{"id":1935,"date":"2023-01-21T12:18:31","date_gmt":"2023-01-21T12:18:31","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/site\/?p=1935"},"modified":"2026-04-18T09:43:35","modified_gmt":"2026-04-18T09:43:35","slug":"s-vicente-diacono-e-martir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/s-vicente-diacono-e-martir\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria de S\u00e3o Vicente"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-1933\" style=\"margin-left: 8px; float: right;\" src=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/S_Vicente.jpg\" alt=\"S Vicente\" width=\"500\" height=\"815\" srcset=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/S_Vicente.jpg 400w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/S_Vicente-184x300.jpg 184w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>S\u00e3o Vicente \u00e9 o mais c\u00e9lebre dos m\u00e1rtires hisp\u00e2nicos, o \u00fanico que se encontra incorporado na liturgia da igreja universal. O seu dia celebra-se a 22 de janeiro.<\/p>\n<p>Desde muito cedo foi objeto de um culto amplamente difundido. J\u00e1 o grande poeta Paulino de Nola, que viveu na segunda metade do s\u00e9culo IV e na primeira do s\u00e9culo V, lhe atribu\u00eda o mesmo estatuto que o de Santo Ambr\u00f3sio em It\u00e1lia, ou o de S\u00e3o Martinho de Tours na G\u00e1lia. O seu contempor\u00e2neo Prud\u00eancio dedica-lhe um longo poema, al\u00e9m de largo excerto noutro hino a prop\u00f3sito da cidade natal do m\u00e1rtir, Sarago\u00e7a. Nos primeiros anos do s\u00e9culo V, por volta de 410-412, Agostinho assim dizia em Cartago num dos serm\u00f5es compostos para a missa da festa do m\u00e1rtir (<span style=\"font-size: 8pt;\">&#8220;Sermo&#8221; 276, PL 38, 1257)<\/span>:<br \/>\n\u00abQual \u00e9 hoje a regi\u00e3o, qual a prov\u00edncia, at\u00e9 onde quer que se estenda tanto o imp\u00e9rio romano como o nome de Cristo, que n\u00e3o rejubile por celebrar o dia consagrado a Vicente?\u00bb<\/p>\n<p>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o hagiogr\u00e1fica, os acontecimentos ter-se-iam passado na sequ\u00eancia de uma s\u00e9rie de decretos dos imperadores Diocleciano e Maximiano, emitidos nos anos 303 e 304, que intentavam reprimir o culto crist\u00e3o por todo o imp\u00e9rio. Vicente seria di\u00e1cono em Sarago\u00e7a, quando \u00e9 preso por um governador de quem n\u00e3o temos qualquer outra refer\u00eancia e cuja exist\u00eancia \u00e9 muito problem\u00e1tica, de nome Daciano. Recusando revelar o s\u00edtio dos livros de culto e abjurar, como ordenava o decreto imperial, \u00e9 levado para Val\u00eancia (epis\u00f3dio singular, pois Sarago\u00e7a e Val\u00eancia pertenciam a prov\u00edncias distintas, uma \u00e0 Tarraconense, a outra \u00e0 Cartaginense, cada uma com o seu pr\u00f3prio governador). Das sequelas do interrogat\u00f3rio sob tortura a que foi submetido, faleceu a 22 de janeiro do ano 304.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a morte, a hagiografia deixou-nos acontecimentos miraculosos, como o epis\u00f3dio do corvo e o do regresso do corpo a terra, ap\u00f3s ter sido lan\u00e7ado ao mar. Poucos anos depois, a partir de 313, no tempo do imperador Constantino, constr\u00f3i-se um sepulcro martirial em Val\u00eancia, que mais tarde daria lugar uma bas\u00edlica extramuros, onde o corpo era venerado pelos devotos.