&atilde;o prop&otilde;e-se sob a forma de cont&aacute;gio e atra&ccedil;&atilde;o, de proximidade e contacto pessoal. Esta &eacute; uma maneira de anunciar o Evangelho que diz respeito a todos os batizados: &laquo;&eacute; cada um levar o Evangelho &agrave;s pessoas com as quais se encontra, tanto aos mais &iacute;ntimos como aos desconhecidos&raquo; (EG 127).<\/p>\n<p><strong>62<\/strong>. Formar disc&iacute;pulos mission&aacute;rios. &Eacute; fundamental o testemunho e coer&ecirc;ncia de vida dos agentes pastorais, fruto do seu encontro pessoal com Jesus Cristo. Neste sentido, &eacute; necess&aacute;rio criar espa&ccedil;os onde alimentem a sua rela&ccedil;&atilde;o com Aquele que os chama e envia; espa&ccedil;os onde possam partilhar as suas quest&otilde;es mais profundas e as preocupa&ccedil;&otilde;es quotidianas, onde tenham oportunidade de discernir em profundidade e com crit&eacute;rios evang&eacute;licos sobre a pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia e experi&ecirc;ncia (cf. EG 77). O entusiasmo mission&aacute;rio, a alegria na evangeliza&ccedil;&atilde;o, a irradia&ccedil;&atilde;o da esperan&ccedil;a, a op&ccedil;&atilde;o pela ternura, a fraternidade e comunh&atilde;o, a viv&ecirc;ncia do Evangelho, a ora&ccedil;&atilde;o e o perd&atilde;o m&uacute;tuo, constituem tra&ccedil;os essenciais da espiritualidade pr&oacute;pria do agente pastoral (cf. EG 108-171). A sua forma&ccedil;&atilde;o deve englobar, tamb&eacute;m, compet&ecirc;ncias de ordem teol&oacute;gica, cultural e pastoral que favore&ccedil;am um discernimento evang&eacute;lico de todas as quest&otilde;es e uma leitura crente da atualidade, em vista de uma presen&ccedil;a &laquo;dos valores crist&atilde;os no mundo social, pol&iacute;tico e econ&oacute;mico&raquo; (EG 102).<\/p>\n<p><strong>63<\/strong>. Suscitar uma cultura mission&aacute;ria e vocacional. O testemunho dos jovens que participaram na iniciativa sinodal manifesta a riqueza de experi&ecirc;ncias mission&aacute;rias por eles realizadas. A miss&atilde;o &eacute; lugar de crescimento humano e espiritual, quer pelo encontro com realidades humanas marcadas pela fragilidade, quer pela leitura orante da Palavra de Deus que sustenta a vida e d&aacute; sentido &agrave; miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Reconhece-se uma dificuldade generalizada em suscitar uma din&acirc;mica vocacional que provoque uma resposta a Deus que fala e chama, tanto no &acirc;mbito comunit&aacute;rio e familiar, como no acompanhamento dos mais jovens. Porque a Igreja de Lisboa &laquo;precisa de jovens capazes de dar resposta a Deus que os chama, para voltar a haver fam&iacute;lias crist&atilde;s est&aacute;veis e fecundas, para voltar a haver consagrados e consagradas que trocam tudo pelo tesouro do Reino de Deus, para voltar a haver sacerdotes imolados com Cristo pelos seus irm&atilde;os e irm&atilde;s&raquo;(3), &eacute; preciso conferir dimens&atilde;o vocacional aos percursos catequ&eacute;ticos e propor concretamente a voca&ccedil;&atilde;o matrimonial, sacerdotal, consagrada e mission&aacute;ria como resposta ao chamamento de Deus.