{"id":764,"date":"2011-12-27T22:45:48","date_gmt":"2011-12-27T22:45:48","guid":{"rendered":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/site\/?p=764"},"modified":"2026-03-21T15:41:40","modified_gmt":"2026-03-21T15:41:40","slug":"santa-maria-mae-de-deus-1-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/santa-maria-mae-de-deus-1-de-janeiro\/","title":{"rendered":"Santa Maria M\u00e3e de Deus &#8211; 1 de Janeiro"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-763\" src=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/MaedeDeus.jpg\" alt=\"MaedeDeus\" width=\"300\" height=\"162\" style=\"float: right;\" srcset=\"https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/MaedeDeus.jpg 896w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/MaedeDeus-300x162.jpg 300w, https:\/\/paroquiaqueijas.net\/portal\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/MaedeDeus-768x416.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Neste primeiro dia do ano, a liturgia coloca-nos diante de evoca&ccedil;&otilde;es diversas, ainda que todas importantes. Celebra-se, em primeiro lugar, a Solenidade de Santa Maria, M&atilde;e de Deus: somos convidados a contemplar a figura de Maria, aquela mulher que, com o seu &#8220;sim&#8221; ao projecto de Deus, nos ofereceu Jesus, o nosso libertador.<\/span><br \/>\nCelebra-se, em segundo lugar, o Dia Mundial da Paz: em 1968, o Papa Paulo VI prop&ocirc;s aos homens de boa vontade que, neste dia, se rezasse pela paz no mundo.<\/span><\/p>\n<p>Celebra-se, finalmente, o primeiro dia do ano civil: &eacute; o in&iacute;cio de uma caminhada percorrida de m&atilde;os dadas com esse Deus que nos ama, que em cada dia nos cumula da sua b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o e nos oferece a vida em plenitude.<\/span><\/p>\n<p>As leituras que hoje nos s&atilde;o propostas exploram, portanto, estas diversas coordenadas. Elas evocam esta multiplicidade de temas e de celebra&ccedil;&otilde;es.<br \/>Na <span style=\"text-decoration: underline;\">primeira leitura<\/span>, sublinha-se a dimens&atilde;o da presen&ccedil;a cont&iacute;nua de Deus na nossa caminhada e recorda-se que a sua b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o nos proporciona a vida em plenitude.<\/span><\/p>\n<p>Na <span style=\"text-decoration: underline;\">segunda leitura<\/span>, a liturgia evoca, outra vez, o amor de Deus, que enviou o seu Filho ao encontro dos homens para os libertar da escravid&atilde;o da Lei e para os tornar seus &#8220;filhos&#8221;. &Eacute; nessa situa&ccedil;&atilde;o privilegiada de &#8220;filhos&#8221; livres e amados que podemos dirigir-nos a Deus e chamar-lhe &#8220;abb&aacute;&#8221; (&#8220;pap&aacute;&#8221;).<\/span><\/p>\n<p>O <span style=\"text-decoration: underline;\">Evangelho<\/span> mostra como a chegada do projecto libertador de Deus (que se tornou realidade plena no nosso mundo atrav&eacute;s de Jesus) provoca alegria e felicidade naqueles que n&atilde;o t&ecirc;m outra possibilidade de acesso &agrave; salva&ccedil;&atilde;o: os pobres e os marginalizados. Convida-nos tamb&eacute;m a louvar a Deus pelo seu amor e a testemunhar o des&iacute;gnio libertador de Deus no meio dos homens.<br \/>Maria, a mulher que proporcionou o nosso encontro com Jesus, &eacute; o modelo do crente que &eacute; sens&iacute;vel aos projectos de Deus, que sabe ler os seus sinais na hist&oacute;ria, que aceita acolher a proposta de Deus no cora&ccedil;&atilde;o e que colabora com Deus na concretiza&ccedil;&atilde;o do projecto divino de salva&ccedil;&atilde;o para o mundo.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong>Primeira Leitura (Num 6,22-27)<\/strong><\/span><br \/>Leitura do Livro dos N&uacute;meros<\/span><\/p>\n<p>O Senhor disse a Mois&eacute;s:<\/span><br \/>&laquo;Fala a Aar&atilde;o e aos seus filhos e diz-lhes:<\/span><br \/>Assim aben&ccedil;oareis os filhos de Israel, dizendo:<\/span><br \/>&#8216;O Senhor te aben&ccedil;oe e te proteja.<\/span><br \/>O Senhor fa&ccedil;a brilhar sobre ti a sua face<\/span><br \/>e te seja favor&aacute;vel.<\/span><br \/>O senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz&#8217;.<\/span><br \/>Assim invocar&atilde;o o meu nome sobre os filhos de Israel<\/span><br \/>e Eu os aben&ccedil;oarei&raquo;.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong><span style=\"font-size: 8pt;\">SALMO RESPONSORIAL &ndash; Salmo 66 (67)<\/span><\/strong><br \/>Refr&atilde;o: Deus Se compade&ccedil;a de n&oacute;s e nos d&ecirc; a sua b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o.<\/span><br \/>\nDeus Se compade&ccedil;a de n&oacute;s e nos d&ecirc; a sua b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o,<br \/>resplande&ccedil;a sobre n&oacute;s a luz do seu rosto.