<\/p>\n<p>O culto difundiu-se rapidamente. Corroborando os textos hagiogr\u00e1ficos, Val\u00eancia assumiu-se desde logo como sua sede privilegiada. Aqui ficava a igreja que acolhia o corpo do m\u00e1rtir, citada por Prud\u00eancio e pela Paix\u00e3o traduzida mais adiante. Al\u00e9m disso, uma inscri\u00e7\u00e3o transmitida por um manuscrito do s\u00e9culo IX indica que o bispo Justiniano (527-548), membro de uma fam\u00edlia de ilustres literatos e eclesi\u00e1sticos, al\u00e9m de muito devoto do santo, ter\u00e1 deixado os seus bens em testamento a um mosteiro dedicado a S\u00e3o Vicente, que a tradi\u00e7\u00e3o identifica hoje com San Vicente de la Roqueta.<\/p>\n<p>O outro local importante era Sarago\u00e7a, onde Vicente fora di\u00e1cono e onde o seu mart\u00edrio come\u00e7ara. J\u00e1 em finais do s\u00e9culo IV e in\u00edcios do s\u00e9culo V, o poeta Prud\u00eancio refere o culto que a\u00ed se desenvolvia, aludindo a umas rel\u00edquias (fala de algum objeto com o sangue do m\u00e1rtir). Em 541, durante o cerco de Childeberto, rei da N\u00eaustria, Sarago\u00e7a teria sido salva pela interven\u00e7\u00e3o miraculosa da t\u00fanica do m\u00e1rtir, em epis\u00f3dio mais adiante referido. Na primeira metade do s\u00e9culo VII, o poeta Eug\u00e9nio de Toledo dedica um epigrama a uma igreja do santo, aludindo ao sangue e \u00e0 t\u00fanica, t\u00fanica que reaparece numa ora\u00e7\u00e3o da missa composta na mesma altura. Eug\u00e9nio foi, de resto, arcediago desta igreja.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Val\u00eancia e Sarago\u00e7a, cidades indissoci\u00e1veis da figura de S\u00e3o Vicente, o culto cedo se estendeu a outras cidades da Hisp\u00e2nia. Em Sevilha, j\u00e1 antes de 428, quando os V\u00e2ndalos invadem a cidade, a catedral onde Isidoro se recolheu na v\u00e9spera de morrer estaria dedicada a S. Vicente. A catedral de C\u00f3rdova tamb\u00e9m estaria sob a invoca\u00e7\u00e3o do m\u00e1rtir em per\u00edodo anterior \u00e0s invas\u00f5es mu\u00e7ulmanas.<\/p>\n<p>A epigrafia documenta-nos o desenvolvimento do culto em \u00e9poca recuada. Temos conhecimento, talvez no s\u00e9culo V, de uma igreja em Toledo. No s\u00e9culo VI, h\u00e1 not\u00edcia de tr\u00eas igrejas dedicadas ao m\u00e1rtir: uma em Nativola, Granada (consagrada em 594), outra em Ceheg\u00edn na prov\u00edncia de M\u00farcia, e uma terceira em Loja, perto de C\u00f3rdova. No s\u00e9culo VII, no ano 644, consagra-se um templo em Vejer de la Miel, perto de C\u00e1dis. Tamb\u00e9m o calend\u00e1rio epigr\u00e1fico de Carmona, porventura do s\u00e9culo VI ou VII, assinala o dia do santo. No s\u00e9culo VII, o impulso dado ao culto \u00e9 atestado pela significativa produ\u00e7\u00e3o lit\u00fargica (um hino, ora\u00e7\u00f5es, uma missa, serm\u00f5es), alguma da qual percorreremos nas p\u00e1ginas seguintes.<\/p>\n<p>E desde o s\u00e9culo VIII at\u00e9 ao s\u00e9culo X, a prolifera\u00e7\u00e3o de igrejas dedicadas a S\u00e3o Vicente \u00e9 not\u00e1vel por toda a Hisp\u00e2nia: cite-se apenas Oviedo, onde em 761 s\u00e3o depositadas umas rel\u00edquias trazidas de Val\u00eancia.