{"id":1579,"date":"2017-09-11T13:54:00","date_gmt":"2017-09-11T13:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/site\/?p=1579"},"modified":"2026-03-21T15:40:55","modified_gmt":"2026-03-21T15:40:55","slug":"paz-a-sua-alma","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/paz-a-sua-alma\/","title":{"rendered":"Paz \u00e0 sua alma"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-1578\" src=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Antonio_bispo_do_Porto.jpg\" alt=\"Ant&oacute;nio bispo do Porto\" width=\"300\" height=\"224\" style=\"margin: 0px 6px 0px 0px; float: left;\" srcset=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Antonio_bispo_do_Porto.jpg 568w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/Antonio_bispo_do_Porto-300x224.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><strong>Morreu D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, o Bispo da Bondade <\/strong>(1948-2017)<strong><br \/><\/strong><\/p>\n<p>Quem o conhecia recorda-o como um homem bom e humilde, sempre pr&oacute;ximo das pessoas, sem medo de denunciar as desigualdades sociais e econ&oacute;micas.<\/p>\n<p>Na sua primeira homilia como bispo do Porto, em Abril de 2014, D. Ant&oacute;nio lembrava que h&aacute; necessidades que n&atilde;o podem esperar como a alimenta&ccedil;&atilde;o, a sa&uacute;de, a habita&ccedil;&atilde;o e os recursos m&iacute;nimos: &ldquo;Onde estiverem em causa os pobres, os que sofrem, que sejam os primeiros. Os pobres n&atilde;o podem esperar&rdquo;.<\/p>\n<p>Reiterando as palavras do Papa Francisco, mais tarde afirmava que a experi&ecirc;ncia cat&oacute;lica n&atilde;o pode ser feita &ldquo;apenas de teorias, nem apenas de convic&ccedil;&otilde;es, nem apenas de doutrina. Temos de exercitar na experi&ecirc;ncia di&aacute;ria da nossa vida aquilo em que acreditamos. Mais ac&ccedil;&atilde;o e sobretudo melhor ac&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p>E na grande entrevista que deu &agrave; RR reafirmava a sua &ldquo;aten&ccedil;&atilde;o aos mais pobres&rdquo;: &ldquo;&Eacute; para eles que a Igreja mais deve trabalhar: na aproxima&ccedil;&atilde;o aos que est&atilde;o desempregados, aos jovens que n&atilde;o t&ecirc;m futuro, aos que n&atilde;o t&ecirc;m casa, aos sem-abrigo, aos que s&atilde;o marginalizados, a este mundo imenso de refugiados, e de proscritos dos seus pa&iacute;ses que morrem, como as crian&ccedil;as na S&iacute;ria. Tantos milh&otilde;es de pessoas que vivem v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia, da guerra.&rdquo;<\/p>\n<p>Neste &uacute;ltimo S&aacute;bado, 9 de Setembro, na peregrina&ccedil;&atilde;o da Diocese do Porto &agrave; Cova da Iria, afirmava: &ldquo;Aqui pedimos a Nossa Senhora que nos ilumine na prossecu&ccedil;&atilde;o do nosso plano pastoral que hoje come&ccedil;a para sermos capazes de construir uma igreja bela, como uma casa de fam&iacute;lia, que seja m&atilde;e comovida pelas dores e sofrimentos dos seus filhos&rdquo;.<br \/>Afirmando ainda: &ldquo;Queremos ver espelhado no rosto da igreja do Porto o rosto jovem e belo da igreja que brilha quando &eacute; rica em amor&rdquo;.