{"id":1563,"date":"2017-06-23T20:55:12","date_gmt":"2017-06-23T20:55:12","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/site\/?p=1563"},"modified":"2026-03-21T15:40:55","modified_gmt":"2026-03-21T15:40:55","slug":"catequese-a-alegria-do-encontro-com-jesus-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/catequese-a-alegria-do-encontro-com-jesus-cristo\/","title":{"rendered":"Catequese: a Alegria do encontro com Jesus Cristo"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-1562\" src=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/AlegriaEucaristia.jpg\" alt=\"AlegriaEucaristia\" width=\"300\" height=\"170\" style=\"float: right;\" srcset=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/AlegriaEucaristia.jpg 836w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/AlegriaEucaristia-300x170.jpg 300w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/AlegriaEucaristia-768x435.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>A Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa publicou a 26 de Maio de 2017 a Carta Pastoral <strong>&laquo;Catequese &ndash; a alegria do encontro com Jesus Cristo&raquo;<\/strong>.<\/p>\n<p>Esta Carta sublinha a aposta na &#8220;catequese familiar&#8221; e pede maior aten&ccedil;&atilde;o &#8220;&agrave; Sagrada Escritura&#8221; na transmiss&atilde;o da f&eacute;.<\/p>\n<p>O documento resulta da interpela&ccedil;&atilde;o que foi feita aos agentes pastorais das nossas comunidade e da comunica&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco aquando da visita <em>Ad Limina.<\/em> Seguindo a linha de pensamento de documento anteriores, como &laquo;Orienta&ccedil;&otilde;es para a Catequese Actual&raquo; ou &ldquo;Promover a renova&ccedil;&atilde;o da pastoral da Igreja em Portugal&rdquo;, esta Carta p&otilde;e o acento na a &#8220;Catequese Familiar&#8221; como &#8220;a mais completa e eficaz&#8221; na transmiss&atilde;o da f&eacute; pois &#8220;compromete pais, filhos e comunidade&#8221;.<\/p>\n<p>Os nossos bispos afirmam que &eacute; necess&aacute;rio que a renova&ccedil;&atilde;o das nossas comunidades &ldquo;passem de sinais incipientes e isolados&rdquo; e seja assumida plenamente pelas comunidades&#8221;.<\/p>\n<p>Perante as muta&ccedil;&otilde;es sociais, culturais e econ&oacute;micas, os mais novos passaram a ter necessidade de &#8220;um primeiro an&uacute;ncio&#8221; que deve desligar-se &#8220;de uma catequese mais escolar&#8221; a abra&ccedil;ar, para al&eacute;m do ensino, a &#8220;dimens&atilde;o celebrativa e orante e a pr&aacute;tica do Evangelho&#8221;.<\/p>\n<p>O episcopado, reiterando as palavras do Papa Francisco no final do Jubileu da Miseric&oacute;rdia, convida todas as comunidades crist&atilde;s a que dediquem um domingo &#8220;inteiramente &agrave; Palavra de Deus&#8221;.<\/p>\n<p>Aqui fica, na &iacute;ntegra, toda esta Carta Pastoral.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>I. NO CORA&Ccedil;&Atilde;O DA CATEQUESE<\/strong><\/p>\n<p><strong>A import&acirc;ncia do encontro<\/strong><\/p>\n<p><strong>1<\/strong>. &ldquo;No in&iacute;cio do ser crist&atilde;o n&atilde;o h&aacute; uma decis&atilde;o &eacute;tica ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que d&aacute; &agrave; vida um novo horizonte e, desta forma, um rumo decisivo&rdquo;. A afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; do Papa Bento XVI, que lhe deu especial relevo, ao inseri-la na introdu&ccedil;&atilde;o da sua primeira enc&iacute;clica, &ldquo;Deus &eacute; Amor&rdquo;, o documento program&aacute;tico do seu pontificado. Dois anos depois repetiu-a, a n&oacute;s bispos portugueses, na visita ad limina apostolorum, acrescentando: &ldquo;A evangeliza&ccedil;&atilde;o da pessoa e das comunidades depende totalmente da exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o deste encontro com Jesus Cristo&rdquo; (1). Encontro da parte de quem &eacute; evangelizado e de quem evangeliza.<\/p>\n<p>O Papa Francisco, tamb&eacute;m na introdu&ccedil;&atilde;o da Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica &ldquo;A Alegria do Evangelho&rdquo;, de car&aacute;ter igualmente program&aacute;tico, dirige-se a evangelizadores e &eacute; ainda mais interpelativo: &ldquo;Convido todo o crist&atilde;o, em qualquer lugar e situa&ccedil;&atilde;o que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decis&atilde;o de se deixar encontrar por Ele, de O procurar no dia a dia sem cessar&rdquo; (2). E retoma o tema no cap&iacute;tulo final, a&iacute; a prop&oacute;sito dos efeitos do encontro na a&ccedil;&atilde;o evangelizadora: &ldquo;N&atilde;o se pode perseverar numa evangeliza&ccedil;&atilde;o cheia de ardor se n&atilde;o se est&aacute; convencido, por experi&ecirc;ncia pr&oacute;pria, de que n&atilde;o &eacute; a mesma coisa ter conhecido Jesus ou n&atilde;o o conhecer; n&atilde;o &eacute; a mesma coisa poder escut&aacute;-l&rsquo;O ou ignorar a sua Palavra; n&atilde;o &eacute; a mesma coisa poder contempl&aacute;-l&rsquo;O, ador&aacute;-l&rsquo;O, descansar n&rsquo;Ele ou n&atilde;o o poder fazer. (&hellip;) O verdadeiro mission&aacute;rio, que n&atilde;o deixa jamais de ser disc&iacute;pulo, sabe que Jesus caminha com ele, fala com ele, respira com ele, trabalha com ele. Sente Jesus vivo com ele, no meio do compromisso mission&aacute;rio. Se uma pessoa n&atilde;o O descobre presente no cora&ccedil;&atilde;o mesmo da entrega mission&aacute;ria, depressa perde o entusiasmo e deixa de estar seguro do que transmite, faltam-lhe for&ccedil;a e paix&atilde;o. E uma pessoa que n&atilde;o est&aacute; convencida, entusiasmada, segura, enamorada, n&atilde;o convence ningu&eacute;m&rdquo; (3).<\/p>\n<p><strong>A urg&ecirc;ncia do encontro<\/strong><\/p>\n<p><strong>2<\/strong>. Tanta insist&ecirc;ncia j&aacute; &eacute; sinal de urg&ecirc;ncia &ndash; uma urg&ecirc;ncia sentida em todos os tempos, mas particularmente desde o II Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico do Vaticano, passando pelos pontificados que se lhe seguiram at&eacute; ao do Papa Francisco. Entre os motivos, o pr&oacute;prio Papa, na nossa mais recente visita ad limina, (4) real&ccedil;ou o que mais diretamente se prende com a catequese: o &ldquo;grande n&uacute;mero de adolescentes e jovens que abandonam a pr&aacute;tica crist&atilde;, depois do sacramento do Crisma&rdquo;, isto &eacute;, &ldquo;precisamente na idade em que lhe(s) &eacute; dado tomar as r&eacute;deas da vida nas suas m&atilde;os&rdquo; e depois de um longo percurso de catequese. Que isto &eacute; preocupante, j&aacute; h&aacute; muito o sent&iacute;amos. Por isso, como nos pediu o Papa, temos de perguntar-nos: &ldquo;A juventude deixa, porque assim o decide? Decide assim, porque n&atilde;o lhe interessa a oferta recebida? N&atilde;o lhe interessa a oferta, porque n&atilde;o d&aacute; resposta &agrave;s quest&otilde;es e interroga&ccedil;&otilde;es que hoje a inquietam? N&atilde;o ser&aacute; simplesmente porque, h&aacute; muito, deixou de lhe servir o vestido da Primeira Comunh&atilde;o, e mudou-o? &Eacute; poss&iacute;vel que a comunidade crist&atilde; insista em vestir-lho?&rdquo;<\/p>\n<p>Embora as perguntas incidam primariamente sobre a catequese da adolesc&ecirc;ncia, n&atilde;o podemos restringi-las a ela. Em muitas comunidades o abandono come&ccedil;a j&aacute; a seguir &agrave; Primeira Comunh&atilde;o ou &agrave; Festa da F&eacute;, isto &eacute;, dentro do percurso seguido entre n&oacute;s, depois de apenas tr&ecirc;s ou seis anos de catequese. Ali&aacute;s o pr&oacute;prio Papa, no mesmo discurso, d&aacute;-nos raz&atilde;o, ao apontar como causa, n&atilde;o os catecismos, nos quais, segundo pensa, est&aacute; &ldquo;bem apresentada a figura e a vida de Jesus&rdquo;, mas sim a dificuldade em &ldquo;encontr&aacute;-l&rsquo;O no testemunho de vida do catequista e de toda a comunidade que o envia e sustenta&rdquo;. E depois situa esse testemunho no &uacute;nico modelo de catequese realmente apto, em qualquer fase et&aacute;ria, para o encontro com Cristo: &ldquo;Ao catequista e a toda a comunidade &eacute; pedido para passar do modelo escolar ao catecumenal: n&atilde;o apenas conhecimentos cerebrais, mas encontro pessoal com Jesus Cristo, vivido em din&acirc;mica vocacional segundo a qual Deus chama e o ser humano responde&rdquo;.<\/p>\n<p>Apesar de todos os esfor&ccedil;os em contr&aacute;rio, reconhecemos que entre n&oacute;s ainda &eacute; o modelo escolar que predomina, apoiado ali&aacute;s por outros fatores: a redu&ccedil;&atilde;o da catequese a um encontro semanal, por vezes em apertados hor&aacute;rios p&oacute;s-escolares e a par ou mesmo em concorr&ecirc;ncia com atividades formativas ou recreativas talvez mais aliciantes; uma calendariza&ccedil;&atilde;o id&ecirc;ntica &agrave; da escola, com os catequizandos ausentes das maiores celebra&ccedil;&otilde;es, como as da P&aacute;scoa e do Natal, por se realizarem em tempo de f&eacute;rias; a instrumentaliza&ccedil;&atilde;o das celebra&ccedil;&otilde;es ao longo do percurso catequ&eacute;tico, incluindo a do Crisma, para segurar os catequizandos at&eacute;, uma vez crismados, deixarem a Igreja como deixam a escola; a linguagem usada, predominantemente escolar &ndash; &ldquo;matr&iacute;culas&rdquo;, &ldquo;exames&rdquo; &ldquo;aulas&rdquo;, &ldquo;alunos&rdquo; e a identifica&ccedil;&atilde;o destes por anos, como na escola.<\/p>\n<p><strong>3<\/strong>. Mas, al&eacute;m do abandono ou a par dele, h&aacute; mais raz&otilde;es para a urgente ado&ccedil;&atilde;o do modelo de catequese catecumenal. S&atilde;o elas, entre outras:<br \/>&ndash; &ldquo;A rutura na transmiss&atilde;o geracional da f&eacute; crist&atilde; no povo cat&oacute;lico&rdquo; de que fala o Papa Francisco, acrescentando como consequ&ecirc;ncias: &ldquo;&Eacute; ineg&aacute;vel que muitos se sentem desiludidos e deixam de se identificar com a tradi&ccedil;&atilde;o cat&oacute;lica, que cresceu o n&uacute;mero de pais que n&atilde;o batizam os seus filhos nem os ensinam a rezar, e que h&aacute; um certo &ecirc;xodo para outras comunidades de f&eacute;&rdquo; (5). Basta olhar para a maioria das crian&ccedil;as que entre n&oacute;s iniciam a catequese, para constatarmos como o Papa tem raz&atilde;o.<br \/>&ndash; O secularismo que penetra cada vez mais a consci&ecirc;ncia e vida das pessoas, levando-as a pensar e agir sem Deus. E isto at&eacute; em muitos que ainda se dizem crist&atilde;os, mas que tomam decis&otilde;es e adotam estilos de vida absolutamente adversos &agrave; f&eacute;. E quando Deus est&aacute; ausente, tamb&eacute;m os fundamentos antropol&oacute;gicos se diluem, perdendo-se o sentido da transcend&ecirc;ncia e da dignidade da pessoa humana.<br \/>&ndash; A degrada&ccedil;&atilde;o de fam&iacute;lias, atingidas pelo individualismo e a depend&ecirc;ncia dos meios inform&aacute;ticos, que impedem o encontro e o di&aacute;logo entre os seus membros; ou de fam&iacute;lias v&iacute;timas de desagrega&ccedil;&atilde;o e da consequente separa&ccedil;&atilde;o entre pais e entre estes e os filhos, sobretudo em casos de div&oacute;rcio.<br \/>&ndash; A globaliza&ccedil;&atilde;o, a dois n&iacute;veis: ao n&iacute;vel das redes sociais em que principalmente as gera&ccedil;&otilde;es mais jovens s&atilde;o confrontadas com in&uacute;meras informa&ccedil;&otilde;es, solicita&ccedil;&otilde;es e propostas, entre si t&atilde;o diversas e mesmo contradit&oacute;rias, que s&oacute; criam nas suas mentes e atitudes a confus&atilde;o e o relativismo que em nada favorecem uma op&ccedil;&atilde;o de f&eacute; em Deus esclarecida e convicta; e a n&iacute;vel do urbanismo, com a sua cultura prop&iacute;cia ao individualismo e pluralismo &eacute;tico, em que cada um seleciona as ideias e os comportamentos, n&atilde;o segundo o crit&eacute;rio da verdade e autenticidade, mas consoante as conveni&ecirc;ncias pessoais.<\/p>\n<p><strong>As oportunidades para o encontro<\/strong><\/p>\n<p><strong>4<\/strong>. Estes e outros fen&oacute;menos n&atilde;o s&atilde;o, por&eacute;m, apenas e em tudo negativos. S&atilde;o antes, como escreve o Papa Francisco, ocasi&otilde;es e &ldquo;motiva&ccedil;&otilde;es para um renovado impulso mission&aacute;rio&rdquo; (6), a exemplo do que aconteceu com a Igreja em outras &eacute;pocas da hist&oacute;ria bem mais adversas para ela e, sobretudo, com o pr&oacute;prio Cristo que da morte mais ignominiosa fez o auge da oferta da vida, aquele ato supremo de amor do qual nasceu e vive a Igreja.<br \/>E, de facto, das sombras referidas j&aacute; come&ccedil;am a emergir, na sociedade e na Igreja, sinais de desejo de Deus e abertura &agrave; f&eacute;, express&otilde;es de vida nova. Eis alguns exemplos:<br \/>&ndash; Genericamente, uma crescente procura de espiritualidade, o desejo mais intenso de liberdade interior (a liberdade especificamente crist&atilde;), uma dedica&ccedil;&atilde;o mais longa e frequente &agrave; solidariedade, uma renovada valoriza&ccedil;&atilde;o da mem&oacute;ria e dos sinais religiosos, um maior apre&ccedil;o pelo patrim&oacute;nio moral e art&iacute;stico do cristianismo.<br \/>&ndash; A n&iacute;vel familiar, encontramos cada vez mais fam&iacute;lias em que se preza e promove o conv&iacute;vio entre os seus membros; pais, av&oacute;s e outros encarregados de educa&ccedil;&atilde;o que se preocupam em acompanhar os filhos num desenvolvimento integral e harmonioso, esfor&ccedil;ando-se por participar e colaborar ativamente com outras institui&ccedil;&otilde;es educativas, como a escola e a Igreja.<br \/>&ndash; Num &acirc;mbito especificamente crist&atilde;o, aumenta o n&uacute;mero de adultos e jovens que (re)descobrem a f&eacute; e se empenham na miss&atilde;o, ou de crian&ccedil;as que se deixam encantar por Jesus, n&atilde;o por press&atilde;o externa, como seria em regime de cristandade, mas por uma convic&ccedil;&atilde;o de f&eacute; pessoal e livre, muitas vezes testada por um meio-ambiente adverso; como aumentam tamb&eacute;m as comunidades crist&atilde;s, mormente em meios urbanos, nas quais, contra o individualismo e o anonimato, se cultiva o conv&iacute;vio entre os seus membros, de n&iacute;veis culturais e sociais diferentes, mas unidos pela mesma f&eacute;.