<\/p>\n<p>Em \u00c1frica, sabemos que, por in\u00edcios do s\u00e9culo V, o dia de S\u00e3o Vicente era celebrado com grande solenidade. O ilustre Agostinho redigiu, entre 410 e 412, quatro serm\u00f5es para este dia, um outro com larga refer\u00eancia, e, se acaso for do bispo de Hipona, um sexto entre 410 e 419 <span style=\"font-size: 8pt;\">(&#8220;Serm. 4 De Iacob et Iesau&#8221;)<\/span>. Em quatro deles indica expressamente que tinham acabado de escutar a leitura da Paix\u00e3o do m\u00e1rtir. No s\u00e9culo VI, o seu culto est\u00e1 atestado por um calend\u00e1rio lit\u00fargico de Cartago, escrito entre 506 e 535, por alguns serm\u00f5es an\u00f3nimos e pela epigrafia.<\/p>\n<p>Na G\u00e1lia e Aquit\u00e2nia, o culto remonta, pelo menos, a meados do s\u00e9culo V. (&#8230;) O s\u00e9culo IX assiste a uma not\u00e1vel expans\u00e3o do culto de S\u00e3o Vicente (&#8230;). Mas, de longe, a igreja mais famosa na G\u00e1lia \u00e9 a de Paris. Em 541, em campanha contra o rei visigodo T\u00eaudis, o rei Childeberto da N\u00eaustria sitia Sarago\u00e7a. A t\u00fanica de Vicente, mencionada por Eug\u00e9nio de Toledo e na missa reelaborada no s\u00e9culo VI na Hisp\u00e2nia, ent\u00e3o reino dos Visigodos, foi levada em prociss\u00e3o em redor das muralhas e a cidade foi salva. Childeberto pediu ent\u00e3o ao bispo da cidade rel\u00edquias do m\u00e1rtir. Este concedeu-lhe a estola (esp\u00e9cie de manto que se usava sobre a t\u00fanica). No regresso, Childeberto edificou em Paris uma bas\u00edlica dedicada a S\u00e3o Vicente onde depositou a rel\u00edquia, tendo sido consagrada em 558 pelo bispo de Paris, Germano. Este foi o pante\u00e3o dos primeiros reis merov\u00edngios. Nos finais do s\u00e9culo X e in\u00edcios do s\u00e9culo XI, a igreja foi reconstru\u00edda. Em 1163, a igreja foi dedicada de novo a S. Germano, sendo desde ent\u00e3o conhecida como Saint-Germain-des-Pr\u00e9s. Em It\u00e1lia, o culto tamb\u00e9m se desenvolveu desde muito cedo. (&#8230;)<\/p>\n<p>Por estas brev\u00edssimas notas, \u00e9 evidente a espantosa difus\u00e3o que o culto a S\u00e3o Vicente alcan\u00e7ou nos s\u00e9culos anteriores \u00e0 nossa nacionalidade. Ora, sucede que os in\u00edcios do reino de Portugal, e, em particular, a cidade de Lisboa, est\u00e3o indissociavelmente ligados ao di\u00e1cono de Sarago\u00e7a.<\/p>\n<p>J\u00e1 antes da conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, temos not\u00edcia da exist\u00eancia de bas\u00edlicas dedicadas ao m\u00e1rtir no que ser\u00e1 mais tarde territ\u00f3rio portugu\u00eas. Um documento do ano 830 (seguido de dois outros de cerca de 908 e do ano 911) refere uma igreja dedicada a S\u00e3o Vicente em Infias, Braga, que poder\u00e1 remontar ao s\u00e9culo VII. Em 972, documenta\u00e7\u00e3o referente ao mosteiro do Lorv\u00e3o menciona uma igreja nas imedia\u00e7\u00f5es de Coimbra; documentos dos anos 970 e 973 aludem a uma Porta de S\u00e3o Vicente, nos limites das terras de um mosteiro designado &#8220;de Bacalusti&#8221;, nas margens do rio Douro; em 978 e 1002 refere-se uma igreja de S\u00e3o Vicente &#8220;de Pararia&#8221;.