<\/p>\n<p>O bispo do Porto pediu ainda uma aten&ccedil;&atilde;o particular para com os mais fr&aacute;geis, dando como exemplo os presos, os doentes ou os sem-abrigo: &ldquo;N&atilde;o podemos viver distantes dos dramas humanos nem ficar insens&iacute;veis aos seus clamores e indiferentes aos seus sofrimentos&rdquo;, convidando os crist&atilde;os da diocese do Porto a &ldquo;entrarem na vida concreta dos que sofrem&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Obrigado, D. Ant&oacute;nio, pelo dom da sua vida ao servi&ccedil;o da Igreja. <\/strong><br \/><strong>Vamos ter muitas saudades do seu sorriso e bondade, da sua profunda humildade e simplicidade, compet&ecirc;ncia e saber. <\/strong><br \/><strong>Que o Bom Pastor o acolha na luz e na paz!<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p>Partilho aqui, na &iacute;ntegra, a sua &uacute;ltima homilia que foi proferida em F&aacute;tima, a 09-09-2017, por ocasi&atilde;o da Peregrina&ccedil;&atilde;o da Diocese do Porto ao Santu&aacute;rio de F&aacute;tima:<\/p>\n<p><strong>1<\/strong>.&ldquo;Ouvimos no Evangelho Jesus dizer ao disc&iacute;pulo: &laquo;Eis a tua M&atilde;e&raquo; (Jo 19, 26-27). Temos M&atilde;e! Uma &laquo;Senhora t&atilde;o bonita&raquo;: comentavam entre si os videntes de F&aacute;tima a caminho de casa, naquele aben&ccedil;oado dia treze de maio de h&aacute; cem anos. E &agrave; noite, a Jacinta n&atilde;o se conteve e desvendou o segredo &agrave; m&atilde;e: &laquo;Hoje vi Nossa Senhora&raquo;. Tinham visto a M&atilde;e do C&eacute;u&rdquo; (Papa Francisco, F&aacute;tima, Homilia, 13.5.2017).<\/p>\n<p>Foi com estas palavras que o Papa Francisco se dirigiu, neste mesmo lugar, &agrave; multid&atilde;o de peregrinos no passado dia treze de maio. Esta palavra era uma primeira resson&acirc;ncia ao texto do Evangelho agora proclamado. O Papa Francisco est&aacute; hoje na Col&ocirc;mbia para levar a esperan&ccedil;a, a conc&oacute;rdia e a paz a um povo ferido pela viol&ecirc;ncia. Estamos em comunh&atilde;o com ele, de olhos voltados para a &laquo;Senhora mais brilhante do que o sol&raquo; que os pastorinhos aqui viram e diante de cuja Imagem o Papa Francisco quis demoradamente rezar.<\/p>\n<p>As ruas e as estradas das quatrocentas e setenta e sete par&oacute;quias da diocese do Porto, a norte e a sul do Douro, entre o Antu&atilde; e o Ave, tornaram-se, hoje, bra&ccedil;os de um grande rio a guiar-nos para este mar de f&eacute;. Queremos dizer ao futuro este nosso modo feliz e mariano de viver a f&eacute; e este desejo incontido de anunciar a alegria do Evangelho no Porto, Cidade da Virgem e Terra de Santa Maria.<\/p>\n<p>Caminhamos juntos a partir das nossas casas e comunidades a cantar a alegria da mesma f&eacute; e a proclamar esta bela experi&ecirc;ncia de sermos: &laquo;Com Maria, Igreja do Porto, peregrina e mission&aacute;ria&raquo;.<\/p>\n<p>Ao longo da visita da Imagem peregrina de F&aacute;tima ao Porto, em 2016, Nossa Senhora percorreu os caminhos da diocese e abriu as portas do cora&ccedil;&atilde;o de tantas pessoas, fam&iacute;lias, institui&ccedil;&otilde;es e comunidades. Ajudou-nos a ver, com o seu olhar, que somos uma Igreja em comunh&atilde;o, unida e mobilizada para a miss&atilde;o. Guardaremos para sempre o bem acolhido, realizado e multiplicado pela sua presen&ccedil;a no nosso cora&ccedil;&atilde;o de leigos, de consagrados, seminaristas, di&aacute;conos, sacerdotes e bispos.