<\/p>\n<p><strong>64<\/strong>. Formar os ministros ordenados para a comunh&atilde;o e miss&atilde;o. A convers&atilde;o mission&aacute;ria implica de forma direta os sacerdotes, servidores da comunh&atilde;o na Igreja e da sua miss&atilde;o evangelizadora (cf. PDV 16). Os sacerdotes seculares, como os outros fi&eacute;is, vivem e trabalham habitualmente nas suas dioceses, mas n&atilde;o se fecham &agrave;s necessidades das outras e &agrave; miss&atilde;o universal. Torna-se necess&aacute;rio refletir tamb&eacute;m sobre a forma como &eacute; feita a integra&ccedil;&atilde;o dos sacerdotes oriundos de outros contextos culturais e eclesiais, promovendo o conhecimento m&uacute;tuo e a a&ccedil;&atilde;o comum. A identidade mission&aacute;ria dos sacerdotes dever&aacute; refletir-se nos projetos formativos dos semin&aacute;rios. Como &laquo;cora&ccedil;&atilde;o da diocese&raquo;, no semin&aacute;rio lan&ccedil;am-se as bases para um estilo de vida sacerdotal assente na comunh&atilde;o e na miss&atilde;o. Os semin&aacute;rios e o pr&eacute;-semin&aacute;rio devem ser tomados e acarinhados como lugar por excel&ecirc;ncia da for- ma&ccedil;&atilde;o para o sacerd&oacute;cio.<\/p>\n<p>A presente situa&ccedil;&atilde;o da Igreja exige uma particular aten&ccedil;&atilde;o &agrave; coordena&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o pastoral e mission&aacute;ria. O Esp&iacute;rito n&atilde;o cessa de criar novas possibilidades no que diz respeito &agrave; diversidade e estabilidade da uni&atilde;o de par&oacute;quias geogr&aacute;fica e socialmente pr&oacute;ximas, &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o mais adequada dos agentes pastorais e recursos materiais e &agrave; participa&ccedil;&atilde;o e colabora&ccedil;&atilde;o de todos numa din&acirc;mica de pastoral de conjunto.<\/p>\n<p>Al&eacute;m dos sacerdotes, tamb&eacute;m os di&aacute;conos refor&ccedil;am na Igreja a presen&ccedil;a sacramental de Cristo servo, assim mesmo estimulando os demais crist&atilde;os para o cuidado de todos e o servi&ccedil;o dos pobres.<br \/>Especial aten&ccedil;&atilde;o devem merecer as capelanias hospitalares ou prisionais, como lugares priorit&aacute;rios duma evangeliza&ccedil;&atilde;o que acompanhe e dignifique a pessoa humana.<\/p>\n<p><strong>65<\/strong>. Valorizar e integrar o contributo evangelizador dos diversos carismas. As associa&ccedil;&otilde;es, grupos, comunidades, movimentos, institutos de vida consagrada e demais realidades eclesiais contribuem a seu modo e segundo o seu carisma pr&oacute;prio para a riqueza da vida diocesana. &Eacute; de valorizar o seu trabalho em prol da revitaliza&ccedil;&atilde;o das comunidades crist&atilde;s, da anima&ccedil;&atilde;o espiritual dos fi&eacute;is, do servi&ccedil;o aos mais pobres e exclu&iacute;dos e de um forte empenhamento cultural. Estas realidades eclesiais devem ser apreciadas como dons do Esp&iacute;rito em ordem &agrave; edifica&ccedil;&atilde;o da comunidade eclesial, especialmente em &acirc;mbitos pouco tocados pela a&ccedil;&atilde;o pastoral.<\/p>\n<p><strong>66<\/strong>. Promover a recomposi&ccedil;&atilde;o familiar da vida comunit&aacute;ria. A import&acirc;ncia da fam&iacute;lia para a vida de toda a sociedade &eacute; tamb&eacute;m um benef&iacute;cio para a Igreja, como escreve o Papa Francisco: &laquo;A Igreja &eacute; fam&iacute;lia de fam&iacute;lias, constantemente enriquecida pela vida de todas as igrejas dom&eacute;sticas. Assim, em virtude do sacramento do Matrim&oacute;nio, cada fam&iacute;lia torna-se, para todos os efeitos, um bem para a Igreja&raquo; (AL 87). Nesta perspetiva, a aten&ccedil;&atilde;o a cada pessoa tem de ter em