<br \/>Tudo isto se situa, sem d&uacute;vida, nos &ldquo;in&uacute;meros sinais da sede de Deus, do sentido &uacute;ltimo da vida, ainda que muitas vezes expressos impl&iacute;cita e negativamente&rdquo;, de que fala Bento XVI a prop&oacute;sito da desertifica&ccedil;&atilde;o espiritual que se tem apoderado da sociedade atual. &Eacute; a&iacute;, continua o mesmo Papa, que &ldquo;existe sobretudo a necessidade de pessoas de f&eacute; que, com as suas pr&oacute;prias vidas indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo viva a esperan&ccedil;a&rdquo; (7) &ndash; crist&atilde;os que, nas suas vidas, transmitam Cristo a tantas pessoas que O procuram, muitas talvez sem disso terem consci&ecirc;ncia.<\/p>\n<p><strong>Sinais de uma catequese renovada<\/strong><\/p>\n<p>5. Que esses crist&atilde;os existem entre n&oacute;s, empenhados nomeadamente na catequese, mostram-no as respostas recebidas das nossas dioceses ao documento de trabalho que lhes foi enviado para reflex&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o sinodal na elabora&ccedil;&atilde;o desta carta pastoral. A eles se devem muitos dos sinais de renova&ccedil;&atilde;o referidos nessas respostas:<br \/>&ndash; Uma compreens&atilde;o mais integral da catequese que abrange, al&eacute;m do ensino, a dimens&atilde;o celebrativa e orante e a pr&aacute;tica do Evangelho;<br \/>&ndash; A renova&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica que ajuda a relacionar a f&eacute; e a vida e a valorizar o lugar da liturgia, com realce para a Eucaristia, na forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde;;<br \/>&#8211; Iniciativas diversas para, em colabora&ccedil;&atilde;o com a catequese paroquial, envolver as fam&iacute;lias na forma&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o crist&atilde; dos filhos;<br \/>&ndash; Preocupa&ccedil;&atilde;o em conjugar a catequese com a vida das comunidades crist&atilde;s, suas c&eacute;lulas e movimentos eclesiais;<br \/>&ndash; Perfil renovado do catequista, com mais consci&ecirc;ncia da necessidade de forma&ccedil;&atilde;o permanente, tanto nos conhecimentos como na viv&ecirc;ncia da f&eacute;;<br \/>&ndash; Participa&ccedil;&atilde;o de muitos jovens, a par de adultos, no servi&ccedil;o da catequese, com os correspondentes frutos no seu crescimento crist&atilde;o;<br \/>&ndash; Intensifica&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o mission&aacute;ria da catequese, no sentido de cativar ausentes, despertando nomeadamente os pais para a sua pr&oacute;pria forma&ccedil;&atilde;o;<br \/>&ndash; Experi&ecirc;ncias reformadoras e inovadoras na catequese dos adolescentes.<br \/>S&atilde;o sinais de renova&ccedil;&atilde;o que nos enchem de alegria e esperan&ccedil;a e pelos quais damos gra&ccedil;as ao Senhor. A Ele os devemos, &agrave; sua presen&ccedil;a viva e ativa naqueles que com Ele se encontram e d&rsquo;Ele recebem o discernimento e o entusiasmo que os fazem suas testemunhas cred&iacute;veis.<br \/>Mas, confiados no mesmo Senhor, queremos ir mais al&eacute;m. Na sequ&ecirc;ncia de outros documentos por n&oacute;s publicados &ndash; a &ldquo;Carta Pastoral sobre a renova&ccedil;&atilde;o da Igreja em Portugal na fidelidade &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es do Conc&iacute;lio e &agrave;s exig&ecirc;ncias do nosso tempo&rdquo; (1984), as &ldquo;Orienta&ccedil;&otilde;es para a catequese atual&rdquo; sob o t&iacute;tulo &ldquo;Para que acreditem e tenham vida&rdquo; (2005) e, mais recentemente, a &ldquo;Nota Pastoral: Promover a renova&ccedil;&atilde;o da pastoral da Igreja em Portugal&rdquo; (2013) &ndash; queremos que a renova&ccedil;&atilde;o passe de sinais mais ou menos incipientes e isolados e seja plenamente assumida em todas as comunidades crist&atilde;s. Move-nos, como ao Ap&oacute;stolo Paulo, a firme convic&ccedil;&atilde;o de que estamos no tempo favor&aacute;vel, no dia da salva&ccedil;&atilde;o (2 Cor 6, 2) &ndash; para o encontro com Jesus Cristo, imprescind&iacute;vel para o acolhimento e o an&uacute;ncio do seu Evangelho.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>II. &Eacute; CRISTO QUE VEM AO NOSSO ENCONTRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jesus Cristo ressuscitado&hellip;<\/strong><\/p>\n<p><strong>6<\/strong>. &Eacute; como ressuscitado que Ele continua a vir ao nosso encontro, nos conquista e transforma. Como fez com as primeiras testemunhas, as oculares. Ali&aacute;s &eacute; no testemunho delas que nos fundamentamos. Por v&aacute;rias raz&otilde;es e em diversos sentidos:<br \/>Antes de mais porque s&atilde;o elas a prova mais convincente de que a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus &ndash; que se processou entre Ele e Deus e, portanto, fora do espa&ccedil;o e do tempo acess&iacute;veis aos meios humanos de investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &ndash; &ldquo;&eacute; um acontecimento real, com manifesta&ccedil;&otilde;es historicamente verificadas&rdquo; (8). H&aacute; tamb&eacute;m o sepulcro vazio. Mas &ldquo;a aus&ecirc;ncia do corpo de Cristo poderia explicar-se de outro modo&rdquo; (9). Ao passo que naqueles a quem Ele se manifestou deixou sinais da sua ressurrei&ccedil;&atilde;o na vida nova que lhes transmitiu: da mais profunda desilus&atilde;o e tristeza passaram &agrave; maior alegria e entusiasmo; de um medo paralisante, ao an&uacute;ncio mais corajoso; de mort&iacute;fero perseguidor, no caso de Paulo, ao mais incans&aacute;vel evangelizador. Tudo, diz o Ap&oacute;stolo, devido ao bem supremo, que &eacute; o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor (Fil 3, 8).<br \/>E foi assim, &ldquo;como testemunhas do Ressuscitado&rdquo;, que eles se tornaram &ldquo;as pedras do alicerce da sua Igreja&rdquo; (10). Foi do seu testemunho que ela nasceu e vive, a come&ccedil;ar pela primeira comunidade de Jerusal&eacute;m, formada a partir da prega&ccedil;&atilde;o de Pedro e modelo para as Igrejas de todos os tempos e lugares. Como nela, ainda hoje os crist&atilde;os s&atilde;o ou devem ser ass&iacute;duos ao ensino dos Ap&oacute;stolos, &agrave; comunh&atilde;o fraterna, &agrave; fra&ccedil;&atilde;o do p&atilde;o e &agrave;s ora&ccedil;&otilde;es (At 2, 42). Atividades em que o Ressuscitado vem igualmente ao nosso encontro, para d&rsquo;Ele, com Ele e para Ele vivermos.<br \/>Ali&aacute;s muitas das suas apari&ccedil;&otilde;es est&atilde;o decalcadas nessas atividades. Desde logo o dia em que se deram: sobretudo o primeiro dia da semana (Mt 28, 1; Lc 24, 1; Jo 20, 1.19), que, por isso e ainda durante a forma&ccedil;&atilde;o do Novo Testamento, passou a ser chamado Dia do Senhor ou Domingo (Ap 1, 10), festejado com a celebra&ccedil;&atilde;o da Eucaristia (cf. At 20, 7) e a partilha de bens, pr&oacute;pria da comunh&atilde;o fraterna (cf. 1 Cor 16, 2). E foi em contexto eucar&iacute;stico que Ele se manifestou aos disc&iacute;pulos junto do lago de Tiber&iacute;ades (cf. Jo 21, 9-13); e de modo ainda mais evidente aos dois de Ema&uacute;s que o reconheceram, ao partir do p&atilde;o (Lc 24, 30.31.35); mas j&aacute; antes, diziam eles, ardia c&aacute; dentro o nosso cora&ccedil;&atilde;o, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras (Lc 24, 32). Um esquema que perdura at&eacute; hoje, na celebra&ccedil;&atilde;o da Missa, com a liturgia da palavra e a eucar&iacute;stica.<\/p>\n<p><strong>7<\/strong>. Mas o Ressuscitado que, desses e de outros modos, vem ao nosso encontro, &eacute; tamb&eacute;m o Crucificado &ndash; aquele que, na morte, Deu a sua vida por n&oacute;s (1 Jo 3, 16).<br \/>Morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus s&atilde;o duas partes do mesmo acontecimento, numa indissoci&aacute;vel interdepend&ecirc;ncia: n&atilde;o tanto e apenas porque a morte &eacute; condi&ccedil;&atilde;o natural para a ressurrei&ccedil;&atilde;o, mas sobretudo porque foi o modo como Jesus enfrentou a morte que levou Deus a ressuscit&aacute;-l&rsquo;O. Dito por S. Paulo: Porque Ele, depois de encarnar, se humilhou ainda mais, obedecendo at&eacute; &agrave; morte e morte de cruz, por isso Deus O exaltou e lhe deu um nome que est&aacute; acima de todos os nomes (Fil 2, 8-9).<br \/>A exalta&ccedil;&atilde;o (como dimens&atilde;o gloriosa da ressurrei&ccedil;&atilde;o) deve-se, pois, &agrave; obedi&ecirc;ncia ou entrega a Deus, &agrave;quele Deus que amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unig&eacute;nito, para que todo o homem que acredita n&rsquo;Ele n&atilde;o pere&ccedil;a, mas tenha a vida eterna (Jo 3, 16), o Deus que nem sequer poupou o pr&oacute;prio Filho, mas O entregou por todos n&oacute;s (Rom 8, 32). O pr&oacute;prio Jesus interpreta a sua morte como auge desse amor: Ningu&eacute;m tem maior amor do que aquele que d&aacute; a vida pelos amigos (Jo 15, 13). E por isso a sua morte j&aacute; &eacute; para Ele exalta&ccedil;&atilde;o: Quando eu for elevado da terra atrairei todos a mim (Jo 12, 32; cf. 3, 14; 8, 28). A eleva&ccedil;&atilde;o de que fala &eacute;, simultaneamente, a da cruz e a da gl&oacute;ria; e a atra&ccedil;&atilde;o universal &eacute; a de um amor extremo e irresist&iacute;vel. Quem se n&atilde;o deixa atrair por algu&eacute;m que d&aacute; totalmente a vida por todos n&oacute;s?!<br \/>E foi assim, como crucificado e ressuscitado, que Ele se manifestou. Aos disc&iacute;pulos, fechados em casa com medo dos judeus, apresentou-se no meio deles (&hellip;) e mostrou-lhes as m&atilde;os e o lado (Jo 20, 19-20; cf. Lc 24, 39): as m&atilde;os que lhe tinham cravado na cruz; e o peito que, j&aacute; morto, tinha sido trespassado pela lan&ccedil;a do soldado e do qual logo saiu sangue e &aacute;gua (Jo 19, 34), os &uacute;ltimos restos de vida. Gestos que, oito dias depois, repete diante do incr&eacute;dulo Tom&eacute; e perante os quais ele se rende, com a confiss&atilde;o de f&eacute;: Meu Senhor e meu Deus! (Jo 20, 28).<\/p>\n<p><strong>8<\/strong>. Mas h&aacute; outros sinais do mesmo amor do Crucificado comunicado enquanto Ressuscitado. Desde logo a iniciativa das apari&ccedil;&otilde;es e a sua consequente gratuidade: n&atilde;o s&atilde;o os disc&iacute;pulos que O procuram; &eacute; Ele que vai ao seu encontro e de um modo para eles totalmente inesperado e imerecido. Assim aconteceu com os dois que, frustrados e tristes, abandonavam Jerusal&eacute;m e regressavam a Ema&uacute;s: foi Jesus que se aproximou deles e se p&ocirc;s com eles a caminho (Lc 24, 15).<br \/>E a Pedro: foi Ele que lhe apareceu (&agrave; letra, se deu a ver, Lc 24, 34) &ndash; ao mesmo Sim&atilde;o Pedro que antes O tinha renegado tr&ecirc;s vezes e a quem, talvez por isso, exigiu uma tr&iacute;plice declara&ccedil;&atilde;o de amor, antes de o enviar a apascentar a sua Igreja, como mediador do amor e perd&atilde;o manifestado na cruz (cf. Jo 21, 15-17; 20, 23).<br \/>O caso mais extremo &eacute; o de Paulo, que, no seu dizer, foi alcan&ccedil;ado por Cristo Jesus (Fil 3, 12), precisamente quando, na pessoa dos seus disc&iacute;pulos, perseguia a Igreja de Deus. Por isso, confessa ele, n&atilde;o sou digno de ser chamado ap&oacute;stolo. E acrescenta: Mas, pela gra&ccedil;a de Deus, sou aquilo que sou, e a gra&ccedil;a que Ele me deu n&atilde;o foi in&uacute;til. Pelo contr&aacute;rio, tenho trabalhado mais que todos eles; n&atilde;o eu, mas a gra&ccedil;a de Deus que est&aacute; comigo (1 Cor 15, 9-10). Isto &eacute;, Paulo passou a estar possu&iacute;do pela mesma gra&ccedil;a, o mesmo amor com que Cristo o converteu e desde ent&atilde;o nele atua, como seu ap&oacute;stolo.<br \/>Outro modo de o Ressuscitado exprimir esse amor &eacute; pelo nome, identificativo da pessoa. Quem ama procura tratar pelo nome a pessoa amada. Assim aconteceu com Maria Madalena em busca do corpo de Jesus e a falar com Ele, mas pensando tratar-se do jardineiro. &laquo;Maria!&raquo; &ndash; diz-lhe Ele (Jo 20, 16). S&oacute; ent&atilde;o ela O reconhece: ao sentir-se por Ele amada, com o amor que, desde a cruz, O identifica ainda mais e que Ele atualiza para com ela, chamando-a pelo nome.<br \/>O mesmo fez com Paulo, ao interpel&aacute;-lo: Sa&uacute;l, Sa&uacute;l, porque me persegues? (At 9, 4; 22, 7; 26, 14). Neste caso o amor &eacute; ainda maior: &eacute; a um inimigo, como os que O tinham crucificado. Por isso o chama pelo nome hebraico e na vers&atilde;o hebraica que mais assim o identifica (em grego seria &ldquo;Saulo&rdquo;). Como o pr&oacute;prio escreve, ele perseguia a Cristo por ser fariseu e, como tal, extremamente zeloso das tradi&ccedil;&otilde;es dos meus pais (Fil 3, 5; Gal 1, 14).<br \/>Temos, enfim, a fra&ccedil;&atilde;o do p&atilde;o no termo da caminhada do Ressuscitado com os disc&iacute;pulos de Ema&uacute;s, quando Ele se p&ocirc;s &agrave; mesa, tomou o p&atilde;o, recitou a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o, partiu-o e entregou-lho (Lc 24, 30). Qualquer leitor crist&atilde;o associa a estes gestos as palavras que, desde a &uacute;ltima Ceia at&eacute; &agrave;s celebra&ccedil;&otilde;es eucar&iacute;sticas atuais, os completam e lhes d&atilde;o sentido: &ldquo;Isto &eacute; o meu Corpo, que ser&aacute; entregue por v&oacute;s&rdquo;; &ldquo;Este &eacute; o c&aacute;lice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna alian&ccedil;a, que ser&aacute; derramado por v&oacute;s e por todos, para remiss&atilde;o dos pecados&rdquo;. Diz o Papa Bento XVI, a prop&oacute;sito destas palavras de Jesus: &ldquo;Ao fazer do p&atilde;o o seu Corpo e do vinho o seu Sangue, Ele antecipa a morte, aceita-a no seu &iacute;ntimo e transforma-a numa a&ccedil;&atilde;o de amor. Aquilo que exteriormente &eacute; viol&ecirc;ncia brutal &ndash; a crucifix&atilde;o &ndash; torna-se interiormente um gesto de amor que se doa totalmente&rdquo; (11).