<\/p>\n<p>&Eacute;, por isso, de gratid&atilde;o a Nossa Senhora, M&atilde;e de Deus e nossa M&atilde;e, a minha primeira palavra. &Eacute; de gratid&atilde;o igualmente a minha palavra a todos v&oacute;s, aqui presentes, e a quantos nos acompanham nesta hora. Agrade&ccedil;o-vos pela Igreja que somos e pela experi&ecirc;ncia de f&eacute;, de esperan&ccedil;a e de caridade que vivemos juntos: crian&ccedil;as, jovens, fam&iacute;lias, idosos, doentes, sem-abrigo e emigrantes aqui reunidos nesta participativa assembleia diocesana. Rezo com todos e por todos os que est&atilde;o connosco. Sem todos, e sem cada um de v&oacute;s, a alegria desta hora n&atilde;o seria poss&iacute;vel nem completa.<\/p>\n<p><strong>2<\/strong>. Celebramos, neste santu&aacute;rio, de forma nova, fora de portas dos nossos templos e para l&aacute; das habituais fronteiras das nossas comunidades, a alegria da f&eacute;. Foi muito belo o caminho percorrido ao longo deste ano pastoral que aqui nos conduziu sob o lema: &laquo;Com Maria, renovai-vos nas fontes da alegria&raquo;. Esta &eacute; a segunda peregrina&ccedil;&atilde;o diocesana que aqui realizamos neste arco de tempo de cem anos de F&aacute;tima.<\/p>\n<p>O caminho pastoral n&atilde;o se encerra em nenhum lugar. Tamb&eacute;m a miss&atilde;o n&atilde;o termina aqui nem agora. Este &eacute;, apenas, o in&iacute;cio de uma nova etapa de caminho nos desafios por Deus semeados no &iacute;ntimo da vida de cada um de n&oacute;s, na alma de cada comunidade crist&atilde; e na for&ccedil;a dos testemunhos apost&oacute;licos que nos dizem que h&aacute; por toda diocese dinamismo e vigor, iniciativas e propostas de uma f&eacute; professada, celebrada, vivida, testemunhada e anunciada com alegria.<\/p>\n<p>A certeza de que Deus nos ama e nos quer felizes, tantas vezes sentida e experimentada, multiplica-se agora em vidas dispon&iacute;veis que Deus chama, em comunidades vivas que Deus modela e em caminhos aplanados que Deus percorre connosco. Daqui se vislumbram novos horizontes de miss&atilde;o ampliados &agrave; dimens&atilde;o dos desafios, das exig&ecirc;ncias e da cultura do nosso tempo.<\/p>\n<p>Procuremos escutar o mundo em que vivemos e prestemos mais aten&ccedil;&atilde;o ao povo peregrino que somos, para no meio deste povo percebermos os sinais que a alegria do encontro com Cristo a todos oferece.<\/p>\n<p>Igreja do Porto: Vive esta hora, que te chama, guiada pelas m&atilde;os de Maria, a ir ao encontro de Cristo e a partir de Cristo a anunciar com renovado vigor e acrescido encanto a beleza da f&eacute; e a alegria do Evangelho. Viver em Igreja esta paix&atilde;o evangelizadora &eacute; a nossa miss&atilde;o. A vossa e a minha miss&atilde;o!<\/p>\n<p><strong>3<\/strong>. Esta &eacute; uma das horas mais significativas de alegria e de comunh&atilde;o sonhada por Deus para a nossa diocese. Iniciamos agora, em dia da dedica&ccedil;&atilde;o da nossa Igreja Catedral, o novo ano pastoral, no horizonte do S&iacute;nodo Diocesano, que aqui confio, desde j&aacute;, &agrave; protec&ccedil;&atilde;o da M&atilde;e de Deus e M&atilde;e da Igreja, Senhora do Ros&aacute;rio de F&aacute;tima.