conta a sua realidade familiar. Exige-se, portanto, que cada comunidade se questione acerca das rela&ccedil;&otilde;es que a constituem e suportam, descubra a riqueza e valorize o contributo das fam&iacute;lias e as valorize como protagonistas da evangeliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>S&atilde;o muitas as fam&iacute;lias que n&atilde;o tendo uma pr&aacute;tica religiosa regular procuram a Igreja para celebrar um sacramento ou para solicitar a catequese para as crian&ccedil;as. Num contexto de maior dist&acirc;ncia cultural face ao mundo da f&eacute;, este facto constitui uma oportunidade para que se proponham aos adultos formas concretas de descoberta da f&eacute; e de primeiro an&uacute;ncio que favore&ccedil;am a sua integra&ccedil;&atilde;o eclesial. A forma&ccedil;&atilde;o e acompanhamento das fam&iacute;lias, nas suas complexas problem&aacute;ticas, favorecem o nascimento de dinamismos fecundos de colabora&ccedil;&atilde;o entre elas e as comunidades crist&atilde;s. Neste sentido, incentivem-se iniciativas pastorais que devolvam &agrave; fam&iacute;lia a responsabilidade da sua fun&ccedil;&atilde;o educativa.<\/p>\n<p><strong>67<\/strong>. Promover a atualidade evangelizadora da par&oacute;quia. A par&oacute;quia constitui uma imprescind&iacute;vel realidade evangelizadora. Mesmo necessitando de uma renova&ccedil;&atilde;o constante (cf. CFL 26) e de uma revis&atilde;o dos seus pressupostos evangelizadores em ordem a uma pastoral em chave mission&aacute;ria, a par&oacute;quia continua a ser &laquo;presen&ccedil;a eclesial no territ&oacute;rio, &acirc;mbito para a escuta da Palavra, o crescimento da vida crist&atilde;, o di&aacute;logo, o an&uacute;ncio, a caridade generosa, a adora&ccedil;&atilde;o e a celebra&ccedil;&atilde;o&raquo; (EG 28). A reflex&atilde;o sinodal apontou como uma das principais prioridades na reformula&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o evangelizadora da par&oacute;quia a passagem de um modelo territorial estanque a um paradigma pastoral que englobe os desafios lan&ccedil;ados pelas comunidades urbanas e que v&aacute; ao encontro da mobilidade e diversidade dos ritmos de vida das pessoas. Continuando a ser lugar de irradia&ccedil;&atilde;o do Evangelho, a par&oacute;quia &eacute; chamada a colocar todos os seus meios e potencialidades ao servi&ccedil;o do &laquo;sonho mission&aacute;rio de chegar a todos&raquo;, assumindo um estado permanente de miss&atilde;o tanto para os batizados, como para os que ignoram, se afastaram, recusam ou prescindem de Cristo nas suas vidas.<\/p>\n<p><strong>68<\/strong>. Viver sinodalmente. A experi&ecirc;ncia recente da Igreja de Lisboa impele-nos, na senda da renova&ccedil;&atilde;o eclesiol&oacute;gica promovida pelo Conc&iacute;lio Vaticano II, a uma transforma&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria a desenvolver por meio de uma sinodalidade pr&aacute;tica. Neste sentido, imp&otilde;e-se ponderar a real vitalidade das suas estruturas de participa&ccedil;&atilde;o e valorizar as express&otilde;es de corresponsabilidade existentes ou a implementar. Para que isso aconte&ccedil;a, fomente-se a cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os de encontro e de parti- lha, de estudo e de reflex&atilde;o; promova-se a comunh&atilde;o e a coordena&ccedil;&atilde;o entre os diversos organismos diocesanos, nomeadamente os da C&uacute;ria; incrementem-se e dinamizem-se estruturas de sinodalidade, tais como as j&aacute; existentes regi&otilde;es pastorais, as equipas vicariais de coordena&ccedil;&atilde;o pastoral e outros organismos previstos pelo direito (conselho econ&oacute;mico e conselho pastoral paroquial). No contexto atual, espera-se dos ministros ordenados um est&iacute;mulo &agrave; participa&ccedil;&atilde;o de todos, promovendo uma aut&ecirc;ntica cultura da sinodalidade na Igreja.