<br \/>Na terra se conhecer&atilde;o os seus caminhos<br \/>e entre os povos a sua salva&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p>Alegrem-se e exultem as na&ccedil;&otilde;es,<br \/>porque julgais os povos com justi&ccedil;a<br \/>e governais as na&ccedil;&otilde;es sobre a terra.<\/span><\/p>\n<p>Os povos Vos louvem, &oacute; Deus,<br \/>todos os povos Vos louvem.<br \/>Deus nos d&ecirc; a sua b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o<br \/>e chegue o seu temor aos confins da terra.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong>Segunda Leitura (Gal 4,4-7)<\/strong><\/span><br \/>Leitura da Ep&iacute;stola do ap&oacute;stolo S&atilde;o Paulo aos G&aacute;latas<\/span><\/p>\n<p>Irm&atilde;os:<\/span><br \/>Quando chegou a plenitude dos tempos,<\/span><br \/>Deus enviou o seu Filho,<\/span><br \/>nascido de uma mulher e sujeito &agrave; Lei,<\/span><br \/>para resgatar os que estavam sujeitos &agrave; Lei<\/span><br \/>e nos tornar seus filhos adoptivos.<\/span><br \/>E porque sois filhos,<\/span><br \/>Deus enviou aos nossos cora&ccedil;&otilde;es<\/span><br \/>o Esp&iacute;rito de seu Filho, que clama:<\/span><br \/>&laquo;Abb&aacute;! Pai!&raquo;<\/span><br \/>Assim, j&aacute; n&atilde;o &eacute;s escravo, mas filho.<\/span><br \/>E, se &eacute;s filho, tamb&eacute;m &eacute;s herdeiro, por gra&ccedil;a de Deus.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"font-size: 8pt;\"><strong>EVANGELHO &ndash; (Lc 2,16-21)<\/strong><\/span><br \/>Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S&atilde;o Lucas<\/span><\/p>\n<p>Naquele tempo,<\/span><br \/>os pastores dirigiram-se apressadamente para Bel&eacute;m<\/span><br \/>e encontraram Maria, Jos&eacute;<\/span><br \/>e o Menino deitado na manjedoura.<\/span><br \/>Quando O viram, come&ccedil;aram a contar<\/span><br \/>o que lhes tinham anunciado sobre aquele Menino.<\/span><br \/>E todos os que ouviam<\/span><br \/>admiravam-se do que os pastores diziam.<\/span><br \/>Maria conservava todas estas palavras,<\/span><br \/>meditando-as em seu cora&ccedil;&atilde;o.<\/span><br \/>Os pastores regressaram, glorificando e louvando a Deus<\/span><br \/>por tudo o que tinham ouvido e visto,<\/span><br \/>como lhes tinha sido anunciado.<\/span><br \/>Quando se completaram os oito dias<\/span><br \/>para o Menino ser circuncidado,<\/span><br \/>deram-Lhe o nome de Jesus,<\/span><br \/>indicado pelo Anjo,<\/span><br \/>antes de ter sido concebido no seio materno.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Resson&acirc;ncias<\/strong><\/span><br \/>\nCelebramos hoje o primeiro dia do ano; a Solenidade de Maria, M&atilde;e de Deus; e o Dia Mundial da Paz.<br \/>Mais um ano, que come&ccedil;a. Que ele seja para todos de paz e prosperidade, com as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os de Deus.<\/span><\/p>\n<p>Na primeira leitura, encontramos uma linda ora&ccedil;&atilde;o de b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do Antigo Testamento, sugerida pelo pr&oacute;prio Deus. Sublinha a presen&ccedil;a cont&iacute;nua de Deus na nossa caminhada e recorda que a sua b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o proporciona-nos a vida em plenitude.<br \/><span style=\"text-decoration: underline;\">Que sentido tem pedir a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o?<\/span> A b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um acto m&aacute;gico para resolver todos os nossos problemas. Quem a recebe ter&aacute; as mesmas dificuldades que os outros homens. Entretanto, recebe a for&ccedil;a necess&aacute;ria para enfrent&aacute;-las atrav&eacute;s da nova luz que procede da f&eacute;. Pedir a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o &eacute; uma maneira de reconhecer a nossa depend&ecirc;ncia de Deus em todos os dias do novo ano. Pedir a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o da nossa casa &eacute; desejar que o Cristo visite o nosso lar e permane&ccedil;a sob nosso tecto. Pedir a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do carro, n&atilde;o sup&otilde;e que possamos abusar na condu&ccedil;&atilde;o. A for&ccedil;a da b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o n&atilde;o depende dos poderes do Sacerdote que a profere, mas do poder e da vontade de Deus.<\/span><\/p>\n<p>Hoje tamb&eacute;m &eacute; o <span style=\"text-decoration: underline;\">Dia Mundial da Paz<\/span>. A Igreja quer lembrar-nos, desde o primeiro dia do ano, que a paz anunciada pelos anjos em Bel&eacute;m, s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel &agrave;s pessoas de boa vontade que se esfor&ccedil;am dia a dia para construir a Paz, paz que &eacute; antes de tudo obra de justi&ccedil;a e fruto do amor. Paz no cora&ccedil;&atilde;o, na fam&iacute;lia, na vizinhan&ccedil;a, na comunidade, no trabalho&#8230; Ser Instrumento de Paz &eacute; desafio constante a cada um de n&oacute;s .