<\/p>\n<p>Vamos partir daqui &laquo;movidos pelo amor de Deus&raquo; para que cres&ccedil;a, no Porto, como nos lembra o nosso Plano Diocesano de Pastoral 2017\/2018, &ldquo;uma Igreja bela, verdadeira casa de fam&iacute;lia, sens&iacute;vel, fraterna, acolhedora e sempre a caminho, m&atilde;e comovida com as dores e alegrias dos seus filhos e filhas, cada vez menos em casa, cada mais fora de casa, a quem deve fazer chegar e saber envolver na mais simples e comovente not&iacute;cia do amor de Deus&rdquo; (CEP\/Carta Pastoral, 16.7.2010).<\/p>\n<p>Como disse de modo extraordinariamente belo e sucinto aqui, em F&aacute;tima, o Papa Francisco: &ldquo;o rosto jovem e belo da Igreja brilha quando &eacute; mission&aacute;ria, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor (Papa Francisco, F&aacute;tima, Homilia, 13.5.2017), (cf. Plano Diocesano de Pastoral, Porto, 2017, p&aacute;g. 45).<\/p>\n<p><strong>4<\/strong>. N&atilde;o podemos viver distantes dos dramas humanos nem ficar insens&iacute;veis aos seus clamores e indiferentes aos seus desafios. &Eacute; preciso viver a imensa experi&ecirc;ncia de ser povo, a experi&ecirc;ncia de pertencer a um povo. Temos de entrar em contacto com a vida concreta dos outros e manifestar a for&ccedil;a da ternura e da bondade de Deus.<\/p>\n<p><strong>5<\/strong>. Pe&ccedil;o &agrave; Virgem Maria, Senhora de F&aacute;tima, Senhora de Vandoma e Senhora da Assun&ccedil;&atilde;o, nossa M&atilde;e e Padroeira, com as palavras do Papa Francisco, &ldquo;que nos ajude a anunciar a todos a mensagem da salva&ccedil;&atilde;o, que nos ensine a acreditar na for&ccedil;a revolucion&aacute;ria da bondade, da ternura e do afecto e nos d&ecirc; a santa aud&aacute;cia de buscar novos caminhos para que chegue a todos o dom da beleza que n&atilde;o se apaga&rdquo;, a alegria da f&eacute; que nunca se esgota e o fasc&iacute;nio das bem-aventuran&ccedil;as que inspiram a miss&atilde;o da Igreja e transformam o Mundo (EG, n.&ordm; 288).<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 8pt;\">Santu&aacute;rio de F&aacute;tima, na Peregrina&ccedil;&atilde;o Diocesana do Porto, 9 de setembro de 2017<\/span><br \/><strong>+ Ant&oacute;nio, Bispo do Porto<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>14 frases de D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o compete &agrave; Igreja educar nem para o medo, nem para a proibi&ccedil;&atilde;o.&rdquo; 2010<\/p>\n<p>&ldquo;O di&aacute;logo entre a Igreja e a sociedade passa necessariamente pelos caminhos abertos da cultura, em que a Igreja soube tantas vezes ser pioneira.&rdquo; Abril de 2010<\/p>\n<p>&ldquo;O bispo n&atilde;o trabalha sozinho. &Eacute; bispo de todos, mas &eacute; irm&atilde;o com todos.&rdquo; &Agrave; Renascen&ccedil;a, na primeira entrevista depois da tomada de posse como bispo do Porto, Abril de 2014<\/p>\n<p>&#8220;Sejamos ousados, criativos e decididos. Sobretudo onde estiverem em causa os fr&aacute;geis, os pobres e os que sofrem. Os pobres n&atilde;o podem esperar.&rdquo; Primeira homilia como bispo do Porto, Abril de 2014<\/p>\n<p>&ldquo;O di&aacute;logo ser&aacute; timbre do meu viver e caminho do meu encontro com todos.&#8221; Primeira homilia como bispo do Porto, Abril de 2014&ldquo;<\/p>\n<p>Precisamos de uma forma nova de ser l&iacute;der e de ser protagonista, de ser governante e de ser respons&aacute;vel deste pa&iacute;s.&rdquo; A prop&oacute;sito da austeridade, Fevereiro de 2015<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o podemos ser uma Igreja que apenas recebe, que apenas diz &lsquo;vem&rsquo;. Temos de ser uma Igreja que sabe ir, que sabe estar e que sabe encontrar-se com todos.