<br \/>E porque os dois se viram assim por Ele amados, por isso nesse momento se lhes abriram os olhos e O reconheceram&hellip; E partiram imediatamente de regresso a Jerusal&eacute;m, para levarem aos Onze e aos que estavam com eles o testemunho da experi&ecirc;ncia recebida, o feliz an&uacute;ncio do Ressuscitado (Lc 24, 31.33.35).<\/p>\n<p><strong>A centralidade do querigma<\/strong><\/p>\n<p><strong>9<\/strong>. A rea&ccedil;&atilde;o destes dois disc&iacute;pulos &eacute; id&ecirc;ntica &agrave; das restantes testemunhas. Tamb&eacute;m Maria Madalena foi anunciar aos disc&iacute;pulos: Vi o Senhor. E eles a Tom&eacute;: Vimos o Senhor (Jo 20, 18.25). E Paulo, apenas batizado por Ananias e ainda em Damasco, come&ccedil;ou logo a proclamar nas sinagogas que Jesus era o Filho de Deus (At 9, 20). De resto, no final de todos os quatro Evangelhos, Jesus despede-se dos disc&iacute;pulos com um mandato semelhante ao de Lc 24, 46-48: Assim est&aacute; escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perd&atilde;o dos pecados a todas as na&ccedil;&otilde;es, come&ccedil;ando por Jerusal&eacute;m. V&oacute;s sois testemunhas de todas estas coisas.<br \/>A testemunha tem habitualmente um conhecimento emp&iacute;rico, vivenciado do que fala &ndash; um conhecimento que at&eacute; pode ser determinante para o seu pr&oacute;prio ser e agir e nele se refletir, tratando-se sobretudo de uma experi&ecirc;ncia do sagrado, como &eacute; o encontro com Jesus Cristo Senhor. Era o caso dos Ap&oacute;stolos Pedro e Jo&atilde;o, depois de curarem um paral&iacute;tico, em nome de Jesus Cristo Nazareno (At 3, 6), e a concluir, perante o Sin&eacute;drio, o an&uacute;ncio da morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo Jesus: E n&oacute;s somos testemunhas destes factos, n&oacute;s e o Esp&iacute;rito Santo que Deus tem concedido &agrave;queles que lhe obedecem (At 5, 32). O Esp&iacute;rito de que falam, fora-lhes infundido pelo Ressuscitado (cf. Jo 20, 22; At 2, 33); e este passou, desde ent&atilde;o, a estar de tal modo presente neles, que os torna mediadores da sua salva&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o suas testemunhas pela a&ccedil;&atilde;o e pela palavra. Quem os capacitou para a cura &eacute; o mesmo que anunciam pela palavra.<br \/>O mesmo diz e faz o Ap&oacute;stolo Paulo ao apresentar-se como ministro da reconcilia&ccedil;&atilde;o, no contexto da sua convers&atilde;o e voca&ccedil;&atilde;o: O mesmo Deus, que em Cristo reconcilia o mundo consigo, tamb&eacute;m por Cristo nos reconciliou consigo e nos confiou o minist&eacute;rio da reconcilia&ccedil;&atilde;o, (&hellip;) confiando-nos a palavra da reconcilia&ccedil;&atilde;o &ndash; a palavra que ele transmite como embaixador de Cristo e com Deus a exortar por meio dele: N&oacute;s vos pedimos em nome de Cristo: deixai-vos reconciliar com Deus (2 Cor 5, 18-20). Transmite a reconcilia&ccedil;&atilde;o que Deus, em Cristo crucificado, fez com toda a humanidade e com o pr&oacute;prio, quando o mesmo Cristo lhe apareceu, capacitando-o desse modo, para ser mediador dessa reconcilia&ccedil;&atilde;o. Encarnou assim a mensagem que passou a anunciar; e anuncia-a, encarnada na sua pr&oacute;pria vida, no exerc&iacute;cio do seu minist&eacute;rio.<\/p>\n<p><strong>10<\/strong>. E a isso &eacute; que ele atribui muito do poder persuasivo, da efic&aacute;cia da mensagem. Por exemplo, em Corinto, onde &ndash; como ele recorda em 1 Cor 2, 2-5 &ndash; me apresentei diante de v&oacute;s, cheio de fraqueza e de temor e a tremer deveras. Mas foi por isso que eles acreditaram: por verem, ao vivo, no estado lastimoso do Ap&oacute;stolo, o Evangelho que anunciava &ndash; Jesus Cristo crucificado e, ao mesmo tempo, a poderosa manifesta&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito, o mesmo Esp&iacute;rito que levara Cristo a vencer a morte e agora leva o Ap&oacute;stolo a dar-se com semelhante intensidade.<br \/>&Eacute; que o amor fortalece-se, quando provado pelo sofrimento. Torna-se mais naquele amor que tudo desculpa, tudo cr&ecirc;, tudo espera, tudo suporta e, por isso, n&atilde;o acaba nunca, escreve ele no hino &agrave; caridade da mesma carta (1 Cor 13, 7-8). E isto, a prop&oacute;sito da Igreja, antes apresentada como um corpo em que os membros, com diferentes fun&ccedil;&otilde;es, se completam e unem no mesmo Esp&iacute;rito, no mesmo Senhor (Jesus) e no mesmo Deus (1 Cor 12, 4-5). Por isso lhe chama corpo de Cristo (1 Cor 12, 27), isto &eacute;, uma comunidade em que Cristo atua e se manifesta &ndash; com o seu amor ilimitado e na comunh&atilde;o eclesial que dele nasce e vive.<br \/>Que esta comunh&atilde;o tinha e tem um enorme potencial evangelizador e atrativo, pode ver-se na primeira comunidade de Jerusal&eacute;m: porque todos os que haviam abra&ccedil;ado a f&eacute; viviam unidos e tinham tudo em comum (&hellip;), todos os dias frequentavam o templo, como se tivessem uma s&oacute; alma, e partiam o p&atilde;o em suas casas (&hellip;), por isso gozavam da simpatia de todo o povo, e o Senhor aumentava todos os dias o n&uacute;mero dos que deviam salvar-se (At 2, 44-47).<\/p>\n<p><strong>11<\/strong>. &Eacute; neste alargado contexto querigm&aacute;tico que pode e deve situar-se tamb&eacute;m a catequese, na dimens&atilde;o em que dela escreve o Papa Francisco: &ldquo;Uma catequese querigm&aacute;tica&rdquo; (12).<br \/>Trata-se do primeiro an&uacute;ncio enquanto, no seu dizer, &ldquo;tamb&eacute;m na catequese tem um papel fundamental&rdquo;. Por isso, continua o Papa, ele se chama &laquo;primeiro&raquo;: n&atilde;o no sentido de que &ldquo;se situa no princ&iacute;pio e, em seguida, se esquece ou substitui por outros conte&uacute;dos que o superam&rdquo;; mas &ldquo;em sentido qualitativo, porque &eacute; o an&uacute;ncio principal, aquele que se tem de voltar a ouvir sempre de diferentes maneiras e aquele que se tem de voltar a anunciar sempre, de uma forma ou de outra, durante a catequese, em todas as suas etapas e momentos&rdquo;. Tem, nomeadamente, de voltar a ressoar sempre &ldquo;na boca do catequista (&hellip;): &laquo;Jesus Cristo ama-te, deu a sua vida para te salvar, e agora vive contigo todos os dias para te iluminar, fortalecer, libertar&raquo;&rdquo; (13).<br \/>&Eacute; que, explica o Papa, &ldquo;toda a forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde; &eacute;, primariamente, o aprofundamento do querigma que se vai, cada vez mais e melhor, fazendo carne, que nunca deixa de iluminar a tarefa catequ&eacute;tica e permite compreender adequadamente o sentido de qualquer tema que se desenvolve na catequese. &Eacute; o an&uacute;ncio que d&aacute; resposta ao anseio de infinito que existe em todo o cora&ccedil;&atilde;o humano&rdquo; (14).<\/p>\n<p><strong>12<\/strong>. Isto significa, antes de mais, que a catequese se n&atilde;o pode reduzir &agrave; transmiss&atilde;o de conte&uacute;dos doutrinais, como no modelo escolar. A transmiss&atilde;o tem de fazer-se de modo vivenciado, inserida no encontro com Jesus Cristo. De resto, todo o encontro de catequese tem de ser encontro com Ele. Porque &eacute; Ele quem, vindo ao nosso encontro, nos pode despertar para a f&eacute;, uma f&eacute; que atinja todo o nosso ser: a cabe&ccedil;a, o cora&ccedil;&atilde;o e as m&atilde;os, que, segundo o Papa Francisco, necessariamente se correlacionam: a cabe&ccedil;a para &ldquo;pensar o que se sente e o que se faz&rdquo;; o cora&ccedil;&atilde;o para &ldquo;sentir o que se pensa e o que se faz&rdquo;; e as m&atilde;os para &ldquo;fazer o que se sente e se pensa&rdquo; (15).<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>III. LUGARES DO ENCONTRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>A Igreja<\/strong><\/p>\n<p><strong>13<\/strong>. Que a Igreja, como comunidade de crentes, &eacute; o lugar por excel&ecirc;ncia para encontrar Jesus Cristo, pode ver-se j&aacute; na voca&ccedil;&atilde;o dos seus dois primeiros disc&iacute;pulos, descrita em Jo 1, 35-39. O impulso parte de Jo&atilde;o Batista, de quem at&eacute; ent&atilde;o eram disc&iacute;pulos: Vendo Jesus a passar, diz: &laquo;Eis o Cordeiro de Deus&raquo;. E quando os dois j&aacute; O seguem, Jesus pergunta-lhes: &laquo;Que procurais?&raquo; Resposta deles: &laquo;Rabi (&hellip;), onde moras?&raquo; Sabendo j&aacute; quem Ele &eacute;, s&oacute; a morada lhes interessa. E, a convite de Jesus, foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Com este pormenor: Era por volta das quatro horas da tarde. Que morada &eacute; esta? E a que se refere a hora?<br \/>A resposta chega-nos da &uacute;ltima Ceia, em que Jesus prepara os disc&iacute;pulos para o tempo posterior &agrave; sua morte, o tempo da Igreja. Contra o medo de ficarem s&oacute;s, assegura-lhes que na casa de meu Pai h&aacute; muitas moradas, nas quais lhes vai preparar um lugar, e promete-lhes: ent&atilde;o virei novamente para vos levar comigo para que onde eu estou estejais v&oacute;s tamb&eacute;m (Jo 14, 2.3). Que essa morada n&atilde;o &eacute; somente a celeste, v&ecirc;-se pela repeti&ccedil;&atilde;o da promessa: Quem me ama guardar&aacute; a minha palavra e meu Pai o amar&aacute;; n&oacute;s viremos a ele e faremos nele a nossa morada (Jo 14, 23). Esta vinda dar-se-&aacute; atrav&eacute;s do Esp&iacute;rito Santo Par&aacute;clito (cf. Jo 14, 26), que Ele, ressuscitado, de facto lhes transmite, capacitando-os, a eles e a todos os crentes, para o amor obtido pelo perd&atilde;o (cf. Jo 20, 22-23) &ndash; o amor fraterno que nos identifica como seus disc&iacute;pulos e nos une na sua Igreja (cf. Jo 13, 35; 17, 20-23).<br \/>Quer isto dizer que as quatro horas da tarde, em que os primeiros disc&iacute;pulos entraram na morada de Jesus, apontam possivelmente para a hora a seguir &agrave; da sua morte (16) &ndash; a hora em que do seu peito, trespassado pela lan&ccedil;a do soldado, saiu sangue e &aacute;gua (Jo 19, 34), tradicionalmente relacionados com o Batismo e a Eucaristia, de que vive a Igreja. Da&iacute; a afirma&ccedil;&atilde;o, com base nisso, de que a Igreja come&ccedil;ou e cresceu &ldquo;pelo sangue e pela &aacute;gua sa&iacute;dos do lado aberto de Jesus crucificado&rdquo; (17). De facto, &eacute; nela que Jesus Cristo vem ao nosso encontro, tal como Jo&atilde;o Batista no-lo apresenta: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1, 29) &ndash; isto na Eucaristia, memorial do amor infinito manifestado na sua morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>14<\/strong>. Por isso, &eacute; sobretudo a&iacute;, &ldquo;no santo Sacrif&iacute;cio da Missa&rdquo; e &ldquo;principalmente sob as esp&eacute;cies eucar&iacute;sticas&rdquo;, que Ele est&aacute; presente (18). Mas, dentro ou fora da celebra&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica, Ele &ldquo;est&aacute; presente na sua Igreja de m&uacute;ltiplos (outros) modos: na sua Palavra, na ora&ccedil;&atilde;o da Igreja, onde dois ou tr&ecirc;s est&atilde;o reunidos em meu nome (Mt 18, 20), nos pobres, nos doentes, nos prisioneiros (cf. Mt 25, 31-46), nos seus sacramentos, dos quais &eacute; o autor (&hellip;) e na pessoa do ministro&rdquo; (19).<br \/>Vejamos como, em alguns desses lugares, podemos encontrar-nos com Ele.<\/p>\n<p><strong>A palavra da Escritura<\/strong><\/p>\n<p><strong>15<\/strong>. Que &ldquo;todas as Escrituras (a Lei, os Profetas e os Salmos) se cumpriram em Cristo&rdquo; (20), de tal modo que, como diz S. Jer&oacute;nimo, &ldquo;desconhecer as divinas Escrituras &eacute; desconhecer Cristo&rdquo; (21), v&ecirc;-se ainda, entre inumer&aacute;veis exemplos, na sua apresenta&ccedil;&atilde;o como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Tudo indica que se inspira no Cordeiro pascal, do livro do &Ecirc;xodo, e no Servo de Deus, do livro de Isa&iacute;as: na cruz, Jesus foi realmente o Servo que suportou as nossas enfermidades e tomou sobre si as nossas dores (&hellip;), como cordeiro levado ao matadouro (Is 53, 4.7; cf. v. 11); e foi o Cordeiro pascal do qual se diz: nenhum osso lhe ser&aacute; quebrado (Ex 12, 46 citado em Jo 19, 36). E na medida em que, como nosso cordeiro pascal, foi imolado (1 Cor 5, 7), assim nos libertou da escravid&atilde;o do pecado e continua a libertar, designadamente pela Sagrada Escritura que d&rsquo;Ele fala e em que Ele nos fala.<\/p>\n<p><strong>16<\/strong>. Esta &eacute; uma das caracter&iacute;sticas da B&iacute;blia que, para n&oacute;s crentes, a distingue de qualquer outro livro: &ldquo;As Sagradas Escrituras cont&ecirc;m a Palavra de Deus e, por serem inspiradas, s&atilde;o verdadeiramente Palavra de Deus&rdquo;. Ou ainda, pela mesma raz&atilde;o: &ldquo;Nos Livros Sagrados, o Pai que est&aacute; nos C&eacute;us vem carinhosamente ao encontro dos seus filhos, para conversar com eles&rdquo; (22). Isto &eacute;, ao lermos ou escutarmos os textos b&iacute;blicos, nesse preciso momento est&aacute; Deus a falar-nos, o mesmo Deus que inspirou os autores humanos, fazendo suas &ndash; isto &eacute;, sagradas &ndash; as obras por eles escritas, e nelas se comunica. Da&iacute; a efic&aacute;cia que o texto b&iacute;blico tem &ndash; desde que lido ou escutado &ldquo;segundo o Esp&iacute;rito que habita na Igreja&rdquo;, (23) o mesmo Esp&iacute;rito que o inspirou.<br \/>Para isso &eacute; necess&aacute;rio cuidar do ambiente em que &eacute; feita a leitura, sobretudo pela ora&ccedil;&atilde;o, como ali&aacute;s acontece nas celebra&ccedil;&otilde;es lit&uacute;rgicas; ou nos encontros de catequese, por norma centrados num ou mais textos b&iacute;blicos; ou na lectio divina ou leitura orante, pessoal ou comunit&aacute;ria, especialmente prop&iacute;cia para &ldquo;criar o encontro com Cristo, Palavra divina viva&rdquo; (24); ou em express&otilde;es de piedade popular, como a Via-Sacra e o Ros&aacute;rio, em que cada esta&ccedil;&atilde;o e cada mist&eacute;rio s&atilde;o introduzidos por uma leitura b&iacute;blica.