<\/span><\/p>\n<p>A Igreja celebra tamb&eacute;m hoje a festa de <span style=\"text-decoration: underline;\">Maria, M&atilde;e de Deus<\/span>. O Evangelho apresenta-nos Maria, a receber a feliz visita dos pastores e a meditar em seu cora&ccedil;&atilde;o tudo o que diziam do seu Filho. Apresenta tamb&eacute;m a reac&ccedil;&atilde;o dos pastores que, numa atitude de ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as e de testemunho, come&ccedil;am por glorificar e louvar a Deus, por tudo o que tinham visto e ouvido.<br \/>A atitude meditativa de Maria, que interioriza e aprofunda os acontecimentos, e a atitude &#8220;mission&aacute;ria&#8221; dos Pastores, que proclamam a a&ccedil;&atilde;o salvadora de Deus, manifestada no nascimento de Jesus, s&atilde;o duas atitudes essenciais e que deviam estar presentes na vida de cada um de n&oacute;s.<\/span><\/p>\n<p><strong>Que planos tens para este novo ano?<\/strong><br \/>Que tal come&ccedil;ar este novo ano com um olhar diferente e com um cora&ccedil;&atilde;o novo, disposto a descobrires em tudo e em todos, o rosto e as m&atilde;os de um Cristo intensamente presente na tua vida? E, a exemplo de Maria, M&atilde;e de Deus e Rainha da Paz, semeares a Paz ao teu redor para que este novo ano seja mais humano, mais fraterno e mais crist&atilde;o?<\/span><br \/>Feliz Ano Novo com as b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os do Deus-Menino.<\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>GUARDAR NO CORA&Ccedil;&Atilde;O<\/span><\/strong><br \/>\nMaria sabia guardar no seu cora&ccedil;&atilde;o tudo o que sucedia.<\/span><br \/>Maria contemplava a vida, seguia o Teu crescimento,<\/span><br \/>cuidava das Tuas necessidades e ajudava-Te a seres Tu,<\/span><br \/>esse ser humano especial, o Amor tornado pessoa.<\/span><\/p>\n<p>Era uma mulher muito s&aacute;bia e estava atenta a tudo o que era belo.<\/span><br \/>Surpreendeu-se com a simplicidade das maravilhas que nela operaste<\/span><br \/>e admirou, tamb&eacute;m, a bondade e o trabalho de Jos&eacute;,<\/span><br \/>como a toler&acirc;ncia e aceita&ccedil;&atilde;o do que n&atilde;o podia compreender.<\/span><\/p>\n<p>Maria retirava prazer das pequenas coisas de cada dia,<\/span><br \/>e do milagre que transforma um beb&eacute; em pessoa.<\/span><br \/>Sabia gozar a Natureza e preserv&aacute;-la para os outros,<\/span><br \/>vivia serenamente todas as fases da educa&ccedil;&atilde;o do seu Filho.<\/span><\/p>\n<p>Soube deixar acontecer o que tinha que ser,<\/span><br \/>e aceitou o incompreens&iacute;vel, deixando que o Senhor dispusesse dela,<\/span><br \/>mostrando-se t&atilde;o vulner&aacute;vel como dispon&iacute;vel,<\/span><br \/>t&atilde;o flex&iacute;vel quanto generosa, e nela se operou o Milagre.<\/span><\/p>\n<p>Maria sabia guardar todas estas maravilhas no seu cora&ccedil;&atilde;o,<\/span><br \/>sem impaci&ecirc;ncias, sem pedir explica&ccedil;&otilde;es, sem Te questionar&#8230;<\/span><br \/>Ensina-nos, Maria, a aceitar como Tu os acontecimentos sem lhes resistirmos.<\/span><br \/>Ajuda-nos a sermos fortes em vez de nos queixarmos.<\/span><\/p>\n<p>Tu, Maria, M&atilde;e e exemplo, ensina-nos a melhor forma de vida.<\/span><br \/>Contagia-nos com o teu existir simples, austero e generoso.<\/span><br \/>Ajuda-nos a sermos pessoas com Deus,<\/span><span> em Deus <br \/>e para os outros, &agrave; Tua imagem.<\/span><br \/> <\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>M&Atilde;E DE DEUS<br \/>&eacute; o t&iacute;tulo mais importante de Nossa Senhora.<\/strong><br \/><strong>Maria &eacute; de facto M&atilde;e de Deus.<\/strong><br \/><strong>Desde que o Senhor encarnou em Maria, <br \/>desde ent&atilde;o e para sempre, traz junto de si a nossa humanidade.<\/strong><br \/><strong>N&atilde;o existe mais Deus sem o homem.<\/strong><br \/><strong>Na sua M&atilde;e, o Deus do C&eacute;u, <br \/>o Deus infinito tornou-se pequeno, tornou-se mat&eacute;ria, <br \/>para ser n&atilde;o s&oacute; connosco, mas tamb&eacute;m como n&oacute;s.<\/strong><br \/><strong>Eis o milagre, eis a novidade.<\/strong><br \/><strong>E n&oacute;s proclam&aacute;mo-la assim, dizendo:<\/strong><br \/><strong>&laquo;M&atilde;e de Deus!&raquo;<\/strong><\/p>\n<p>Papa Francisco, Homilia do 1.&ordm; de Janeiro de 2018<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>SOLENIDADE DE SANTA MARIA M&Atilde;E DE DEUS<\/strong><br \/><strong>Homilia do Papa Francisco &#8211; 1 janeiro 2018<\/strong><\/p>\n<p>O Ano tem in&iacute;cio sob o nome da M&atilde;e de Deus. M&atilde;e de Deus &eacute; o t&iacute;tulo mais importante de Nossa Senhora. Mas a algu&eacute;m poderia vir a pergunta: por que dizemos &laquo;M&atilde;e de Deus&raquo;, e n&atilde;o M&atilde;e de Jesus? Alguns, no passado, pediram para nos cingirmos a isto, mas a Igreja afirmou: Maria &eacute; M&atilde;e de Deus. Devemos estar-lhe agradecidos, porque, nestas palavras, se encerra uma verdade espl&ecirc;ndida sobre Deus e sobre n&oacute;s mesmos, ou seja: desde que o Senhor Se encarnou em Maria &ndash; desde ent&atilde;o e para sempre &ndash;, traz a nossa humanidade agarrada a Ele. J&aacute; n&atilde;o h&aacute; Deus sem homem: a carne que Jesus tomou de sua M&atilde;e, continua ainda agora a ser d&rsquo;Ele e s&ecirc;-lo-&aacute; para sempre. Dizer &laquo;M&atilde;e de Deus&raquo; lembra-nos isto: Deus est&aacute; perto da humanidade como uma crian&ccedil;a da m&atilde;e que a traz no ventre.