<\/p>\n<p><strong>69<\/strong>. Com Maria, M&atilde;e e modelo da Igreja Evangelizadora. &laquo;Maria p&ocirc;s-se a caminho e dirigiu-se &agrave; pressa para a montanha&raquo; (Lc 1, 39). No &iacute;cone da Visita&ccedil;&atilde;o, a Igreja descobre um estilo materno de evangelizar, com- posto por &laquo;ternura e afeto&raquo;, feito de prontid&atilde;o e alegria, capaz de &laquo;reconhecer os vest&iacute;gios do Esp&iacute;rito Santo&raquo; e de &laquo;contemplar o mist&eacute;rio de Deus no mundo, na hist&oacute;ria e na vida di&aacute;ria&raquo; (cf. EG 5.288). Como m&atilde;e de cora&ccedil;&atilde;o aberto e atento &agrave;s necessidades dos irm&atilde;os, a Igreja &eacute; chamada a &laquo;sair em dire&ccedil;&atilde;o aos outros para chegar &agrave;s periferias humanas&raquo; e a &laquo;ser sempre a casa aberta do Pai onde h&aacute; lugar para todos&raquo;, sobretudo para os humildes, os pobres, os famintos e os fatigados (cf. EG 46-48). Com Maria, a Igreja de Lisboa &eacute; chamada a festejar cada passo dado em frente na evangeliza&ccedil;&atilde;o e a exultar no Senhor que nela &laquo;manifesta o poder do seu bra&ccedil;o&raquo; e realiza maravilhas (cf. EG 24; Lc 1, 46-55). Com Maria, principalmente, porque a Ela nos confiou Jesus Cristo e sem Ela nada ser&iacute;amos nem far&iacute;amos como Igreja.<\/p>\n<p><strong>70<\/strong>. A caminhada sinodal aponta alguns caminhos de renova&ccedil;&atilde;o eclesial especificados nas seguintes op&ccedil;&otilde;es:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">1.&ordf; <strong>SANTIDADE<\/strong><br \/>a. Assumir a voca&ccedil;&atilde;o &agrave; santidade como apelo divino e caminho para todos os disc&iacute;pulos mission&aacute;rios;<br \/>b. Cultivar a vida de ora&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel pessoal e comunit&aacute;rio, contributo essencial para a fecundidade pastoral da miss&atilde;o;<br \/>c. Acolher a Palavra de Deus, proclamada e realizada nos sacramentos, como fonte e alimento da vida em Cristo;<br \/>d. Incrementar a lectio divina (leitura orante da Palavra) como pr&aacute;tica habitual nas comunidades crist&atilde;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">2.&ordf; <strong>MISS&Atilde;O<\/strong><br \/>a. Fazer da miss&atilde;o o paradigma da a&ccedil;&atilde;o evangelizadora da Igreja, saindo ao encontro de todas as periferias;<br \/>b. Centrar o conte&uacute;do da evangeliza&ccedil;&atilde;o no querigma, fazendo ressoar em todas as partes o primeiro an&uacute;ncio da f&eacute;;<br \/>c. Propor de novo o caminho da f&eacute; aos indiferentes e afastados;<br \/>d. Desenvolver uma aut&ecirc;ntica miss&atilde;o ad gentes nos diversos &acirc;mbitos geogr&aacute;ficos, sociais e culturais;<br \/>e. Atender &agrave;s dimens&otilde;es sociais do querigma, nomeadamente na edifica&ccedil;&atilde;o da comunidade humana e no compromisso com os outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">3.