<\/p>\n<p><strong>17<\/strong>. Com tudo isso nos congratulamos, mas &eacute; preciso mais. Uma regular leitura da B&iacute;blia ainda n&atilde;o entrou nos h&aacute;bitos de muitos crist&atilde;os, mesmo daqueles que, na catequese da inf&acirc;ncia, dedicaram todo um ano a conhec&ecirc;-la.<br \/>Por isso assumimos o desejo do Papa Francisco expresso no final do Ano Santo da Miseric&oacute;rdia: &ldquo;Que cada comunidade pudesse, num domingo do Ano Lit&uacute;rgico, renovar o compromisso em prol da difus&atilde;o, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura: um domingo dedicado inteiramente &agrave; Palavra de Deus, para compreender a riqueza inesgot&aacute;vel que prov&eacute;m daquele di&aacute;logo constante de Deus com o seu povo&rdquo; (25).<br \/>E sugerimos, como data, o domingo em que nas nossas comunidades crist&atilde;s se celebra a Festa da Palavra conclusiva do ano catequ&eacute;tico dedicado &agrave; Sagrada Escritura (com o t&iacute;tulo: Tens Palavras de Vida Eterna, de Jo 6, 68). Para as crian&ccedil;as em festa ser&aacute; um meio de se sentirem ainda mais integradas na comunidade: na medida em que esta acolhe o seu testemunho evangelizador acerca da experi&ecirc;ncia que fizeram com a Palavra de Deus e, desse modo, as incentiva a continuarem a ler a B&iacute;blia, dentro e fora da catequese. E isto integrado na celebra&ccedil;&atilde;o em que deve ser maior a comunh&atilde;o da comunidade, porque proveniente do encontro pessoal de cada um com Jesus Cristo no sacramento em que &eacute; mais viva a sua presen&ccedil;a.<\/p>\n<p><strong>A Eucaristia<\/strong><\/p>\n<p><strong>18<\/strong>. Se falamos aqui apenas deste sacramento, &eacute; sobretudo por ele ser, segundo S. Tom&aacute;s de Aquino, &ldquo;o sacramento dos sacramentos&rdquo; (26). No II Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico do Vaticano explicou-se porqu&ecirc;: por ser &ldquo;fonte e cume de toda a vida crist&atilde;&rdquo; (27). Isto &eacute;, &ldquo;todos os outros sacramentos (&hellip;), bem como todos os minist&eacute;rios eclesi&aacute;sticos e obras de apostolado est&atilde;o unidos com a Eucaristia e a ela se ordenam&rdquo;, j&aacute; que &ldquo;na Sagrada Eucaristia est&aacute; contido todo o bem espiritual da Igreja, isto &eacute;, o pr&oacute;prio Cristo, nossa P&aacute;scoa&rdquo; (28).<br \/>E a melhor express&atilde;o de &ldquo;Cristo, nossa P&aacute;scoa&rdquo; est&aacute; no modo como nos &eacute; apresentado antes de o comungarmos: Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. S&atilde;o palavras que, como j&aacute; vimos, resumem o mist&eacute;rio pascal de Cristo, em que Ele consumou a obra salv&iacute;fica para a qual fora enviado pelo Pai (cf. Jo 19, 30). Baseando-se nas par&aacute;bolas de Jesus sobre a miseric&oacute;rdia de Deus (Lc 15), diz o Papa Bento XVI que &ldquo;na sua morte na cruz, cumpre-se aquele virar-se de Deus contra si pr&oacute;prio, com o qual Ele se entrega para levantar o ser humano e salv&aacute;-lo &ndash; o amor na sua forma mais radical. No mist&eacute;rio pascal, realizou-se verdadeiramente a nossa liberta&ccedil;&atilde;o do mal e da morte&rdquo; (29).<br \/>Mas aquelas palavras resumem tamb&eacute;m o mist&eacute;rio celebrado na Eucaristia, que Jesus instituiu na festa da P&aacute;scoa judaica, centrada no Cordeiro Pascal. Sobre isso diz ainda Bento XVI: &ldquo;Jesus &eacute; o verdadeiro Cordeiro pascal, que se ofereceu espontaneamente a si mesmo em sacrif&iacute;cio por n&oacute;s, realizando assim a nova e eterna alian&ccedil;a. A Eucaristia cont&eacute;m nela esta novidade radical, que nos &eacute; oferecida em cada celebra&ccedil;&atilde;o&rdquo; (30).<\/p>\n<p><strong>19<\/strong>. &Eacute; este amor t&atilde;o radical que, no seu memorial eucar&iacute;stico, mais nos atrai, fascina e conquista. &Eacute; ent&atilde;o que olhamos para Aquele que trespassaram (Jo 19, 37), contemplando-O e adorando-O no amor em que todo Ele se nos d&aacute;, ao entregar o seu Corpo e derramar o seu Sangue por n&oacute;s e por todos. Uma adora&ccedil;&atilde;o silenciosa de que irrompe a exclama&ccedil;&atilde;o de f&eacute;: &ldquo;Anunciamos Senhor a vossa morte, proclamamos a vossa ressurrei&ccedil;&atilde;o. Vinde, Senhor Jesus!&rdquo; Ou depois nos conduz ao &ldquo;&Aacute;men&rdquo;, a express&atilde;o da f&eacute; com que, antes de O comungarmos, respondemos &agrave; apresenta&ccedil;&atilde;o do seu &ldquo;Corpo&rdquo; &ndash; o Corpo antes entregue por n&oacute;s.<br \/>&Eacute; neste sentido que deve entender-se a &ldquo;participa&ccedil;&atilde;o plena, consciente e ativa&rdquo; nas celebra&ccedil;&otilde;es lit&uacute;rgicas em que insiste o II Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico do Vaticano (31). E n&atilde;o &ndash; como por vezes se pensa, sobretudo tratando-se de crian&ccedil;as &ndash; no sentido de uma &ldquo;mera atividade exterior durante a celebra&ccedil;&atilde;o&rdquo;. N&atilde;o: &ldquo;A participa&ccedil;&atilde;o ativa desejada pelo Conc&iacute;lio deve ser entendida (&#8230;) a partir de uma maior consci&ecirc;ncia do mist&eacute;rio que &eacute; celebrado e da sua rela&ccedil;&atilde;o com a vida quotidiana&rdquo; (32). E de facto &eacute; isso que o Conc&iacute;lio recomenda: que os fi&eacute;is &ldquo;sejam instru&iacute;dos pela palavra de Deus, se alimentem &agrave; mesa do Corpo do Senhor, deem gra&ccedil;as a Deus; oferecendo a h&oacute;stia imaculada, n&atilde;o s&oacute; pelas m&atilde;os dos sacerdotes mas tamb&eacute;m em uni&atilde;o com ele, aprendam a oferecer-se a si mesmos e, por Cristo Mediador, dia ap&oacute;s dia, sejam consumados na unidade com Deus e entre si&rdquo; (33).<\/p>\n<p><strong>20<\/strong>. Com isto j&aacute; estamos a falar tamb&eacute;m das repercuss&otilde;es e efeitos deste sacramento na nossa vida pessoal e comunit&aacute;ria. Entre as que mais nos situam no encontro com Jesus Cristo, est&atilde;o:<br \/>&ndash; No &acirc;mbito da rela&ccedil;&atilde;o entre a celebra&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica e a adora&ccedil;&atilde;o, pessoal ou comunit&aacute;ria, como &ldquo;prolongamento vis&iacute;vel da celebra&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica, a qual, em si mesma, &eacute; o maior ato de adora&ccedil;&atilde;o da Igreja&rdquo; (34). Alegra-nos que esteja a crescer o apre&ccedil;o por ela, inclusivamente da parte de crian&ccedil;as e jovens: apre&ccedil;o sobretudo pelo sil&ecirc;ncio que, em altern&acirc;ncia com a palavra, t&atilde;o prop&iacute;cio &eacute; para a intimidade do encontro com o Senhor.<br \/>&ndash; Em sentido intraeclesial, a constru&ccedil;&atilde;o da igreja: &ldquo;Os que recebem a Eucaristia est&atilde;o mais estreitamente unidos a Cristo. Por ela, Cristo une todos os fi&eacute;is num s&oacute; Corpo: a Igreja&rdquo; &ndash; cuja primeira finalidade &eacute; &ldquo;ser sacramento da uni&atilde;o &iacute;ntima do homem com Deus&rdquo; (35).<br \/>&ndash; Em perspetiva extra-eclesial, a evangeliza&ccedil;&atilde;o: &ldquo;Com efeito, n&atilde;o podemos reservar para n&oacute;s o amor que celebramos neste sacramento: por sua natureza, pede para ser comunicado a todos. Aquilo de que o mundo tem necessidade &eacute; do amor de Deus, &eacute; de encontrar Cristo e acreditar n&rsquo;Ele&rdquo; (36) &ndash; com a f&eacute; que atua pela caridade (Gal 5, 6).<\/p>\n<p><strong>A viv&ecirc;ncia da caridade<\/strong><\/p>\n<p><strong>21<\/strong>. Segundo o Papa Bento XVI, a pr&aacute;tica da caridade na igreja &ldquo;pertence tanto &agrave; sua ess&ecirc;ncia como o servi&ccedil;o dos sacramentos e o an&uacute;ncio do evangelho.&rdquo; Mais: &ldquo;S&atilde;o deveres que se reclamam mutuamente, n&atilde;o podendo um ser separado dos outros&rdquo; (37).<br \/>&Eacute; que tamb&eacute;m a caridade nasce e se nutre de Cristo, do encontro pessoal com Ele, naquele supremo ato de doa&ccedil;&atilde;o em que se tornou o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. E porque nos &eacute; assim apresentado na Eucaristia, por isso Ele a&iacute; nos arrasta e envolve &ldquo;na din&acirc;mica da sua doa&ccedil;&atilde;o&rdquo; (38).<br \/>Uma doa&ccedil;&atilde;o que se exprime, j&aacute; na celebra&ccedil;&atilde;o, pelo gesto da paz, mas que tem de alargar-se a toda a nossa vida. Da&iacute; que, a seguir a esse gesto, O invoquemos por tr&ecirc;s vezes com o mesmo t&iacute;tulo, pedindo-lhe que tenha piedade de n&oacute;s e nos d&ecirc; a paz &ndash; aquela paz que Ele prometeu na &uacute;ltima Ceia (cf. Jo 14, 27) e transmitiu depois de glorificado na tr&iacute;plice sauda&ccedil;&atilde;o: A paz esteja convosco! (Jo 20, 19.21.26); uma paz diferente daquela que d&aacute; o mundo (Jo 14, 27), porque radicada no perd&atilde;o e na reconcilia&ccedil;&atilde;o (cf. Jo 20, 23), imposs&iacute;veis sem o poder do amor. E se, por isso, Cristo &eacute; a nossa paz (Ef 2, 14), podemos tamb&eacute;m dizer d&rsquo;Ele o que proclamamos sobre Deus: onde h&aacute; caridade verdadeira, a&iacute; habita Ele. Tanto mais que, como diz S. Agostinho, &ldquo;se v&ecirc;s a caridade, v&ecirc;s a Trindade&rdquo;(39).<\/p>\n<p><strong>22<\/strong>. Nesse sentido &ndash; &agrave;queles que no ju&iacute;zo universal ser&atilde;o por Ele julgados &ndash; Ele pr&oacute;prio diz estar presente nos carenciados de alimento, habita&ccedil;&atilde;o, vestu&aacute;rio, sa&uacute;de, liberdade. De tal modo que o que fizestes (ou n&atilde;o) a um dos meus irm&atilde;os mais pequeninos, a Mim o fizestes (Mt 25, 40). S&atilde;o pequeninos porque carenciados de vida; e irm&atilde;os porque Ele tanto viveu para eles, que se tornaram membros da sua fam&iacute;lia, parte do seu ser. De modo semelhante diz Ele das crian&ccedil;as, com uma nos bra&ccedil;os: Quem receber uma destas crian&ccedil;as em meu nome &eacute; a Mim que recebe; e quem Me receber, n&atilde;o Me recebe a Mim mas &Agrave;quele que Me enviou (Mc 9, 37). Trata-se de um amor universal e gratuito, pr&oacute;prio de um Deus que de todos &eacute; Pai e como tal faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos (Mt 5, 45). E se h&aacute; filhos que Ele mais ama, s&atilde;o os que mais precisam, como a ovelha perdida ou o filho pr&oacute;digo (cf. Lc 15).<\/p>\n<p><strong>23<\/strong>. De modo semelhante Jesus se diz presente na sua Igreja: Onde est&atilde;o dois ou tr&ecirc;s reunidos em meu nome, eu estou no meio deles (Mt 18, 20). Est&aacute; no meio deles, por dois motivos: porque &eacute; Ele quem os une em ora&ccedil;&atilde;o (cf. Mt 18, 19), naquele &ldquo;encontro da sede de Deus com a nossa. Deus tem sede de que n&oacute;s tenhamos sede d&rsquo;Ele&rdquo;, como no encontro de Jesus com a mulher samaritana (40). Da&iacute; que Ele esteja no meio de n&oacute;s tamb&eacute;m pelo motivo da ora&ccedil;&atilde;o: o irm&atilde;o que pecou e que, tendo rejeitado todas as tentativas humanas para se arrepender, se tornou como um pag&atilde;o e um publicano, um estranho &agrave; Igreja (cf. Mt 18, 15-17); mas do qual ela n&atilde;o pode desligar-se, a exemplo de Jesus, especialmente amigo de publicanos e pecadores (Mt 11, 19), e sabendo, como Ele diz, que tudo o que ligardes na terra ser&aacute; ligado no C&eacute;u (Mt 18, 18) &ndash; designadamente pela ora&ccedil;&atilde;o.<br \/>Por tudo isso &eacute; em tais situa&ccedil;&otilde;es que Jesus est&aacute; ainda mais presente na sua Igreja: quando, pela miseric&oacute;rdia e o perd&atilde;o, o seu e nosso amor &eacute; maior na sua e nossa Igreja.<\/p>\n<p><strong>Uma catequese comunit&aacute;ria<\/strong><\/p>\n<p><strong>24<\/strong>. Se &ldquo;a finalidade &uacute;ltima da catequese &eacute; p&ocirc;r as pessoas n&atilde;o apenas em contacto, mas em comunh&atilde;o, em intimidade, com Jesus Cristo&rdquo; (41); e se, como acabamos de ver, &ldquo;o an&uacute;ncio, a transmiss&atilde;o e a experi&ecirc;ncia vivida no Evangelho se realizam na Igreja&rdquo; &ndash; ent&atilde;o &ldquo;a comunidade crist&atilde; &eacute; a origem, o lugar e a meta da catequese&rdquo; (42). &Eacute; nesse sentido que a catequese &eacute; comunit&aacute;ria: porque vive da comunidade e para a comunidade.<\/p>\n<p><strong>25<\/strong>. Que a catequese tem de levar os catequizandos a integrarem-se na comunidade crist&atilde; &eacute; a conclus&atilde;o &oacute;bvia da reflex&atilde;o anterior: &eacute; sobretudo l&aacute;, na Igreja, que podem encontrar-se com Jesus Cristo Senhor, presente ao vivo na Palavra, na Liturgia, em especial na Eucaristia e nos sacramentos, e na pr&aacute;tica da caridade.<br \/>Mas, apesar de t&atilde;o &oacute;bvio, infelizmente a realidade &eacute; ainda, em muitos casos, a oposta. Uma falha grave, que muito preocupa os respons&aacute;veis pela catequese nas nossas dioceses, segundo testemunhos deles recebidos. E com raz&atilde;o: est&aacute; a&iacute; talvez a causa principal do referido abandono de crian&ccedil;as e jovens durante ou no final do percurso catequ&eacute;tico.<br \/>Da&iacute; o nosso apelo a cada comunidade crist&atilde;, mormente na pessoa dos seus respons&aacute;veis, a que tudo fa&ccedil;a para chamar e acolher, com a alegria e o afeto de m&atilde;e, os filhos que gerou pelo batismo e precisam de crescer &agrave; luz da Palavra, com a energia do P&atilde;o eucar&iacute;stico e na alegria da caridade praticada e recebida, inserindo-os em correspondentes atividades.<br \/>Onde isso j&aacute; se faz, &eacute; a pr&oacute;pria comunidade a primeira a ganhar, a ser revitalizada: na quantidade dos seus membros &ndash; quantos pais e outros familiares t&ecirc;m (re)encontrado o caminho para a Igreja e para Deus, levados pelos filhos! &ndash; e na qualidade da sua vida crist&atilde;, fruto de uma f&eacute; mais esclarecida e convicta dos seus membros nos encontros de catequese. O que pressup&otilde;e a outra dimens&atilde;o da catequese comunit&aacute;ria.