<\/p>\n<p>A palavra m&atilde;e (mater) remete tamb&eacute;m para a palavra mat&eacute;ria. Em sua M&atilde;e, o Deus do c&eacute;u, o Deus infinito fez-Se pequenino, fez-Se mat&eacute;ria, n&atilde;o s&oacute; para estar connosco, mas tamb&eacute;m para ser como n&oacute;s. Eis o milagre, eis a novidade: o homem j&aacute; n&atilde;o est&aacute; sozinho; nunca mais ser&aacute; &oacute;rf&atilde;o, &eacute; para sempre filho. O Ano tem in&iacute;cio com esta novidade. E n&oacute;s proclamamo-la dizendo assim: M&atilde;e de Deus! &Eacute; a alegria de saber que a nossa solid&atilde;o est&aacute; vencida. &Eacute; a maravilha de nos sabermos filhos amados, de sabermos que esta nossa inf&acirc;ncia nunca mais nos poder&aacute; ser tirada. &Eacute; espelharmo-nos em Deus fr&aacute;gil e menino nos bra&ccedil;os da M&atilde;e e vermos que a humanidade &eacute; querida e sagrada para o Senhor. Por isso, servir a vida humana &eacute; servir a Deus, e toda a vida &ndash; desde a vida no ventre da m&atilde;e, at&eacute; &agrave; vida envelhecida, atribulada e doente, &agrave; vida inc&oacute;moda e at&eacute; repugnante &ndash; deve ser acolhida, amada e ajudada.<\/p>\n<p>Deixemo-nos agora guiar pelo Evangelho de hoje. Da M&atilde;e de Deus, diz-se apenas uma frase: &laquo;guardava todas estas coisas, meditando-as no seu cora&ccedil;&atilde;o&raquo; (Lc 2, 19). Guardava. Simplesmente&hellip; guardava; Maria n&atilde;o fala: d&rsquo;Ela, o Evangelho n&atilde;o refere uma palavra sequer, em toda a narra&ccedil;&atilde;o do Natal. Tamb&eacute;m nisto a M&atilde;e Se associa ao Filho: Jesus &eacute; infante, ou seja, &laquo;sem dizer palavra&raquo;. Ele, o Verbo, a Palavra de Deus que &laquo;muitas vezes e de muitos modos falara nos tempos antigos&raquo; (Heb 1, 1), agora, na &laquo;plenitude dos tempos&raquo; (Gal 4, 4), est&aacute; mudo. O Deus, na presen&ccedil;a de Quem se guarda sil&ecirc;ncio, &eacute; um menino que n&atilde;o fala. A sua majestade &eacute; sem palavras, o seu mist&eacute;rio de amor desvenda-se na pequenez. Esta pequenez silenciosa &eacute; a linguagem da sua realeza. A M&atilde;e associa-Se ao Filho e guarda no sil&ecirc;ncio.<\/p>\n<p>E o sil&ecirc;ncio diz-nos que tamb&eacute;m n&oacute;s, se nos quisermos guardar a n&oacute;s mesmos, precisamos de sil&ecirc;ncio. Precisamos de permanecer em sil&ecirc;ncio, olhando o pres&eacute;pio. Porque, diante do pres&eacute;pio, nos redescobrimos amados; saboreamos o sentido genu&iacute;no da vida. E, olhando em sil&ecirc;ncio, deixamos que Jesus fale ao nosso cora&ccedil;&atilde;o: deixamos que a sua pequenez desmantele o nosso orgulho, que a sua pobreza desinquiete as nossas sumptuosidades, que a sua ternura revolva o nosso cora&ccedil;&atilde;o insens&iacute;vel. Reservar cada dia um tempo de sil&ecirc;ncio com Deus &eacute; guardar a nossa alma; &eacute; guardar a nossa liberdade das banalidades corrosivas do consumo e dos aturdimentos da publicidade, da difus&atilde;o de palavras vazias e das ondas avassaladoras das maledic&ecirc;ncias e da balb&uacute;rdia.<\/p>\n<p>Maria guardava &ndash; continua o Evangelho &ndash; todas estas coisas, meditando-as. Quais eram estas coisas? Eram alegrias e afli&ccedil;&otilde;es: por um lado, o nascimento de Jesus, o amor de Jos&eacute;, a visita dos pastores, aquela noite de luz; mas, por outro, um futuro incerto, a falta de uma casa, &laquo;porque n&atilde;o havia lugar para eles na hospedaria&raquo; (Lc 2, 7), o desconsolo de ver fechar-lhes a porta; a desilus&atilde;o por fazer Jesus nascer num curral. Esperan&ccedil;as e ang&uacute;stias, luz e trevas: todas estas coisas preenchiam o cora&ccedil;&atilde;o de Maria. E que fez Ela? Meditou-as, isto &eacute;, repassou-as com Deus no seu cora&ccedil;&atilde;o. Nada conservou para Si, nada encerrou na solid&atilde;o nem submergiu na amargura; tudo levou a Deus. Foi assim que guardou. Entregando, guarda-se: n&atilde;o deixando a vida &agrave; merc&ecirc; do medo, do des&acirc;nimo ou da supersti&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se fechando nem procurando esquecer, mas dialogando tudo com Deus. E Deus, que Se preocupa connosco, vem habitar nas nossas vidas.