&rdquo; Fevereiro de 2015<\/p>\n<p>&ldquo;&Eacute; necess&aacute;rio que a Igreja saiba ir ao encontro de todos, sem medo de perder algo de si.&rdquo; Fevereiro de 2015<\/p>\n<p>&ldquo;Se tiv&eacute;ssemos feito pela paz aquilo que temos feito pela guerra, se tiv&eacute;ssemos feito pelo di&aacute;logo aquilo que temos feito pela separa&ccedil;&atilde;o e pelos conflitos, isto n&atilde;o teria acontecido.&rdquo; Na sequ&ecirc;ncia dos atentados de Paris, Novembro de 2015]<\/p>\n<p>&ldquo;Quando adoramos o Senhor nosso Deus, temos de respeitar e adorar o Deus das pessoas, dos nossos irm&atilde;os, independentemente da sua origem, cultura, credo ou ideologia.&rdquo; Na sequ&ecirc;ncia dos atentados de Paris, Novembro de 2015<\/p>\n<p>&ldquo;Vai ser felizmente diferente para eles este Natal, mesmo que seja outra a sua f&eacute;, porque encontraram casa junto de n&oacute;s, abrigo na cidade e acolhimento humano em terra de gente de paz e de bem.&rdquo; Uma refer&ecirc;ncia ao primeiro Natal dos refugiados acabados de chegar, Dezembro de 2015<\/p>\n<p>&ldquo;Uma ofensa &agrave; dignidade humana e aos direitos fundamentais da dignidade humana. Isso n&atilde;o h&aacute; povo que o possa fazer, nem h&aacute; respons&aacute;vel que o possa assumir.&rdquo; A prop&oacute;sito da elei&ccedil;&atilde;o de Donald Trump, Novembro de 2016]<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #800080;\"><strong>Morreu um homem bom e um grande bispo<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&laquo;Via-se que D. Francisco Ant&oacute;nio dos Santos n&atilde;o fazia carreira eclesi&aacute;stica. Deixou marcas no laicado de Aveiro, convivia com as fam&iacute;lias como se fizesse parte de cada uma; j&aacute; no Porto, disse um &ldquo;basta&rdquo; &agrave; desigualdade e conquistou o respeito de comerciantes, empres&aacute;rios e militares.<\/p>\n<p>Quando morre um homem bom o mundo fica mais pobre. Hoje, Portugal e a sua Igreja perderam um desses homens que nos fazem falta: D. Ant&oacute;nio Francisco, o bispo do Porto. Reconhecidamente um homem bom.<\/p>\n<p>O pastor que escolhera como lema episcopal &ldquo;Nas tuas m&atilde;os&rdquo; morreu, inesperadamente, de ataque card&iacute;aco, quando nada o fazia prever, deixando em estado de choque todos os que com ele conviveram nos &uacute;ltimos dias como se a sua divisa tivesse sido integralmente cumprida. E o primeiro coment&aacute;rio das mais variadas bocas foi exactamente este repetitivo, mas genu&iacute;no, perdemos &ldquo;um homem bom&rdquo;. O verdadeiro Pastor com cheiro a ovelhas, que o Papa Francisco gostava que fosse a marca de todos os bispos.<\/p>\n<p>Um homem de uma simplicidade intoc&aacute;vel desde o tempo da sua inf&acirc;ncia em Cinf&atilde;es, mas que a sabedoria, adquirida nos tempos dos estudos de Sociologia, Filosofia e Teologia em Paris, alargara a vis&atilde;o e a experi&ecirc;ncia de vida enriquecera, permitindo-lhe uma coragem e frontalidade que lhe permitia dizer &ldquo;basta de sacrif&iacute;cios impostos aos mais pobres&rdquo; ainda nos anos da troika, em nome dos mais fr&aacute;geis sem que se lhe manchasse nunca uma esp&eacute;cie de do&ccedil;ura que justificava de quem n&atilde;o o conhecia esta pergunta: quem &eacute; este homem? Este Pastor que se confunde como mais um no meio do rebanho e aparenta conhecer de cor o nome das &ldquo;ovelhas&rdquo;?