<\/p>\n<p><strong>26<\/strong>. Que a vida da comunidade entre e se reflita na catequese: pela experi&ecirc;ncia e o testemunho de vida dos pr&oacute;prios catequizandos e catequistas; ou de outros crist&atilde;os comprometidos em atividades comunit&aacute;rias de car&aacute;ter mission&aacute;rio, lit&uacute;rgico ou caritativo; ou ainda dos santos, especialmente os mais ligados &agrave; comunidade local. Em todos eles a mensagem crist&atilde;, porque encarnada na vida pessoal e comunit&aacute;ria, &eacute; sem d&uacute;vida muito mais atraente e convincente.<br \/>Pela import&acirc;ncia da liturgia, merece, neste campo, especial relev&acirc;ncia a catequese mistag&oacute;gica, isto &eacute;, o conhecimento vivencial dos ritos e s&iacute;mbolos, do sil&ecirc;ncio, da linguagem e do canto que, nas celebra&ccedil;&otilde;es, nos p&otilde;em em contacto com o mist&eacute;rio da presen&ccedil;a de Cristo. Que isso, segundo testemunhos recebidos das dioceses, esteja a ter entre n&oacute;s uma crescente ades&atilde;o, &eacute; mais um motivo para nos alegrarmos. &Eacute; que, como escreveu Bento XVI, &ldquo;por sua natureza a liturgia possui a efic&aacute;cia pedag&oacute;gica pr&oacute;pria para introduzir os fi&eacute;is no conhecimento do mist&eacute;rio celebrado.&rdquo; Um conhecimento em cujo itiner&aacute;rio entram, ainda segundo ele, tr&ecirc;s elementos: a &ldquo;interpreta&ccedil;&atilde;o dos ritos &agrave; luz dos acontecimentos salv&iacute;ficos&rdquo;; a introdu&ccedil;&atilde;o &ldquo;no sentido dos sinais contidos nos ritos&rdquo;; e a indica&ccedil;&atilde;o do &ldquo;significado dos ritos para a vida crist&atilde;, em todas as suas dimens&otilde;es&rdquo; (43). &Eacute; um itiner&aacute;rio que atinge todo o nosso ser &ndash; cabe&ccedil;a, cora&ccedil;&atilde;o e m&atilde;os &ndash; como, segundo o Papa Francisco atr&aacute;s citado, deve acontecer em todo o encontro com Jesus Cristo.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>IV. MEDIADORES DO ENCONTRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>A comunidade<\/strong><\/p>\n<p><strong>27<\/strong>. Ningu&eacute;m que se tenha encontrado com Jesus Cristo, consegue passar sem O anunciar. Tornou-se uma necessidade, uma obriga&ccedil;&atilde;o que me foi imposta, confessa S. Paulo, exclamando: Ai de mim, se eu n&atilde;o evangelizar! (1 Cor 9, 16). Tal como, s&eacute;culos antes, confessava o profeta Jeremias em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; palavra recebida de Deus: Havia no meu cora&ccedil;&atilde;o um fogo ardente, comprimido dentro dos meus ossos. Procurava cont&ecirc;-lo, mas n&atilde;o podia (Jer 20, 9).<br \/>O mesmo sucede com os primeiros disc&iacute;pulos que seguem Jesus, o Cordeiro de Deus, e com Ele passam a morar. Primeiro &eacute; Andr&eacute; que, mal v&ecirc; o irm&atilde;o Sim&atilde;o Pedro, lhe anuncia: Encontr&aacute;mos o Messias. Um dia depois &eacute; Filipe a dizer a Natanael: Encontr&aacute;mos Aquele de quem est&aacute; escrito na Lei de Mois&eacute;s e nos Profetas (Jo 1, 41.45).<br \/>Ambos usam o verbo encontr&aacute;mos no plural e no perfeito, um tempo verbal que, em grego, se refere a um acontecimento passado, mas que se repercute e mant&eacute;m no presente. Isto &eacute;, ambos falam em nome dos outros disc&iacute;pulos que, como eles, continuam (a encontrar-se) com Jesus na sua morada, a sua Igreja.<\/p>\n<p><strong>28<\/strong>. De facto &ldquo;&eacute; sempre da comunidade crist&atilde; que nasce o an&uacute;ncio do Evangelho, que convida os homens e mulheres &agrave; convers&atilde;o e a seguirem Cristo&rdquo; (44). Foi o caso de S. Paulo, na sua primeira viagem mission&aacute;ria, com S. Barnab&eacute;: tomada a decis&atilde;o pela comunidade de Antioquia, de que faziam parte, foi dela que partiram, depois de terem jejuado e orado e lhes terem imposto as m&atilde;os (At 13, 3). E foi para l&aacute; que, no final, regressaram e &agrave; comunidade contaram tudo o que Deus fizera com eles (At 14, 27).<br \/>O mesmo acontece com a catequese, como aprofundamento do primeiro an&uacute;ncio e &ldquo;a&ccedil;&atilde;o evangelizadora fundamental de cada Igreja particular&rdquo; (a diocese). Toda ela &ldquo;deve sentir-se respons&aacute;vel por este servi&ccedil;o&rdquo;; porque &ldquo;&eacute; ela que anuncia, que transmite o Evangelho, que celebra&hellip; Os agentes &laquo;servem&raquo; este minist&eacute;rio e agem &laquo;em nome da Igreja&raquo;&rdquo; (45).<\/p>\n<p><strong>29<\/strong>. Repare-se como &eacute; de &ldquo;servi&ccedil;o&rdquo; e &ldquo;servir&rdquo; que se fala, isto &eacute;, da atitude e a&ccedil;&atilde;o em que a prioridade absoluta &eacute; dada a quem envia &ndash; Jesus Cristo; &agrave;queles a quem se &eacute; enviado &ndash; os catequizandos; e ao conte&uacute;do da mensagem &ndash; o amor salv&iacute;fico de Deus na morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de seu Filho.<br \/>Foi assim com S. Paulo, que renunciava at&eacute; &agrave; remunera&ccedil;&atilde;o a que tinha direito pelo trabalho mission&aacute;rio, por causa do Evangelho, para me tornar participante dos seus bens (1 Cor 9, 23), da sua gratuidade. &Eacute; que tamb&eacute;m Cristo n&atilde;o veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela reden&ccedil;&atilde;o de todos (Mc 10, 45). E quem, fascinado por t&atilde;o radical doa&ccedil;&atilde;o, a Ele se entrega pela f&eacute;, fica de tal modo possu&iacute;do por Ele, que bem pode exclamar como S. Paulo: J&aacute; n&atilde;o sou eu que vivo, mas &eacute; Cristo que vive em mim (Gal 2, 20); ou ainda: O amor de Cristo me impele (2 Cor 5, 15) &ndash; em tudo o que fa&ccedil;o, designadamente como mediador do encontro com Ele, na catequese. Ent&atilde;o sim: s&oacute; Cristo nela &ldquo;&eacute; ensinado&rdquo; e &ldquo;s&oacute; Cristo ensina&rdquo; (46). Vejamos como isso se concretiza em alguns dos mediadores:<\/p>\n<p><strong>Os ministros ordenados<\/strong><\/p>\n<p><strong>30<\/strong>. S&atilde;o eles: os bispos, como &ldquo;primeiros respons&aacute;veis pela catequese, os catequistas por excel&ecirc;ncia&rdquo;, nas suas dioceses; e os presb&iacute;teros e di&aacute;conos que, como seus &ldquo;colaboradores imediatos&rdquo;, nada devem descurar &ldquo;em vista de uma atividade catequ&eacute;tica bem estruturada e orientada&rdquo; (47).<br \/>Al&eacute;m da preocupa&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria pela catequese e dos deveres e iniciativas a isso inerentes (48), uma coisa devem, uns e outros, ter presente: a correla&ccedil;&atilde;o complementar entre a miss&atilde;o de ensinar e as de santificar e governar. Todas elas concorrem, direta ou indiretamente, para o mesmo: levar ao encontro pessoal com Jesus Cristo. S&oacute; que, para isso, t&ecirc;m os pr&oacute;prios de deixar-se encontrar por Ele, serem simultaneamente mediadores e destinat&aacute;rios.<br \/>Por exemplo na homilia, particularmente real&ccedil;ada pelo Papa Francisco na Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica &ldquo;A Alegria do Evangelho&rdquo;, talvez por ser nela que eles, os ministros ordenados, mais e melhor podem exercer a miss&atilde;o de ensinar. Neste caso, com o objetivo de orientar &ldquo;a assembleia, e tamb&eacute;m o pregador, para uma comunh&atilde;o com Cristo na Eucaristia, que transforme a vida&rdquo; (49). Para isso exige-se uma adequada prepara&ccedil;&atilde;o, a partir dos textos b&iacute;blicos e neles centrada, os textos em que Deus fala primeiro aos pr&oacute;prios pregadores e depois aos destinat&aacute;rios da homilia, ambos nas situa&ccedil;&otilde;es concretas das suas vidas. Isto &eacute;, &ldquo;quem quiser pregar, deve primeiro estar disposto a deixar-se tocar pela Palavra de Deus e encarn&aacute;-la na sua vida concreta.&rdquo; E isto, num clima de ora&ccedil;&atilde;o, a lectio divina, durante a qual &ldquo;o pregador &eacute; um contemplativo da palavra e tamb&eacute;m um contemplativo do povo&rdquo; (50). Antecipa, em parte e pessoalmente, o que depois acontecer&aacute; na celebra&ccedil;&atilde;o.<br \/>Na pr&aacute;tica, &eacute; o mesmo itiner&aacute;rio a seguir pelo catequista.<\/p>\n<p><strong>O catequista<\/strong><\/p>\n<p><strong>31<\/strong>. O catequista &eacute; figura chave na catequese. E disso t&ecirc;m consci&ecirc;ncia os respons&aacute;veis diocesanos, pelos testemunhos e sugest&otilde;es que nos transmitiram. O catequista &eacute; figura chave, desde logo por aquilo que ele &eacute; intrinsecamente: &ldquo;um mediador que facilita a comunica&ccedil;&atilde;o entre as pessoas e o mist&eacute;rio de Deus, dos sujeitos entre si e com a comunidade&rdquo; (51). &Eacute; o rosto da comunidade, seu mediador e porta-voz, o que exige dele a devida integra&ccedil;&atilde;o, aceita&ccedil;&atilde;o e credibilidade na comunidade. E torna-se, para os catequizandos, a refer&ecirc;ncia concreta e pr&oacute;xima do Evangelho que lhes transmite, para os conduzir &agrave; comunh&atilde;o e intimidade com Jesus Cristo.<br \/>Da&iacute; deriva, antes de mais, o seu perfil: mais do que um mestre que transmite saberes, deve considerar-se um guia espiritual que acompanha no caminho do Senhor. O que s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel se ele pr&oacute;prio tiver experi&ecirc;ncia pessoal do encontro com Ele e conhecer o caminho a percorrer &ndash; o encontro do qual nasce tamb&eacute;m a sua voca&ccedil;&atilde;o: &eacute; do &ldquo;conhecimento amoroso de Cristo que brota o desejo de O anunciar, de &laquo;evangelizar&raquo; e levar os outros ao &laquo;sim&raquo; da f&eacute; em Jesus Cristo&rdquo; (52).<\/p>\n<p><strong>32<\/strong>. E &eacute; ainda impelido pelo amor de Cristo que ele deseja e procura conhec&ecirc;-lo mais e melhor, isto &eacute;, se fundamenta a sua forma&ccedil;&atilde;o, a que &ldquo;a pastoral diocesana deve dar absoluta prioridade&rdquo; (53).Uma forma&ccedil;&atilde;o em que se inclua: &ldquo;o pr&oacute;prio ser do catequista&rdquo;, enquanto pessoa e crist&atilde;o; &ldquo;o saber&rdquo; tanto da &ldquo;mensagem que transmite&rdquo; como do &ldquo;destinat&aacute;rio que a recebe&rdquo;; e &ldquo;o saber fazer, j&aacute; que a catequese &eacute; um ato de comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo; (54). Mas, tratando-se de uma comunica&ccedil;&atilde;o amorosa, de comunh&atilde;o, a estes saberes juntem-se mais dois: o saber estar em, isto &eacute;, na comunidade crist&atilde;, que representa, e partilhando com os outros catequistas o trabalho, se poss&iacute;vel, em equipa orientada por um catequista coordenador; e o saber estar com, isto &eacute;, relacionado no dia a dia de catequista com os catequizandos, para que a mensagem seja compreens&iacute;vel e pr&oacute;xima, desej&aacute;vel e cred&iacute;vel.<br \/>Inserida nestas dimens&otilde;es e como seu esteio, est&aacute; a forma&ccedil;&atilde;o espiritual do catequista, em que os contributos vindos das dioceses insistiram particularmente, apresentando mesmo v&aacute;rias propostas: que se proporcione aos catequistas uma experi&ecirc;ncia de primeiro an&uacute;ncio, centrado no encontro pessoal com Cristo; se desperte neles o gosto pela lectio divina; e que j&aacute; no curso de inicia&ccedil;&atilde;o se inclua um discernimento sobre a pr&oacute;pria vida e voca&ccedil;&atilde;o, seguido de acompanhamento espiritual durante o est&aacute;gio.<br \/>E tal forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode deixar de ser permanente: entre outros meios, pela ass&iacute;dua participa&ccedil;&atilde;o na vida lit&uacute;rgica e de ora&ccedil;&atilde;o da comunidade e pela prepara&ccedil;&atilde;o dos encontros de catequese &agrave; maneira do que foi dito da prepara&ccedil;&atilde;o da homilia. &ldquo;Cada tema catequ&eacute;tico que o catequista transmite deve alimentar, em primeiro lugar, a pr&oacute;pria f&eacute;. O catequista catequiza os outros catequizando-se primeiramente a si mesmo&rdquo; (55). Nesse sentido, siga o itiner&aacute;rio de prepara&ccedil;&atilde;o, proposto para cada encontro de catequese, como um caminho semanal de reflex&atilde;o e crescimento na f&eacute;, de convers&atilde;o permanente, e n&atilde;o apenas como um mero instrumento pedag&oacute;gico.<\/p>\n<p><strong>33<\/strong>. E isso vai, de certeza, repercutir-se depois nos encontros de catequese e para al&eacute;m deles: nos encontros, que devem ser sempre encontros com Cristo, notar-se-&aacute; essa prepara&ccedil;&atilde;o, por exemplo, na dedica&ccedil;&atilde;o afetuosa com que o catequista se relaciona com os catequizandos, respeitando-os na sua identidade e liberdade, escutando-os atenciosamente e, sobretudo, rezando realmente com eles; para al&eacute;m dos encontros, lev&aacute;-lo-&aacute; a manter-se em contacto com eles, atrav&eacute;s nomeadamente dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o que a t&eacute;cnica hoje oferece, e a rezar diariamente por eles.<br \/>E ent&atilde;o, sim: Cristo mostrar-se-&aacute; ao vivo na vida do catequista e a catequese prolonga-se por todos os dias da vida dos catequizandos, do mesmo modo como deve atingir a totalidade do seu ser. E nisto entra j&aacute; um outro mediador imprescind&iacute;vel:<\/p>\n<p><strong>A fam&iacute;lia<\/strong><\/p>\n<p><strong>34<\/strong>. A fam&iacute;lia &eacute; &ldquo;insubstitu&iacute;vel&rdquo; (56) na catequese da inf&acirc;ncia e, ainda que de modo diferente, da adolesc&ecirc;ncia; isto &eacute;, nas fases et&aacute;rias em que os catequizandos mais dependem dos pais ou outros respons&aacute;veis pela sua educa&ccedil;&atilde;o. Ora, se o encontro com Cristo deve atingir a totalidade do ser humano, de modo algum se podem dispensar dele as pessoas que fazem parte da vida dos que com Ele se encontram.