<\/p>\n<p>Aqui temos os segredos da M&atilde;e de Deus: guardar no sil&ecirc;ncio e levar a Deus. Isto realizava-se &ndash; conclui o Evangelho &ndash; no seu cora&ccedil;&atilde;o. O cora&ccedil;&atilde;o convida a p&ocirc;r os olhos no centro da pessoa, dos afetos, da vida. Tamb&eacute;m n&oacute;s &ndash; crist&atilde;os em caminho &ndash;, ao princ&iacute;pio do Ano, sentimos a necessidade de recome&ccedil;ar do centro, deixar para tr&aacute;s os pesos do passado e partir do que &eacute; importante. Temos hoje diante de n&oacute;s o ponto de partida: a M&atilde;e de Deus. Pois Maria &eacute; como Deus nos quer, como quer a sua Igreja: M&atilde;e terna, humilde, pobre de coisas e rica de amor, livre do pecado, unida a Jesus, que guarda Deus no cora&ccedil;&atilde;o e o pr&oacute;ximo na vida. Para recome&ccedil;ar, ponhamos os olhos na M&atilde;e. No seu cora&ccedil;&atilde;o, bate o cora&ccedil;&atilde;o da Igreja. Para avan&ccedil;ar &ndash; diz-nos a festa de hoje &ndash;, &eacute; preciso recuar: recome&ccedil;ar do pres&eacute;pio, da M&atilde;e que tem Deus nos bra&ccedil;os.<\/p>\n<p>A devo&ccedil;&atilde;o a Maria n&atilde;o &eacute; galanteria espiritual, mas uma exig&ecirc;ncia da vida crist&atilde;. Olhando para a M&atilde;e, somos encorajados a deixar tantas bagatelas in&uacute;teis e reencontrar aquilo que conta. O dom da M&atilde;e, o dom de cada m&atilde;e e cada mulher &eacute; t&atilde;o precioso para a Igreja, que &eacute; m&atilde;e e mulher. E, enquanto o homem muitas vezes abstrai, afirma e imp&otilde;e ideias, a mulher, a m&atilde;e sabe guardar, fazer a liga&ccedil;&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o, vivificar. Porque a f&eacute; n&atilde;o se pode reduzir apenas a ideia ou a doutrina; precisamos, todos, de um cora&ccedil;&atilde;o de m&atilde;e que saiba guardar a ternura de Deus e ouvir as palpita&ccedil;&otilde;es do homem. A M&atilde;e, aut&oacute;grafo de Deus sobre a humanidade, guarde este Ano e leve a paz de seu Filho aos cora&ccedil;&otilde;es, aos nossos cora&ccedil;&otilde;es, e ao mundo inteiro. E, como filhos d&rsquo;Ela, convido-vos a saud&aacute;-La hoje, simplesmente, com a sauda&ccedil;&atilde;o que os crist&atilde;os de &Eacute;feso pronunciavam diante dos seus Bispos: &laquo;Santa M&atilde;e de Deus!&raquo; Com todo o cora&ccedil;&atilde;o, digamos tr&ecirc;s vezes, todos juntos, fixando-A [voltados para a sua imagem posta ao lado do altar]: &laquo;Santa M&atilde;e de Deus!&raquo;<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>SOLENIDADE DE SANTA MARIA M&Atilde;E DE DEUS<\/strong><br \/><strong>Homilia do Papa Francisco &#8211; 1 janeiro 2019<\/strong><\/p>\n<p>&laquo;Todos os que ouviram se maravilhavam com o que lhes diziam os pastores&raquo; (Lc 2, 18). Maravilhar-nos: a isto somos chamados hoje, na conclus&atilde;o da Oitava de Natal, com o olhar ainda fixo no Menino que nasceu para n&oacute;s, pobre de tudo e rico de amor. Maravilha: &eacute; a atitude que devemos ter no come&ccedil;o do ano, porque a vida &eacute; um dom que nos possibilita come&ccedil;ar sempre de novo, mesmo da condi&ccedil;&atilde;o mais baixa.<\/p>\n<p>Mas hoje &eacute; tamb&eacute;m o dia para nos maravilharmos diante da M&atilde;e de Deus: Deus &eacute; um beb&eacute; nos bra&ccedil;os duma mulher, que alimenta o seu Criador. A imagem que temos &agrave; nossa frente mostra a M&atilde;e e o Menino t&atilde;o unidos que parecem um s&oacute;. Tal &eacute; o mist&eacute;rio de hoje, que suscita uma maravilha infinita: Deus ligou-Se &agrave; humanidade para sempre. Deus e o homem sempre juntos: eis a boa not&iacute;cia no in&iacute;cio do ano. Deus n&atilde;o &eacute; um senhor distante que habita solit&aacute;rio nos c&eacute;us, mas o Amor encarnado, nascido como n&oacute;s duma m&atilde;e para ser irm&atilde;o de cada um, para estar pr&oacute;ximo: o Deus da proximidade. Est&aacute; nos joelhos de sua m&atilde;e, que &eacute; tamb&eacute;m nossa m&atilde;e, e de l&aacute; derrama uma nova ternura sobre a humanidade. E n&oacute;s compreendemos melhor o amor divino, que &eacute; paterno e materno, como o duma m&atilde;e que n&atilde;o cessa de crer nos filhos e nunca os abandona. O Deus-connosco ama-nos independentemente dos nossos erros, dos nossos pecados, do modo como fazemos caminhar o mundo. Deus cr&ecirc; na humanidade, da qual sobressai, primeira e incompar&aacute;vel, a sua M&atilde;e.<\/p>\n<p>No in&iacute;cio do ano, pedimos-Lhe a gra&ccedil;a de nos maravilharmos perante o Deus das surpresas. Renovamos a maravilha das origens, quando nasceu em n&oacute;s a f&eacute;. A M&atilde;e de Deus ajuda-nos: a M&atilde;e que gerou o Senhor, gera-nos para o Senhor. &Eacute; m&atilde;e e gera sempre de novo, nos filhos, a maravilha da f&eacute;, porque a f&eacute; &eacute; um encontro, n&atilde;o &eacute; uma religi&atilde;o. A vida, sem nos maravilharmos, torna-se cinzenta, rotineira; e de igual modo a f&eacute;. Tamb&eacute;m a Igreja precisa de renovar a sua maravilha por ser casa do Deus vivo, Esposa do Senhor, M&atilde;e que gera filhos; caso contr&aacute;rio, corre o risco de assemelhar-se a um lindo museu do passado. A &laquo;Igreja museu&raquo;. Mas, Nossa Senhora introduz na Igreja a atmosfera de casa, duma casa habitada pelo Deus da novidade. Acolhamos maravilhados o mist&eacute;rio da M&atilde;e de Deus, como os habitantes de &Eacute;feso no tempo do Conc&iacute;lio l&aacute; realizado! Como eles, aclamemo-La &laquo;Santa M&atilde;e de Deus&raquo;! Deixemo-nos olhar, deixemo-nos abra&ccedil;ar, deixemo-nos tomar pela m&atilde;o&hellip; por Ela.