<\/p>\n<p>Foi essa a pergunta que fiz aos seus diocesanos de Aveiro j&aacute; a meio da sua estadia por essa diocese quando o vi pela primeira vez no final de uma actividade promovida pelas jovens diocesanas. Percebi depois porque a sa&iacute;da de D. Ant&oacute;nio, alguns anos mais tarde, pareceu deix&aacute;-los numa esp&eacute;cie de orfandade, que nada tinha a ver com o perfil do seu sucessor.<\/p>\n<p>Talvez a lideran&ccedil;a das Equipas de Nossa Senhora e a presen&ccedil;a enquanto director espiritual do movimento dos Cursilhos de Cristandade tivesse contribu&iacute;do para esse conhecimento apurado dos problemas reais das fam&iacute;lias que o rodeavam e o seguiam de perto, t&atilde;o perto, que se confundia como uma esp&eacute;cie de p&aacute;roco de todas as freguesias. Entrando na intimidade de centenas, sobretudo de casais ainda muito jovens, como se fosse apenas mais um membro da fam&iacute;lia. O laicado daquela diocese mostrava uma vitalidade inusitada.<\/p>\n<p>Vi-o depois um sem-n&uacute;mero de vezes. E acabou tamb&eacute;m por gerar em mim o mesmo sentimento de proximidade. Conhecia-nos em fam&iacute;lia pelos nomes, perguntava por alegrias e tristezas. A sua mod&eacute;stia n&atilde;o lhe ter&aacute; facilitado a entrada na grande diocese do Porto, deixando-lhe transparecer uma certa nostalgia pela experiencia passada.<\/p>\n<p>O facto de Aveiro ser uma diocese nova (o que s&atilde;o 75 anos contra os cinco s&eacute;culos de vida de dioceses como a do Porto?) ter&aacute; permitido que se sentisse a&iacute; de tal forma em casa que s&oacute; por obedi&ecirc;ncia ter&aacute; aceitado a passagem para a lideran&ccedil;a da diocese do Porto (ainda por cima sucedendo a uma figura como a de D. Manuel Clemente). Via-se que n&atilde;o fazia carreira eclesi&aacute;stica e que as honrarias pr&oacute;prias da import&acirc;ncia do cargo lhe pesavam mais do que lhe agradavam, como uma roupa que lhe estivesse larga demais para a mod&eacute;stia das suas ambi&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>N&atilde;o por acaso o novo bispo chegou ao Porto rodeado de aveirenses a quem na sua homilia inicial agradeceu o apoio e pediu ora&ccedil;&otilde;es. Ordenado bispo no dia de S&atilde;o Jos&eacute;, via-se como esse santo a quem Deus trocara frequentemente as voltas. Aos sacerdotes falou como &ldquo;irm&atilde;os&rdquo;. Citando Santo Agostinho, comunicou-lhes que queria &ldquo; ser bispo para v&oacute;s e irm&atilde;o convosco&rdquo;, fazendo lembrar a chegada ao papado do outro Francisco em cujos gestos e ac&ccedil;&otilde;es se revia por inteiro e quase antecipava.<\/p>\n<p>Um ano depois, no balan&ccedil;o desses primeiros 365 dias numa not&aacute;vel entrevista &agrave; Renascen&ccedil;a, feita pelo jornalista Henrique Cunha, ergueu a sua voz em nome dos pobres. &ldquo;Basta&rdquo;, afirmou, defendendo: &ldquo;Precisamos de uma forma de ser l&iacute;der e ser protagonista, de ser governante e de ser respons&aacute;vel deste pa&iacute;s&rdquo;. Uma nova forma que passava, em seu entender, por &ldquo;dizer a verdade aos cidad&atilde;os&rdquo;. Vale a pena reler o texto integral.