<br \/>E n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que uma das maiores causas do abandono precoce de crian&ccedil;as e adolescentes est&aacute; na falta de envolvimento dos pais e outros familiares na forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde; que a comunidade oferece aos filhos. Como podemos querer que o filho reze diariamente e participe regularmente nos atos da vida da comunidade, especialmente na Eucaristia dominical, se o n&atilde;o v&ecirc; fazer os pais, a que est&aacute; particularmente ligado?<\/p>\n<p><strong>35<\/strong>. &Eacute; verdade que os pais, ao pedir o batismo para os filhos (e ainda s&atilde;o a maioria entre n&oacute;s), prometem, em p&uacute;blico, educ&aacute;-los crist&atilde;mente; uma educa&ccedil;&atilde;o que depende muit&iacute;ssimo do exemplo de vida dos educadores. S&oacute; que, chegada a altura da catequese, n&atilde;o basta chamar-lhes a aten&ccedil;&atilde;o para esse compromisso, querendo como que obrig&aacute;-los a uma pr&aacute;tica de vida de que eles n&atilde;o sentem necessidade, a uma miss&atilde;o de que n&atilde;o est&atilde;o convencidos. A f&eacute; e a consequente pr&aacute;tica crist&atilde; pressup&otilde;em a liberdade que radica no amor transmitido por Cristo aos que por Ele se deixam conquistar. Mas ent&atilde;o que fazer para que isso aconte&ccedil;a com pais que (ainda) levam os filhos &agrave; catequese?<br \/>O caminho mais f&aacute;cil e eficaz tem, a nosso ver, de partir daquilo, ou melhor, daqueles que s&atilde;o a raz&atilde;o de ser de qualquer pai ou m&atilde;e que se preze: os filhos, o amor que t&ecirc;m por eles e o bem que lhes querem. Na grande maioria dos casos &eacute; isso, ali&aacute;s, que os leva a inseri-los na catequese: reconhecerem o bem que s&atilde;o para eles os valores que nela se transmitem e cuja aceita&ccedil;&atilde;o o Evangelho facilita. E isto ainda mais num mundo como o nosso em que se sente cada vez mais a falta desses valores. Resumindo: hoje t&ecirc;m de ser os filhos a levar os pais ao (re)encontro com Deus, convencendo-os a participar em tudo o que faz parte da catequese que pedem para os filhos.<br \/>Ali&aacute;s, isso j&aacute; est&aacute; a acontecer, embora, em geral, de modo ainda incipiente. Pelo que nos chegou das dioceses, tem crescido o n&uacute;mero de pais que acompanham os filhos nas festas ao longo do seu percurso catequ&eacute;tico. E dizem-nos que, em muitas comunidades, a preocupa&ccedil;&atilde;o de os preparar para uma participa&ccedil;&atilde;o ativa tem resultado. H&aacute; agora que aprofundar e alargar essa participa&ccedil;&atilde;o: aprofund&aacute;-la no campo espiritual, para que tamb&eacute;m os pais saboreiem o encontro pessoal com Jesus Cristo; e alarg&aacute;-la, tanto quanto poss&iacute;vel, aos encontros de catequese, informando os pais dos conte&uacute;dos doutrinais a&iacute; transmitidos e, principalmente, incentivando-os a viver, com os filhos, de acordo com esses conte&uacute;dos. Mas, at&eacute; neste ponto, j&aacute; existem entre n&oacute;s experi&ecirc;ncias interessantes que veremos no pr&oacute;ximo cap&iacute;tulo.<\/p>\n<p><strong>36<\/strong>. Antes disso, h&aacute; que real&ccedil;ar as vantagens desta inser&ccedil;&atilde;o dos pais na catequese. A primeira a ganhar &eacute; a pr&oacute;pria fam&iacute;lia que se assim se torna mais &ldquo;igreja dom&eacute;stica&rdquo;(57). Impelidos pelo amor de Cristo, aumenta entre os seus membros a comunh&atilde;o de que necessitam e que, na sociedade de hoje, est&aacute; cada vez mais amea&ccedil;ada. &Eacute; o caso sobretudo da comunh&atilde;o entre marido e esposa que o matrim&oacute;nio aben&ccedil;oa e fortalece pelo amor com o qual Cristo amou a sua Igreja e se entregou por ela (Ef 5, 25). E, de facto, &ldquo;o matrim&oacute;nio crist&atilde;o &eacute; um sinal que n&atilde;o s&oacute; indica quanto Cristo amou a sua Igreja na Alian&ccedil;a selada na cruz, mas torna presente esse amor na comunh&atilde;o dos esposos&rdquo; (58). E isto para benef&iacute;cio sobretudo dos filhos que precisam n&atilde;o s&oacute; de que os pais os amem mas tamb&eacute;m de que se amem mutuamente, com o amor que lhes vem de Deus. S&oacute; assim estar&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es de, com os pais, O amar e invocar como &ldquo;Pai nosso que estais nos C&eacute;us&rdquo;.<br \/>Mas este amor repercute-se muito para al&eacute;m deste &acirc;mbito familiar mais restrito. Repercute-se na comunidade crist&atilde;, onde, segundo os bispos italianos, &ldquo;a forma particular de amizade que (as fam&iacute;lias) vivem pode tornar-se contagiosa&rdquo; (59). E pode, de modo semelhante, repercutir-se na sociedade, j&aacute; que &ldquo;&eacute; da fam&iacute;lia que saem os cidad&atilde;os e &eacute; na fam&iacute;lia que encontram a primeira escola daquelas virtudes sociais, que s&atilde;o a alma da vida e desenvolvimento da mesma sociedade&rdquo; (60).<\/p>\n<p><strong>Outros mediadores<\/strong><\/p>\n<p><strong>37<\/strong>. Tratando-se de crian&ccedil;as e jovens adolescentes em idade escolar, s&atilde;o, antes de mais, os docentes de Educa&ccedil;&atilde;o Moral e Religiosa Cat&oacute;lica. Uma disciplina que, sem deixar &ldquo;a sua caracter&iacute;stica peculiar&rdquo;, visa, contudo e como a catequese, dar a conhecer &ldquo;a pessoa de Jesus Cristo e a totalidade do an&uacute;ncio salv&iacute;fico por Ele proclamado.&rdquo; Mais: para alunos n&atilde;o crentes, pode ser at&eacute; &ldquo;um an&uacute;ncio mission&aacute;rio do Evangelho, em ordem a uma decis&atilde;o de f&eacute; que a catequese, por seu lado, em contexto comunit&aacute;rio, far&aacute; depois crescer e amadurecer&rdquo; (61).<br \/>Da&iacute; a necessidade de haver uma colabora&ccedil;&atilde;o estreita entre respons&aacute;veis pelas comunidades crist&atilde;s dos alunos e seus docentes. E destes esperam-se: o exemplo de vida crist&atilde;; o empenhamento eclesial; e at&eacute; a organiza&ccedil;&atilde;o de atividades extraescolares, com o objetivo de possibilitar aos alunos um encontro pessoal com Jesus Cristo. O que, felizmente, j&aacute; est&aacute; a fazer-se entre n&oacute;s, e com &oacute;timos resultados.<\/p>\n<p><strong>38<\/strong>. Temos depois, dentro da Igreja, as m&uacute;ltiplas associa&ccedil;&otilde;es, movimentos e grupos de fi&eacute;is, uns mais antigos e outros de funda&ccedil;&atilde;o mais recente, em que a mensagem crist&atilde; pode ser apresentada de modo sistem&aacute;tico ou pontual, como primeiro an&uacute;ncio ou seu aprofundamento, insistindo uns mais na componente te&oacute;rica e outros na pr&aacute;tica.<br \/>S&atilde;o uma riqueza para a Igreja, que o Papa Bento XVI, na sua visita ao nosso Pa&iacute;s, mencionou no discurso que nos dirigiu, a n&oacute;s bispos. Mas pediu-nos que vigiemos para que mormente os novos movimentos &ldquo;queiram viver na Igreja comum, embora com espa&ccedil;os de algum modo reservados para a sua vida, de maneira que esta se torne depois fecunda para todos os outros&rdquo; (62). &Eacute; que s&oacute; na comunh&atilde;o podemos encontrar Jesus Cristo &ndash; a comunh&atilde;o em que se respeite e acolha cada um na sua diversidade.<br \/>Nesse sentido, apoiamos duas preocupa&ccedil;&otilde;es manifestadas por respons&aacute;veis pela catequese nas nossas dioceses: a de unir os diferentes agentes da catequese nas par&oacute;quias, de modo a formarem grupos que sejam fermento a levedar a massa; e a de conjugar as v&aacute;rias media&ccedil;&otilde;es educativas que contribuem para a forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde; &ndash; fam&iacute;lia, escola, movimentos educativos &ndash; j&aacute; que somente em converg&ecirc;ncia e complementaridade ter&atilde;o a efic&aacute;cia que cada uma, s&oacute; por si, dificilmente alcan&ccedil;ar&aacute;.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>V. DESTINAT&Aacute;RIOS DO ENCONTRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Crian&ccedil;as da primeira inf&acirc;ncia<\/strong><\/p>\n<p><strong>39<\/strong>. Que Jesus quer encontrar-se com as crian&ccedil;as j&aacute; na mais tenra idade, v&ecirc;-se pelo epis&oacute;dio de Mc 10, 13-16. Contra os disc&iacute;pulos, ref&eacute;ns da mentalidade ent&atilde;o dominante que via na inf&acirc;ncia somente uma etapa para a maturidade e a correspondente capacidade de produ&ccedil;&atilde;o, Jesus, abra&ccedil;ando-as, come&ccedil;ou a aben&ccedil;o&aacute;-las, impondo as m&atilde;os sobre elas (v. 16). E antes apresenta-as mesmo como modelos de f&eacute;, pela sua natural depend&ecirc;ncia e facilidade de entrega aos outros: Quem n&atilde;o acolher o reino de Deus como uma crian&ccedil;a, n&atilde;o entrar&aacute; nele (v. 15).<br \/>&Eacute; poss&iacute;vel que este epis&oacute;dio seja um sinal de que o batismo, nos primeiros tempos da Igreja, j&aacute; era concedido a crian&ccedil;as. &Eacute; o seu primeiro encontro com Jesus, em que Ele as acolhe, chamando-as pelo nome, uma das manifesta&ccedil;&otilde;es do seu amor.<br \/>Geralmente s&atilde;o os pais a pedir o batismo. Acolhamo-los com a m&aacute;xima cordialidade, felicitando-os at&eacute; pela decis&atilde;o. E mostremos-lhes, de modo id&ecirc;ntico, o bem que s&atilde;o, para os filhos que tanto amam, n&atilde;o apenas o batismo como tamb&eacute;m a subsequente e necess&aacute;ria educa&ccedil;&atilde;o crist&atilde; &ndash; nesta fase et&aacute;ria, uma educa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de imagens e s&iacute;mbolos crist&atilde;os que os filhos v&atilde;o observando, designadamente em casa; atrav&eacute;s de explica&ccedil;&otilde;es simples das festas crist&atilde;s em que participam; atrav&eacute;s de ora&ccedil;&otilde;es que se v&atilde;o habituando a dizer ao grande Amigo que &eacute; Jesus, a sua M&atilde;e, ao Anjo da Guarda; atrav&eacute;s da presen&ccedil;a regular nas celebra&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias, incluindo a Eucaristia dominical, em que v&atilde;o imitando o que veem fazer e dizer sobretudo aos pais e outros familiares. &Eacute; uma primeira inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; que, &ldquo;a maioria das vezes, deixa uma marca decisiva por toda a vida&rdquo; (63).<\/p>\n<p><strong>40<\/strong>. S&oacute; que, no dizer do Papa Francisco, esta &ldquo;transmiss&atilde;o da f&eacute; pressup&otilde;e que os pais vivam a experi&ecirc;ncia real de confiar em Deus, de O procurar, de precisar d&rsquo;Ele&rdquo; (64). O que n&atilde;o acontece com muitos pais, preocupados (quase) s&oacute; com a dimens&atilde;o social do batismo. Mas convenhamos que at&eacute; nisso manifestam amor pelos filhos. Apoiemo-nos nele, para tentar conquist&aacute;-los para uma adequada prepara&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o seja apenas de informa&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m de forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde; que inclua a ora&ccedil;&atilde;o, nomeadamente pelos filhos. E envolvamos nessa prepara&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m os padrinhos e, quando poss&iacute;vel, os av&oacute;s, sobretudo sendo crentes.<br \/>Neste &acirc;mbito, j&aacute; existem, em algumas dioceses, Centros de Prepara&ccedil;&atilde;o para o Batismo. E o Secretariado Nacional da Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; disponibiliza um projeto de catequese para crian&ccedil;as da primeira inf&acirc;ncia, chamado &ldquo;Despertar Religioso&rdquo;. Segue, grosso modo, o m&eacute;todo educativo atr&aacute;s referido. E embora tenha sido pensado para jardins de inf&acirc;ncia, a&iacute; j&aacute; com assinal&aacute;vel sucesso, pode ser usado tamb&eacute;m nas par&oacute;quias e em casa das crian&ccedil;as pelos pais ou outros familiares.<\/p>\n<p><strong>Crian&ccedil;as da inf&acirc;ncia<\/strong><\/p>\n<p><strong>41<\/strong>. S&atilde;o as crian&ccedil;as que frequentam os primeiros seis anos do percurso de catequese sistem&aacute;tica proposto por n&oacute;s e que, em geral, est&atilde;o ainda profundamente dependentes da fam&iacute;lia.<br \/>Tendo presente a reflex&atilde;o, feita atr&aacute;s, sobre a fam&iacute;lia como mediadora do encontro destas crian&ccedil;as com Cristo, congratulamo-nos com as m&uacute;ltiplas iniciativas que, nesse sentido, t&ecirc;m sido tomadas entre n&oacute;s: a Escola Paroquial de Pais, com, no m&iacute;nimo, dois encontros por trimestre, para os informar e formar nos conte&uacute;dos transmitidos aos filhos; encontros de forma&ccedil;&atilde;o de pais paralelos aos da catequese dos filhos; colabora&ccedil;&atilde;o dos pais nas sess&otilde;es de catequese dos filhos, at&eacute; como catequistas; catequese intergeracional; pais que se re&uacute;nem para rezar, refletir em comum e partilhar saberes e experi&ecirc;ncias; contactos pessoais e regulares dos catequistas com os pais; envolvimento destes nas festas de catequese dos filhos, preparando-se doutrinal e vivencialmente.<\/p>\n<p><strong>42<\/strong>. Mas, de todas as iniciativas, a mais completa e eficaz parece-nos ser a chamada Catequese Familiar. Entre n&oacute;s foi proposta pelo Secretariado Nacional da Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; vai para seis anos, est&aacute; delineada e constru&iacute;da a partir dos materiais da catequese da inf&acirc;ncia (catecismos e guias) e contempla as exig&ecirc;ncias pedag&oacute;gicas de uma tarefa desenvolvida em fam&iacute;lia, na fam&iacute;lia e com a fam&iacute;lia. Mas h&aacute; muito &eacute; seguida em pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e da Europa. Caracteriza-se ainda por nela se envolverem simultaneamente a fam&iacute;lia e a par&oacute;quia.