<\/p>\n<p>Deixemo-nos olhar. Acontece sobretudo nos momentos de necessidade, quando nos encontramos enredados nos n&oacute;s mais intricados da vida, que justamente olhemos para Nossa Senhora, para a M&atilde;e. Mas &eacute; lindo, antes de mais nada, deixar-se olhar por Nossa Senhora. Quando nos olha, Ela n&atilde;o v&ecirc; pecadores, mas filhos. Diz-se que os olhos s&atilde;o o espelho da alma; os olhos da Cheia de Gra&ccedil;a espelham a beleza de Deus, refletem sobre n&oacute;s o para&iacute;so. Jesus disse que os olhos s&atilde;o &laquo;a l&acirc;mpada do corpo&raquo; (Mt 6, 22): os olhos de Nossa Senhora sabem iluminar toda a escurid&atilde;o, reacendem por todo o lado a esperan&ccedil;a. O seu olhar, voltado para n&oacute;s, diz: &laquo;Queridos filhos, coragem! Estou aqui Eu, a vossa m&atilde;e&raquo;.<\/p>\n<p>Este olhar materno, que infunde confian&ccedil;a, ajuda a crescer na f&eacute;. A f&eacute; &eacute; um v&iacute;nculo com Deus que envolve a pessoa inteira, mas, para ser guardado, precisa da M&atilde;e de Deus. O seu olhar materno ajuda a vermo-nos como filhos amados no povo crente de Deus e a amarmo-nos entre n&oacute;s, independentemente dos limites e op&ccedil;&otilde;es de cada um. Nossa Senhora enra&iacute;za-nos na Igreja, onde a unidade conta mais que a diversidade, e exorta-nos a cuidarmos uns dos outros. O olhar de Maria lembra que, para a f&eacute;, &eacute; essencial a ternura, que impede a apatia. Ternura: a Igreja da ternura. Ternura, palavra que hoje muitos querem cancelar do dicion&aacute;rio. Quando h&aacute; lugar na f&eacute; para a M&atilde;e de Deus, nunca se perde o centro: o Senhor. Com efeito, Maria nunca aponta para Si mesma, mas para Jesus e os irm&atilde;os, porque Maria &eacute; m&atilde;e.<\/p>\n<p>Olhar da M&atilde;e, olhar das m&atilde;es. Um mundo que olha para o futuro, privado de olhar materno, &eacute; m&iacute;ope. Aumentar&aacute; talvez os lucros, mas jamais ser&aacute; capaz de ver, nos homens, filhos. Haver&aacute; ganhos, mas n&atilde;o ser&atilde;o para todos. Habitaremos na mesma casa, mas n&atilde;o como irm&atilde;os. A fam&iacute;lia humana fundamenta-se nas m&atilde;es. Um mundo, onde a ternura materna acaba desclassificada a mero sentimento, poder&aacute; ser rico de coisas, mas n&atilde;o rico de amanh&atilde;. M&atilde;e de Deus, ensinai-nos o vosso olhar sobre a vida e volvei o vosso olhar para n&oacute;s, para as nossas mis&eacute;rias. Esses vossos olhos misericordiosos a n&oacute;s volvei.<\/p>\n<p>Deixemo-nos abra&ccedil;ar. Depois do olhar, entra em cena o cora&ccedil;&atilde;o, no qual Maria &ndash; diz o Evangelho de hoje &ndash; &laquo;conservava todas estas coisas, ponderando-as&raquo; (Lc 2, 19). Por outras palavras, Nossa Senhora tomava tudo a peito, abra&ccedil;ava tudo, eventos favor&aacute;veis e contr&aacute;rios. E tudo ponderava, isto &eacute;, levava a Deus. Eis o seu segredo. Da mesma forma, tem a peito a vida de cada um de n&oacute;s: deseja abra&ccedil;ar todas as nossas situa&ccedil;&otilde;es e apresent&aacute;-las a Deus.<br \/>Na vida fragmentada de hoje, onde nos arriscamos a perder o fio &agrave; meada, &eacute; essencial o abra&ccedil;o da M&atilde;e. H&aacute; tanta dispers&atilde;o e solid&atilde;o em giro! O mundo est&aacute; todo conectado, mas parece cada vez mais desunido. Precisamos de nos confiar &agrave; M&atilde;e. Na Sagrada Escritura, Ela abra&ccedil;a muitas situa&ccedil;&otilde;es concretas e est&aacute; presente onde h&aacute; necessidade: vai encontrar a prima Isabel, socorre os esposos de Can&aacute;, encoraja os disc&iacute;pulos no Cen&aacute;culo&#8230; Maria &eacute; rem&eacute;dio para a solid&atilde;o e a desagrega&ccedil;&atilde;o. &Eacute; a M&atilde;e da consola&ccedil;&atilde;o, a M&atilde;e que &ldquo;con-sola&rdquo;: est&aacute; com quem se sente s&oacute;. Ela sabe que, para consolar, n&atilde;o bastam as palavras; &eacute; necess&aacute;ria a presen&ccedil;a. L&aacute; Maria est&aacute; presente como m&atilde;e. Consintamos-Lhe que abrace a nossa vida. Na Salv&eacute; Rainha, chamamos- Lhe &laquo;vida nossa&raquo;: parece exagerado, porque a vida &eacute; Cristo (cf. Jo 14, 6), mas Maria est&aacute; t&atilde;o unida a Ele e t&atilde;o perto de n&oacute;s que n&atilde;o h&aacute; nada melhor do que colocar a vida nas suas m&atilde;os e reconhec&ecirc;-La &laquo;vida, do&ccedil;ura e esperan&ccedil;a nossa&raquo;.