<\/p>\n<p>Antes de 1094, quando passa para a posse do bispo de Coimbra, o mosteiro da Vacari\u00e7a, na regi\u00e3o da Mealhada, associava a invoca\u00e7\u00e3o a S\u00e3o Vicente \u00e0 de S\u00e3o Salvador, e j\u00e1 antes de meados do s\u00e9culo XI, o mosteiro de Guimar\u00e3es tinha o m\u00e1rtir de Val\u00eancia como um dos seus titulares secund\u00e1rios. O censual de Braga, escrito entre 1088 e 1091, do qual se conserva apenas a parte respeitante \u00e0 regi\u00e3o entre o Lima e o Ave, refere oito igrejas dedicadas a S\u00e3o Vicente, e mais duas em que o m\u00e1rtir se associa a outro patrono. Enfim, a documenta\u00e7\u00e3o medieval identifica noutras regi\u00f5es outras igrejas sob a invoca\u00e7\u00e3o do m\u00e1rtir que podem remontar a per\u00edodo anterior a meados do s\u00e9culo XII.<\/p>\n<p>Em Lisboa, a mais antiga atesta\u00e7\u00e3o remonta ao tempo do nosso primeiro rei. Ao sitiar Lisboa em 1147, D. Afonso Henriques fizera o voto de, se a cidade lhe ca\u00edsse nas m\u00e3os e os infi\u00e9is fossem aniquilados, mandar construir dois mosteiros junto a dois cemit\u00e9rios que se revelavam necess\u00e1rios para sepultar os cruzados que sucumbiam junto \u00e0s muralhas do castelo. Uma das igrejas foi erigida junto ao cemit\u00e9rio dos teut\u00f3nicos em 1148 sob a invoca\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Vicente. N\u00e3o sabemos se j\u00e1 ali haveria um culto mais antigo, se era uma cria\u00e7\u00e3o expressa. Tendo o rei dado a escolher ao bispo D. Gilberto e aos c\u00f3negos uma das duas igrejas, estes optaram por Santa Maria dos M\u00e1rtires (a atual S\u00e9 de Lisboa), junto ao cemit\u00e9rio dos ingleses. A igreja de S\u00e3o Vicente ficou ent\u00e3o na posse do rei, e foi dirigida por presb\u00edteros ingleses, at\u00e9 D. Afonso Henriques nomear o primeiro prior, Gualter, de origem flamenga, a que se seguiram c\u00f3negos regrantes da confian\u00e7a do rei. Isto \u00e9 relatado na &#8220;Not\u00edcia da funda\u00e7\u00e3o do mosteiro de S\u00e3o Vicente&#8221;, redigida em 1188.<\/p>\n<p><strong><img decoding=\"async\" class=\" alignright wp-image-1934\" style=\"margin-left: 6px; float: right;\" src=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/SVicent.jpg\" alt=\"SVicent\" width=\"309\" height=\"432\" srcset=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/SVicent.jpg 419w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/SVicent-215x300.jpg 215w\" sizes=\"(max-width: 309px) 100vw, 309px\" \/>Mas o que liga intrinsecamente Lisboa a S\u00e3o Vicente \u00e9 a chegada das suas rel\u00edquias ocorrida em 1173<\/strong>. Conta a &#8220;Cr\u00f3nica de Al-Razi&#8221;, composta no s\u00e9culo X, que conhecemos por interm\u00e9dio de uma tradu\u00e7\u00e3o portuguesa do s\u00e9culo XIV feita a mando de D. Dinis, que, durante a persegui\u00e7\u00e3o de Abderram\u00e1n I (756-788), <strong>o corpo de S\u00e3o Vicente fora levado de Val\u00eancia<\/strong>, onde estaria na antiga igreja sob sua invoca\u00e7\u00e3o, <strong>para o Promont\u00f3rio Sacro, hoje Cabo de S\u00e3o Vicente, em Sagres<\/strong>. O