<br \/>Primeiramente a fam&iacute;lia, com pais e filhos na sua rela&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua. Os primeiros a catequizar os filhos s&atilde;o os pais, mas estes s&atilde;o, ao mesmo tempo, instru&iacute;dos nos mesmos temas que transmitem aos filhos. Tanto aprendem os filhos dos pais, como estes dos filhos. Assim, com os filhos, os pais apercebem-se melhor de que tamb&eacute;m eles foram e continuam a ser carenciados e dependentes &ndash; um pressuposto fundamental para a f&eacute; em Deus e a miss&atilde;o de educador. Por sua vez &eacute; com os pais que os filhos mais facilmente crescem para o amor que deles recebem &ndash; o amor que tem a sua fonte &uacute;ltima e principal em Deus.<br \/>E &eacute; nesta rela&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua que uns e outros se dirigem a Deus e a Jesus Cristo seu Filho, no qual todos nos tornamos filhos de Deus, e compreendem melhor o cerne da mensagem crist&atilde;. E esta, ao ser acolhida e vivida, fortalece os v&iacute;nculos familiares e faz da fam&iacute;lia uma verdadeira Igreja dom&eacute;stica, em que Jesus se pode encontrar, nomeadamente na ora&ccedil;&atilde;o em comum.<br \/>A inser&ccedil;&atilde;o na vida paroquial &eacute; salvaguardada: pelos grupos que formam, entre si, tanto as crian&ccedil;as como os pais, uns e outros com encontros semanais; pelos catequistas que os orientam, como representantes da comunidade paroquial; pela participa&ccedil;&atilde;o semanal, de pais e filhos, na Eucaristia dominical &ndash; numa das quais, por m&ecirc;s, com interven&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; sua caminhada catequ&eacute;tica &ndash; e anual nas festas ao longo do percurso catequ&eacute;tico. Uma participa&ccedil;&atilde;o que, deste modo, nem as f&eacute;rias interrompem nem terminar&aacute; com as referidas festas. Ali&aacute;s, foram muitos pais que, felizes com a experi&ecirc;ncia, pediram que o modelo se prolongasse at&eacute; ao in&iacute;cio da adolesc&ecirc;ncia dos filhos.<\/p>\n<p><strong>43<\/strong>. &Eacute; verdade que este modelo de catequese n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil de implementar. Entre os obst&aacute;culos encontrados, indicaram-nos: a dispers&atilde;o dos pais por muitos compromissos e, por isso, sem tempo nem motiva&ccedil;&atilde;o para este envolvimento; a sua deficiente escolariza&ccedil;&atilde;o e as car&ecirc;ncias materiais e culturais a que algumas fam&iacute;lias est&atilde;o sujeitas; a separa&ccedil;&atilde;o nas fam&iacute;lias, que pode impedir que ambos os pais participem nos encontros ou limitar os filhos a dois por m&ecirc;s; a falta de catequistas preparados, nomeadamente para liderar grupos de adultos, e de pastores sens&iacute;veis e dispon&iacute;veis.<br \/>Mas n&atilde;o s&atilde;o obst&aacute;culos intranspon&iacute;veis. A prepara&ccedil;&atilde;o e a sensibiliza&ccedil;&atilde;o, com tempo e persist&ecirc;ncia, podem fazer-se. E que o modelo &eacute; t&atilde;o adapt&aacute;vel como outros a todos os graus de cultura e a situa&ccedil;&otilde;es familiares menos habituais, mostra-o a experi&ecirc;ncia onde j&aacute; &eacute; seguido tanto entre n&oacute;s como em outros pa&iacute;ses. Finalmente, para convencer os pais h&aacute; que abord&aacute;-los pessoalmente e come&ccedil;ar por expor-lhes, n&atilde;o as dificuldades, mas as vantagens do modelo para eles e, sobretudo, para os filhos. Tudo &eacute; poss&iacute;vel a quem acredita, diz Jesus ao pai de um surdo-mudo (Mc 9, 23) &ndash; e a todos os que com Ele se encontram para anunciar o seu Evangelho, impelidos pelo seu amor.<br \/>&Eacute; isso que nos leva a apelar uma ainda maior implementa&ccedil;&atilde;o deste modelo nas nossas dioceses. O caminho j&aacute; percorrido &eacute; suficiente para nos mostrar que &eacute;, dos modelos que conhecemos, o mais comunit&aacute;rio, o menos escolar e o mais adaptado a todas as crian&ccedil;as, incluindo as que s&atilde;o portadoras de defici&ecirc;ncias e as que se preparam para o batismo pelo catecumenato.<\/p>\n<p><strong>Adolescentes e jovens<\/strong><\/p>\n<p><strong>44<\/strong>. Ligamos a catequese dos adolescentes &agrave; dos jovens, e n&atilde;o &agrave; das crian&ccedil;as, porque a psicologia do adolescente o leva a aproximar-se principalmente dos que s&atilde;o mais velhos. &Eacute; essa experi&ecirc;ncia que leva o Magist&eacute;rio da Igreja a &ldquo;distinguir, na idade juvenil, a puberdade, a adolesc&ecirc;ncia e a juventude,&rdquo; e a lamentar n&atilde;o se ter &ldquo;suficientemente em conta as dificuldades, as necessidades e os recursos humanos e espirituais dos pr&eacute;-adolescentes, como se essa fase et&aacute;ria n&atilde;o fosse reconhecida&rdquo; (65). Como nos dizia o Papa, tentamos enfiar-lhes o vestido da Primeira Comunh&atilde;o, quando este deixou de lhes servir. De facto, o que eles menos suportam &eacute; serem tratados como crian&ccedil;as.<\/p>\n<p><strong>45<\/strong>. Caracterizam-se, primeiramente, pela busca de autonomia e a consequente necessidade de serem pessoas livres e respons&aacute;veis. Tendem a deixar a tutela dos pais para criar amizade de prefer&ecirc;ncia com colegas da mesma faixa et&aacute;ria. &Eacute; tal a necessidade do grupo que este chega a ser preferido &agrave; fam&iacute;lia.<br \/>Pois bem: fa&ccedil;a-se do grupo de catequese, antes de mais, um grupo de amigos &ndash; para mais, unidos, n&atilde;o apenas por simples la&ccedil;os humanos, mas pelo amor de Deus revelado em Cristo, o mesmo que une os crist&atilde;os numa s&oacute; Igreja. Se a dimens&atilde;o eclesial do grupo &eacute; fundamental em todas as fases da catequese, &eacute;-o muito mais na adolesc&ecirc;ncia.<br \/>Para isso, h&aacute; que investir na forma&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia de grupo: por exemplo, levando-os a identificar o grupo por um nome por eles escolhido (em vez do ano de catequese, que lembra logo o da escola); alargando o relacionamento entre os seus membros para l&aacute; do habitual encontro semanal; relacionando-o com outros grupos, em iniciativas comuns, e com a comunidade e a sociedade, atrav&eacute;s de servi&ccedil;os que lhes prestam, como grupo; e, j&aacute; neste ponto, conjugando a aprendizagem de conte&uacute;dos com essas e outras atividades, de tal modo que, al&eacute;m da cabe&ccedil;a, entrem tamb&eacute;m as m&atilde;os e o cora&ccedil;&atilde;o na sua forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde;.<\/p>\n<p><strong>46<\/strong>. Outra caracter&iacute;stica a respeitar neles &eacute; o aumento da capacidade de racioc&iacute;nio e do esp&iacute;rito cr&iacute;tico. D&ecirc;-se-lhes ent&atilde;o a oportunidade, mais do que nas fases anteriores do percurso catequ&eacute;tico, de intervir ativamente na reflex&atilde;o sobre os temas transmitidos, nas decis&otilde;es a tomar em grupo e na avalia&ccedil;&atilde;o de atividades realizadas. E preste-se aten&ccedil;&atilde;o &agrave;queles que manifestam qualidades de lideran&ccedil;a, para se lhes dar a possibilidade de as desenvolverem no interior do grupo e de, na fase seguinte da catequese juvenil, poderem ser eles pr&oacute;prios a acompanh&aacute;-lo e orient&aacute;-lo.<br \/>Para isso, o catequista seja sobretudo um animador que, em vez de impor e comandar, prop&otilde;e e orienta. Caminhe com eles, aproveitando os seus recursos, necessidades e sonhos. Seja, enfim, convicto nas ideias, firme nas decis&otilde;es e sobretudo amigo, &agrave; maneira de Jesus Cristo de quem &eacute; testemunha.<\/p>\n<p><strong>47<\/strong>. &Eacute; ainda nesta fase que se vai intensificando a quest&atilde;o da voca&ccedil;&atilde;o. Se toda a catequese deve ser vocacional, nesta idade muito mais. E, tratando-se de crist&atilde;os, a quest&atilde;o n&atilde;o pode ser abordada nem resolvida sem Jesus Cristo.<br \/>Apresente-se-lhes ent&atilde;o &ldquo;Jesus Cristo como amigo, como guia, como modelo ideal capaz de provocar admira&ccedil;&atilde;o e arrastar &agrave; imita&ccedil;&atilde;o&rdquo;, e o seu amor &ldquo;como encarna&ccedil;&atilde;o do &uacute;nico amor verdadeiro com possibilidade de unir entre si todos os homens&rdquo; (66). Se isto for sendo inserido em encontros com Ele, de reflex&atilde;o e ora&ccedil;&atilde;o, surgir&atilde;o, de modo expl&iacute;cito ou impl&iacute;cito, rea&ccedil;&otilde;es como a do ap&oacute;stolo Paulo: Que hei de fazer, Senhor? (At 22, 10); ou do profeta Isa&iacute;as: Eis-me aqui: podeis enviar-me (Is 6, 8); ou de Maria ao anjo Gabriel, para ser M&atilde;e de Jesus: Eis a escrava do Senhor; fa&ccedil;a-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 37); ou do pr&oacute;prio Cristo, ainda no seio do Pai e antes de encarnar: Eis-me aqui: Eu venho para fazer a tua vontade (Heb 10, 9). E, com Ele e n&rsquo;Ele, toda a voca&ccedil;&atilde;o se ir&aacute; concretizar numa entrega de amor, como a sua.<\/p>\n<p><strong>48<\/strong>. O discernimento e amadurecimento prolongar-se-&aacute; depois pela juventude propriamente dita. Como de resto j&aacute; acontece, ainda que n&atilde;o tanto quanto desejado. Se &eacute; verdade que muitos adolescentes deixam a Igreja depois de anos de catequese, tamb&eacute;m tem havido quem fique: jovens que, inseridos em grupos e movimentos ou comprometidos em atividades eclesiais, vivem a f&eacute; de modo exemplar e mexem com as comunidades de que fazem parte.<br \/>E mais ser&atilde;o, se a transi&ccedil;&atilde;o para a idade juvenil seguir o modelo indicado. N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil dissolver-se um grupo unido por la&ccedil;os t&atilde;o fortes como os da f&eacute;. H&aacute; s&oacute; que continuar a aliment&aacute;-la, n&atilde;o apenas doutrinalmente como sobretudo com iniciativas a que os jovens de hoje em geral se mostram particularmente sens&iacute;veis: experi&ecirc;ncias de ora&ccedil;&atilde;o, de encontro pessoal com Cristo, at&eacute; ao n&iacute;vel do primeiro an&uacute;ncio; e entrega volunt&aacute;ria ao servi&ccedil;o de carenciados de bens tanto materiais, como morais e espirituais.<\/p>\n<p><strong>Adultos<\/strong><\/p>\n<p><strong>49<\/strong>. Para S. Jo&atilde;o Paulo II, a catequese de adultos &ldquo;&eacute; a principal forma de catequese, porque se dirige a pessoas que t&ecirc;m as maiores responsabilidades e capacidades para viverem a mensagem crist&atilde; na sua forma plenamente desenvolvida.&rdquo; Deve ser &ldquo;permanente&rdquo;, mas adaptada ao n&iacute;vel de conhecimento e viv&ecirc;ncia da f&eacute; dos seus destinat&aacute;rios e das circunst&acirc;ncias de vida em que se encontram, incluindo as da sa&uacute;de e da idade (67).<br \/>Conscientes disso, public&aacute;mos em 1994 uma &ldquo;Instru&ccedil;&atilde;o Pastoral sobre a Forma&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; de Base dos Adultos&rdquo; (68), em que indic&aacute;mos os v&aacute;rios n&iacute;veis ou fases desta forma&ccedil;&atilde;o e insistimos na necessidade de uma vis&atilde;o de conjunto e atualizada da f&eacute; e seus elementos integrantes, inserida numa nova evangeliza&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o orienta&ccedil;&otilde;es que, por&eacute;m, n&atilde;o t&ecirc;m obtido a ades&atilde;o desejada, tanto na concretiza&ccedil;&atilde;o como no grau de participa&ccedil;&atilde;o, onde a forma&ccedil;&atilde;o se tem realizado. Diz-se que por falta de motiva&ccedil;&atilde;o.<br \/>Talvez por isso tenham de ser precedidas de outras iniciativas, j&aacute; adotadas entre n&oacute;s, que apostam no primeiro an&uacute;ncio, centrado no encontro pessoal com Jesus Cristo e, consequentemente, numa mais consciente inser&ccedil;&atilde;o na vida das comunidades crist&atilde;s e num empenhamento mission&aacute;rio mais audaz e eficaz, dentro e fora da Igreja.<\/p>\n<p><strong>50<\/strong>. O mesmo se aplica &agrave;s m&uacute;ltiplas a&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o para a rece&ccedil;&atilde;o e o exerc&iacute;cio de minist&eacute;rios eclesiais (no ensino, na liturgia e na caridade), para a celebra&ccedil;&atilde;o de sacramentos (em especial, os da inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; e do matrim&oacute;nio), para a viv&ecirc;ncia de tempos lit&uacute;rgicos e de outras situa&ccedil;&otilde;es ou miss&otilde;es, como a da paternidade na educa&ccedil;&atilde;o dos filhos. A catequese familiar &eacute; um exemplo disso.<br \/>E tal como nela, h&aacute; que partir para essas forma&ccedil;&otilde;es, tanto quanto poss&iacute;vel, da componente pr&aacute;tica que as motiva ou deve motivar. Quem n&atilde;o deseja ser verdadeiramente e para sempre feliz, na comunh&atilde;o entre marido e esposa fundada no matrim&oacute;nio? Ou saborear a alegria de se dar aos outros, colaborando no ensino catequ&eacute;tico, em celebra&ccedil;&otilde;es da liturgia ou na viv&ecirc;ncia da caridade? &ndash; Uma alegria cuja fonte &uacute;ltima &eacute; Cristo.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>VI. A ALEGRIA DO ENCONTRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>51<\/strong>. &Eacute;, no fundo, a mesma alegria das primeiras testemunhas da ressurrei&ccedil;&atilde;o: a alegria, n&atilde;o apenas por Jesus voltar &agrave; vida, como principalmente por nisso se confirmar &ldquo;tudo quanto (Ele) em pessoa fez e ensinou&rdquo;; a alegria de perceberem que n&rsquo;Ele se cumpriam as &ldquo;promessas do Antigo Testamento&rdquo;; a alegria, enfim, por Ele, com a &ldquo;vit&oacute;ria sobre a morte e o pecado&rdquo;, nos oferecer uma vida nova e ilimitada, ser &ldquo;princ&iacute;pio e fonte da nossa ressurrei&ccedil;&atilde;o futura&rdquo;(69).<br \/>Das testemunhas oculares, a que mais insiste neste &uacute;ltimo efeito &eacute; S. Paulo. Por exemplo em Rom 6, 8: Se morremos com Cristo, acreditamos que tamb&eacute;m com Ele viveremos; ou em 8, 11: Se o Esp&iacute;rito daquele que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em v&oacute;s, Ele, que ressuscitou Cristo Jesus de entre os mortos, tamb&eacute;m dar&aacute; vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Esp&iacute;rito que habita em v&oacute;s.