<\/p>\n<p>E, depois, no caminho da vida, deixemo-nos tomar pela m&atilde;o. As m&atilde;es tomam pela m&atilde;o os filhos e introduzem-nos amorosamente na vida. Mas hoje, quantos filhos, seguindo por conta pr&oacute;pria, perdem a dire&ccedil;&atilde;o, creem-se fortes e extraviam-se, livres e tornam-se escravos! Quantos, esquecidos do carinho materno, vivem zangados com eles mesmos e indiferentes a tudo! Quantos, infelizmente, reagem a tudo e a todos com veneno e malvadez! A vida &eacute; assim. Mostrar- se mau, &agrave;s vezes, at&eacute; parece um sinal de fortaleza; mas &eacute; s&oacute; fraqueza! Precisamos de aprender com as m&atilde;es que o hero&iacute;smo est&aacute; em doar-se, a fortaleza em ter piedade, a sabedoria na mansid&atilde;o.<\/p>\n<p>Deus n&atilde;o prescindiu da M&atilde;e: por maior for&ccedil;a de raz&atilde;o, precisamos n&oacute;s d&rsquo;Ela. O pr&oacute;prio Jesus no- La deu; e n&atilde;o num momento qualquer, mas quando estava pregado na cruz: &laquo;Eis a tua m&atilde;e&raquo; (Jo 19, 27) &ndash; disse Ele ao disc&iacute;pulo, a cada disc&iacute;pulo. Nossa Senhora n&atilde;o &eacute; opcional: deve ser acolhida na vida. &Eacute; a Rainha da paz, que vence o mal e guia pelos caminhos do bem, rep&otilde;e a unidade entre os filhos, educa para a compaix&atilde;o.<\/p>\n<p>Tomai-nos pela m&atilde;o, Maria. Agarrados a V&oacute;s, superaremos as curvas mais fechadas da hist&oacute;ria. Levai-nos pela m&atilde;o a descobrir os la&ccedil;os que nos unem. Reuni-nos, todos juntos, sob o vosso manto, na ternura do amor verdadeiro, onde se reconstitui a fam&iacute;lia humana: &laquo;&Agrave; vossa prote&ccedil;&atilde;o, recorremos, Santa M&atilde;e de Deus&raquo;. Digamo-lo, todos juntos, a Nossa Senhora: &laquo;&Agrave; vossa prote&ccedil;&atilde;o, recorremos, Santa M&atilde;e de Deus&raquo;.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>SOLENIDADE DE SANTA MARIA M&Atilde;E DE DEUS<\/strong><br \/><strong>Homilia do Papa Francisco &#8211; 1 janeiro 2020<\/strong><\/p>\n<p>&laquo;Quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher&raquo; (Gal 4, 4). Nascido de uma mulher: assim veio Jesus. N&atilde;o apareceu adulto no mundo, mas, como disse o Evangelho, foi &laquo;concebido no seio materno&raquo; (Lc 2, 21): aqui, dia ap&oacute;s dia, m&ecirc;s ap&oacute;s m&ecirc;s, assumiu a nossa humanidade. No seio duma mulher, Deus e a humanidade uniram-se para nunca mais se deixarem: mesmo agora, no C&eacute;u, Jesus vive na carne que tomou no seio de sua m&atilde;e. Em Deus, h&aacute; a nossa carne humana!<\/p>\n<p>No primeiro dia do ano, celebramos estas n&uacute;pcias entre Deus e o homem, inauguradas no seio de uma mulher. Em Deus, estar&aacute; para sempre a nossa humanidade, e Maria ser&aacute; a M&atilde;e de Deus para sempre. &Eacute; mulher e m&atilde;e: isto &eacute; o essencial. D&rsquo;Ela, mulher, surgiu a salva&ccedil;&atilde;o e, assim, n&atilde;o h&aacute; salva&ccedil;&atilde;o sem a mulher. N&rsquo;Ela, Deus uniu-Se a n&oacute;s e, se queremos unir-nos a Ele, temos de passar pela mesma estrada: por Maria, mulher e m&atilde;e. Por isso, come&ccedil;amos o ano sob o signo de Nossa Senhora, mulher que teceu a humanidade de Deus. Se quisermos tecer de humanidade a trama dos nossos dias, devemos recome&ccedil;ar da mulher.<\/p>\n<p>Nascido de uma mulher. O renascimento da humanidade come&ccedil;ou pela mulher. As mulheres s&atilde;o fontes de vida; e, no entanto, s&atilde;o continuamente ofendidas, espancadas, violentadas, induzidas a prostituir-se e a suprimir a vida que trazem no seio. Toda a viol&ecirc;ncia infligida &agrave; mulher &eacute; profana&ccedil;&atilde;o de Deus, nascido de uma mulher. A salva&ccedil;&atilde;o chegou &agrave; humanidade, a partir do corpo de uma mulher: pelo modo como tratamos o corpo da mulher, v&ecirc;-se o nosso n&iacute;vel de humanidade. Quantas vezes o corpo da mulher acaba sacrificado nos altares profanos da publicidade, do lucro, da pornografia, explorado como se usa uma superf&iacute;cie qualquer. H&aacute; que libert&aacute;-lo do consumismo, deve ser respeitado e honrado; &eacute; a carne mais nobre do mundo: concebeu e deu &agrave; luz o Amor que nos salvou! Ainda hoje a maternidade &eacute; humilhada, porque o &uacute;nico crescimento que interessa &eacute; o econ&oacute;mico. H&aacute; m&atilde;es que, na busca desesperada de dar um futuro melhor ao fruto do seu seio, se arriscam a viagens impratic&aacute;veis e acabam julgadas como n&uacute;mero excedente por pessoas que t&ecirc;m a barriga cheia, mas de coisas, e o cora&ccedil;&atilde;o vazio de amor.