car\u00e1ter sagrado do local j\u00e1 na Antiguidade era assinalado, desde, pelo menos, o ge\u00f3grafo Estrab\u00e3o, que viveu nos s\u00e9culos I a.C. e I d.C., Pl\u00ednio (s\u00e9culo I d.C.) e outros autores do mundo cl\u00e1ssico. A &#8220;Hist\u00f3ria Pseudo Isidoriana&#8221; e o ge\u00f3grafo Al-Idrisi em obra de meados do s\u00e9culo XII afirmavam que ali existiria uma &#8220;<strong>igreja dos corvos<\/strong>&#8220;. Porventura, desde \u00e9poca recuada, ali poderia ter havido uma capela. Esta tradi\u00e7\u00e3o sustentava a pretens\u00e3o de Lisboa, pretens\u00e3o essa apoiada nos s\u00e9culos XVI e XVIII por Ambr\u00f3sio de Morales e Henrique Fl\u00f3rez: <strong>seria aqui que estavam efetivamente as rel\u00edquias do santo<\/strong>.<\/p>\n<p>Diga-se que Lisboa n\u00e3o era a \u00fanica cidade a presumir ter o corpo do m\u00e1rtir. Aimoin de Saint-Gerrnain-des-Pr\u00e9s conta que o corpo do m\u00e1rtir fora trazido, em 863, de Val\u00eancia para Castres, uma cidade no sul de Fran\u00e7a. No s\u00e9culo XI, um bra\u00e7o num relic\u00e1rio fora levado de Val\u00eancia para Bari. Tamb\u00e9m San Vincenzo ai Volturno (desde in\u00edcios do s\u00e9culo VIII), e depois Cortona e Metz, Benevento e Monembasia (no sul da Gr\u00e9cia), reclamavam deter o corpo do santo. Por outro lado, o s\u00e9culo XII \u00e9 um per\u00edodo de intenso &#8220;achamento&#8221; de corpos santos e rel\u00edquias, geralmente com o objetivo de promover a peregrina\u00e7\u00e3o e ampliar o prest\u00edgio e o estatuto das respetivas igrejas. Relembre-se apenas, no in\u00edcio do s\u00e9culo, Braga e Compostela, que se dedicaram \u00e0 disputa da posse de corpos santos.<\/p>\n<p>Neste contexto, em <strong>1173<\/strong>, de acordo com um texto de finais do s\u00e9culo XII ou do s\u00e9culo XIII da autoria de Est\u00eav\u00e3o, chantre da catedral de Lisboa, e que segundo Aires Nascimento, <strong>corresponde ao momento da instaura\u00e7\u00e3o do culto na diocese de Lisboa<\/strong>, um an\u00f3nimo alerta para a exist\u00eancia do corpo do m\u00e1rtir na ponta do Algarve, em m\u00e3os dos infi\u00e9is. No dia <strong>15 de setembro, as rel\u00edquias chegam a Lisboa<\/strong>, ficando na igreja de Santa Justa, antes de se recolherem no dia seguinte na S\u00e9, com a oposi\u00e7\u00e3o da igreja real de S\u00e3o Vicente. <strong>O m\u00e1rtir de Val\u00eancia tornou-se assim o padroeiro de Lisboa, sendo o dia da chegada do seu corpo celebrado na liturgia <\/strong>e em animadas festas populares (15 de setembro). E este dia, que no s\u00e9culo XIX mudou para 16 de setembro, foi comemorado at\u00e9 recentemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Paulo Farmhouse Alberto<\/strong>,<br \/>\n<span style=\"font-size: 8pt;\">In &#8220;Santos e Milagres na Idade M\u00e9dia em Portugal&#8221;, vol. I, <\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: 8pt;\">ed. Centro de Estudos Cl\u00e1ssicos &#8211; Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Vicente \u00e9 o mais c\u00e9lebre dos m\u00e1rtires hisp\u00e2nicos, o \u00fanico que se encontra incorporado na liturgia da igreja universal. 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