&ordf; <strong>COMUNIDADE<\/strong><br \/>a. Adotar, efetivamente, um estilo sinodal de viver e decidir em Igreja;<br \/>b. Incentivar nas comunidades uma atitude constante de acolhimento, como casa de Deus para todos;<br \/>c. Atender sempre &agrave; pastoral de conjunto;<br \/>d. Valorizar o papel dos movimentos e outras comunidades eclesiais no &acirc;mbito da pastoral diocesana;<br \/>e. Fomentar a din&acirc;mica familiar e comunit&aacute;ria da vida crist&atilde;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">4.&ordf; <strong>INICIA&Ccedil;&Atilde;O CRIST&Atilde;<\/strong><br \/>a. Promover a inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; como pedagogia catecumenal e vocacional da f&eacute;;<br \/>b. Dinamizar a catequese e a forma&ccedil;&atilde;o de todos em ordem ao encontro com Deus, &agrave; integra&ccedil;&atilde;o na comunidade &ndash; &laquo;fam&iacute;lia de fam&iacute;lias&raquo; &ndash; e ao testemunho apost&oacute;lico;<br \/>c. Personalizar os itiner&aacute;rios de inicia&ccedil;&atilde;o e de re(inicia&ccedil;&atilde;o) em ordem &agrave; vida crist&atilde;, alimentada pela Palavra de Deus e pelos sacramentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">5.&ordf; <strong>FAM&Iacute;LIA<\/strong><br \/>a. Caminhar com todas as fam&iacute;lias, anunciando-lhes o Evangelho que as ilumina e promove;<br \/>b. Propor o Matrim&oacute;nio crist&atilde;o como caminho de vida e santidade, apostando na sua prepara&ccedil;&atilde;o na juventude e no tempo de namoro;<br \/>c. Desenvolver as dimens&otilde;es pr&oacute;prias da espiritualidade conjugal;<br \/>d. Refor&ccedil;ar o contributo da fam&iacute;lia como sinal cred&iacute;vel e sujeito ativo para a evangeliza&ccedil;&atilde;o;<br \/>e. Apoiar sempre as fam&iacute;lias, renovando-as na esperan&ccedil;a e na confian&ccedil;a em Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">6.&ordf; <strong>VOCA&Ccedil;&Atilde;O<\/strong><br \/>a. Salientar a dimens&atilde;o vocacional da exist&ecirc;ncia e da vida da f&eacute;;<br \/>b. Dinamizar a pastoral vocacional junto dos jovens acompanhando-os no seu caminho;<br \/>c. Cultivar a voca&ccedil;&atilde;o sacerdotal e a forma&ccedil;&atilde;o nos semin&aacute;rios em resposta &agrave;s necessidades da vida da Igreja e do mundo atual;<br \/>d. Cuidar das voca&ccedil;&otilde;es de especial consagra&ccedil;&atilde;o, indispens&aacute;veis &agrave; Igreja e ao mundo, como sinais do Reino;<br \/>e. Reconhecer a responsabilidade pr&oacute;pria dos leigos no mundo como agentes transformadores da sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\">7.&ordf; <strong>SINODALIDADE<\/strong><br \/>a. Promover uma aut&ecirc;ntica cultura da sinodalidade como est&iacute;mulo &agrave; corresponsabilidade de todos na vida da Igreja e no servi&ccedil;o ao mundo;<br \/>b. Implementar as atuais inst&acirc;ncias de participa&ccedil;&atilde;o, como experi&ecirc;ncia de sinodalidade criativa;<br \/>c. Estabelecer modos e tempos de avalia&ccedil;&atilde;o do caminho sinodal da Igreja de Lisboa.<\/p>\n<p>O S&iacute;nodo Diocesano de Lisboa constituiu uma ocasi&atilde;o prop&iacute;cia para assumir &laquo;a miss&atilde;o como prop&oacute;sito e a sinodalidade como m&eacute;todo&raquo;(4). A Igreja de Lisboa quer ir al&eacute;m do sonho que a move e encarnar neste tempo o rosto da beleza do Pai, os gestos da caridade do Filho e a for&ccedil;a surpreendente do Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Lisboa, 8 de Dezembro de 2016, <br \/>Solenidade da Imaculada Concei&ccedil;&atilde;o da Virgem Santa Maria, <br \/>na Celebra&ccedil;&atilde;o conclusiva do S&iacute;nodo Diocesano.