<\/p>\n<p>Nesse Fevereiro de 2015, a oito meses das elei&ccedil;&otilde;es legislativas, acrescentava: &ldquo;&Eacute; tempo de dizermos que h&aacute; caminhos novos a percorrer. O esfor&ccedil;o tem de ter o seu resultado e o trabalho que se realizou at&eacute; aqui tem agora de criar patamares novos de desenvolvimento da economia e da justi&ccedil;a social de equidade entre todos para que as prova&ccedil;&otilde;es e as dificuldades n&atilde;o pesem sobre aqueles que menos t&ecirc;m.&rdquo;<\/p>\n<p>N&atilde;o foi apenas algum Porto que n&atilde;o entendeu todo o significado das suas palavras, foi tamb&eacute;m boa parte do pa&iacute;s. A incomodidade com o novo bispo cresceu um pouco em v&aacute;rios sectores da vida pol&iacute;tico-social. T&iacute;nhamos de novo um bispo do Porto a afirmar preto no branco que o futuro n&atilde;o se &ldquo;faz s&oacute; com grupos, s&oacute; com partidos, s&oacute; com determinadas pessoas&rdquo;.<\/p>\n<p>Na sua &uacute;ltima entrevista &agrave; Renascen&ccedil;a, dada a 14 de Julho ao Miguel Coelho, ouvimo-lo mais uma vez falar do Porto j&aacute; como a sua cidade que n&atilde;o se pode &ldquo;resumir a monumentos, &eacute; alma, vida e gente&rdquo;. Mas nada de vozes do Restelo. Sem saudosismos, falou de um Porto desertificado muito antes da invas&atilde;o de turistas, almas bem-vindas (&ldquo;tamb&eacute;m quem nos visita &eacute; gente!&rdquo;) para dar vida &agrave; nova cidade, desde que esta n&atilde;o perca as suas gentes que sabem acolher como ningu&eacute;m.<\/p>\n<p>Homem de fazer pontes e promover encontros n&atilde;o deixou de envolver todos incluindo as outras confiss&otilde;es religiosas num mesmo di&aacute;logo. Preocupado com a cidade, abriu as portas da Igreja aos n&atilde;o crentes, fazendo-a participar na vida comum e enriquecendo o patrim&oacute;nio tur&iacute;stico, quer com a enorme reabilita&ccedil;&atilde;o dos Cl&eacute;rigos, quer com a abertura da sua pr&oacute;pria casa (o frio, mas lind&iacute;ssimo Pa&ccedil;o Episcopal), uma pequena maravilha at&eacute; aqui escondida dos olhos dos portuenses e estrangeiro.<\/p>\n<p>Homem pr&aacute;tico arranjou tamb&eacute;m com isso novas receitas para uma Igreja depauperada.<br \/>Ganhou o respeito de empres&aacute;rios e comerciantes e nem os militares ficaram de fora desse espirito de proximidade e coopera&ccedil;&atilde;o. O Porto voltou a perder um D. Ant&oacute;nio que marcar&aacute; de novo a cidade enquanto bispo. Ambos t&atilde;o perto da doutrina que Francisco nos pede, ansiosamente, para adoptar. Partiu inesperadamente este homem bom que adoptou como divisa episcopal &ldquo;nas tuas m&atilde;os&rdquo;. Hoje, subitamente, cumpriu-se a divisa.<\/p>\n<p>&ldquo;[Apelo] &agrave; sociedade civil, &agrave;s autarquias e ao pr&oacute;prio Estado, para encontrarem respostas estruturais e solu&ccedil;&otilde;es definitivas que tirem estas pessoas das ruas.&rdquo; Mensagem no Jubileu dos Sem-Abrigo, Novembro de 2016<br \/>&ldquo;O Porto n&atilde;o &eacute; apenas um monumento erguido; &eacute; alma, &eacute; vida, &eacute; gente.&rdquo; Sobre o crescimento do turismo na cidade do Porto, em entrevista &agrave; Renascen&ccedil;a, Julho de 2017.&raquo;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Gra&ccedil;a Franco, RR, 11-09-2017<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Morreu D. 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