<\/p>\n<p>Nascido de uma mulher. Segundo a narra&ccedil;&atilde;o da B&iacute;blia, no cume da cria&ccedil;&atilde;o surge a mulher, quase como comp&ecirc;ndio de toda a obra criada. De facto, encerra em si mesma a finalidade da pr&oacute;pria cria&ccedil;&atilde;o: a gera&ccedil;&atilde;o e a conserva&ccedil;&atilde;o da vida, a comunh&atilde;o com tudo, a solicitude por tudo. &Eacute; o que faz Nossa Senhora no Evangelho de hoje. &laquo;Maria &ndash; diz o texto &ndash; conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu cora&ccedil;&atilde;o&raquo; (Lc 2, 19). Conservava tudo: a alegria pelo nascimento de Jesus e a tristeza pela hospitalidade negada em Bel&eacute;m; o amor de Jos&eacute; e a admira&ccedil;&atilde;o dos pastores; as promessas e as incertezas quanto ao futuro. Interessava-se por tudo e, no seu cora&ccedil;&atilde;o, tudo reajustava, incluindo as adversidades. Pois, no seu cora&ccedil;&atilde;o, tudo organizava com amor e confiava tudo a Deus.<\/p>\n<p>No Evangelho, esta atividade de Maria reaparece uma segunda vez: na adolesc&ecirc;ncia de Jesus, diz-se que a &laquo;sua m&atilde;e guardava todas estas coisas no seu cora&ccedil;&atilde;o&raquo; (Lc 2, 51). Esta repeti&ccedil;&atilde;o faz-nos compreender que o gesto de guardar no cora&ccedil;&atilde;o n&atilde;o era simplesmente um ato bom que Nossa Senhora realizava de vez em quando, mas &eacute; um h&aacute;bito d&rsquo;Ela. &Eacute; pr&oacute;prio da mulher tomar a peito a vida. A mulher mostra que o sentido da vida n&atilde;o &eacute; produzir coisas em continua&ccedil;&atilde;o, mas tomar a peito as coisas que existem. S&oacute; v&ecirc; bem quem olha com o cora&ccedil;&atilde;o, porque sabe &laquo;ver dentro&raquo;: a pessoa independentemente dos seus erros, o irm&atilde;o independentemente das suas fragilidades, a esperan&ccedil;a nas dificuldades; v&ecirc; Deus em tudo.<\/p>\n<p>Ao come&ccedil;armos um ano novo, interroguemo-nos: &laquo;Sei olhar com o cora&ccedil;&atilde;o? Sei olhar as pessoas, com o cora&ccedil;&atilde;o? Tenho a peito as pessoas com quem vivo, ou arru&iacute;no-as com as bisbilhotices? E sobretudo, no centro do cora&ccedil;&atilde;o, tenho o Senhor ou outros valores, outros interesses, a minha promo&ccedil;&atilde;o, as riquezas, o poder?&raquo; Somente se tivermos a peito a vida &eacute; que saberemos cuidar dela e vencer a indiferen&ccedil;a que nos rodeia. Pe&ccedil;amos esta gra&ccedil;a: viver o ano com o desejo de ter a peito os outros, cuidar dos outros. E se queremos um mundo melhor, que seja casa de paz e n&atilde;o palco de guerra, tenhamos a peito a dignidade de cada mulher. Da mulher, nasceu o Pr&iacute;ncipe da paz. A mulher &eacute; doadora e medianeira de paz, e deve ser plenamente associada aos seus processos decisores. Com efeito, quando &eacute; dada &agrave;s mulheres a possibilidade de transmitir os seus dons, o mundo encontra-se mais unido e mais em paz. Por isso, uma conquista a favor da mulher &eacute; uma conquista em prol da humanidade inteira.<\/p>\n<p>Nascido de uma mulher. Jesus, logo que nasceu, espelhou-Se nos olhos duma mulher, no rosto de sua M&atilde;e. D&rsquo;Ela recebeu as primeiras car&iacute;cias, com Ela trocou os primeiros sorrisos. Com Ela, inaugurou a revolu&ccedil;&atilde;o da ternura; a Igreja, ao contemplar o Menino Jesus, &eacute; chamada a continu&aacute;-la. Pois tamb&eacute;m ela, como Maria, &eacute; mulher e m&atilde;e &ndash; a Igreja &eacute; mulher e m&atilde;e &ndash;, e encontra em Nossa Senhora os seus tra&ccedil;os carater&iacute;sticos. V&ecirc;-A imaculada e sente-se chamada a dizer &laquo;n&atilde;o&raquo; ao pecado e ao mundanismo. V&ecirc;-A fecunda e sente-se chamada a anunciar o Senhor, a ger&aacute;-Lo nas in&uacute;meras vidas. V&ecirc;-A m&atilde;e e sente-se chamada a acolher cada homem como um filho.<\/p>\n<p>Aproximando-se de Maria, a Igreja reencontra-se: encontra o seu centro, encontra a sua unidade. Ao contr&aacute;rio o diabo, inimigo da natureza humana, procura dividi-la, colocando em primeiro plano as diferen&ccedil;as, as ideologias, os pensamentos unilaterais e os partidos. Mas n&atilde;o compreenderemos a Igreja, se olharmos para ela a partir das estruturas, a partir dos programas e das tend&ecirc;ncias, das ideologias, da funcionalidade: entenderemos qualquer coisa, mas n&atilde;o o cora&ccedil;&atilde;o da Igreja. Porque a Igreja tem um cora&ccedil;&atilde;o de m&atilde;e. E n&oacute;s, filhos, invocamos hoje a M&atilde;e de Deus, que nos re&uacute;ne como povo crente. &Oacute; M&atilde;e, gerai em n&oacute;s a esperan&ccedil;a, trazei-nos a unidade. Mulher da salva&ccedil;&atilde;o, confiamo-Vos este ano, guardai-o no vosso cora&ccedil;&atilde;o. N&oacute;s Vos aclamamos: Santa M&atilde;e de Deus. Todos juntos, de p&eacute;, aclamemos Nossa Senhora, a Santa M&atilde;e de Deus: [repete com a assembleia] Santa M&atilde;e de Deus, Santa M&atilde;e de Deus, Santa M&atilde;e de Deus!<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste primeiro dia do ano, a liturgia coloca-nos diante de evoca&ccedil;&otilde;es diversas, ainda que todas importantes. 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