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>+ Manuel, Cardeal-Patriarca<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>(1) D. MANUEL CLEMENTE, &laquo;&ldquo;O sonho mission&aacute;rio de chegar a todos&rdquo; (EG 31). Iniciando o caminho sinodal do Patriarcado de Lisboa&raquo;, in Vida Cat&oacute;lica 4&ordf; s&eacute;rie &ndash; II\/3 (maio\/agosto 2014), 128-129.<br \/>(2) D. MANUEL CLEMENTE, &laquo;Homilia na missa de entrada como Patriarca de Lisboa: &ldquo;Reedificar na paz a cidade de todos&rdquo;&raquo;, in Vida Cat&oacute;lica 4&ordf; s&eacute;rie &ndash; I\/1 (julho\/dezembro 2013), 38.<br \/>(3) PAPA FRANCISCO, &laquo;Discurso do Papa Francisco aos Bispos Portugueses em visita &ldquo;ad Limina<br \/>Apostolorum&rdquo;&raquo;, in Lumen s&eacute;rie III &ndash; 76\/5 (Setembro\/outubro 2015), 6.<br \/>(4) D. MANUEL CLEMENTE, &laquo;A miss&atilde;o como prop&oacute;sito e a sinodalidade como m&eacute;todo. Introdu&ccedil;&atilde;o ao programa diocesano 2015\/2016&raquo;, in Vida Cat&oacute;lica 4&ordf; s&eacute;rie &ndash; III\/6 (maio\/agosto 2015), 13-15.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Siglas<\/strong><br \/>AA &#8211; Conc&iacute;lio Vaticano II, Decreto Apostolicam Actuositatem; At Atos dos Ap&oacute;stolos;<br \/>AG &#8211; Conc&iacute;lio Vaticano II, Decreto Ad Gentes;<br \/>AL &#8211; Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-Sinodal Amoris Laetitia; CFL Jo&atilde;o Paulo II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-Sinodal Christifideles Laici; CIC C&oacute;digo de Direito Can&oacute;nico;<br \/>CIgC &#8211; Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica;<br \/>DD &#8211; Jo&atilde;o Paulo II, Carta Apost&oacute;lica Dies Domini; DGC Direct&oacute;rio Geral da Catequese;<br \/>EE &#8211; Jo&atilde;o Paulo II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-Sinodal Ecclesia in Europa; Ef Carta aos Ef&eacute;sios;<br \/>EG &#8211; Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Evangelii Gaudium;<br \/>EN &#8211; Paulo VI, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-Sinodal Evangelii Nuntiandi; Gn Livro do G&eacute;nesis;<br \/>GS &#8211; Conc&iacute;lio Vaticano II, Constitui&ccedil;&atilde;o Pastoral Gaudium et Spes; Jo Evangelho segundo S&atilde;o Jo&atilde;o;<br \/>LG &#8211; Conc&iacute;lio Vaticano II, Constitui&ccedil;&atilde;o Dogm&aacute;tica Lumen Gentium; LS Papa Francisco, Carta enc&iacute;clica Laudato Si&rsquo;;<br \/>MM &#8211; Papa Francisco, Carta Apost&oacute;lica Misericordia et Misera; MV Papa Francisco, Bula Misericordiae Vultus;<br \/>NMI &#8211; Jo&atilde;o Paulo II, Carta Apost&oacute;lica Novo Millennium Ineunte;<br \/>PDV &#8211; Jo&atilde;o Paulo II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-Sinodal Pastores Dabo Vobis; PP Paulo VI, Carta enc&iacute;clica Populorum Progressio;<br \/>RM &#8211; Jo&atilde;o Paulo II, Carta enc&iacute;clica Redemptoris missio;<br \/>SC &#8211; Conc&iacute;lio Vaticano II, Constitui&ccedil;&atilde;o Sacrosanctum Concilium.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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