<br \/>Que not&iacute;cia mais bela nos poderia ser dada?! &ndash; A n&oacute;s que, como todo o ser humano, passamos toda uma vida a lutar, direta ou indiretamente e com todos os meios, contra a morte! Pois bem, desde que Cristo ressuscitou, deixou de ser uma luta in&uacute;til, previamente perdida. Conhecemos o caminho da vit&oacute;ria, o mesmo que Ele trilhou, e temos os meios para o percorrermos, os que Ele nos oferece sempre que vem ao nosso encontro e n&oacute;s O acolhemos na nossa vida.<br \/>Mais: com isso, &ldquo;de certo modo, n&oacute;s j&aacute; ressuscit&aacute;mos com Cristo&rdquo; (70), como diz ainda S. Paulo: Sepultados com Cristo no batismo, tamb&eacute;m com Ele fostes ressuscitados pela f&eacute; que tendes no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos (Col 2, 12). Trata-se da f&eacute; que atua pelo amor (Gal 5, 6), aquele que levou Cristo a vencer a morte e se apodera de quem com Ele se encontra. De tal modo que o que vimos sobre a f&eacute; se realiza tamb&eacute;m pelo amor: J&aacute; pass&aacute;mos da morte para vida, porque amamos os nossos irm&atilde;os (1 Jo 3, 14).<br \/>&Eacute; esta f&eacute; traduzida em amor que d&aacute; &agrave; nossa vida o &ldquo;novo horizonte&rdquo;, o &ldquo;rumo decisivo&rdquo; de que fala Bento XVI a prop&oacute;sito do encontro com Jesus Cristo. E &eacute; desta f&eacute; vivida no amor que Ele, Cristo, nos impele a sermos testemunhas. O que redobra a nossa alegria.<\/p>\n<p><strong>52<\/strong>. &Eacute; de facto neste amor que, como diz o Papa Francisco, &ldquo;est&aacute; a fonte da a&ccedil;&atilde;o evangelizadora. Porque &ndash; explica ele &ndash; se algu&eacute;m acolheu este amor que lhe devolve o sentido da vida, como &eacute; que pode conter o desejo de o comunicar aos outros?&rdquo; (71)<br \/>Tem, por&eacute;m, de ser comunicado tal como &eacute; recebido: Nisto conhecemos o amor: Ele (Jesus) deu a vida por n&oacute;s e n&oacute;s devemos dar a vida pelos nossos irm&atilde;os. E por isso n&atilde;o amemos com palavras nem com a l&iacute;ngua, mas com obras e em verdade (1 Jo 3, 16.18).<br \/>Quantos mediadores de Cristo o s&atilde;o pelo testemunho deste amor! Entre eles, est&atilde;o catequistas que se n&atilde;o limitam a anunciar Cristo por palavras, mas simultaneamente O mostram ao vivo, no modo respons&aacute;vel e dedicado, gratuito e alegre, com que o fazem e se entregam aos catequizandos. Para eles toda a nossa gratid&atilde;o: pelo bem que assim fazem aos catequizandos e suas fam&iacute;lias, &agrave; comunidade que representam, &agrave; Igreja e &agrave; sociedade em geral &ndash; um bem que acaba sempre por reverter em seu pr&oacute;prio bem.<br \/>&Eacute; que &ldquo;a vida alcan&ccedil;a-se e amadurece &agrave; medida que &eacute; entregue para dar vida aos outros&rdquo; (72). E haver&aacute; maior alegria do que a de ver a vida que recebemos a alargar-se &agrave; vida daqueles a quem nos damos e, por meio deles, a tantos, tantos outros, numa cadeia que n&atilde;o mais acaba?!<\/p>\n<p><strong>53<\/strong>. Foi certamente dessa alegria que comungou a Virgem Santa Maria, depois de totalmente se entregar ao Senhor, como sua escrava, para ser M&atilde;e e Medianeira do Filho do Alt&iacute;ssimo: a alegria expressa no seu Magnificat, a que aqui nos associamos para, com ela, louvarmos o Senhor pelas gra&ccedil;as que tem concedido &agrave; Igreja e ao mundo, nomeadamente nos cem anos desde as suas apari&ccedil;&otilde;es em F&aacute;tima.<br \/>Fazemo-lo tamb&eacute;m na esperan&ccedil;a de que a mensagem, que ela ent&atilde;o nos deixou e cuja atualidade recentemente real&ccedil;&aacute;mos, contribua de facto para &ldquo;a revitaliza&ccedil;&atilde;o da nossa f&eacute; e do nosso compromisso evangelizador&rdquo;(73), a mesma revitaliza&ccedil;&atilde;o que tanto desejamos para a catequese nas nossas dioceses.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa<br \/>Lisboa, 13 de maio de 2017<\/p>\n<hr \/>\n<p>(1) Bento XVI, Discurso aos Bispos de Portugal (Roma, 10.11.2007), in Lumen, III, 68 (2007, 6) 20.<br \/>(2) Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Evangelho, 3. Acerca do car&aacute;ter program&aacute;tico da Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica vejam-se os n. 1 e 25.<br \/>(3) Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Evangelho, 266.<br \/>(4) Papa Francisco, Discurso do Papa aos Bispos Portugueses em visita &ldquo;ad Limina Apostolorum&rdquo;, in Lumen, III, 76 (2015, 5) 3-6. S&atilde;o do Santo Padre todas as cita&ccedil;&otilde;es que se seguem, at&eacute; que outra fonte seja indicada (os negritos s&atilde;o nossos).<br \/>(5) Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Evangelho, 70.<br \/>(6) Cf. Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Evangelho: t&iacute;tulo e conte&uacute;do dos n. 262-283.<br \/>(7) Bento XVI, Homilia durante a Santa Missa de abertura do Ano da F&eacute;, in AAS 104 (2012) 881 (citada pelo Papa Francisco na Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Evangelho, 86). Sobre esta sede de Deus vejam-se ainda os n. 71, 89 e 123.<br \/>(8) Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 639.<br \/>(9) Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 640, com alus&otilde;es a Jo 20, 13 e Mt 28, 11-15 acerca do poss&iacute;vel roubo do corpo de Jesus.<br \/>(10) Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 642 (o negrito &eacute; nosso).<br \/>( 1) Bento XVI, Homilia da Missa de Marienfeld. XX Jornada Mundial da Juventude, in Lumen, III, 66 (2005, 5) 27.<br \/>(12) Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Evangelho: parte do t&iacute;tulo dos n. 163-168.<br \/>(13) Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Evangelho, 163.<br \/>( 4) Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Evangelho, 164.<br \/>( 5) Papa Francisco, Entrevista &agrave; Radio Renascen&ccedil;a, in Aura Miguel, Conversas em Altos Voos, 93.<br \/>( 6) Pelas tr&ecirc;s da tarde, segundo Mt 27, 46; Mc 15, 35; Lc 23, 44.<br \/>( 7) Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II, Constitui&ccedil;&atilde;o Dogm&aacute;tica A Santa Igreja, 3.<br \/>( 8) Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II, Constitui&ccedil;&atilde;o sobre a Sagrada Liturgia, 7.<br \/>( 9) Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 1373.<br \/>(20) Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 2763, com uma alus&atilde;o a Lc 24, 44.<br \/>(2 ) Jer&oacute;nimo, Coment&aacute;rio a Isa&iacute;as, pr&oacute;logo, PL 24, 17 (citado em Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II, Constitui&ccedil;&atilde;o Dogm&aacute;tica sobre a Revela&ccedil;&atilde;o Divina, 25).<br \/>(22) Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II, Constitui&ccedil;&atilde;o Dogm&aacute;tica sobre a Revela&ccedil;&atilde;o Divina, 21.<br \/>(23) Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, Diret&oacute;rio Geral da Catequese, 127.<br \/>(24) Bento XVI, Exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica A Palavra de Deus, 87.<br \/>(25) Papa Francisco, Carta Apost&oacute;lica no termo do Jubileu Extraordin&aacute;rio da Miseric&oacute;rdia Misericordia et Misera, 7.<br \/>(26) Tom&aacute;s de Aquino, Suma Teol&oacute;gica, 3, q. 65, a. 3 (citado no Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 1211).<br \/>(27) Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II, Constitui&ccedil;&atilde;o Dogm&aacute;tica A Santa Igreja, 11.<br \/>(28) Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II, Decreto sobre o Minist&eacute;rio e Vida dos Sacerdotes, 5.<br \/>(29) Bento XVI, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-sinodal Sacramento da Caridade, 9.<br \/>(30) Bento XVI, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-sinodal Sacramento da Caridade, 9.<br \/>(3 ) Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II, Constitui&ccedil;&atilde;o sobre a Sagrada Liturgia, 14 (o negrito &eacute; nosso).<br \/>(32) Bento XVI, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-sinodal Sacramento da Caridade, 52.<br \/>(33) Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II, Constitui&ccedil;&atilde;o sobre a Sagrada Liturgia, 48.<br \/>(34) Bento XVI, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-sinodal Sacramento da Caridade, 66.<br \/>(35) Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 1396.775.<br \/>(36) Bento XVI, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-sinodal Sacramento da Caridade, 84.<br \/>(37) Bento XVI, Enc&iacute;clica Deus &eacute; Amor, 22.25.<br \/>(38) Bento XVI, Enc&iacute;clica Deus &eacute; Amor, 13.<br \/>(39) Agostinho, Acerca da Trindade, VIII, 8, 12 (citado em Bento XVI, Enc&iacute;clica Deus &eacute; Amor, 19).<br \/>(40) Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 2560 (acerca de Jo 4, 10).<br \/>(4 ) Jo&atilde;o Paulo II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Catequese para Hoje, 7.<br \/>(42) Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, Diret&oacute;rio Geral da Catequese, 217.254 (o negrito &eacute; nosso).<br \/>(43) Bento XVI, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica P&oacute;s-sinodal Sacramento da Caridade, 64.<br \/>(44) Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, Diret&oacute;rio Geral da Catequese, 254 (o negrito &eacute; nosso).<br \/>(45) Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, Diret&oacute;rio Geral da Catequese, 218-219 (incluindo a nota 13).<br \/>(46) Jo&atilde;o Paulo II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Catequese para Hoje, 6: acerca do cora&ccedil;&atilde;o da catequese.<br \/>(47) Jo&atilde;o Paulo II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Catequese para Hoje, 63-64.<br \/>(48) Veja-se o seu elenco em Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, Diret&oacute;rio Geral da Catequese, 222-227.<br \/>(49) Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Evangelho, 138.<br \/>(50) Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Evangelho, 150.154.<br \/>(5 ) Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, Diret&oacute;rio Geral da Catequese, 156.<br \/>(52) Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 429.<br \/>(53) Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, Diret&oacute;rio Geral da Catequese, 234.<br \/>(54) Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, Diret&oacute;rio Geral da Catequese, 238.<br \/>(55) Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, Diret&oacute;rio Geral da Catequese, 239.<br \/>(56) Jo&atilde;o Paulo II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Catequese para Hoje, 68 (o negrito &eacute; nosso).<br \/>(57) Conc&iacute;lio Ecum&eacute;nico Vaticano II, Constitui&ccedil;&atilde;o Dogm&aacute;tica A Santa Igreja, 11.<br \/>(58) Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Evangelho, 73.<br \/>(59) Confer&ecirc;ncia Episcopal Italiana. Comiss&atilde;o Episcopal para a Fam&iacute;lia e a Vida, Orienta&ccedil;&otilde;es pastorais acerca da prepara&ccedil;&atilde;o para o Matrim&oacute;nio e Fam&iacute;lia, 1 (cita&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco na Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Amor, 207).<br \/>(60) Jo&atilde;o Paulo II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Fam&iacute;lia Crist&atilde;, 42.<br \/>(6 ) Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, Diret&oacute;rio Geral da Catequese, 73-75.<br \/>(62) Bento XVI, A Responsabilidade da autoridade &eacute; um servi&ccedil;o ao crescimento dos outros. Discurso no encontro com os Bispos de Portugal (F&aacute;tima, 13.05.2010), in Lumen, III, 71 (2010, 3) 54.<br \/>(63) Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, Diret&oacute;rio Geral da Catequese, 226.<br \/>(64) Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Amor, 287.<br \/>(65) Congrega&ccedil;&atilde;o para o Clero, Diret&oacute;rio Geral da Catequese, 181.<br \/>(66) Jo&atilde;o Paulo II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Catequese para Hoje, 38.<br \/>(67) Jo&atilde;o Paulo II, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica Catequese para Hoje, 43 (o negrito &eacute; nosso). Cf. tamb&eacute;m 44-45.<br \/>(68) Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, Instru&ccedil;&atilde;o Pastoral sobre a forma&ccedil;&atilde;o crist&atilde; de base dos adultos, in Documentos Pastorais. 1991-1995, IV, 261-277.<br \/>(69) Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 651.652.654.655: sobre o sentido e alcance salv&iacute;fico da ressurrei&ccedil;&atilde;o.<br \/>(70) Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica, 1002.<br \/>(71) Papa Francisco, Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Evangelho, 8.<br \/>(72) V Confer&ecirc;ncia Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, Documento de Aparecida (29.06.2007) (citado pelo Papa Francisco na Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica A Alegria do Evangelho, 10).<br \/>(73) Palavras iniciais da Carta Pastoral da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa no Centen&aacute;rio das Apari&ccedil;&otilde;es de Nossa Senhora em F&aacute;tima, F&aacute;tima, Sinal de Esperan&ccedil;a para o Nosso Tempo, in Lumen, III, 78 (2017, 1) 10-19.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa publicou a 26 de Maio de 2017 a Carta Pastoral &laquo;Catequese &ndash; a alegria do encontro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1562,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[21],"tags":[],"class_list":["post-1563","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-catequese"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - 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